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Mais um pouco do que você queria saber sobre Milão

Já faz 7 anos que voltei de Milão. Uau, passou muito rápido. Morei um ano lá fazendo intercâmbio com a faculdade. Quando cheguei por lá achei que nunca iria me adaptar e sofreria horrores. Quando voltei, achei que nunca iria me adaptar e sofreria horrores. No fim, como podem ver, eu sobrevivi.

Engraçado como a gente é sim muito adaptável, né? A mudança pode ser um grande baque, e mudar de país é um baque bem forte sim. É um baque linguístico, uma saída absurda do comodismo e da rotina, um baque em você mesmo por qualquer motivo mais besta e que só significa algo pra você mesmo. (não sei se deu pra entender isso, haha)

Já faz 7 anos que voltei, 5 que escrevo o blog, são muitos posts sobre Milão, um guia online completo e eu ainda recebo trocentos e-mails e comentários perguntando mais e mais de lá. Não que faltem informações, eu realmente não omito nada aqui, não fico guardando dica só pra mim, mas acho que quando a gente resolve fazer essa mudança drástica (sim, porque é drástico sim) na vida, surgem tantas dúvidas que a gente quer tentar saber tudo, tudinho antes, pra tentar não sofrer com a mudança.

sobre milãoNão tá boa essa minha selfie assim que coloquei os pés na cidade?

Bem, eu te digo que mesmo eu falando tudinho o que eu sei e tudinho o que passei lá, amigos, o sofrimento, a angústia, a dúvida, as dificuldades… todas elas ainda acontecerão. É inevitável. Eu escrevi de tudo aqui, sobre alguns lugares pra comer (mas eles sempre fecham, abrem, mudam), onde ficar e como procurar apê (mas os preços variam ao longo dos anos), como se locomover, onde comprar, etc e etc. Mas a coisa é, tem umas coisas tão simples que me perguntam – não vou dizer que são bobas porque quando a gente tá mudando a vida assim, nada é bobo – e que eu meio nunca falei/contei aqui. Então esse post é pra isso, contar umas coisinhas bobinhas e que todo mundo me pergunta SEM-PRE.

*Aviso que só usei fotos velhas da época, mau tiradas e no calor do momento (e não me importa porque estou saudosa e foi uma época ótima!). Na época não tinha celular bombante com câmera, engraçado, porém verdade. Muita coisa mudou de lá pra cá.

1. E os italianos? Eles são legais? Eles são receptivos?

Olha, honestamente? Em Milão eu achei bem complicado. Quando fui morar eu senti bastante dificuldade pra me relacionar com eles. Em Milão tem uma concorrência fenomenal na área de Design (não sei as outras então não vou comentar) e parece que todo mundo está pensando em te passar a perna. Eu tive esse feeling.

Eles não são ultra simpáticos de fazer questão de falar com os estrangeiros, pra começar que tem muito estrangeiro lá, e acho que é tão comum pra eles, que nem se interessam mais, em conhecer outra cultura… acho que já conhecem porque já falaram com pessoas do mundo todo. Então a gente é só mais um e pronto.

Na faculdade eu tive bastante dificuldade com eles. A maioria dos meus amigos eram outros estrangeiros, e esses são sempre muito amigáveis. Porém quando voltei pra lá em 2013, eu achei tudo mais fácil. Não sei se foram eles, se foi o ambiente em que estive (não faculdade) ou se amadureci e soube lidar melhor com isso, mas achei tudo muito mais amigável. Na verdade, em 2 semanas que fiquei lá, fiz mais amizades do que durante o 1 ano estudando. A fórmula? Não sei, realmente não sei.

2. Posso ir pra lá sem falar italiano? Vou conseguir viver?

Vai, vai sim. A gente sobrevive a tudo. Em Milão tem bastante gente que fala inglês, tem aulas em inglês e a cidade é bem internacional sim. Porém, lembre que em banquinhas, mercados, guichê de metrô, lojinhas de rua… não falam inglês né?

