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Quanto custa viajar de carro pelo Chile

Nesta categoria colocamos apenas uma base de preços, podendo estes variarem de acordo com o ano, tipo de viagem e preferências pessoais de cada viajante. Os dados contidos aqui são referentes à viagem feita por mim, com impressões e gastos pessoais. Lembre sempre que os valores sofrem variação também com o câmbio do dia.

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VIAGEM CARRO

Ano da viagem: Dezembro 2017 a Janeiro 2018

Origem e destino: Curitiba – Santiago – Curitiba de avião. Santiago a Ilha de Chiloé e volta de carro.

Fomos de avião até Santiago porque não teríamos tempo de fazer tudinho de carro, como a viagem pra Argentina. Então pegamos aéreo daqui pra lá e lá locamos um carro por 17 dias.

Passagens: R$ 2.237,00 com taxas

Não foi a passagem pro Chile mais barata, e isso foi porque a gente se enrolou pra emitir. Dai babaus, acabou a tarifa mais econômica. E olha, o voo tava lotadaço mesmo, ida e volta!

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Dias de estada: 17 dias

Chegamos no Chile dia 26 de Dezembro antes do almoço e saímos dia 12 às 00h. Deu pra aproveitar mesmo os 17 dias do roteiro, sem perder tempo nessa coisa de chegada e saída. Aqui tem post com o roteiro completíssimo!

 Tipo de viagem: moderada

O Chile está caro, isso é um fato. Está caro pra nós, está caro pra eles e está caro até para europeus que encontramos na viagem e disseram que concordam com os preços salgados. A gente tentou ser econômico E fazer a maioria dos passeios ainda. Foram poucos que deixamos de fazer pelo custo benefício, e algumas vezes optamos por cozinhar em casa quando dava ou lanche rápido tipo Mc e Subway, totalmente por conta do preço mesmo. Não foi uma viagem de luxos, mas também com poucas privações, realmente escolhidas.

Locação do carro: R$ 1.693,00

A gente conseguiu um desconto super bacana com o pessoal da Chilean Rent a Car. Como já tínhamos locado com eles em outra ocasião, gostamos do serviço e tínhamos contado aqui, eles ficaram super felizes da gente ter voltado a procurar a empresa, e por isso fizeram um preço especial. Eu vou deixar contabilizado na conta esse valor, mas o normal para o carro da categoria que pegamos (simples com ar condicionado), gira em torno de R$ 2.285.

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Gasolina, pedágios e estacionamentos: R$ 1.467,00

Gasolina é um troço caro lá. O litro está na base dos R$ 5 e nós rodamos quase 3000km. Pegamos um Nissan Swift, que fazia 19km/L e isso foi essencial, vide este post.

Os pedágios são ok, não muito baratos, mas não tem muitos pelo menos. Não achei que isso tenha pesado no orçamento. Além disso, aqui estão contabilizados os estacionamentos, e lá isso foi uma surpresa. Para parar na rua por 2h, você acaba gastando na casa dos R$ 10-12!! Na rua! Nessa conta, R$ 87 foram só desses pagamentos de rua. Não pagamos nenhum estacionamento privado, só no hotel do último dia mesmo. Pesada essa parte do carro, fato.

Hospedagem: R$ 3.024,00 (quartos duplos)

Essa foi uma parte que não economizamos muito mesmo. Não estou mais no clima de hostel de galera e banheiro compartilhado, e também não tava afim de pegar cama ruim igual alguns hotéis que pegamos na viagem pela Argentina e Uruguai. Tentamos buscar lugares legais e bem diferentes para dormir legal, descansar e ter experiências novas.

Exemplo foi o único acampamento de luxo do Chile, que claramente não é tão barato; o hotel Boutique Casa Establo e o hotel domo, em Puerto Varas. Todas opções novas para nós e que renderam excelentes histórias.

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Economizamos mais em Santiago, onde não fomos atrás das melhores opções mesmo e locamos apartamento, em Malalcahuello, Talca e Curicó também optamos por hotéis mais em conta. De qualquer forma, acho que esse valor é algo bem bom para você se basear. Se pegar tudo mais econômico, vai gastar um pouco menos do que isso.

Alimentação: R$ 1.512,00 (por pessoa)

Se pensar nessa base de gasto total, em 17 dias com 2 refeições por dia (almoço e jantar, sem contar na divisão algum lanche, sorvete, etc), dá na casa de R$ 44 por refeição. Caro? Sim, caro. Isso que nessa parte nós não chegamos nem perto dos melhores restaurantes! Era do básico pro lanche rápido e algumas refeições em casa.

Não abusamos de alcoólicos, pelo contrário. Era sempre ou refri ou suco, sendo que em apenas 3 refeições tomamos uma cerveja local. Vale lembrar que uma lata de refrigerante custa na casa de R$ 10 (pagamos R$ 9 e R$ 12 também nelas).

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Muitos lugares oferecem um valor fixo para entrada, prato principal, sobremesa e suco. Esses menus ficam mais ou menos por seus R$ 45 e sim, é bem servido. A coisa é que em muitos lugares esse menu vale mais a pena do que pedir um pratinho separado, mas ao mesmo tempo, nem sempre a gente tá afim de comer tanto. Achei uma coisa meio boa e ruim ao mesmo tempo sabe? Podia ter gastado menos algumas vezes se tivesse opções “soltas” e mais econômicas.

Lanche rápido estilo Subway e Mc Donalds custam por volta de R$ 12-15, que já fica bem mais em conta. Pena que não rola todo dia, né?

 Passeios: R$ 365,00 (por pessoa)

Praticamente todos os parques que visitamos, são pagos. Não vou afirmar que 100% foram pagos, porque teve Salto del Laja que era free. O resto é cuidado pela Conaf e as entradas variam entre 1.500 e 4.000 pesos por pessoa. Isso te dá acesso livre a eles e pode entrar e sair sem problema no mesmo dia.

Em Santiago, todos os museus que visitamos, eram gratuitos. Lá pagamos apenas para visitar o Cerro San Cristobal. Já o Museu de Colchagua, o Museu Alemão em Frutillar e o Museu de Valdivia, todos pagos. Nos respectivos posts tem os valores certinho.

