Comparando: trânsito

Como boa motorista resolvi fazer este post principalmente para aqueles que como eu, odeiam pegar trânsito. E também para te contar que aqui em Curitiba pelo menos, o trânsito ainda não é tão caótico, desorganizado e as pessoas más educadas, acredite ou não.

Começando aqui pertinho, nossos hermanos argentinos. Sabe tenso? Tenso. Graças a Deus eu nunca precisei dirigir em Buenos, acho que eu ia chorar. Andei de táxi por lá e achei que fosse morrer. Eles são mucho locos e dirigem sem a mínima noção de espaço e respeito. Na rua que tem 3 pistas andam 5 carros, um cruzando o outro, sem sinal, sem precaução e em velocidade. Não sei como que eles conseguem não bater.

Na realidade, a maioria dos carros de lá são riscados e meio batidos, mas eu pelo menos nunca vi uma batida, algo que não seria inesperado.

Subindo o nível de perigo e falta de noção, vamos até Roma. Quando cheguei lá já sabia da fama do trânsito péssimo, e quando conheci um italiano que me contou que existe uma “brincadeira” do tipo “vai e tanta sobreviver para atravessar a rua”, ficou bem claro pra mim que a fama faz jus realmente.

Diferente do norte da Itália, no sul o pessoal não tá nem ligando para os pedestres, essa palavra nem tem no dialeto deles eu acho. Para atravessar a rua não basta o sinal estar fechado, você tem que ter o que chamamos de sorte. E bom, coragem também é uma pedida.

Eles dirigem meio loucamente, mas no quesito rua, os argentinos são mais maluquinhos.

Continuando na escada do pior trânsito, vem Napoli. Mesmo drama de Roma, pedestre não tem vez e as motos são incontáveis. Ter uma vespa na Itália é tipo lindo, se você estiver nela, porque se for um mero transeunte, tenha o seguro de vida em dia, ainda mais que já comentei aqui que tem lixo por toda a parte e caos geral.

Uma curiosidade já que estamos falando de Itália é que eles não-sabem-estacionar. Achei que era o pessoal do norte ou uma implicância pessoal minha, ou uma “sorte” de ver peculiaridades balísisticas, mas não… eles não sabem. Acho que não ensinam nas aulas de auto escola, não é possível!

Se você é do tipo de sobe na calçada na hora de estacionar, eu tenho a solução: vá para a Itália. Você vai se encaixar com a galera. Eu devia ter tirado foto de tudo o que eu vi, de tão inacreditáveis. E a melhor parte é que eles não estavam nem aí, tipo comum, normal, básico.

Mas se você acha que o nível da competição está, digamos, barbeiro, é porque não conhece o México. Sempre pensei que Napoli fosse o pior, até conhecer Cidade do México e Guadalajara.

Todo mundo sabe que as cidades lá são bem grandes e populosas néam, mas eu não achava que era tanto, principalmente Cidade do México. Lá eles respeitam os pedestres até, mas além de sempre ter engarrafamento, as conversões das ruas não fazem o menor sentido. Pra mim que cada virada era uma barbeiragem, até ver as placas que indicavam os motoristas.

As ruas mudam de sentido do nada, pra virar à direita ou à esquerda você tem que atravessar 3 ruas – seria como virar no sentido oposto de uma rua com biarticulado no meio e sem sinaleiro para ajudar, algo assim – e ir pedindo a vez, sem contar que passar com o sinal vermelho é a mesma coisa que passar com o sinal verde.

Outra coisa que confunde/atrapalha é a quantidade de viadutos e vias rápidas na Cidade do México. É meio tipo São Paulo, perdeu uma entrada? Boa sorte para achar outra e dar uma volta de 40 minutos.

Ah, e não posso deixar de comentar que dependendo do lugar que for visitar, vai ter que enfrentar um congestionamento de pessoas, coisa tão tensa quanto.

Anna
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04
nov
Romeu & Julieta

A pedidos vou falar de uma das cidades mais gracinhas e legais da Itália: Verona. Nhooooooom é muito Romeu&Julieta né?

Na realidade eu nem esperava muito dessa cidade, achei que era só mais uma no roteiro e que um dia estaria de bom tamanho para conhecer a famosa cidadezinha. Pois é, me enganei. A cidade é linda, linda, linda e tem bastante coisa pra ver lá sim. Um dia não basta mexmu. Bom, até dá pra ver um um dia, se você for rapidão e tal.

A estação de trem é um pouco longe do centrinho histórico, mas não se desespere, é algo em torno de 10 minutos andando tá? Mas é que se tratando de Europa e Itália, isso já é meio longe, hehe. No caminho que fizemos, tem meio que uma entrada pra cidade:

Já chegando no centro, tem uma arena – no caso a 3a maior do país – que recebe algumas óperas e shows. Ela não é tão mágica quanto a de Roma, claro, mas é super bonita também. A entrada custa uns 5 euros, ou menos, não lembro de paguei meia ou inteira. De lá dá pra ter uma vista bem legal da praça do lado de fora, mas se prepare para subir os degraus!