Ainda os que falam, tem um sotaque fortíssimo e as vezes pode ser complicado. Eu dividi apê com uma brasileira que só falava inglês e ZERO italiano. Ela nem se esforçava pra aprender algo, e ela sofreu muito lá. Inclusive ela voltou antes pro Brasil. Mas também não preciso nem comentar o óbvio né, no mínimo VOCÊ tem que tentar se adaptar. Foi VOCÊ que foi pra lá, não eles que invadiram sua área. Saia da sua zona de conforto e aprenda a língua deles. Se já é difícil se relacionar em italiano com eles, imagine em outra língua!

sobre milãoEssas foram as primeira 4 fotos que tirei em Milão

3. Devo alugar um apê aqui antes ou lá?

Eu recebo muito e-mail/comentário sobre isso. Vou falar a verdade, é difícil alugar apê lá. Nas regiões centrais os preços são bem altos, tem lugares que tem contrato mínimo de 3 meses e você tem que pagá-los como calção, alguns italianos não alugam pra estrangeiro – principalmente estudante – e pra fechar, a procura é imensa.

Eu acho complicado alugar algo daqui. Primeiro que muitos precisam ser assinados e tal. Segundo que como você aluga algo que não viu? Não existe isso! No mínimo pede pra algum conhecido visitar o local. É sério, a Itália tem muito prédio velho e tosco, e como tem muita procura, o pessoal monta de um tudo pra tentar alugar pra estudante. Tem muita enrascada.

sobre milãoNa esquerda o apê todo mundo apinhado, na direita o apê feliz que vivia cheio de gente e festas e comidas e famiglia felice.

Quando fui tive a sorte de poder ficar na cada de uma conhecida. No mesmo período comecei a procurar loucamente. Peguei algo bem mais ou menos (mais pra menos) porque precisava sair da casa dela e era barato e tal. Demorou uns 3 meses pra eu finalmente achar um lugar decente com amigos. E foi sorte, porque uma das meninas saiu do apê e minhas amigas precisavam de alguém e tchum, peguei! Foi sorte.

sobre milãoMeus roomies amados! 3 fotos da nossa viagem pelo sul da Itália antes de todo mundo se separar, e embaixo foto do casamento da Karla, que dividia apê comigo, anos depois. Muito amor envolvido. ♥

Tentar casa de estudante pode ser uma boa saída, pra não ficar tão longe, não pagar tão caro e elas são ok. Tem algumas muito tops, mas aí vai do que quer pagar. É pesquisa, não posso dizer mais do que isso. Pesquisa incansável e sorte. Ou dinheiro, que daí né, sempre facilita, haha.

4. Como é a faculdade X, Y, Z? Qual o preço? Como faço pra entrar?

Eu entrei em várias faculdades lá, fui visitar, conheci os prédios e tal, mas tirando isso, eu realmente só posso falar sobre o Polimi, que falei aqui. Eu só estudei lá, foi um processo pela faculdade daqui, a UFPR e eu não posso e nem sei falar dos processos das outras. Não sei como funcionam.

Preços muito menos, porque isso é bem variável entre anos e entre escolas. A minha foi uma bolsa, eu não sei te dizer quanto custaria um curso normal por lá. Todas elas são muito receptivas e respondem e-mails. Nessa hora eles são bem solícitos, sempre tem um escritório que só cuida de estrangeiros e eles realmente fazem o que podem pra ajudar. Isso pra mim foi uma surpresa. Pelo menos no Polimi não tinha como ser melhor recebido, toda a assistência cabível foi dada.

sobre milãoEssa faculdade é tão moderninha. E eu era um bebê!

5. Quanto preciso pra estudar lá?

Bem, eu fui há 7 anos atrás como falei. Preços mudam, mas eu fiz um post completo de quanto custava na época. Acho que dá pra ter uma base pelo menos.

Esses valores vão mudar dependendo de onde for morar e principalmente onde for estudar. Tem alguns cursos bem caros por lá mesmo. Com o euro alto, é bom preparar o bolso amigos.

6. Dá pra viajar bastante enquanto estudo lá? Toda semana quero viajar!

Gente, isso é bem sério. Tem dois tipos de intercâmbio: o que você vai e paga pra estudar e aprender, e aquele que é pra festar e viajar. Numa real, a faculdade é bem puxada lá. Mesmo. Eu tinha muita aula (tá que sou meio nerds e eu me inscrevi em trocentas matérias) e muitas eram manhã e tarde. Ou seja, se você estuda manhã e tarde, e isso significa aula das 9h até as 18h, você só tem a noite pra estudar e fazer projeto.