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Aí aquilo né, ir até lá visitar parques e não entrar… aí não dá. Nós ainda que pulamos as visitas às termas, que geralmente custam na casa dos R$ 100 e 2 parques na região de Malalcahuello por conta das trilhas pesadas.

Aqui não estão inclusas as visitas guiadas nas vinícolas, pois fomos convidados pelas mesmas. O valor de cada visita em vinícola custa entre R$ 50 e R$ 100, dependendo da vinícola e do estilo de passeio. E lá no Chile tem MUITA opção, então você pode escolher uma ou algumas… ou nenhuma, e ter uma base melhor aqui.

Compras: R$ 650,00

Essa parte é super relativa né? Varia bastante de pessoa pra pessoa. Eu gastei além do normal porque comprei uma coisinha mais cara pros meus pais e também trouxe 2 vinhos incríveis.

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Trouxe bastante coisinha de Pucón, alguns ímãs, chá diferentes, produtos de lã quentinha. Na verdade, não foi “nossa, quantas coisas”, é a questão do preço mesmo, que já falei nesse post que o peso chileno está sim salgadinho.

Total da viagem: R$ 7.856,00 (por pessoa)

Aqui dividi por 2 os custos de hotel e gastos do carro. Se for pensar, se estiverem em 4 pessoas, os custos do carro já fazem baixar pra R$ 7.000,00. Pensando em não comprar nada e pegar hostels, já dá pra baixar mais uns R$ 1.000 ou R$ 1.500, dependendo da categoria dos hotéis.

Relembrando que estes valores são aproximados e arredondados, com base no câmbio que pagamos (R$ 0,0059/peso) e com o desconto que conseguimos na locação do carro.

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Mais sobre o Chile:

– Roteiro Chile: 17 dias de carro 

– Quanto custa viajar de carro pelo Chile

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– Onde de hospedar no Valle del Colchagua e o que fazer

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Chile road trip

Hotel Vale das Pedras: lazer e tranquilidade entre as montanhas em Jaraguá do Sul

Quem acompanha nossas redes sociais, deve ter visto que eu passei o final de semana no Hotel Vale das Pedras, que é um hotel fazenda localizado em Jaraguá do Sul/SC, a 160km de Curitiba.

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul

O Hotel Vale das Pedras, como o nome já diz, está localizado em um vale, ou seja, montanhas e lindas paisagens não faltam por lá, o que faz do hotel um bom lugar para passar um final de semana descansando e renovando as energias.

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul - paisagem

Além das lindas paisagens, o Vale das Pedras oferece aos hóspedes diversas atrações para toda a família, então, para que vocês possam conhecer melhor e entender como as coisas funcionam, vou relatar a minha experiência no hotel. Eu e a minha mãe saímos de Curitiba na sexta-feira no final da tarde e voltamos no domingo logo após o almoço e já adianto: não consegui fazer tudo o que eu queria, então recomendo se programar para chegar mais cedo (o check-in é às 15h).

ACOMODAÇÕES

O Hotel Vale das Pedras conta com apartamentos e suítes equipados com TV, ar condicionado, frigobar, secador de cabelo, aquecimento à gás, varanda com rede e são preparados para receber de casais à famílias, sendo todos eles com vista para as piscinas, lago e montanhas.

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul - quartos

Nós ficamos na suíte presidencial, que era bastante espaçosa com uma sala de estar com um sofá-cama e banheira de hidromassagem no banheiro, com uma vista bem legal de todo o quarto..

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul - banheiro

O bom desse quarto é que ele fica um pouquinho mais afastado da área das piscinas, então deve ser bem mais tranquilo para tirar um cochilo na rede no verão. Apesar de ter wi-fi, o sinal nos quartos é bem fraquinho e funciona melhor à noite e pela manhã. Nas áreas comuns o sinal é mais forte. Celular não tem sinal por lá, mas tudo bem, a melhor conexão para ter num lugar desses é com a natureza.

LAZER

E por falar em conexão com a natureza, o hotel oferece boas opções para aproveitar a estadia e explorar o local: trilhas, arvorismo, pedalinho, bicicletas. campos de futebol e quadra poliesportiva, slackline, academia ao ar livre, piscinas externas e térmicas, lago, mini golfe, salão de jogos, paredão de escalada, balanço radical, passeio de quadriciclo, massagem, espaço zen, entre outros. Como disse lá no começo, não tive tempo de aproveitar tudo, então vocês podem ficar tranquilos porque no Hotel Vale das Pedras ninguém vai ficar entediado.

A parte das piscinas e do lago é uma das mais bonitas do hotel e, mesmo estando em uma área rural, muitas vezes me senti na praia. O clima e o céu azul colaboraram para isso e fez aquele calorzinho de frio. Sabe quando tá meio fresco e fica quentinho no sol? Adoro quando o clima fica assim. É o meu favorito.

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul - piscinas

Quando o calor não é suficiente para encarar a piscina externa, tem também a opção de piscina térmica. O hotel fornece toalha para as piscinas, mas não esqueça de levar uma saída de banho/roupão.

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul - piscinas térmicas

À noite, a iluminação das piscinas ganha destaque mudando de cor entre o azul e o verde. Não tem como não parar para ficar olhando. E as luminárias no chão formam uns desenhos bem bonitos que lembram as calçadas de Curitiba ♡

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul - piscina noite

Durante o dia, o pessoal da recreação leva os hóspedes para uma caminhada na montanha, mas não se preocupe, pois é bem tranquila e ideal para todas as idades. De qualquer forma, é recomendável usar roupas confortáveis e tênis. A vista recompensa o pequeno esforço da subida. Existem também outras trilhas dentro do hotel, mas não tive tempo de fazer.

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul - trilha caminhada

O meu cantinho favorito no hotel foi, sem dúvidas, o Espaço Zen. O Espaço Zen é um local para relaxar, meditar, ler um livro, tirar um cochilo e curtir os sons das águas, já que fica entre dois córregos. O Espaço Zen foi onde passei a maior parte do tempo. Recomendo o uso de repelente, pois por ser bem no meio da vegetação, você pode encontrar alguns mosquitos.

