Música: Alemanha – parte I

Acreditem quando eu digo: nem só de Volksmusik vive a Alemanha! Eu sei, eu sei, eu entendo que é muito difícil pensar em algo além de “Ein Prosit, ein Prosit… Der Gemütlichkeit” ou qualquer outra musiquinha que escutamos nas Oktoberfests da vida.

O problema é que a maioria das bandas alemãs cantam em… inglês. Acho um desperdício, pois eles falam o idioma mais legal do mundo! Das que cantam em alemão, a mais conhecida mesmo é o Rammstein (pelo menos pra mim), que tenho certeza que todos já ouviram falar. Em todo caso, vai a música mais famosa para dar aquela refrescada na memória:

Enquanto eu tava aqui montando a seleção das bandas que eu conheço eu comecei a perceber que todas são da linha do rock. A princípio, pensei que eu só conhecia bandas desse estilo justamente por gostar desse tipo de música, mas resolvi pesquisar um pouco mais e descobri que a música alemã, além da Volksmusik, consiste basicamente no rock, metal, punk, progressivo, gótico e por aí vai. Lógico que existem outros estilos, mas como eu não conhecia nada fora dessa linha, eu pedi ajuda pro Jorge, que já morou na Alemanha e também já participou aqui da nossa categoria de Turista. Agora temos dicas de bandas de vários estilos para vocês, mas vou ter dividir esse post em dois porque se não vai ficar muito grande. Confere aí a primeira parte:

Die Toten Hosen

A Die Toten Hosen é a que eu conheço melhor de todas as bandas alemãs, principalmente por se tratar de um estilo de som que eu aprecio muito. Costumava dirigir escutando num looping infinito e, fatalmente, aprendi a cantar algumas músicas. Tudo errado, mas aprendi no melhor estilo embromation. E adorava cantar bem alto “Sonntag im Zoooooooooooooo”, por isso escolhi essa para compartilhar com vocês.

Mas tem também essa aqui que é mais calminha e uma das minhas preferidas.


Die Ärzte

Se nos anos 80 várias bandas inglesas se chamavam “The qualquer coisa”, o mesmo vale para as bandas alemãs da mesma época. Várias se chamam “Die qualquer coisa”. O princípio é o mesmo: falta de criatividade. “Os médicos” se intitulam a melhor banda do mundo, mas sou obrigada a discordar. Apesar de eu gostar bastante dessa, só na Alemanha eles já perdem pro Die Toten Hosen, quem dirá no mundo todo?!

Bela B.

Vale a pena dar uma olhada no trabalho solo do Bela B., o baterista da Die Ärzte. Eu acho que gosto mais até do trabalho dele sozinho do que o Die Ärzte, mas como ele não é da formação original da banda, acho que não dá para comparar muito.

ATENÇÃO mulheres: se não gostarem do estilo da música, coloquem no mudo e assistam o clipe do mesmo jeito porque eu acho o Bela B bonitão. Tem quase 50 anos, mas uma vibe meio Elvis e todo tatuado e… tá, parei.

Ok, só mais um clipe PORN e encerro o assunto Bela B.

ASP

A ASP toca um metal gótico, que não costuma ser o tipo de música que me agrada, mas por algum motivo (cantar em alemão talvez?) eu gosto da banda.

Fertig, Los!

Com um rock mais alternativo, ficaram conhecidos porque uma de suas músicas foi parar no jogo Fifa 07.

Nena

Nos anos 80, Nena explodiu com a música “99 Luftballons” que ficou entre as mais ouvidas em diversos países. Foram criadas versões em outros idiomas e várias bandas regravaram. Eu mesma conheci a música pela versão em inglês do Goldfinger. A cantora pop continua em atividade até hoje.

Herbert Grönemeyer

Cantor pop rock do final dos anos 70. Um dos seus álbuns, o 4630 Bochum, foi o mais vendido em língua alemã da história. Herbert lançou seu último álbum no ano passado e pelo que deu pra ver nesse vídeo, o show do cara arrasta multidões.

Gostaram da seleção?

Em breve vou postar a parte II. Aguardem!

Mariana
Música: “Ai se eu te pego”
Música: Portugal – moderninhos
Música: Itália – sem o Pavarotti
Música: Portugal – fado moderno
09
fev
Berlim

Sempre hesitei em escrever sobre Berlim aqui no blog. Apesar de ter passado 5 dias na capital da minha querida Alemanha, eu peguei um dilúvio e depois fiquei doente e com febre e não conheci quase nada da cidade. Foi bastante decepcionante, pois Berlim sempre ocupou os primeiros lugares no meu ranking de cidades que eu sonhava conhecer.

