Turista: Budapeste (parte II) por Leandro Mise

Continuando o relato de Leandro sobre Budapeste, piscinas termais, museus e ópera:

Além da arquitetura e memoriais, comuns a várias outras cidades na Europa, Budapeste também é famosa pelos banhos termais. Existem várias casas de banho na cidade, mas a mais tradicional é a Széchenyi, que fica um pouco afastada, em outro distrito (ao lado do zoológico na verdade, e de vários museus).

A entrada é bem barata (não lembro exatamente quanto), e era cobrada de acordo com o tempo de permanência. Nós íamos só passar a manhã ali, mas era absurdamente bom e acabamos ficando o dia inteiro. As piscinas externas ficam em uma temperatura alta, mas ainda bem tolerável mesmo para quem não está acostumado. Além de jatos d’água para massagear as costas, há uma piscina com correnteza e tabuleiros de xadrez no meio da piscina (sempre ocupados por velhinhos húngaros).

Dentro do prédio havia piscinas das mais variadas temperaturas, além das saunas. Experimentamos a sauna de 50°, e com muito esforço conseguimos ficar alguns minutos, mas para quem não está acostumado é complicado porque respirar literalmente dói (o ar entra muito quente e úmido), então você tem que controlar a respiração e não ceder ao impulso de respirar de modo ofegante por causa do calor. E essa não era nem a sauna mais quente (mas eu não lembro agora quantos graus era a mais quente).

Perto dali se encontra a Heroes’ Square, um monumento com estátuas dos líderes das tribos que fundaram a Hungria, bem como alguns membros da dinastia Habsburg, que comandava o império austro-húngaro.

Heroes’ Square (percebam o tamanho das pessoas à esquerda)

Em cada lado da Heroes’ Square há um museu: o Museu de Belas Artes e o Palácio da Arte. Tivemos tempo somente de ficar uma meia hora no Museu de Belas Artes antes dele fechar, o que foi uma pena, pois o museu é excelente em quantidade e qualidade das obras.

Aliás, de museus Budapeste está bem servida, e a maioria deles são de graça: existe uma lei em Budapeste que diz que as exposições permanentes devem ser disponíveis de graça (na verdade não lembro agora os pormenores dela, que eu me lembre eram todos os museus estatais). Visitamos o museu de história militar, que tem um acervo de peças originais extenso, além de explicações e narrativas detalhadas. Eu gostei, mas quem não se interessa muito pelo assunto não vai querer ler os longos textos.

O museu étnico mostra toda a história dos povos que fundaram a Hungria e como ela e sua cultura se transformaram desde a sua origem. Eu recomendo bastante para todos que gostem desse lado antropológico. Já entre os museus que eu não recomendaria estão o de Artes Aplicadas, que tem uma arquitetura interessante, mas o acervo é um pouco limitado e pouco explicativo; e o romano que fica no palácio: é privado, então é preciso pagar ingresso, e há poucas peças expostas (na maioria esculturas ou artefatos arqueológicos), sem explicação ou nem mesmo descrição alguma. Além disso existem outros museus interessantes, mas não vou me estender mais.

Outra recomendação é assistir a um espetáculo na Casa de Ópera. Existem ingressos bem baratos, mas que forçam você a ficar em lugares bem ruins (nós ficamos ao lado e em cima do palco). Se estiver de jeans e camiseta, te obrigam a entrar na Casa por uma entrada lateral para não quebrar o decoro: as peças de balé são consideradas um evento social, então todos vão vestidos a rigor (o empregado do hostel tinha até nos alertado que era possível que nem nos deixassem entrar).

Lustre na Casa de Ópera

O balé foi interessante, e eu consigo imaginar que eu teria que pagar pelo menos 50 reais para ver algo do mesmo nível (tinha até orquestra ao vivo) em Curitiba, e lá custou o equivalente a alguns euros. Mesmo quem não gosta particularmente de balé (por exemplo eu) pode aproveitar a oportunidade. Para mim só a música já valeu o ingresso (até porque ver não era algo fácil de onde estávamos).

Por fim, para quem quiser relaxar em um parque, um bom lugar é a Margaret Island. A ilha fica bem no meio do Danúbio, e logo na entrada há uma fonte enorme, que toca música clássica (!), que na verdade está lá para que a água dance de acordo com ela(!!). No dia em que fomos havia sol e um mini arco-íris chegou a se formar. Depois disso ainda havia um extenso jardim florido e um amplo gramado, onde reinava um silêncio absoluto que muitas pessoas usavam para ler ou tirar um cochilo.

fonte na Margaret Island em um momento alto da música

Esses são os pontos principais de Budapeste que eu queria descrever, ainda que superficialmente. Para quem quiser ver mais fotos de Budapeste, há um álbum só dela no meu flickr. Aliás, o Peru também tem o seu, que eu esqueci de mencionar no post dele. Se tiverem interesse em saber mais sobre como as fotos foram feitas, podem conferir o meu blog: Antes do click. Se morarem em Curitiba e tiverem interesse em cursos ou workshops de fotografia, podem encontrar mais informações no meu site.

Obrigado a todos que participaram da promoção e a todos que comentaram no meu outro post. Se as pessoas gostarem desse post talvez eu considere pedir à Anna e a Fê para escrever mais vezes.

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