Turista: Budapeste (parte I) por Leandro Mise

Hoje o Leandro vai falar sobre mais uma cidade: Budapeste!

Como ele passou vários dias por lá e o relato é um pouco longo, vou colocar em duas partes. A próxima entra amanhã, pra fazer um suspense.

Conforme combinado, estou aqui para escrever mais sobre o local da foto favorita da ganhadora do sorteio do mini-curso. Fiquei feliz de ser Budapeste, pois foi a cidade que eu mais gostei na Europa (por causa de como a minha viagem em particular foi, não por achar que ela é mais bonita ou coisa do tipo).

Ficamos 7 dias em Budapeste, bem mais do que o normal para as minhas viagens, mas tínhamos uma proposta diferente, que julguei muito interessante: curtir a cidade, e não só os pontos turísticos. Fizemos tudo a pé (gastávamos às vezes horas só andando pela cidade), passamos um dia inteiro na piscina (que vou descrever a seguir), tomamos cerveja à beira do rio de noite, assistimos o pôr do sol no Danúbio, vimos um balé, relaxamos num parque, entre outras coisas que passam longe de um roteiro intensivo convencional de mochileiro.

Não vou entrar na discussão sobre que tipo de viagem é melhor, cada um tem sua opinião. Eu particularmente gostei muito de ter conhecido Budapeste dessa maneira, mas ela requere mais tempo e dinheiro. Por causa disso eu não faria – e de fato não faço – todas as minhas viagens assim, mas é uma das coisas que estão na minha lista de coisas para fazer se ganhasse na mega-sena.

Então, sobre a Hungria: a moeda é o forint (do qual tenho uma nota até hoje na carteira guardada de lembrança), e em geral as coisas são mais baratas que no resto da Europa. Muitos habitantes não falam inglês, mas mesmo assim são sempre prestativos e simpáticos (pelo menos os que nós tivemos contato). Tentar falar palavras na língua deles, como em outros países da Europa, aumenta mais ainda o grau de receptividade (agora não lembro mais nada, com exceção do köszönöm, que quer dizer obrigado e se pronuncia mais ou menos “kssunã”). E a propósito, uma palavra muito útil de lembrar é kijárat, que quer dizer saída (muitos lugares não têm placas em inglês).

A cidade em si ainda mostra muito da opulência da época do império austro-húngaro, e a arquitetura é bem diversificada. Andar pela cidade era muito agradável por causa disso: mesmo prédios comerciais comuns tinham um certo charme. A maioria das atrações turísticas se encontram às margens ou perto do Danúbio, como a Chain bridge, que durante a noite fica especialmente bonita.

Chain Bridge

Não muito longe dela, se encontra o Parlamento, que junto com o complexo do castelo é o ponto turístico mais importante de Budapeste.

A cúpula do Parlamento tem 96m de altura, fazendo dela e da Basílica de Santo Estevão (que tem a mesma altura) os dois prédios mais altos da cidade, o que é mantido por lei: ninguém pode construir um prédio com mais de 96m.

Parlamento

Cúpula do Parlamento vista de dentro

À margem do Danúbio também se encontram várias estátuas e esculturas, como a Little Princess, que é um dos símbolos da cidade (e eu achava que era um garoto antes de ler sobre ela)

“Kiskirálylány” (A princesinha), por László Marton

Também são famosos os sapatos que compõem o memorial aos judeus que foram fuzilados e jogados no rio durante a Segunda Guerra. A propósito, o processo de como esta foto foi feita (as decisões e julgamentos) se encontra no meu blog.

Sapatos no Danúbio, por Gyula Pauer e Can Togay

Do outro lado do rio há uma colina, em cima da qual ficam o complexo do palácio e o Fisherman’s bastion, de onde se tem uma das melhores vistas de Budapeste.

Basílica de Santo Estevão

Nela são realizados concertos com certa frequência, e por acaso acabamos ouvindo um pedaço de um dos ensaios em uma das noites:

Interior da Basílica

Outro templo importante é a sinagoga da rua Dóhany, a maior da Europa e segunda maior do mundo.

Interior da sinagoga

Atrás da sinagoga há outro memorial aos judeus mortos na Segunda Guerra: um chorão (a árvore) feito de metal, com plaquetas no lugar das folhas que contém nomes das vítimas do Holocausto húngaro

Memorial dos húngaros judeus mártires, por Imre Varga
Mais Budapeste amanhã, se prepare!

Comentários

comments

3 Comments on Turista: Budapeste (parte I) por Leandro Mise

  1. Miguel
    18 de março de 2011 at 10:31 (7 anos ago)

    Arany Ászok! Precisa andar a pé não, se não quiser, um ticket de metro de 30 dias com carteira internacional de estudante sai nem 30 reais.

    Responder
    • Leandro Mise
      18 de março de 2011 at 12:11 (7 anos ago)

      A gente sabia, Miguel, mas a ideia era andar a pé pra ir vendo a cidade inteira, ver as pessoas, as coisas, dentro da proposta de conhecer além dos pontos turísticos. Usamos o metrô só quando chegamos do aeroporto e depois para ir para a rodoviária, por causa das mochilas pesadas. Obrigado pelo comentário!

      Responder
      • Rafaela
        19 de março de 2011 at 20:59 (7 anos ago)

        também prefiro ir a pé, entendo a sua idéia,! :) gosto de “sentir” a cidade, saber oq acontece, conhecer as ruas, olhar o mapa, se perder, olhar o mapa…
        fotos LINDAS, parabéns!

        Responder

Leave a Reply