Na faculdade de design é tudo com projeto, e projeto é uma parada que demora muito. E sem muito tempo durante semana, sobra pro final de semana e dias “livres”. E ainda tem provas e apresentações pra fazer, e relembrando que isso tudo é em outra língua.

Não é impossível porque nada é impossível, mas não é uma mamata não. E ninguém pega leve com você porque é estrangeiro. Podem não descontar algum erro de escrita numa prova – afinal, você é gringo – mas eles vão corrigir o resto normal e cobrar tudo normal. Sem contar que pelo menos na nossa facul, a gente fazia projetos para empresas reais e quem ia assistir as apresentações e passar briefing eram diretores, designers e gente fodona das empresas mesmo. Empresas fodas, internacionais. Isso é maravilhoso porque é uma oportunidade de mostrar pra essa gente ~meio inacessível quem é você e seu trabalho, e ao mesmo tempo é aterrorizante porque é aquela gente que é referência no-mundo. E você é gringo e não fala direito. Pensa o nervoso!

Enfim, eu queria ter viajado muito mais enquanto estava lá, mas não deu muito não. No máximo viagens curtas de 1-2 dias pela Itália mesmo, porque viagens de dias assim… eu fiz 5 só, e uma delas foi no feriado de Natal – Ano Novo, e as outras não foram mais de 4 dias fora. Inclusive quando voltei do Ano Novo, a primeira aula tinha prova teórica de história da arquitetura em italiano. Tirei 10? Sim ou não? Hahaha Aliás, essa matéria era muito difícil e eu tive que desistir dela. E eu tinha medo da professora.

7. E a comida? É só massa mesmo? É barato?

É por aí. É claro que tem carne, tem frutas e tal… mas é consideravelmente mais caro. Tem lojinha com coisa brasileira, tem Porcão e tudo, mas quando morava lá, lembro que 1 abacaxi custava mais do que 5 euros, mais de R$ 15. Puxado, pelo menos pra mim.

O que é barato lá são as massas, crepes, qualquer coisa com Nutella, gelatto e kebabs, e tudo isso está por todo canto. O que é legal é que tem uma infinidade de restôs que fazem primo+secondo+bibita por 10 euros. Isso significa comer um pratinho de massa, um de carne e bebida. Umas promos legais assim, principalmente perto das faculdades. Nossa, perto do Polimi tinha milhões. Ou pedaço de pizza por 3 euros, crepe por 4, panini por 5.

Os kebabs estão por tudo, e são ótimos (eu achava pelo menos). Tem uns combos também, com bebida e batata, ou sei lá, qualquer outra coisa por uns 7 euros. Eu comia muito kebab lá, era a forma de ingerir carne, porque realmente sentia falta de carne.

8. Na Páscoa, é só Kinder ovo

Nunca me perguntaram isso, mas foi algo que notei lá. Juro que quando chegou perto da Páscoa eu pensei “caraca vai ter ovo de tudo quanto é tipo de chocolate diferente e rico, vou falir e engordar”. Que nada! Só via Kinder no mercado!

Não que seja ruim mas… ERA SÓ KINDER! Não sei se isso mudou hoje em dia, mas foi minha decepção por lá. Sério, eu fiquei triste. Nem comprei ovo naquele ano. Nem celebramos nada em casa. E eu adoro a Páscoa, são os presentes mais legais, oras!

9. Comprar remédio: não fique doente no domingo

Eu meio que sempre fico doente. Minha ansiedade sempre ataca estômago e gastrite e daí vai… Indo morar fora achei que ficaria doente os 365 dias. Era um grande medo dessa mudança toda.

Por sorte em toda a minha estadia em Milão, eu precisei ir em uma farmácia 2x só! Uma foi pra um remédio bobo e também descobri que eles são muito certinhos com receitas. Não vendem nada fácil. Ah e também vi que as farmácias lá são só farmácias e não mini super mercados em todo canto que bem aqui. Claro que tem umas sortidas, mas muitas são só de remedinhos. Elas não estão em cada esquina, e quando eventualmente alguém me perguntava de uma, eu tinha que pensar onde.