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul - espaço zen

Uma das coisas que mais gostei de fazer no hotel foi o passeio de quadriciclo. Eu já havia passeado de quadriciclo, mas foi de carona e na praia, então não teve nada de radical, por isso não estava com grandes expectativas com esse passeio. Achei que ia ser apenas uma voltinha pela fazenda e pronto, mas eu estava enganada.

hotel fazenda vale das pedras jaragua do sul passeio quadriciclo

Quando fui fazer a reserva do quadriciclo, tive que assinar um termo e ler algumas instruções e uma delas dizia para não levar câmera fotográfica. Como eu queria fotografar o passeio e, principalmente, as paisagens pelo caminho, resolvi levar do mesmo jeito e o saldo foi uma câmera quebrada e fotos e vídeos perdidos. Portanto, fica a lição: quando falarem para não levar câmera, não levem! Fiquei sem câmera e sem fotos pelo caminho. Ou levem uma GoPro presa no capacete, pois o passeio é um pouco puxado. O quadriciclo pega uma trilha com umas subidas cheias de pedras e eu até pulava do banco. Fiquei com um pouquinho de medo. E olha que eu adoro estrada de chão e aprendi a dirigir num 4×4, mas dentro do carro eu me sinto mais protegida. Recomendo muito o passeio e, passado o susto, já estou até procurando alguns passeios de quadriciclo para fazer aqui por perto de Curitiba. O passeio é pago à parte e é preciso agendar. A duração é de 30 minutos e o valor é R$50,00.

GASTRONOMIA

Por último, e não menos importante, gostaria de falar sobre a gastronomia do Hotel Vale das Pedras. Não sei se vocês concordam comigo, mas não tem estrutura que sustente um hotel se a comida for ruim, principalmente nesses mais afastados, onde ficamos presos às opções do hotel. Para mim, ainda tem o agravante de ser vegetariana. Mesmo não sendo permitido entrar com comida no hotel, sempre levo uma coisinha escondida para me garantir. Levei bolacha e doce de amendoim, que voltaram para casa intactos. As refeições do hotel tem bastante variedade, mas na medida certa, sem exageros. Teve comida mineira, italiana, mexicana e todas bem saborosas.

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul - prefeições

O café da manhã me surpreendeu por ter um “espaço light” com comidinhas saudáveis sem glúten e sem lactose. É importante que um hotel esteja preparado para receber o hóspede com restrições alimentares.

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul - café da manha

Apesar de nada fotogênico, tive que registrar esse bolo aqui de cima para falar que foi um dos bolos mais gostosos que eu comi nos últimos tempos. Era um bolo sem glúten e sem lactose feito de farinha de amêndoas, super fofinho e molhadinho. Provei apenas por curiosidade, me surpreendi e só parei de comer porque já estava ficando com vergonha de tanto repetir. A garçonete me disse que ninguém come esse bolo porque as pessoas acham que é ruim por ser sem glúten. Acho que o hotel deveria fazer dois bolos iguais e colocar um no espaço light e um no buffet normal para testar. Tenho certeza que, sem saber, todos iriam experimentar e o bolo do buffet normal acabaria rapidinho. Hahaha.

Mas não se preocupem, também tem bastante opções deliciosas e nada light.

Hotel Fazenda Vale das Pedras Jaraguá do Sul - sobremesas

No mês de agosto o hotel está com uma programação especial chamada Festival de Botecos, que ensina os hóspedes a harmonizarem bebidas com a comida. No final de semana que eu estive lá, eles ensinaram a harmonizar vinhos. Já teve final de semana de cerveja e vai ter também de drinks e cachaça. Adorei a ideia porque acaba sendo um atrativo a mais para os hóspedes e até mesmo para os moradores da região.

Dicas e observações:

– O caminho até o hotel é asfaltado e de fácil acesso. Mesmo chegando à noite, foi bem tranquilo de achar com a ajuda do GPS;

– Leve repelente, protetor solar e roupa confortável;

– Não esqueça de levar dinheiro. O hotel aceita cartão, mas a massagem, que é paga à parte, tem que ser paga em dinheiro. Eles até tem a maquininha de cartão, mas como o sinal não é bom por lá, não é garantia que vá funcionar, então vá prevenido para não ter que abrir mão do momento de relaxamento.

Com certeza o final de semana que passei no hotel foi suficiente para renovar minhas energias. Nós sempre falamos aqui no blog que para viajar e aproveitar um final de semana de maneira diferente, não precisa ir muito longe e é sempre bom descobrir novos lugares perto de casa.

Hotel_Fazenda_Vale_das_Pedras_Finestrino.jpgProcurando um hotel fazenda ou resort para relaxar em um final de semana? Veja as opções que nós já conhecemos e recomendamos:

– Shanti Gaia: chácara vegana a 100km de Curitiba
– Plaza Ecoresort Capivari: um hotel fazenda próximo à Curitiba (antigo Mabu Capivari)
Hotel Estância Betânia: tranquilidade a 30 minutos de Curitiba
– Tropical Manaus Ecoresort
– Infinity Blue Resort e Spa: opção perfeita para relaxar a dois ou com a família em Balneário Camboriú
– Hotel Vale das Pedras: lazer e tranquilidade entre as montanhas em Jaraguá do Sul

Não deixe de visitar também a categoria Hospedagem, na qual listamos todos os lugares onde já nos hospedamos pelo mundo. Tem opção para todos os gostos e bolsos: hotel, hostel, aluguel de temporada e couchsurfing.

Quanto Custa viajar para Manaus

Nesta categoria colocamos apenas uma base de preços, podendo estes variarem de acordo com o ano, tipo de viagem e preferências pessoais de cada viajante. Os dados contidos aqui são referentes à viagem feita por mim.

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Ano da viagem: Fevereiro de 2015 (precisamente, na semana de Carnaval)

Origem e destino: Curitiba – Manaus

Pra ler ouvindo:

Passagem Aérea: R$ 50,00

Consegui essa passagem com milhas no programa da TAM. Ida e volta de Curitiba foram pedidos 15 mil pontos, mas eu fiz uma paradinha no Acre ainda, e acabei pagando só o trecho Manaus – Rio Branco, pela Gol. Meu namorado foi apenas a Manaus e utilizou essa quantia de pontos para o trajeto. O que pagamos nesse trecho foi apenas a taxa de embarque.

