Tequila

Ok, Tequila é super temático mexicano, mas nem estou falando da bebida em si, e sim da cidade com este nome. Também não sabia da existência de uma cidade com este nome, descobri quando comecei a fazer o itinerário.

Tequila fica à 1h30 de Guadalajara, e a passagem é bem baratinha, tipo R$ 10 cada trecho. Dá pra ir na metade da manhã, almoçar e voltar no meio da tarde, um passeio bem tranquilo. A cidade é uma dos “Pueblos Magicos” mexicanos… vulgo “cidade histórica”.

A cidade é bem pequena e não tem mil pontos pra ver, o que tem pra ver são as milhões de destilarias de tequila, claro. Na praça principal, ao lado da igrejinha (esta abaixo à esquerda), tem umas 4 barraquinhas que vendem pacotes turísticos para as destilarias. Fomos em uma que se chamava “Agave Tour”. Agave é a planta que usam para fazer a tequila, só pra constar. Custava $120 por pessoa (R$ 20) e eles fazem um pequeno tour no centro histórico e vão à várias destilarias, umas bem antigas com maquinário de 1800 (foto abaixo da igreja) e que ainda funcionam e também umas mais modernas e bonitonas. Fomos na destilaria Rubio, super moderna e arrumadinha!

Todas essas “agências” de turismo levam os passageiros em carrinhos em forma de garrafa ou tipo trenzinho. Você se sente uma criança nisso, mas ok.

Tem um pacote nessa agência que pegamos que leva apenas à Jose Cuervo, mas era $150 e SÓ levava lá, não passava nas outras antigas… por isso optamos pelo outro pacote que passava em mais lugares. No final fomos apenas na Calle Jose Cuervo, a mais antiga da cidade e paramos na lojinha/museu da mesma destilaria.

Olha essas duas garrafas lin-das que comprei lá:

Na verdade não sou amante de tequila, então não sei se tem isso no Brasil, mas achei tão lindas as garrafinhas, que não resisti! Na verdade tinham 5 opções com esses rótulos, mas achei too much comprar todas. Escolhi as duas mais tops e trouxe.

Almoçamos num restaurante típico muito bom, inclusive. Ele fica na esquina da Calle Jose Cuervo com a ruazinha da frente da igreja. Acho que o nome é Chalula, ou algo do gênero. É comida típica (óbvio, haha) e o preço é bem camarada, como todos os restaurantes por lá. Você gasta em média uns R$ 15 com a comida + bebida + 10%.

Os ônibus para lá saem em diversos horários, se não me engano é a cada 30 minutos, então é bem tranquilo e não precisa ficar se preocupando com a hora de ir embora!

Anna
11
jul
Palenque

Uma das paradas mais legais da viagem foi, com certeza, Palenque. Fomos de San Cristóbal de Las Casas até Palenque, em uma viagem de 5h pelo “estado” de Chiapas.

Essa parte do país é bem tipo natureza e patati patatá, e mesmo não sendo uma aficcionada por viagens deste tipo, adorei ter ido pra lá. Bom, a cidade de Palenque em si não tem tipo nada. É feia, meio bagunçada, pequena e muito quente! O legal são os passeios turísticos que saem de lá. A maioria das cidades mexicanas tem esses pacotes turísticos para pontos próximos. Neste caso, fizémos dois: ruínas de Palenque e cataratas de Agua Azul e Misol-Ha.

Já começo falando do segundo porque achei meio bobinho e não vou me estender muito. O passeio para as duas cataratas saiu em torno de $150 por pessoa, e o passeio começa às 10h e acaba às 16h30. Primeira parada Misol-Ha. Ficamos 30minutos lá. O bacana é que dá pra ir por trás da cascata (e se molhar inteiro). A viagem até lá dura uns 40 minutos mais ou menos. Logo em seguida saímos para Agua Azul, que de azul não tem nada, vide fotos. Nos decepcionamos um pouco por isso, mas tem um monte de cascatas e tem sim uma vista bem bonita, além de muito artesanato e alguns restaurantes. A parada lá dura 3h (que achamos demais, inclusive) e o caminho entre as duas paradas é de 1h eu acho.

É bom lembrar que além do preço do “pacote turístico” você tem que pagar a entrada dos parques, que sai $51 no total.

Já falado faladobarraexplicado sobre esse passeio, passo para o que mais interessa lá em Palenque, que são as ruínas mayas. Pelas mesmas companhias que levam para as cascatas, dá pra ir até ruínas. Custa apenas $4 ida e volta, e a viagem dura tipo 15 minutinhos. Também tem que pagar entrada no parque, $25 e a entrada nas ruínas, $51. Não é caro e vale MUITO a pena, porque olha só isso minha gente:

O sítio é enoooooooooorme, e pelo menos eu, passeei por tudo, andei por tudo, subi em quase todas, fotografei tudo, me encantei com tudo, amei tudo, quero tudo pra mim! Achei muito incrível conhecer este lugar e de ficar pensando em “como meu deus eles construíram issooooo”. É muito legal ver essas coisas!