A outra vez precisei ir por uma crise renal. Que delícia, não é mesmo? E foi nesse dia que eu descobri que farmácia não abre domingo. Oi? É isso mesmo Bial? Então, é. Na época rolava um rodízio de farmácias na cidade que abriam domingo. E tem uma lista em todas com essas datas. Mas pô, fala sério, tô lá morrendo e preciso lembrar que nesse dia é a farmácia do outro lado da cidade que abre. E pegar metrô e ir lá. Me poupa, Itália! Fui pro hospital mesmo, e demorei 890 anos pra ser atendida. Mas enfim, aprendi que não dava pra ficar doente no domingo.

10. Mercados: melhor comprar durante semana também

Mesma coisa das farmácias. Muitos fecham no domingo. A gente está mau acostumado que aqui no Brasil essas duas lojas abrem direto. Lá não. Lá é Itália e lá é “dolce far niente”. Eles descansam sim.

11. A hora do almoço é diferente

Outra coisa que me foi estranha no começo. Aliás, na estadia toda. Durante 21 anos vivi almoçando entre 12h-13h e lá não é assim. Lá o trabalho e as aulas começam 9h-10h, a pausa pro almoço é das 13h às 14h15 (na facul era) e voltam até as 17h-17h30.

Meu estômago sofreu com esse horário novo. Parece bobo, mas eu demorei pra me educar que o almoço era só ás 13h e não às 12h. Engraçado como a gente fica condicionado a algo assim.

Enfim, são só coisinhas bobas e simples, mas quando eu fui não tinha absolutamente NADA de informações sobre Milão. Não tinha essa quantidade de blogs por aí. O Facebook não era usado aqui ainda – aliás, eu fiz minha conta quando morava lá, porque meus amigos gringos não usavam Orkut – e não existia Instagram ou Whatsapp. Era vida loca, fui sem saber nada, conhecendo 2 pessoas que estavam lá e só. E era difícil as comunicação. Hoje tá muito mais fácil, muito infinitamente. Dá pra ir sabendo um montão de coisas!!

Pra você que está indo: vai tranquilo! Não é nenhum bicho de 7 cabeças! Mas vai sabendo que é você que está em país diferente, é você que tem que se adaptar, é você que tem que falar a língua deles e que você finalmente saiu da sua zona de conforto. E vai ser tudo incrível e voltar cheio de experiências e histórias pra contar! ;)

Onde comer em Milão: Antica Focacceria San Francesco

Sabe aquele cantinho delicioso e que passa completamente despercebido? Aquele lugar que por fora não diz nada mas por dentro diz tudo e que só quem conhece mesmo pode te indicar? É a Antica Focacceria San Francesco em Milão.

focacceria san francesco milão

O restô por fora é nada com nada. Fachada feia, não convida o cliente e muito menos o turista, mas basta abrir a porta para entrar em outro mundo! O lugar é uma graça, todo decorado em preto, branco, e retratos antigos nas paredes, balcão antigo de mercearia (todo em preto e branco também), chão trabalhado nessas cores e como todo restaurante italiano, cheio. Tá certo que os lugares lá geralmente são pequenos e apertadinhos, esse até é um pouco maior, mas é bem que capaz de ter que esperar uma mesinha.

focacceria san francesco

Achei tudo de muito bom gosto lá, e o cardápio também. Não há uma infinidade de opções para escolher, mas as que tem são bem especiais. O bacana é que o porta talheres tem algumas das receitas escritas e você pode levar pra casa e tentar fazer também.

receitas san francesco

Adorei o lugar, achei a comida uma delícia e o ambiente super agradável. O preço foi bem em conta, com o couvert, prato principal e bebida, gastei cerca de 11 euros.

focacceria san francesco

massa focacceria san francesco

Ah, a rede de restaurantes San Francesco é de 1834 e começou em Palermo, na Sicilia. Tem que experimentar um lugar cheio de história como esse? Sim ou com certeza?

O San Francesco fica na Via San Paolo, 15, bem próximo ao Duomo.

Um passeio por Brera, em Milão

Grande parte das cidades italianas são pequenas, e Milão apesar de cheia de gente, de coisas acontecendo e de ser um dos grandes centros europeus, também é pequenininha. Pequena porque dá pra fazer tudo a pé por lá, dá pra dividir a cidade em regiões e conhecer com calma cada ruela.