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Dias de estada: 6 dias

Nós chegamos em um sábado a tarde, mas o voo saiu tão cedo (4h) aqui de Curi, que chegamos cansadíssimos em Manaus e não fizemos nada nesse dia, apenas relaxamos na piscina do hotel. Os passeios começaram mesmo no dia seguinte, contando então 5 dias efetivos de passeios.

Tipo de viagem: moderada

Manaus é um destino um pouco caro, não vou mentir. É tudo bem longe, os passeios são quase todos de barco e muita coisa não dá pra fazer sozinho. A comida é barata e boa, é tranquilo andar de ônibus e as casas históricas são gratuitas, mas o que acaba pesando são os passeios.

Hospedagem: R$ 2.562,00 (2 pessoas para 6 noites)

Nós ficamos hospedados no Tropical, o hotel mais incrível da cidade. Ele fica em Ponta Negra, uma região nobre da cidade e tem de tudo lá. É um hotel 5*. Existem outras opções no centro, claro, e também hostels. Para hostel, dá pra considerar algo em torno de R$ 300 para uma pessoa por 6 noites.

Transporte: R$ 115,60

Essa foi a parte que mais pegou proporcionalmente. Eu contei aqui no blog que o táxi lá em Manaus é bem caro, principalmente o que chega e sai do aeroporto. Pegamos táxi 3x no total, a ida e volta pro aeroporto e um táxi na primeira manhã. O ônibus estava muito atrasado e desta forma perderíamos o passeio.

Depois só usamos os ônibus de linha, a R$ 3,30 cada passagem.

Alimentação: R$ 280,00

Aqui não gastamos muito porque por 3 dias fizemos passeios que tinham almoço incluído. Então a contabilização acabou entrando na categoria abaixo, de passeios. No mais, não é caro comer em Manaus. Os peixes são bons e não muito caros.

De todas as refeições, fomos apenas um dia em um restaurante top, o Banzeiro.

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Passeios: R$ 625,00

Uh, falei que aqui pegava. Ao todo foram 3 dias de passeios, um para Presidente Figueiredo, outro do Encontro das Águas e ainda o Belezas do Rio Negro. Um outro dia passeamos pelo centro histórico de Manaus por conta, e nisso só teve o custo de R$ 20 do tour no Teatro Municipal. Como já falei, nos 3 passeios o almoço estava incluído, bem como todo o transporte para os lugares.

Compras: R$ 50,00

Essa é a parte que mais varia. Eu comprei um cocar (35), um outro souvenir indígena (10) e uma pulseira com material da região (5) e só. Mas aí claro, tem um milhão de opções de souvenir e comidas locais e grãos e etc. Aí vai do seu gosto pra trazer ou não.

Sem contar que eu ainda tinha outra viagem né, pro Acre, e não queria despachar bagagem e nem me preocupar com coisas que pudessem ser barradas.

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Total da viagem: R$ 3.682,60 

Esse valor aí não contou com a passagem, pois fui com milhas, mas contou um hotel 5*. Se tivéssemos ficado em hostel, a conta cairia pra menos da metade, R$ 1.420,60 (sem a passagem, não esqueça). Também não comprei muito, o que faz diferença no montante final de cada um.

É um destino um pouco mais caro sim. Querendo ou não fica muito longe aqui do sul e não tem tanta opção de voo. Lá, a maioria dos passeios – pra não dizer todos de cara – você precisa de barco, de guia e saber mesmo onde ir. Vale a pena se programar pra ir. Eu achei tudo muito incrível, gostaria de voltar pra conhecer coisas que ainda não pude ver e desde que voltei recomendo pra todo mundo. Experiências completamente fora do que estamos habituados aqui pra baixo.

 

Quanto custa viajar para Nova York

Nesta categoria colocamos apenas uma base de preços, podendo estes variarem de acordo com o ano, tipo de viagem e preferências pessoais de cada viajante.

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Nova York é um destino muito popular não só entre as pessoas que já viajam, mas também um dos primeiros destinos sonhados por quem está começando a pensar em viajar. Foi pensando nisso que decidimos fazer um post contanto quanto custa viajar para Nova York. Ainda que Nova York seja um destino no qual os gastos variem muito, aqui você vai encontrar todos os valores desde passagem, hospedagem, alimentação, passeios e compras. Enfim, dá para ter uma ideia geral dos gastos mínimos para poder aproveitar bem a cidade.

O post é grande, tenham paciência, leiam com calma e aproveitem as dicas 😉

Ano da viagem: setembro de 2010 (com valores atualizados simulando uma viagem em setembro de 2014)

Origem e destino: Viena – NY – Curitiba, mas a simulação para esse “Quanto Custa” será GRU-JFK-GRU

Dias de estada: 10 dias

Tipo de viagem: econômica

Seguro de viagem: na época usei o seguro do cartão de crédito, mas cotei com a Assist Card, que usei na minha última viagem, e o seguro para 10 dias sai por R$180,00.

Passagens aéreas: US$864 + US$109 taxas = US$973, ou seja, aproximadamente R$2.300,00 (valores encontrados na US Airways para as datas de 02 a 12/09/2014)

Hospedagem: a questão da hospedagem em NY deve ser muito bem pesquisada e analisada. Poucas pessoas vão a NY para ficar poucos dias, então a hospedagem vai custar caro. Na época que eu viajei, nem cogitei ficar em hotel justamente por isso, então parti direto para as buscas de um hostel com um bom custo-benefício e acabei me hospedando no Jazz On The Park. Não lembro direito quanto gastei na época porque não achei minhas reservas aqui, mas na simulação para setembro desse ano, o valor da hospedagem de 10 dias no mesmo quarto que eu fiquei custa US$600 já com as taxas, ou seja, cerca de R$1.392,00

Porém, ficar em hostel em NY não foi uma boa escolha. A Anna acabou decidindo embarcar nessa mesma viagem de última hora e conseguiu ficar num hotel bem mais top gastando só um pouco a mais.