Como é a cidade de Romeo e Giulietta (em italiano) você pode visitar o túmulo desta mocinha apaixonada (meio er, sinceramente não perca seu tempo, é meio afastado dos pontos principais e não tem nada de mais. Fica na Via del Pontiere, 35) e a casa dela, essa sim você tem que ir.

A casa fica na Via Cappello, 23 e você vai achar bem fácil porque vai ter um monte de turistas por ali. Fica bem cheia e é difícil tirar foto e subir na varandinha. E nas paredes tem várias declarações de amor e essas coisas… super romântico. Não paga para entrar aqui.

Como em Milão, Roma e Napoli, Verona também tem um castelo. É pré requisito ter castelo em cidade italiana, além das 527492 igrejas. Esse aqui é o Castelvecchio e fica no Corso de mesmo nome, vai ser fácil de achar sabe, é um castelo, é grande, beeeem grande e fica no caminho de retorno para a estação de trem, dá pra deixar pro final, quando estiver indo embora.

O castelo abriga um museu com esculturas medievais e romanas. Está aberto de terça a domingo das 8h30 às 19h30 e o ticket custa 6 euros inteiro e no primeiro domingo dos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, outubro novembro e dezembro o preço é de 1 euro.

Aqui embaixo tem um mapinha do interior do castelo:

Acho engraçado que lá também tem um Teatro Romano, sim exato, romano. Em Verona. Mas enfim, é assim que é, e é beeeem bonito. Eu já achei bonito por fora, agora imagina por dentro como deve ser. Contei ali em cima que fiquei um dia só na cidade e por isso este foi um ponto turístico que não tive tempo de visitar, infelizmente.

O Teatro fica na Rigaste Redentore, 2 e é o edifício mais antigo da cidade, é só do século I a.C. Fica meio na beira do rio Adige, e tem um ponte quase em frente pra você atravessar. Tanto a arena quanto o teatro são usados para sediar teatros de Sheakespeare e o Verona Jazz Festival.

Ali pertinho do teatro, só que mais para a direita – de quem olha o teatro de frente – você encontra um jardim lindíssimo, que tem um labirinto, tipo esses de filme! Eu achei mágico, mesmo sendo meio pequeno e tendo paredes baixinhas pra ninguém se perder. Na realidade esse foi um achado no meio do passeio e acabamos ficando um tempão lá, brincando tipo criança mesmo. Ainda dá para subir em um mini mirante e ver a cidade do outro lado do rio e o jardim/labirinto de cima.

Como não podia faltar, tem pelo menos 4 igrejas pra você visitar: Duomo, na piazza Duomo; a Basilica di San Zeno, na piazza de mesmo nome; Basilica di Santa Anastasia – foto, também na piazza de mesmo nome e a última é a Chiesa di San Fermo Maggiore, na Stradone di San Fermo.

A igreja di San Fermo é meio moderninha – eu acho – com a fachada listrada. Acho bem interessantes essas igrejas com listras, é diferente.

E para terminar com a melhor dica ever, eu te conto que existe um Verona Card, que é vendido em qualquer monumento, museu ou ponto turístico e também nas tabacarias. Tem o card de um dia que custa 10 euros e te dá acesso à todos os pontos turísticos e também permite usar o sistema de transporte público. Se for ficar mais tempo por lá, compra o card de 15 euros, com as mesmas facilidades e duração de 3 dias.

Quer dica melhor que essa?

Anna
02
nov
Bolsas Moss

Ok, ok… a gente as vezes desvia do assunto, mas é com boas intenções. Tanto eu quanto a Anna temos um pezinho na moda e achamos bacana divulgar iniciativas nacionais legais, marcas pequenas e de boa qualidade…

É o caso da Moss, marca de bolsas de Belo Horizonte, comandada pela Fernanda Lopes (xará!). Conheci a Moss por outro canal de moda muito bacana de BH, o blog Hoje eu vou assim, da Cris Guerra.

Sou muito chata com bolsas. Estava atrás de uma grande, estruturada, com acabamento bonito e um preço não extorsivo e a busca estava difícil aqui em Curitiba. Do jeito que eu queria era ou tudo muito caro, ou de má qualidade… aliás, se alguém tem dicas de onde comprar bolsas não-jacu que não custem os olhos da cara por aqui, aceito.

Aí lembrei de algumas bolsas lindas que vi a Cris usando no blog e resolvi entrar no site da Moss, dar uma olhadinha.

Adorei e, depois de trocar alguns emails com a própria Fernanda para tirar minhas dúvidas (super solicita e educada, por sinal), comprei. Duas, para aproveitar a promoção (ainda tá rolando desconto em alguma peças).