Esses dias falei aqui sobre um tour por Zona Naviglio e Tortona, duas áreas cheias de design e bons restôs pro aperitivo típico. Do outro lado disso tudo, do outro lado do Duomo fica a região de Brera, também com design mas com muito mais foco em arte. O que eu acho legal em Milão é que as zonas são mais ou menos divididas por segmento, o que fica mais fácil de separar pra passear, escolher onde realmente quer conhecer e melhor ainda pra quem precisa comprar coisas específicas (isso mais pra quem vai morar na cidade).

A região de Brera é a mais artística, boêmia da cidade e isso não é a toa. É ali que fica a Pincoteca (que eu falei aqui), uma das melhores escolas de artes do país. Então é normal que ao redor apareçam várias lojas com artigos de pintura/escultura/etc e galerias de arte, lojas de decoração moderna…

É uma delícia passear por ali, acho uma das partes mais “italianas” da cidade, já que o bairro é tradicional e fica cheio de gente bacana, moderninha, transpirando arte. Outra coisa bacana é que é uma região para pedestres, apenas moradores entram de carro ali, ou seja, muita bici!

brera milão

Eles agora atualizaram o nome da região para Brera Design District, muito mais pomposo. Espalharam bandeirinhas por tudo e achei que deu uma cor legal:

brera district

A Pinacoteca fica na Via Brera e ali fica o maior agito da região. Sim tem um monte de estudantes por ali e sim, tem um monte de bares por perto. De noite aquilo ali bomba de uma forma, que fica difícil passar pelas ruas. É mamma mia pra cá, é ragazza pra lá, ragazzo acolá…

mapa brera district

Não deixe de:

1. tomar sorvete (Amorino é a dica aqui);

moschino brera*troco tudo por uma casquinha*

2. entrar na Pinacoteca para ver grandes obras em um dos museus mais tops da cidade e o prédio histórico (no fundo ainda tem o Orto Botanico que é bem bacana e gratuito);

3. visitar várias lojas e galerias para respirar toda aquela arte;

4. ficar para um aperitivo no meio da rua. Aqui a lista completa dos bares da região.

No nosso guia Milão você encontra mais um montão de dicas da cidade. Aproveita, é gratuito!

Em Milão, vá para um aperitivo

Sair para um aperitivo é uma das coisas mais milanesas que existe! Em todo canto tem um lugar para fazer aperitivo no fim do dia, e sim, é basicamente um happy hour como os daqui. Só que na verdade não tem nada a ver, hehe.

O aperitivo milanês é muito melhor porque o lance é: pague a bebida e coma de graça. Maravilhoso não? A bebida tem preço normal, nada abusivo pra você achar que o truque está nisso. Você pode comprar uma cerveja de 4 euros e comer tudo o que puder. Tudo o que puder mesmo!

É super comum sair pra um aperitivo em Milão, e você vai encontrar dezenas de bares no caminho. Só que é bom saber onde ir, e é isso que a gente indica aqui, a cerejinha do bolo, aquele lugar bacanão mesmo.

Nome: Victoria’s. Onde: pertinho do Duomo.

caffe ristorante victoria's milão

É fácil chegar a pé depois de um dia turistando. De fora parece tudo, menos um lugar para aperitivo. Na verdade, o Victoria’s é um restaurante e na hora do happy hour, serve o aperitivo. Eu gostei de lá por 3 motivos basicamente (além da localização fácil):

1. Boa comida

Tem muita coisa boa lá, a mesa é bem vasta, diferente de muitos que já fui na cidade. Geralmente esses lugares tem algum prato com massa fria, batatinhas e salgadinhos, pedaços de pão com alguma pasta em cima, mini pizzas, saladas, etc. É tudo assim, fácil de pegar, fácil de comer. Aperitivo mesmo.

aperitivo victoria's milão

2. Lugar bacana

A casa é toda antiga, a porta de entrada é um super luxo e gostei do ambiente. Achei lindão mesmo! E olha que já fui em vários, porque basicamente, pra quem mora sozinho em Milão e não sabe cozinhar (tipo, eu), essa é A opção pra não morrer de fome.

caffe ristorante victoria's milão

3. Bom atendimento

Fomos bem atendidos lá. Tudo bem rápido e os atendentes estavam bem receptivos. É que Milão não tem as pessoas mais calorosas do mundo, por isso o atendimento fez diferença pra mim no Victoria’s. Quem sabe porque também não estava lotado e eles ainda estavam de bom humor!