O que eu pretendo fazer para gastar menos com hospedagem na minha próxima viagem a Nova York: comprar aéreo + hotel com uma agência, pois eles possuem bloqueio com hotel, então geralmente é mais barato do que combinação “passagem por conta própria + hostel” OU ficar em um apartamento cadastrado no Airbnb, pois já estou quase convencida que para uma estadia longa, aluguel de temporada é uma das opções mais econômicas e confortáveis.

Já pensou ter a sorte de ficar num apartamento clássico desses? Eu ia me achar muito nova iorquina :p

quanto custa viajar para nova york

Mas caso sua opção seja mesmo um hotel ou hostel, não esqueça de fazer sua reserva pelo nosso booking. Dessa forma, você ajuda o blog a ganhar comissão e não paga nada a mais por isso. Ficamos muito gratas 🙂

Transporte: o sistema de transporte público de Nova York é maravilhoso e você pode ir a todos com lugares com ele. Algumas atrações você pode fazer a pé e também é legal ir caminhando de um lugar ao outro mesmo que seja longe, para conhecer um pouco melhor a cidade.

quanto custa viajar para nova york transporte

Para uma viagem de 10 dias, o ideal seria adquirir o Metrocard de 7 dias, que custa US$30 e permite fazer viagens ilimitadas, tanto de ônibus quanto de metrô. Nos demais dias, melhor optar por passeios próximos uns dos outros e comprar tickets avulsos de acordo com a necessidade, que custam US$2,75. Em média, os gastos de transporte público totalizam uns US$50 para os 10 dias, cerca de R$116. É possível gastar menos, vai depender de como você vai organizar os seus passeios. De qualquer forma, eu sempre acabo optando pelos tickets semanais quando viajo porque são mais econômicos e posso usar a qualquer momento, inclusive se começar a chover e eu quiser continuar o passeio de ônibus ou se eu simplesmente cansar de caminhar e quiser pegar um metrô para descer na estação seguinte.

Fora o gasto do transporte interno, tem que contabilizar o gasto aeroporto-hotel. Eu sempre faço esses trajetos de táxi porque não gosto de pegar ônibus/metrô/trem com mala e ainda ter que procurar endereço. Esse é um luxo que eu nunca abro mão, não importa o quão econômica seja a minha viagem. O trecho JFK-Manhattan custa, em média, US$60, ida e volta, US$120. Na época eu paguei US$50, mas o valor fica sempre nessa faixa. Nunca menos do que isso, a não ser que o seu hotel tenha algum sistema de transfer mais em conta.

Encontrei relatos de opções mais econômicas que vocês podem ler a seguir:

Metrô: US$7,50
LIRR: US$14,50 + US$10
Shuttle: US$19

Alimentação: falar quanto custa alimentação em uma viagem a Nova York é bastante complicado, assim como em qualquer destino do mundo. Ainda tem o agravante de que a quantidade de restaurantes em Nova York é tão grande, mas tão grande, que você pode sair para jantar fora todo dia durante 69 anos e NUNCA repetir um restaurante (e não, o 69 não é um número de exagero. São 69 anos mesmo).

quanto custa alimentação em nova york

Minha fórmula de alimentação em qualquer viagem: equilíbrio. Um almoço bacana e um lanche fast-food na janta. Um almoço fast-food e um jantar mais ajeitadinho. Pelo menos é assim que eu tento seguir, mas 10 dias em Nova York pesa demais no bolso, então a fórmula não serve para todos os dias. Nunca esqueci a indigestão que tive depois de pagar US$30 em um hambúrguer vegetariano não lembro onde. E nem estava tão bom quanto esse falafel de uma barraquinha dessas de rua.

quanto custa comida ny

Enfim, aqui aquela boa e velha regra dos US$50/dia pode ser aplicada. Mesmo que seja possível gastar menos do que isso, é sempre bom ter um pouquinho sobrando porque a probabilidade de gastar mais do que isso é bem grande.

Passeios: Nova York é uma cidade com várias opções de passeios “grátis”. Acreditem, o simples fato de caminhar pela rua é uma das melhores coisas para se fazer por lá. Até mesmo os que vivem em grandes cidades vão se pegar em algum momento olhando boquiabertos para os arranha-céus.

quanto custa viagem NY

Eu poderia ficar horas falando sobre as maravilhas dos passeios de graça em NY, mas como eles não contabilizam no nosso Quanto Custa, vamos logo falar sobre os valores das atrações que eu visitei. Inclusive, revendo as fotos para lembrar dos passeios, notei que só fui visitar a primeira atração paga no 5° dia de viagem!

quanto custa viajar nova york passeios museus

Como vocês podem ver, o preço das atrações é bem salgado, e olha que eu só visitei o que me interessava mesmo, pois não queria gastar meu tempo em NY dentro de museus. US$195 seria o valor para comprar os ingressos avulsos, mas para quem pretende visitar essas e outras atrações, considere comprar o NYPass ou o CityPass. Na época eu comprei o CityPass, que garante a entrada em pelo menos 6 das principais atrações de Nova York por US$109. No caso das atrações que eu visitei, a combinação CityPass + avulsos daria um gasto de US$161 e ainda daria para incluir o Museu de História Natural, que eu não visitei.

Ainda nos gastos com entretenimento, assisti um jogo do Yankees, que custou US$48, mas se você tiver sorte, consegue comprar ingressos a partir de US$17.

quanto custa jogo yankees ny

Aproveitei que estava em NY e também incluí um bate-volta até Washington. Não recomendo que vá e volte no mesmo dia, mas se alguém quiser considerar dar uma esticada e ir em um dia e voltar no outro, acho válido. Fiquei encantada com Washington e, comprando com antecedência, é possível encontrar passagens com a Megabus a partir de US$3 o trecho. Sim, isso mesmo que você leu: três dólares o trecho, mas CUIDADO, leia esse episódio #fail que ocorreu comigo para que não aconteça com você também 😛

quanto custa bate-volta ny washington

Nossa, já estava esquecendo de uma atração muito importante para curtir em NY: musical da Broadway! Eu assisti Mary Poppins e é possível achar vários a partir de US$53.

