Comparando: igrejas 2

Estava na hora desse post né? Faz tempo que fiz o comparando igrejas 1 por aqui. Fiquei chocada com o tanto de igrejas que já visitei por aí… combinemos, é o ponto turístico básico de qualquer cidade, principalmente na Europa.

Inclusive, aposto que consigo fazer um post inteiro sobre igrejas só da última viagem a Portugal. Vamos lá?

Catedral da Sé – Lisboa

Um mega ponto turístico da capital portuguesa, fica pertinho do Castelo de São Jorge, logo no caminho. Dá pra chegar fácil a pé ou ainda pegar o elétrico 28.

Esperava mais de tanto que falam de lá. É aquela coisa né? Igreja européia antiga.

Quando fui não pude ficar muito tempo, porque tinha acabado de começar uma missa, ai fotografei rapidinho e já saí, uma vez que não queria ficar para o culto.

Essa igreja foi construída no lugar de uma antiga mesquita, e já sobreviveu a 3 terremotos, inclusive àquele de 1755 que destruiu a cidade. Falando em data, ela começou a ser construída em 1147 – velhinha né? – e é baseada na Sé de Coimbra.

Sé Velha e Sé Nova – Coimbra

Falei ainda essa semana das duas. Não entrei em nenhuma, problemas técnicos (uma cobrava e a outra estava fechada, hehe). A Sé Velha me pareceu mais interessante, mais rústica, mais antigona mesmo, não a toa seja “velha”.

As duas ficam bem perto, dá pra ir a pé na boa!

A Sé Velha é uma das igrejas mais importantes de Portugal – olha só que importante! – e começou a ser construída mais ou menos no ano de 1139, quando Coimbra ainda era capital do país.

Já a Sé Nova, fica mais próxima à universidade, no Largo da Feira. Ela era do colégio dos jesuítas e data do ano 1598, mas só começou a “funcionar” em 1640.

Santuário(s) Nossa Senhora de Fátima – Fátima

Pô, essas sim né? Fátima é point mundial do pessoal que faz peregrinação, então não obstante as igrejas são gigantescas!

A velha é muito bonita, toda branquinha e limpa. É meio fria, mas muito bonita. Adoro ver os órgãos das igrejas. É de 1917, para Europa, isso é muito moderno já.

Já a nova, achei bem estranha. É moderna de-mais, parece que não combina, sabe? O ambiente é bonito e tudo novinho e bem cuidado, mas vocês não acham que não combina com “igreja”? Acharia meio estranho ir em uma missa ali… Só pra constar, essa aí é de 2007!!

Mosteiro de Santa Maria da Vitória – Batalha

Essa é lindão de morrer. De fora é um deleite visual pra ficar oras admirando. Por dentro é monumental, mas é tão alto que fica muito frio ficar lá dentro. Não passa um aconchego.

Esse mosteiro foi construído em agradecimento à Virgem Maria pela vitória na guerra de Aljubarrota. Começou a ser construído em 1386 e levou dois séculos pra ficar pronto. Bom, é gigante mesmo, eram necessários muitos anos, ainda mais naquela época. Até é por isso mesmo que tem vários estilos arquitetônicos no mosteiro.

Aliás, é uma das 7 maravilhas de Portugal, não deixe de conhecer!

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré – Nazaré

Essa igrejinha, aparentemente simples, tem um interior muito legal! Por fora é bem o tipo das nossas igrejas mineiras – ah, jura? – e confesso que quase não entrei pra visitar. Ninguém da excursão foi, só eu. Há, eles perderam.

A parte de dentro é linda, toda de azulejos e muito ouro brasileiro. Foi uma surpresa boa entrar lá. A igreja é bem pequena e ela fica na parte de cima da cidade, no mirante. Venta horrores por lá, consequentemente, é frio pra caramba.

Igreja de Santa Maria – Óbidos

Óbidos é uma cidade pequenininha, principalmente a parte antiga que fica mais pra cima e que é onde você vai visitar. A igreja é a principal da cidade, e como a igreja de Nazaré, é toda azulejada por dentro, super bacana.