O sítio tem uma cachoeira nos fundos também e um museu bem legal no final de todo o trajeto.

* Essas estátuas aí em cima são todas originais. Ficam dentro do museu para ficarem conservadas.

Como eu já falei, a cidade é bem quente e lá nas ruínas é ainda mais quente! Parecia que não tinha ar no lugar. Muito abafado, é bom levar água!!

E outra dica é, quando for lá, suba em todas as pirâmides, e mesmo que pareça desanimador pela quantidade de escadas e pela inclinação e altura das mesmas, respira fundo, concentra e sobre tudo de uma vez! A vista lá de cima vai compensar o cansaço, acredite!

Sobre hotéis e restaurantes por lá… bom… como eu falei, a cidade não tem nada. Tem bastante hotel e albergue porque tem muito turismo pelas ruínas, então é fácil simplesmente chegar e achar lugar (em temporada baixabarramédia… na alta talvez seja difícil) como nós fizemos.

Tem muito “hotel” cabana ali perto das ruínas, na estradinha que te leva até lá. Mas é uma coisa bem roots-natureza-mochilão-bicho grilo-vamos dormir no chão, ou seja, tem pra todos os gostos: hotel, albergue, cabanas e mata!

Restaurantes… então… não indico nenhum, mas sobrevivemos… hehehe.

Anna
08
jul
Ajijic e Tlaquepaque

Aposto que ninguém nunca ouviu falar desses dois lugares, right? Então, eu também não até chegar no México. São duas mini cidades perto de Guadalajara.

A primeira, Ajijic, fica no município de Chapala, que também é o nome de um lago bem grande ali e que passa por várias cidadezinhas. Fica a mais ou menos 1h de carro de Guadalajara e uma tarde basta para conhecer. É bem pequena, mas tem uma vista bonita pro lago, com um calçadão cheio de árvores e também umas ruas bem coloridinhas, a la México.

Lá vivem muitos velhinhos americanos e canadenses, inclusive. Vão pra lá para aproveitar uma vida tranquila num lugar bem bonitinho!

Com certeza deve ser bem fácil pegar ônibus até lá, mas como fomos de carro, não sei indicar onde, como e quanto custa o transporte.

Outro lugar bem bacana e no caso, mais interessante que Ajijic, é Tlaquepaque (acho esse nome super legal!). Assim como a primeira cidade, essa fica coladinha em Guada (intimidade).

Essa cidade é mais bonitinha e tem mais coisa pra ver, principalmente pra quem gosta de artesanato e criação. Já no começo do passeio passamos por essa igrejinha super bonitinha:

E seguindo o caminho, chegamos na pracinha principal, com um coro e várias barraquinhas com produtos diversos.

Caminhando por ali, chegamos nesta rua cheeeeia de ateliês e lojas de artesanato, design, móveis, arte, cafés, restaurantes e coisas legais.

Uma tarde é suficiente ali também, ou se quiser, vá almoçar e passear na sequência. Estes são dois passeios legais para fazer se estiver ancorado em Guada!!

Anna
07
jul
Cidade do México – Parte I

Aiaiaiaiaiaiiiiiiiiiii, é o que você escuta quando o avião desce no México (mentira, mas seria tão mais temático, né? haha). Mas ok, falando sério agora… eu a-mei este país! É muito incrível! Tem muita coisa pra ver e um ano rodando por lá acho que não seria suficiente! Vou falar de todos os lugares e passeios que fizemos, um total de 16 paradas, mas hoje vou falar sobre a capital apenas.

O aeroporto é tipo giga, como a cidade toda. O que eu achei bem legal foi que quando você fica esperando a mala, fica vendo eles revisarem tudo através de um mega vidro que separa esteira e passageiros. Eles colocam as malas, uma do lado da outra, com a alça pra fora já, prontinha para ser retirada. Aí vem um cachorro e passa 4x por cima das malas cheirando tudo. Só depois disso é que eles ligam a esteira. É meio demorado, mas é legal de ver. Ainda mais porque eles não jogam as malas como no resto do mundo, eles colocam as malas (achei simpático isso). Queria ter tirado uma foto ou feito um vídeo pra mostrar, mas é proibido fazer isso nessa parte do aeroporto.  Então a primeira dica do post é: tenha muita paciência para pegar sua mala, o processo é demorado pra caramba. Divirta-se vendo todo o processo, não tem outra saída.

Ok, o aeroporto é enorme, e a cidade é tipo… absurda. Já da janelinha do avião você vê que as luzinhas não-acabam-nunca! Sério, é muito gigante… também… 24 milhões de habitantes!

Quando alguém falar pra você na cidade “vamos ali, é aqui pertinho”, prepare-se para ficar 1h no carro. Com sorte de não pegar trânsito, ok?