Compras: eu diria que esse é item mais delicado quando o assunto é sobre gastos em Nova York. Se você é do tipo consumista e estiver meio sem grana, nem perca tempo indo a Nova York. Eu, que não sou consumista, queria comprar tudo o que via pela frente. Obviamente, o maior dos atrativos é o preço, então isso é algo bem difícil de controlar mesmo. Infelizmente eu fui a NY depois de uma temporada na Europa, então cheguei lá falida, só passei vontade e jurei pra mim mesma que só voltaria lá o dia que eu pudesse gastar comprando tudo o que eu quisesse.

compras nova york

Mas como o objetivo do post é passar alguma estimativa de gastos, reserve, pelo menos, US500 para compras. Isso se você for uma pessoa controlada que não pretende gastar.

TOTAL MÉDIO DA VIAGEM: R$7.093,60

SEGURO: R$180
PASSAGEM: US$973
HOSPEDAGEM: US$600
TRANSPORTE: US$170
ALIMENTAÇÃO: US$500
PASSEIOS: US$237
COMPRAS: US$500

TOTAL = US$2.980,00.
No câmbio de hoje (R$2,32): R$6.913,60 + R$180 do seguro = R$7.093,60

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Nossos posts sobre NY e arredores:

NY Guias de Viagem
NYPass x CityPass

Compras em NY

Museus de NY

NY at night

NY: Pontos turísticos

Onde comer em NY
Como e onde morar em NY
#Fail: como gastar mais
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Manhattan
Passeio de Barco: Londres x NY
NY: outras coisas bacanas
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7h20 em Washington DC (opção de passeio bate-volta partindo de NY)
#Fail: Jogo do Yankees
Across The Unverse (sobre alguns lugares dos Beatles em NY)
Brazilian Day NY
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Hotel Affinia Manhattan
Música: Top 10 NY
Dica de Hospedagem em NY: Jazz On The Park

Tipos de hospedagem no Rio de Janeiro

Já tive o prazer de visitar o Rio de Janeiro algumas vezes e como já me hospedei em diversos locais, resolvi fazer um mix contando as minhas experiências para tentar ajudar vocês a escolherem um tipo de hospedagem ao visitar a Cidade Maravilhosa.

Hotel na Zona Sul

Copacabana

“Um bom lugar para encontrar: Copacabana
Pra passear à beira-mar: Copacabana
Depois num bar à meia-luz: Copacabana…”

Definitivamente, Copacabana continua sendo o meu lugar preferido para me hospedar. Pode não ter o mesmo glamour de falar “estou no Leblon”, mas Copacabana é muito bacana. Inclusive, se eu tivesse a oportunidade de morar no Rio, era lá que eu gostaria de morar.

Minha primeira vez no Rio eu fiquei lá e levei sorte na escolha do hotel, que foi feita um pouco às cegas e em cima da hora. Quando cheguei lá já me senti no Rio mesmo: tinha churrasco e pagode na lage cobertura.

O hotel que eu fiquei foi o Copacabana Rio Hotel, muito bem localizado, tem tudo o que precisamos perto, uma equipe bem atenciosa, quarto grande, limpo e confortável e um preço bem acessível, pois não é fácil achar um hotel em Copacabana por um preço bom. Como no site deles não dá para copiar as fotos de divulgação, peguei essa aqui lááá da época que eu viajei, em 2006. Não tenho outras porque antes do blog eu não tinha costume de fotografar quartos de hotel, mas já dá para ter uma noção. Nada de grandes luxos, mas acredito que já tenham modernizado os quartos um pouco e trocado as tvs.

hospedagem rio de janeiro

O café da manhã desse hotel é bem farto e gostoso. Valia a pena acordar mais cedinho para aproveitar. Quando nos hospedamos lá, éramos a unica família brasileira no café da manhã. Com tanta gente falando outras línguas, eu me sentia em uma viagem internacional.

Infos:

Copacabana Rio Hotel

Av. Nossa Senhora de Copacabana, 1256 – Posto 6

R$345,00 – diária no quarto duplo

Flamengo

Em outra oportunidade, quando viajei apenas para ver um show no Rio, estava procurando por uma opção mais em conta e alguns amigos me indicaram o Augusto´s Paysandú Hotel.

hospedagem rio de janeiro (Fonte: http://www.paysanduhotel.com.br/)

Esse hotel fica em um prédio bem antigo e por “prédio bem antigo” entenda como quartos amplos, móveis antigos e azulejos do banheiro azul calcinha. Não é aquela coisa linda de se ver, mas é maior que o de Copacabana, por exemplo. A equipe é tão atenciosa quanto e os quartos também são bem limpos. Isso sempre conta muito, porque meu maior medo ao fazer uma escolha considerando o quesito “preço” é pegar algo sujo.

(Fonte: http://www.paysanduhotel.com.br/)

A localização do hotel também é boa e tem metrô e Devassa bem pertinho, o que é muito importante, pois nos garantia uma Sarará toda vez que passávamos na frente. Hehe.

Infos:

Augusto´s Paysandú Hotel

R. Paissandú, 23

R$220,00 – diária no quarto duplo

Hotel no Centro

Na última vez que estive no Rio também foi para ver um show e optei por me hospedar o mais próximo possível da Fundição Progresso. Vi que tinha um hotel Formule 1 bem pertinho, o que me permitia ir a pé ao show, então escolhi esse mesmo. Para quem já conhece os hotéis da rede, sabe que são todos iguais, o que nos passa uma segurança.

(Fonte: Formule 1)

Porém, centro é centro, né. Eu não suporto ficar hospedada em centro. Primeiro porque é perigoso, segundo porque é complicado para dormir. Bem perto desse hotel tem uma balada que não me permitiu dormir direito por duas noites, mesmo estando no 8º andar e com a janela fechada. A noite não achei tão perigoso como em qualquer centro, já que fica do ladinho da Lapa, então sempre tem bastante movimento na rua, mas de manhã é bem tenso. Com tudo deserto e meio abandonado, pude começar a conhecer alguns podres da Cidade Maravilhosa.

Infos:

Formule 1

Rua Silva Jardim, 32

R$175,00 – diária no quarto para até 3 pessoas

Albergue

Olha, vou falar uma coisa: a PIOR HOSPEDAGEM DA MINHA VIDA foi em um albergue no Rio: Copinha Hostel. Guardem esse nome!