Ninguém sabe direito a data de sua construção, parece que foi reformada em 1485.

Acho legais essas coisas bem típicas, tipo o interior inteiro de azulejos… é muito típico português isso. Dá um toque, não dá?

Catedral de Barco de Ávila

Já comentei por aqui que nem tem muito que ver nessa cidadezinha, mas a Catedral é muito bonita.

Inclusive é bem difícil achar informações sobre essa catedral na internet, só vou deixar meu comentário sobre ela. Linda por fora, média por dentro. O órgão achei lindão sim, vide foto, mas a nave não é tudo isso. O interior é bem escuro, frio pois é toda de pedra e quando fomos tinha um cara meio esquisito lá dentro, aí ficamos com medo e saímos meio rápido. Hehe.

Com certeza se for para a cidade será apenas de passagem, seja por estar no meio do caminho da sua viagem, ou porque, como nós, foi esquiar em La Covatilla. De uma forma ou de outra, dê um rolê rápido na cidade e visita a Catedral. Não vai perder seu tempo não!

Anna
Comparando: Feirinha Hippie
Comparando: Igrejas
06
jun
Coimbra

Olha, demorei pra escrever de Coimbra porque achei a cidade bem blá. Fui porque tinha tempo e era meio perto, aquela coisa toda.

A cidade fica mais pro centro de Portugal, cerca de 2h de viagem partindo de Lisboa. A tarifa não é super barata não, 13 euros cada trecho. O trem é bem decente e tem lugar marcado no bilhete, fique atento!

Pra começar minha “super” viagem em Coimbra, o dia estava uma caca: muuuito frio por lá e chuva. Sempre é chato passear com guarda-chuva né? Meio dificil caminhar, ver as coisas, fotografar e se proteger. Como tava bem frio, não era uma boa se deixar molhar, hehe.

Quando cheguei na estação de trem descobri outra coisa chatinha, ela era meio longe do centro histórico, ou seja, tive que pegar um táxi pra chegar (e era bem feinha inclusive, isso sempre perde pontos em viagem). Não é longe tipo 45 minutos… é longe pra dia de chuva, com sol até daria para ir a pé. O trajeto deu uns 8,5 minutos e custou 3 euros.

No mapinha aqui você já consegue ver a distância e o que tem no centro histórico:

Na verdade quando você pede pra ir pro centro histórico, ele pode te levar lá pra cima (Universidade) e você vai descendo… ou ir ali até onde estão os correios, em uma praça central e você sobe por tudo.

Essa é a praça em questã:

Passeando por ali tem todo aquele clima português com casinhas coloridas e antigas, super bonitas realmente. Tinha um treco que eu não sei bem o que era, mas achei interessante.

Na real achei meio confuso andar e me achar por lá, porque no mapa as ruas aparecem retas e uma liga na outra, mas na prática não é assim! Faltou design da informação pra fazer o mapinha da cidade. Muitas ruas soooobem e você não chega onde estava imaginando. Tem uns viadutos, umas pontes, uns caminhos esquisitos. Eu me perdi duas vezes nesse sobe e desce, e olha que eu nunca tenho problemas em ler mapas! Minha mãe ainda estaria perdida lá se fosse sozinha, tenho certeza.

Como tem essa parte de cima e a parte debaixo, tem um elevador para os preguiçosos. Paga-se uns poucos euros pra subir, coisa de centavos e você sobe rapidinho. Sou slim e fuim a pé!

Ali de cima, a vista é super legal, dá pra ver toda a confusão da cidade com casinhas coloridas:

É lá em cima que estão os pontos mais históricos, como a Sé Velha e a Sé Nova e a Universidade, que é lindissima e dá pra entrar na boa pra conhecer. Eu entrei só no pátio ali porque fiquei com vergonha porque tinham um monte de estudantes por ali. Sou jacú as vezes, não me julguem.

Ah, para entrar na Sé Velha (da primeira foto), você tem que pagar. Eu acho um absurdo quando as igrejas cobram isso e não entro! Só de raiva. Então, não posso te contar como ela é por dentro. A Sé Nova estava fechada mesmo, assim como o Museu que tinha ali do lado e que eu queria ir.