Indicações e convites para aperitivos não vão faltar quando estiver em Milão, então se puder escolher, fica a minha dica – que aliás foi dica da Magê do Milão nas Mãos, que me levou lá pra conhecer esse cantinho todo bacana da cidade. Viu? As vezes a gente mora na cidade e nem consegue conhecer tudo que tem por lá ;)

victoria's milão

Endereço: Via Clerici, 1 (bem na esquina).

A minha creperia preferida em Milão

Olha, pra ser bem sincera, eu não conheço todas as creperias de Milão, mas sabe quando rola um amor a primeira vista? Quando o encontro dá certo e a gente não quer mais largar? Esse é o meu caso com esse lugar.

Pra falar a verdade, nem é “creperia” que vai no nome da loja, e sim “gelateria”, mas eles tem crepes de morrer de tão bons.

O lugar chama-se Rinomata Gelateria e fica na região do Naviglio, bem na esquina de quem vem de a pé de Porta Ticinese. Endereço: Ripa di Porta Ticinese, 1.

Pelo endereço acho que não vão encontrar, mas é só buscar uma lojinha de esquina com cara de antiga e com letreiro dourado. O lugar é bem pequeno, como tudo na Itália basicamente, e não tem onde sentar lá dentro, é pedir e sair. Tem muita opção de sorvete, mas lá eu só como os crepes.

São feitos na hora, claro, e vem super – eu disse SUPER – recheados. Um crepe serve tranquilamente duas pessoas, e mesmo para uma chocólatra como eu, comer um crepe desses de Nutella sozinha é pesado!

Esse é o de banana com nutella, vulgo o melhor

Na verdade é um crepe normal, bem servido por 3,50 euros em uma mini loja antiga da cidade, mas eu amo muito esse lugar. Sem contar que sempre fui bem atendida lá e isso conta pontos. Sabe dica simples mas de coração? É essa de hoje!

E fiquei com água na boca de contar dessa creperia aqui, é isso.

Pra quem vai à Milão, aproveita para pegar todas as dicas no nosso guia gratuito aqui. São 114 páginas só com infos da cidade. Não tem como não aproveitar assim!

Wait and See, uma loja descolada em Milão

Eu sei que todo mundo aqui gosta de comprar alguma coisinha quando viaja, e hoje vou contar sobre uma marca italiana que conheci com a Magê do Milão nas Mãos, a Wait and See.

A loja não fica no Quadrilátero Milanês, não fica na Via Torino e muito menos na praça Duomo. A Wait and See fica escondidinha na Via Santa Marta 14 e para chegar lá sem um guia, você vai precisar olhar no mapa.

A rua é super calma, bem italianinha com rua estreita e de pedra, e se bobear você ainda passa reto sem perceber que essa é a loja da super “it” da moda italiana Uberta Zambeletti.

A Wait and See é o tipo de loja perfeita, linda em cada detalhe e que a gente quer comprar tudo, até porque até alguns móveis da decoração estão a venda. O mais legal de tudo são essas poltronas que a Uberta criou para o Salone del Mobile deste ano. São cadeiras, poltronas e sofás vestidos com “roupas” super estampadas. Muito criativo e de extremo bom gosto!

O projeto chama-se Seat On My Face, e quem quiser pode levar uma dessas pra casa.

As roupas são super legais, mas os preços são mais salgadinhos, principalmente para os bolsos brasileiros. Não vi nada abaixo de 100 euros nas roupas, mas quem quiser levar alguma coisinha, pode comprar acessórios e até jogos de carta, tudo muito colorido, diferente e criativo.

Pra saber mais sobre Milão, conheça nosso guia online gratuito! Tem de tudo e mais um pouco sobre a cidade.