Eu já havia me hospedado em albergue uma vez em São Paulo e tinha odiado a experiência. Quando eu viajo para fora do país, me hospedo em albergue por questões econômicas, principalmente, mas aqui no Brasil eu estou pagando na mesma moeda que recebo e eu sou extremamente chata porque quando eu viajo aqui eu gosto de conforto e, em algumas vezes, um pouco de luxo. Com o Rio de Janeiro ainda é um caso mais especial, já que em algumas viagens eu cheguei a gastar mais do que se tivesse ido para qualquer outro país da América do Sul. Dificilmente eu economizo no Rio. Considero um investimento na minha cidade favorita. Ela me faz tão bem que eu sinto necessidade de retribuir de alguma forma.

Mas voltando ao albergue, fui parar lá porque a maioria quis ficar lá e eu acabei indo junto.

Agora vamos aos fatos: o quarto não tinha janela. De todos os albergues que já havia me hospedado, desde o mais xexelento ao mais legal, TODOS tinham janela. Estamos falando do Rio de Janeiro e na época que fomos era fevereiro. Rio de Janeiro + fevereiro = calor infernal.

Mas para compensar isso, o quarto tinha ar condicionado. “Menos mal”, pensei. Porém, contudo, todavia, no entanto, acordei no meio da noite suando litros porque eles desligaram o ar condicionado durante a noite. Tipo “a galera tá dormindo mesmo, nem vão perceber”. Poderia ter sido alguma queda de energia ou qualquer outro problema, mas acho que seria muita coincidência isso acontecer por 2 noites seguidas!

Se já não bastasse isso, tinha barata no banheiro e quando eu avisei na recepção o cara deu uma risadinha e relutou em ir, mas no final acabou matando a barata. A equipe do albergue também achei muito ruim, inclusive lembro de ter me estranhado com um cara da recepção. Eles eram incrivelmente simpáticos com os estrangeiros e extremamente rudes com os brasileiros. Ou talvez fosse apenas comigo. Eu realmente não sei.

Fora que a localização não é das melhores e fomos aconselhadas a não circular nas redondezas a noite, pois é próximo a uma área de prostituição de Copacabana.

Infos:

Copinha Hostel

Rua Felipe de Oliveira, 11

R$42,00 – por pessoa em quarto quádruplo.

Apartamento de amigo

Nem a mais luxuosa suíte do Copacabana Palace poderia ser melhor do que quando estive no Rio e fiquei hospedada no apartamento de um amigo. Eu não gosto de me hospedar na casa de outras pessoas, por isso não sou adepta ao couch surfing. Eu acho que eu sempre estou atrapalhando, por isso quando eu viajo para algum lugar onde tenho amigos, continuo sempre preferindo ficar no hotel e encontrar os amigos no passeio, no bar, no restaurante. Por outro lado, quando alguém vem a Curitiba, eu fico muito BRABA se não se hospedarem na minha casa.

Na ocasião, o casal de amigos havia viajado e deixado a chave do apartamento, então essa hospedagem foi a mais maravilhosa de todas porque foi o que chegou mais próximo de realizar o meu sonho de morar no Rio de Janeiro, entende? Hahahaha. Eu andava na rua ME ACHANDO a nativa.

Depois disso que fiquei pensando seriamente em me cadastrar no home exchange, pois é muito legal poder conhecer algum lugar como se você não estivesse ali apenas de passagem. Ainda não me cadastrei porque andei pesquisando e vi que não tem muita gente interessada em vir para Curitiba e porque deve ser muito difícil sincronizar as datas e locais de interesse de todos.

Aeroporto

Para finalizar, eu também tinha que ter uma história aventureira de “hospedagem” na Cidade Maravilhosa. Depois de pegar um táxi clandestino fui “dormir” no aeroporto. Na verdade eu estava em um show que acabou no domingo de madrugada e eu ia pegar o primeiro voo na segunda-feira, então decidimos ir direto do show para o aeroporto, o que fez com que passássemos quase 5 horas esperando pelo voo e, consequentemente, tirássemos alguns cochilos pelos cantos. Lembro de ter dormido sentada em uma cadeira e com a cabeça na mesa. Acordei com a sensação de ter feito 2137 abdominais.

E o aeroporto estava lotado porque todo mundo que estava no show teve a brilhante ideia de ir direto do show para o aeroporto. Hahahaha.

Eu jamais faria isso de novo, mas valeu como experiência.

Para quem quiser se aventurar, aconselho ler esse post aqui que a Anna deu todas as dicas para esse tipo de “hospedagem”.

Mas fora essa loucura de dormir pelo saguão, também existe hotel dentro do aeroporto e isso nós já contamos nesse post aqui.

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De maneira geral, a hospedagem no Rio de Janeiro sempre pesa um pouco no bolso, mas o que não pode é deixar de conhecer a Cidade Maravilhosa por causa disso, então para quem procura opções mais em conta, vale pesquisar pelo HostelBookers, que tem sido nosso parceiro na produção dos guias. Mas é importante sempre ler as avaliações e comentários para não correr risco de passar nenhum perrengue igual ao que eu passei no Copinha Hostel.

Tour do Rock: The Smiths

Ingressos para os shows do Morrissey no Rio de Janeiro e em São Paulo comprados.

DVD “Who Put the M in Manchester?” rolando.

Hora de começar a escrever sobre minha breve visita a Manchester.

Manchester serviu de berço para várias bandas consagradas no mundo do rock e, em passagem pela Inglaterra, não pude deixar de conhecer a cidade mais alaranjada de todas as cidades que eu já vi. Não sei se foi por saber disso que eu tive essa sensação, mas, na minha opinião, Manchester tem a cara e os ares do rock mesmo. Alguns diriam que é do futebol, mas disso eu já não entendo.

Manchester

Foi em Manchester que eu pude descontar toda a raiva reprimida que eu tinha por todas as vezes que alguém falava “Ronaldo” quando eu dizia que era brasileira, pois lá eu pude responder “Smiths” para todos que perguntavam o que eu estava fazendo lá e o que eu sabia sobre a cidade.