Compras na internet sempre me deixam apreensiva, mas tudo correu tranquilamente e a entrega foi mais rápida do que eu esperava.  Embrulho, cartão, tags, tudo muito atencioso e bonitinho.

Já testei as duas em viagens e estão aprovadas. A maior (ref.04) é bem espaçosa, com divisórias e foro estampado (não sou fã de leopardo, mas fica bom), então é fácil de achar o que você está procurando, mas sem ser muito volumosa. Ótima bolsa de mão para ponte-áerea. Os detalhes e ferragens são lindos, só não recomendo para ir no banco – já fiquei presa na porta giratória com ela, heh. Essa cor é a marinho, mas também é linda em vermelho e coral.

A menorzinha (ref.03) é fininha e pode ir na mala despachada, para sair a noite.  Essa é no coral, tem várias outras cores no site.

Para quem quiser saber das novidades, a marca tem um blog também. Boa sorte para a Moss e avisem quando a coleção nova sair!

Anna
01
nov
Fuori Salone

Esses dias eu falei aqui sobre o Salone del Mobile e hoje é a vez de falar do Fuori Salone, evento ainda mais legal que o Salone propriamente dito.

Mas você deve estar se perguntando o que diabos é isso e o que tem a ver, e eu te respondo: o FS é nada mais nada menos que um zilhão de eventos que acontecem na mesma semana do Salone e é NA cidade de Milão mesmo – já contei que a feira de móveis em questã acontece meio fora de Milão – e escolher aonde ir é quase que uma missão impossível.

De fato tem muita coisa acontecendo na cidade ao mesmo tempo, entre festas, coquetéis, exposições, mostras, shows e lançamentos. A gente fica louo nessa época e a cidade entupida de gente. Só para ilustrar melhor, no ano que eu estive lá, eram apenas 380 eventos, em uma semana. Todos esses pontinhos pretos no mapa, são eventos:

Eles dão um livrinho-guia pra gente não perder nada, tem uma lista de eventos por dia e por ordem alfabética. Dá uma olhada (e não ligue porque eu usava isso o dia todo e está meio porco e todo riscado):

Tem várias festas abertas ao público, mas as mais mais maaaais legais tem que ter convite. Por sorte uma amiga trabalhou em uma dessas festas que precisava de convite e nos deu um! Eeeee. Coisa phyna! A festa era a “That´s Design Party” e acontecia em 2 galpões na Via Tortona, uma das mais cools da cidade, cheia de ateliês e lojinhas bacanas. Essa rua era intransitável durante o FS. Tinha um monte de coisa acontecendo nela…

Tinha tanta coisa legal, é meio indescritível até:

E tinha Campari pra galera – pena que não é muito bom, maaaaas… pensa se o pessoal não se acabou.

Fomos em uma festa aberta ao público, a inauguração do Green Energy Design, que acontecia na faculdade Católica.

Gente, sério…. incrível é pouco! Além das exposições e instalações da festa, do lado de fora tinha uma mesa gigantesca cheia de comida e bebida de graça, e quando eu digo comida eu não digo salgadinho cheetos bola pra galera, eu digo prato de macarrão, saladinha de fruta, canapés de queijo e tomate seco, champagne, doces…. coisa de país de primeiro mundo mesmo. E pasme, a coisa nem era caótica tipo um bando de gente apinhada pra comer. Óbvio que quando eles começaram a servir tinha bastante gente, mas a coisa era organizada e educada. Comi um monte! Eeeeeeeee.

Pensa em alguém que tirou milhões de fotos = eu. Não rolou tirar fotos das comidas, não dava pra segurar prato, taça e máquina ao mesmo tempo e ainda desviar de todo mundo.

Outro lugar legal que fomos foi nos museus Triennale Cadorna e Triennale Bovisa, com exposições muito legais e também uma loja na Via Durini com produtos de Karim Rashid, que infelizmente não conseguimos encontrar. Quando chegamos ele tinha acabado de sair! Bad timing, I know.

Falando em designers famosos, boatos que Starck estava andando por lá e vários outros. Claro que se eu não encontrei ninguém né? Mas valeu a intenção.

Eu quero muito voltar pra um Salone del Mobile + Fuori Salone (principalmente). Quando fui aproveitei bastante, mas poderia ter aproveitado muito mais se não tivesse aula de manhã e de tarde e ter que sair correndo da faculdade pra poder ir em alguns lugares.

E como eu guardo tudo de tudo, claro que eu trouxe um monte de coisa do FS né? Na realidade eu tive que fazer uma seleção das coisas antes de trazer pro Brasil, e mesmo assim tive que despachar uma caixa de 20kg! Mas é que é tão legal guardar essas coisas, relembrar e até tirar algumas idéias quando a gente está com bloqueio criativo! Fotografei algumas coisas para finalizar o post de hoje:

Anna
Salone del Mobile
Festas: noite à milanesa
01
nov
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