Guia gratuito de Milão

Depois do super sucesso do nosso guia de hotéis nos EUA, lançamos mais uma super novidade aqui: o Guia Milão. Dessa vez não foram citados apenas hotéis, mas sim um monte de dicas bacanas sobre a cidade, como o que visitar, igrejas, parques, hotéis (claro), dicas práticas, baladas e restaurantes.

guia milão

O formato é igual ao outro guia, online e gratuito! O guia Milão tem formato A5 também, e você pode ler online, fazer download para ler depois ou ainda imprimir se quiser. São 114 páginas bem úteis pra quem vai passear ou morar na cidade. Tem dicas de restaurantes, as melhores pizzarias e sorveterias, onde sair a noite, museus, parques, algumas das muitas igrejas, universidades e escolas para aproveitar a estadia e fazer algum curso bacana. Também dá para acessar todos os sites diretamente pelo guia, super fácil.

Aqui embaixo você tem acesso direto ao guia. Bora dar uma olhada?

 

O guia teve Skyscanner como patrocinador oficial, Hostelbookers, Zupper Viagens, IED (Istituto Europeo di Design), Flex Câmbio e Artigo Indefinido como colaboradores. Fica aqui nosso agradecimento especial a todos que acreditaram mais uma vez no nosso trabalho.

Todos os textos foram produzidos por nós, Anna e Mari, bem como toda a diagramação e edição do guia. Tenho certeza que você vai gostar e que vai ser mais do que útil quando for à Itália. No guia Milão, você verá que tem muito – muito! – mais do que apenas moda na cidade. ;)

Museu do 900, Milão

Depois de 5 anos sem voltar para a cidade que foi minha casa por 1 ano, voltei à Milão. Muita coisa igual e algumas coisas novas, dentre eles o Museo del 900, logo ao lado do sempre lindo Duomo e do Palazzo Reale. Eu tinha estabelecido pra mim mesma que não entraria em muitos museus nessa viagem, porque apesar de gostar de ver arte, esses passeios cansam bastante e a gente “perde” um bom tempo dentro, deixando de ver outras coisas mais legais pela cidade. Sem contar que eu já tinha visitado quase todos os museus da cidade. O detalhe é que esse museu é novinho em folha, a entrada era gratuita durante a Feira de Móveis (evento que me fez ir até lá) e eu tinha que ir conferir o novo prédio e contar pra vocês como é e se vale a pena.

O prédio é meio uma mistura, pois e fora é todo histórico mas por dentro é moderninho e não tem nada a ver com a parte de fora. O museu começa mais em cima, ou seja, é preciso subir até uma parte para começar a visita e depois ir subindo o resto sala a sala. Para subir eles fizeram uma rampa em caracol que me lembrou bastante o Guggenheim de NY.

Já na primeira sala, que não é muito grande, você encontra obras dos mestres: Picasso, Matisse… O movimento nessa primeira parte é mais intenso e os guardas liberam o pessoal aos poucos senão não cabe.

Para continuar a visita é preciso pegar escadas rolantes. Agora eu digo que isso é muito feio e muuuito confuso. Fica um amontoado de escadas em um espaço pequeno e muita gente perdida procurando a escada certa. Na minha opinião, já que fizeram um museu novo em folha, deviam ter pensado melhor nessa parte. Ficou bem estranho e cada andar comporta uma salinha pequena, ou seja, você desce da escada, vê um espaço micro e volta pra escada. As mostras são pequenas ou então divididas em vários andares, tudo picadinho. Tinha achado meio ruim isso e depois, conversando com um amigo italiano, vi que não era uma impressão só minha, ele achava a mesma coisa. E a opinião dele era ainda mais “pesada” já que ele é artista.

A última parte não é no andar mais alto como se imagina, e sim no 1º andar. Quando estive lá a exposição era de Andy Warhol que eu particularmente gosto muito. Esse espaço era bem maior e parecia mais um museu. As peças coloridas dele deram uma vida à minha visita.

“A minha filosofia é: fazer um quadro por dia” | Andy Warhol

A entrada não é cara não, 5 euros o inteiro e 3 o bilhete de meia entrada. Se puder, faça a visita na 6a feira a partir das 15h30, pois é entrada franca! Além disso, menores de 25 anos e jornalistas identificados com carteirinha não pagam entrada. Lembre que na segunda feira o museu abre apenas as 14h30 até às 19h30, e nos outros dias abre das 9h30 às 19h30. Quinta e sábado abre das 9h30 às 22h30.

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