Eu cheguei em Manchester meio perdida. Queria conhecer a cidade por causa dos Smiths, mas não tinha pesquisado nada sobre os lugares pelos quais eu deveria passar. No hostel eles já perguntaram logo de cara por que eu escolhi visitar Manchester e quando eu respondi que era por causa dos Smiths eles imprimiram na hora um roteiro completo passando por todos os lugares relacionados a banda. Foi lindo. A equipe do hostel era muito atenciosa e eu achei o hostel criativo porque cada andar era dedicado a uma banda/cantor. Só fiquei desapontada porque eles não me deixaram no andar dos Smiths. He.

Como eu passaria apenas um dia e meio na cidade, eu precisava correr para conseguir ver o máximo de coisas possível.

Affleck’s Palace

O Affleck’s Palace é um edifício de lojas independentes, a maioria delas de rock. Na verdade, é como se fosse a Galeria do Rock de São Paulo. O estilo é o mesmo, inclusive das pessoas que frequentam. Mas é bastante interessante e dá pra perder umas boas horas passeando pelos 4 andares do lugar. Nas paredes externas do edifício existem mosaicos com vários temas de Manchester e, em um deles, temos o Morrissey como protagonista.

Manchester Central Library

“It definitely began with the water. It must also have something to do with Central Library. I was born in Central Library – in the crime section.” (Morrissey)

Bem, isso explica muita coisa, né. Enquanto todos os jovens de Manchester frequentavam bares e baladas, Morrissey gastava seu tempo na biblioteca.

Manchester (8)

Tem um outro trecho dessa mesma entrevista que ele falou que frequentava a biblioteca que o entrevistador fala “Ah, Manchester – the music, the clothes, the violence, the grace, the sex…” e Morrissey responde: “I don’t remember any sex”. É o Morrissey, né gente. Tadinho. Hahaha.

The Haçienda

The Haçienda está para The Smiths mais ou menos como The Cavern Club está para The Beatles. Mas se, por um lado o The Cavern Club foi onde os Beatles começaram, o Haçienda foi onde os Smiths fizeram seus maiores shows, pois era o clube mais famoso de Manchester.

Atualmente o The Haçienda é um edifício de apartamentos. Acho uma pena, pois eu gostaria muito de poder ter entrado e visto como era o lugar onde eles se apresentaram, da mesma maneira que fiz no The Cavern em Liverpool.

The Ritz

O The Ritz é uma casa de shows localizada na mesma rua do The Haçienda, mas essa existe até os dias de hoje e foi onde os Smiths fizeram seu primeiro grande show.

Ritz, Manchester

Desculpe, mas eu tive que pegar essa foto da internet porque só quando montei o post que eu vi que não tinha fotos do The Ritz, mas não lembro o motivo. Pra economizar memória, talvez. Quando eu viajei (2007) eu tinha um cartão de 1GB que deveria durar uma viagem toda de um mês. E olha que cartão de 1GB naquela época era MUITO. Enfim, fiquei triste por não ter foto do The Ritz.

Salford Lads Club

Essa visita foi a mais #Fail de todas. Meu objetivo era chegar aqui e tirar uma foto igual a essa:

Mas acontece que o lugar era MUITO longe e, mesmo com o mapa, eu me perdi. No caminho encontrei uma mulher e pedi ajuda, ela disse que trabalhava lá perto e me levaria. Fui caminhando um longo trajeto ao lado dela, que me bombardeava com perguntas sobre Manchester e eu não sabia nada sobre a cidade. Que vergonha. Só respondia “Smiths, Smiths, Smiths” num looping até chegar no serviço dela. Daí ela falou pra eu seguir mais um pouco e virar na rua do lugar. Cheguei lá, achei rua, mas nada do tal clube. Andei, andei e NADA. Então concluí que o tal lugar não existia mais e sem a tal placa “Salford Lads Club” eu jamais poderia reconhecê-lo, pois as construções são todas iguais. Fui embora, mas segui cantando “Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before“. Pensando que eu estava na rua certa e que o lugar não existia mais, eu ainda sabia que o clipe foi gravado nas redondezas, então pelo menos eu estaria circulando em algum lugar do clipe.

Manchester (22)

O problema é que depois eu fui pesquisar eu descobri que a merda do lugar existe ainda e que não ficava na rua que eu estava, mas sim na primeira paralela depois da minha. Foi nessa hora que eu odiei o pessoal do hostel por ter dado pra mim um mapa tão ruim, afinal de contas, eu tinha que culpar alguém por não ter tirado aquela maldita foto. He. Também odiei todos os moradores do bairro por não estarem na rua para me dar informação. Nunca vi lugar mais deserto!

No meu mapa dizia que o lugar era na Regents Rd, mas na verdade é na Coronation St que é paralela a Regents. Shame on me! Por isso eu aprendi que, por mais curta que seja a sua viagem a qualquer destino, não seja preguiçoso a ponto de não pesquisar antes. Entendido?

Casa de infância do Morrissey

A casa dele também era longe, mas fácil de chegar. Só pegar o bonde Altrincham em Piccadilly Gardens e descer na estação Old Trafford. É um bairro bem calmo e também bastante deserto. A rua da casa de infância do pequeno Moz é a King’s Road.

rua moz

E a casa dele era a n° 384. Bom saber, porque todas são IGUAIS.

Fiquei pensando nele brincando no quintal ali, na pracinha que tinha perto e tal. Acho engraçado porque quando eu sou fã de alguém, não penso nessas coisas. Parece que a pessoa já nasceu pronta, no palco e cantando.

Fora esses lugares que eu visitei, existem outros que eu não tive tempo de ir, mas se alguém se interessar e quiser saber é só entrar em contato que eu passo meu mini guia do hostel.

Queria só acrescentar aqui que fui até Manchester para visitar os lugares dos Smiths, mas que foi aqui em Curitiba, minha cidade natal, que eu conheci um Smith, o Andy Rourke, que veio discotecar no Vox e nessa ocasião a tietagem foi forte!

andy

E em março vou conhecer o Morrissey na véspera do meu aniversário! Presente melhor não existe.

Espero que tenham gostado do nosso tour e que venham os shows!!!!