Comparando: Feirinha Hippie

Faz tempo que quero fazer este post, mas sempre acabam surgindo novas prioridades por aqui e acabo deixando pra depois. Porém contudo todavia, chegou o dia de falar das feirinhas.

Nunca tinha reparado que toda cidade tem sua feirinha e que eu sempre vou conhece-las quando estou viajando. Quando percebi este padrão em minhas viagens, quis vir correndo contar pra vocês as que valem a pena MESMO e as que são só balela. Algumas eu não tenho fotos minhas pra ilustrar, pois nem imaginava que um dia fosse escrever este post em questã, mas vocês me perdoam né?

Começo a viagem hippie por Bruxelas, na Place du Grand Sablon, aos domingos.

A feirinha de Bruxelas é bem bem BEM feirinha de antiguidades mesmo. É tudo no chão, não tem barraquinha e tem muitos móveis antigos. Uma coisa que me incomoda um pouco é o fato de que as pessoas não sabem o que significa “antiguidade”, e colocam tipo um pente do ano passado à venda do lado de uma vitrola de 1800. Mas enfim, isso é um padrão mundial que já percebi.

Essa de Bruxelas é meio pequena, principalmente com relação às outras que vou comentar aqui ainda, mas eu achei muito legal achar uns selos belgas antigos por 3 euros. Era um combo por este preço, e tive que comprar, achei muito diferente:

Gosto de ver livros antigos do país também. Sempre tem nessas feiras, e se você quer uma dica… por que não usar um livro antigo pra fazer um scrapbook? #ficadica

Outra feirinha que é ultra antiguidades é a de Montevideo. Ela fica na parte histórica da cidade, meio ao redor de uma praça… parece grandinha, mas não é, as coisas que são bem espalhadas mesmo. Diferente de Bruxelas, essa tem algumas barracas e já é mais avançada. Tem pente do ano passado, mas a seleção já é bem melhor.

É possível comprar umas barganhas por lá, é muito fácil negociar. Comprei 2 latinhas antigas da Coca Cola por 15 reais e uma câmera Kodak completa por menos de R$ 100. Tinha radiola por R$ 150, só não trouxemos porque né… cadê a praticidade de trazer isso??

De qualquer forma, essa feira fica no meio do caminho entre o centro novo do centro histórico, então vai ser fácil achar e não vai te tirar do caminho. Você pode só passar e dar uma olhada se quiser.

Uma feirinha que vai meio tirar você do caminho, é a de Buenos Aires, em San Telmo. Ela é super famosa e todo mundo fala dela e blábláblá e até que fui lá pra conhecer. Não curti. Ela já é bem maior que as outras duas, tem mais barraquinhas e ocupa mais ruas, BUT, não significa que o nível é melhor não. De antiguidade mesmo, só em algumas lojas ali nas ruas próximas… o resto é pente do ano passado e algumas coisas “made in argentina”. Umas coisas de lã, umas coisas ripongas, muito disco de tango e por aí vai. Pelo menos, tem uma igreja bonita para compor o visual, e bem… tenha paciência. A feira é bem cheia, mesmo de manhã cedo.

Nessa não comprei nada, pois nada me apeteceu naquele dia. Tem também uns prédios com várias lojas dentro. INCLUSIVE o prédio que  foi cenário da campanha da Chanel do ano passado. Achei emocionante ver as fotos e saber que estive ali. He.

Sabe uma feira que achei bem interessante e legal? Cidade do México. Essa feirinha não é bem hippie não, ela é bem mais uma feira de arte. Toda a extensão da praça que sedia a feira é coberta por pintores mexicanos com seus quadros, e olha, vou te contar que eram bastante interessantes sim (ok, tinha coisa jacú também, é lei de feirinha isso).

Foi nessa feira que comprei minha caveira lin-da – que eu mostrei neste post! O legal ali é que tem várias lojas/ateliês super bacanas, um ao lado do outro e cheios de artesanatos mexicanos. Vale muito a pena passear por ali, parar pra comer alguma comida bizarra típica, ou um crepe, se você for mais normal e menos ousado.

Outra feira que eu gostava bastante era a de Milão, ao redor do rio Naviglio. A feira era bem grande, dessas que pegam o bairro todo e você nem sabe pra onde ir. Lá tinha de tudo, desde antiguidades, pentes do ano passado, bijus, livros, coisas bacanas… Aliás, a região ali é bem interessante e cheia de lojas cool, então mesmo que não encontre nada NA feira, vai encontrar em alguma loja por ali. Também tem bastante livraria e sebo, que sempre dá um up no passeio.

Em Milão quero citar outra feira, a de Sant Agostino. Essa é bem menor, e bem mais “povo” vendendo umas coisas tipo panelas de plástico, shampoo Seda, sapatos usados, mala made in china. Em resumo: mistureba.

As pessoas gostam de ir lá comprar mala, inclusive. Pessoal gasta a vida em Milão e vai pra lá comprar mala barata pra poder trazer tudo. Que dica hein? A feira se extende por umas 3 quadras e é só descer na parada Sant Agostino da linha verde. É fácil achar o buxixo.