O táxi lá é barato. Na verdade, pra gente é tudo barato. A moeda custa R$0,17! Pra andar tipo 30/40 min. de táxi, você gasta em torno de R$ 20, então é tranquilo usar esse serviço caso queira evitar metrôs entupidos e tal. Já aproveitando a deixa do metrô, deixa eu já falar que são muitas linhas que te levam por quase toda cidade. A pssagem custa $3, ou seja R$ 0,51!

As paradas com combinação de linhas me lembraram as de Londres (porém mais podres, obviamente) porque pra mudar de uma linha pra outra você caminha tipo 5 quadras em forma de curvas, escadas e embaixo da terra ¬¬. Outra coisa que achei legal/interessante, é que de manhã, entre sei lá 9h e 11h, ou algo assim, tem vagões separados para homens e mulheres. Se estiver sozinha, vá no de mulheres, se estiver acompanhada com amigos e não quiser se separar, vá no de homens junto com eles daí. E última coisa sobre o metrô: evite horários de pico se puder. Eu infelizmente não pude evitar, e sim, tem muita gente e é muito quente e as portas fecham bem rápido e é bem tenso. Fica a dica do metrô aqui.

A capital mexicana tem vários atrativos, muitos museus, muitos restaurantes, mas tem que fazer os roteiros com muito cuidado pra não acabar tendo que atravessar a mega cidade pra fazer x ou y passeios.

Uma área bem legal pra se visitar e passar a tarde é Coyoacan. Nessa região fica o Museu e Casa de Frida Kahlo – muito legal, entrada $ 51 -, muitos bares e restaurantinhos, artesanato e também o Museu Nacional de Culturas Populares, que custa também $51; além da Igreja e da pracinha. Nessa parte acontecem vários eventos de teatro, música e apresentações. Eles tem até uma revistinha da região com a programação quinzenal.

Outros museus legais de ir são o MUAC, que fica dentro na UNAM (a Universidade pública que, como tudo por lá, é tipo enorme e tem linhas de ônibus dentro e tal), e é um museu de arte moderna – entrada $ 40; o Palacio de Bellas Artes, que além de ser um prédio todo lindo por dentro e por fora, tem painéis de artistas mexicanos famosos e exposições tops, como a de Magritte que pude ver enquanto estava lá – entrada $ 35; e o Museu de Antropologia, que conta tudo sobre a história do México, dos diversos povos e culturas – também $ 51. Bem legal, principalmente porque tem o calendário do sol maya e várias coisas desse gênero. Nesse último vá com tempo e sapatos confortáveis, ele é bem bem beeeeem grande.

MUAC


Museu de Antropologia


Palacio de Bellas Artes


Saindo do Museu de Antropologia, atravesse a rua e vá ao parque em frente. Ali tem várias atrações, incluindo o zoológico da cidade e o castelo. Tá, nem vi o zoológico, mas o castelo é ponto turístico que vale a pena! Além de museu histórico, todo ele é lindo, tem uma vista bem legal pra cidade e também uma parte com decoração da época, dá uma olhada:

A entrada pro Castelo custa R$ 8,60 e se quiser subir de trenzinho ao invés de ir a pé, o preço é de R$ 2,20 ida e volta.

O centro histórico é meio básico de falar né, tem o Palacio de Bellas Artes que falei ali em cima, do lado dele tem uma casa de correios que tem-que-entrar, porque é super bacana (vide foto abaixo), tem na rua do lado, a casa do Azulejo que é um restaurante, e caminhando um pouco mais, você chega na Catedral.

O mais legal da Catedral, não é toda a construção linda e a opulência de detalhes e tal… o mais legal é que ela é completamente torta! A cidade é construída em cima de um rio, então o solo é muito molengo. Já no pátio de entrada dá pra ver a sinuosidade do negócio. Entrando na Catedral, se você for pela lateral direita vai ver o fundo da igreja completamente inclinado! Muito estranho de ver e de andar ali, porque dá pra sentir bem a tortuosidade do local! No meio da igreja tem um pêndulo que marca no chão o quanto a construção já se inclinou, olha só:

Atrás da Catedral tem umas ruínas que foram encontradas ha algum tempo. Legal passar pra ver.

Outro passeio legal é a Feria de San Angel. É uma feirinha de rua, com barraquinhas de artesanato e muitos pintores expondo. Em volta da praça tem muitos bazares e lojas de artesanato e design, ótimos para comprar coisinhas bacanas. Também tem muitos restaurantes e bistrôs por ali. Legal pra passar uma tarde tranquila de sábado. Mas lembre que a feira acaba às 17h e o dia que esses bazares abrem é sábado!

Bom esse post já ficou bem grandinho. Mais pra frente faço um com alguns restaurantes e com uma região super legal pra ir a noite!!

Anna
Vistos: México
Próxima parada: México
06
jul
Página 3 de 3123