Entrei e quando fui perguntar onde comprava o bilhete, a mulherzinha ficou muito transtornada e brigou comigo: “Nããooo! Aqui não abre na segunda! Por favor, vá embora.” (sério, então fecha a porta né, sua portuguesa!)

Minha estada em Lisboa foi de pouco tempo, fiquei pela manhã, almocei, dei mais uma volta, fiz umas comprinhas e já fui embora. Fui comprar umas coisinhas em uma loja de meias e perguntei pra vendedora se ela tinha um restaurante bom, bonito e barato para me indicar. Por sorte, ela tinha um ótimo, o Giuseppe.

Ficava ali perto, em uma ruazinha não muito movimentada e não muito visível, a R. Azeiteiras, 64… mas valeu a pena procurar por ele. Restaurante muuuito bonito, falavam português (hááá, não resisti essa) e a comida uma delícia. Pedi uma massa bolonhesa e nem aguentei comer tudo. O preço com a bebida foi de 12 euros, bem digno. Recomendo bastante!

Ah, mais um detalhe que me incomodou bastante lá em Coimbra: muitas obras nas ruas. Todas as ruas tinha uma coisa de construção, bem ruim de caminhar, tudo muito destruído. Se você for visitar a cidade, espero que já tenham terminado, porque estava realmente difícil caminhar em algumas ruas.

Anna
Roteiros: 07 – Coimbra
05
jun
Ferrugem

A gente foi pro carnaval em Ferrugem e nem contou pra vocês né? Bom, antes tarde do que nunca!

Sempre ouvi falar muito dessa praia e quando surgiu a oportunidade de ir pensei: por que não? Fui com um pessoal que nem conhecia, e foi muito divertido.

Não sou a mais amiga da praia, e mais aproveitava o resto do dia e dormi do que fiquei pegando um bronze. Nosso chalé era SÓ o primeiro da praia, o mais na beira, o mais 1 minuto e você está na praia. O bom disso é que, primeiro o óbvio de estar pertissimo da praia e segundo que ficava afastado do agito infernal e, consequentemente, conseguimos ter boas noites de sono.

Na real Ferrugem é micro. MICRO. É tipo uma rua e fim. Sério. Pra quem curte vida pacata, beleza, mas eu morreria lá eu acho. No carnaval, a rua virava uma zona, cheia de gente e muito funk.

Na real era muito engraçado e divertido, mesmo com toda a tigrada por lá. Tinha gente com fantasia, mas bem poucas… a maioria tava lá naquele clima de praia mesmo.

Dava muita pena de ver o pessoal sem noção que queria/precisava andar de carro ali. Imagina uma rua lotada de gente. Agora imagina isso vezes 45. Pra andar uma rua que você normalmente levaria sei lá… 3 minutos, durava 3h. Sem brincadeira.

Era engraçado ver umas baladas “ótimas” por ali também… mulher free, homem R$ 20. Deviam estar ótimas.

Esse lugar bombavaaaaa… not.

Tinham muitos chalés e pousadas bombando, festa pra todo lado… a maioria do funk. Tinham poucos mercadinhos e poucos lugares pra comer, só lanchonetes e coisas do tipo. Nós levamos bastante comida daqui, sobrou muita coisa na real, mas foi melhor não ter que comer só porcaria.

Ah, caixa eletrônico? Não tinha. Precisava ir em outra cidade perto. Legal? Farmácia só no finalzão da rua, tipo 20 minutos de caminhada e era bem pequena, não rolava ficar doente.

E mais uma coisa, antes de ir pra “balada” do funk na rua, íamos em um barzinho na praia que era óóótimo, o Zado. Me diverti bastante lá. Fica bem no final da praia e dá pra ir tanto pela areia quanto pela rua.

Resumão? Lá não tem muito, só praia mesmo, mini mercados e mini farmácias. Leve coisas pra se garantir!

 

Anna
Próxima Parada: Ferrugem
Festas: Ensaio Escola de Samba
Projeto Tamar
Maceió e outras praias
01
jun
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