Uma das maiores que conheço é a de BH, na Av. Afonso Pena. Ela é bem famosa também e muito grande. Essa sim tem artesanato e coisas interessantes. Tem bastante vestuário e comida, ou seja, não tem como passar fome. Só um pequeno defeito: os corredores são muitoooo pequenos. Muito mesmo! A feira é bem cheia, e é difícil transitar ali pelo meio. Tem que ir com tempo e calma, senão vai acabar se irritando. (pelo menos ela é super organizada)

A última feirinha que visitei foi a de Lisboa, também super comentada e patati-patatá. Cheguei lá e não curti. Não só porque estava chovendo e frio e cinza, mas porque achei bobinha. Não vi artesanato, só pentes do ano passado. Lá não tem tanta barraquinha, e sim bastante gente com pano no chão.

Pelo menos ali onde fica a feirinha, que é ao redor do Campo de Santa Clara,  tem o Panteão Nacional e você já aproveita para ver este ponto turístico da cidade. A feira acontece aos sábados até as 16h.

Mas gostaria de indicar um mini coffe-house ali, que além de me salvar da chuva, tem coisas lindas e gostosas. Pra começar que na frente já tem escrito “o melhor chocolate quente”, ahn… sim, procede. Super ótimo e muito quente! Foi tenso tomar aquilo. O lugar é minúsculo e administrado por um casal. Tudo é feito lá e por eles. Chocolates e salgados, tudo de lá. Se puder, dá um pulo, eles são bem simpáticos, as coisas são gostosas e preço normal.

Minha feirinha preferida do mundo é – por motivos óbvios ou não – a do Largo da Ordem aqui de Curitiba. Mas eu vou deixar um suspense e dedicar um post inteiro pra ela. He.

Anna
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02
fev
Caixa Preta: scrapbook

Vocês sabem que eu sempre faço scrapbooks, né? Até na Viagem e Turismo já apareceu e todo mundo me pergunta como eu faço, quanto tempo levo, por onde começar e tudo o mais.

É por isso que no segundo post dessa categoria nova eu vou mostrar como fazer um desses (no caso é o da viagem de Portugal), passo a passo pra te ajudar a fazer um também.

Passo 01 | Escolha o caderno

Essa é a parte mais importante de todas, pois é ela que vai definir todo o trabalho. Escolher o caderninho certo faz parte da brincadeira. Não precisa ser um caderno, pode ser um livrinho, um guia ou qualquer coisa assim, que dê pra fazer o scrapbook.

É legal comprar algo que seja bem característico do lugar ou que traga uma lembrança legal, tipo uma loja que adorou, ou um caderno do melhor museu que visitou, etc… Mas a coisa é que quando você acha MESMO o caderno certo para isso, não tem jeito. É como se brilhasse uma luz em volta dele e como se ele te chamasse. Você vai saber qual é o ideal!

Passo 02 | Guarde tudo

Durante a viagem guarde tudo, TUDO o que puder. Não discrimine embalagens, catálogos, notas fiscais, papéis de bala e mapas. Tudo pode ser útil.

Passo 03 | Organize-se

Depois de voltar, você tem que ser organizar. Depende de quanto tempo ficou ou o que fez, dá pra separar as coisas de várias formas. Tenho alguns que foram feitos em ordem cronológica (dia-a-dia) e tenho outros que são só agrupamentos.

Escolha uma forma que fique mais fácil pra você, para ajudar a lembrar de tudo e poder fazer uma coisa legal.

Dá pra separar assim:

1. Notas fiscais e passagens

2. Por museus

3. Por cidades – caso visite mais de uma

4. Mapas

5. Guias

Passo 04 | Materiais

Depois de tudo separado, é a hora dos materiais: canetinha, lápis de cor, caneta colorida, lápis, tinta… e claro, cola e tesoura.

Passo 05 | Criatividade e paciência

Essa é a parte mais demorada, óbvio. Tem que ter paciência, mesmo! Não pense que vai acabar em um dia, mesmo que tenha feito uma viagem rapidinha. Normalmente eu levo alguns dias pra montar tudo. As vezes demora mais porque dá uma preguiçinha, ás vezes porque a criatividade não deu seu parecer.

O importante é relembrar da viagem enquanto faz o scrapbook e colocar ali tudo o que puder, desde tickets de passeios até piadas internas, momentos engraçados e momentos fail.

1. Faça esboços com lápis antes. Nada pior do que querer ousar direto com caneta e depois ficar um treco medonho.

2. Recorte bastante. Não precisa colocar tudo de tudo que trouxe, faça uma seleção de imagens ou de palavras ou aquilo que achar interessante.

3. Não se preocupe em fazer esquemas que as outras pessoas entendam. Isso é um caderno de memórias/recordações suas! Quem tem que entender é você!

4. As coisas levam tempo. Essa aqui debaixo precisou de 45 minutos pra ficar pronta.

5. Se prepare. Usar cola, canetinha, grafite e lápis de cor deixa a mão suja pra caramba!

E é isso. Agora você já sabe como fazer seu próprio scrapbook! Divirtão-se!

* Aliás, quem fizer um TEM-QUE mandar pra gente ver, ok? Pela atenção, obrigada.

Anna
Caixa Preta: como despachar um sombrero mexican...
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fev
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