Como uma leitora do blog (oi Renata!) está indo visitar a maior cidade alemã aiqueinvejaaaa e pediu umas dicas, vou tentar ajudar. Vamos lá!

Transporte

Assim como em quase todas as cidades europeias, transporte público nunca é problema. É tudo muito bem integrado e mesmo nos aeroportos mais afastados é possível usar o mesmo ticket do transporte público para pegar ônibus ou metrô para ir até o seu destino. O valor do ticket é mais alto se comparado a outras cidades, então eu vi muita gente usando o transporte sem pagar. Não caiam em tentação! Vale a pena pagar pra não correr o risco, afinal de contas, ninguém quer levar uma multa de 40€ e uma bronca justamente de um alemão, né?! E não esqueça de validar o seu ticket antes de usá-lo! Ticket não validado leva multa também.

A dica que vale ouro quando o assunto é transporte: ônibus 100 e 200! Esses ônibus percorrem todos os pontos turísticos e a vantagem aqui é que você não paga nada a mais por isso, pois são ônibus comuns que fazem o mesmo trajeto dos sightseeing! Vale lembrar que os ônibus não são cheios, então dá pra curtir bem o passeio, ver a cidade e descer e subir quantas vezes quiser e a frequência é a cada 30 minutos. Pena que por causa do temporal eu nem desci do ônibus nesse passeio :(

Hospedagem

Na Europa eu sempre fui favorável a hospedagem em albergue, porém em Berlim vale a pena dar uma olhada nos hotéis. Quando eu fui eu fiquei em albergue e em hotel. Primeiro fiquei no albergue porque tinha uma galera e fecharam um albergue todo só pra nós, mas como eu fiquei mais tempo que a maioria, depois fui para um hotel que era um 4 estrelas um pouquinho mais afastado do centrão, mas mais barato que os albergues. Infelizmente não lembro os nomes porque na época foram outras pessoas que fizeram as reservas e eu não escrevia no blog, então eu não me preocupava em anotar essas informações, mas eu sei que em Berlim tem albergue da rede Meininger e eu digo que se não quiser errar, hospede-se lá. Os albergues deles são ótimos.

Atrações

Finalmente chegamos ao que interessa, aos pontos turísticos e históricos da nossa linda Berlim. Com um mapa na mão e um tênis confortável eu diria que dá pra ver bastante coisa a pé. Eu mesma ia fazer um tour a pé, porque adoro caminhar nas cidades, mas né… choveu. Eu sei, eu sei… já estou ficando repetitiva de tanto falar da chuva…

Brandenburger Tor

Localizado no final da Unter den Linen, a rua mais famosa de Berlim, o Portão de Brandenburgo é o único dos 14 portões que serviam de entrada e saída da cidade que ainda existe. O entorno é repleto de coisas para fazer. Lojas, lanchonetes, apresentações de rua e tudo que você possa imaginar para entreter os turistas.

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Paguei para tirar essa foto (lógico), fiquei feia e cortaram a bandeira, mas para tirar outra teria que pagar de novo. Berlim é assim mesmo. Pessoas vendendo história em todos os cantos, como já contei aqui para vocês do visto no meu passaporte.

Berliner Mauer

Apesar de a mais famosa atração de Berlim não existir mais, há alguns pedaços do muro espalhados pela cidade.

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Ainda no maior estilo pega-turista-em-berlim, comprei um pedaço do muro que a loja de souvenir JURA que é verdadeiro. A gente sabe que não, mas todas as outras pessoas que compraram o pedaço de muro acreditaram e falaram que eles jamais diriam que é verdadeiro se não fosse. E ainda fizeram cara feia porque eu falei que era falso. Mas não precisa pensar muito para perceber que com a quantidade de turista que já comprou isso, certamente os pedacinhos verdadeiros nem existiriam mais.

Reichstag

O parlamento alemão fica praticamente ao lado do Brandenburger Tor. Na década de 90 foi reformado e levou a assinatura de Nornan Foster no projeto e é aí que entra uma das minhas maiores frustrações de Berlim. Não pelo prédio, que é lindo, mas por eu não ter conseguido entrar para ver a cúpula de vidro! Quem já foi diz que é maravilhoso e que vale muito a pena. Eu deixei pra voltar sozinha no dia seguinte, já que as pessoas que estavam comigo não quiseram entrar, porém no dia seguinte fiquei de cama o dia inteiro e… agora preciso voltar para Berlim!

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Fora esses cartões postais que eu falei, ainda existem vááárias outras atrações em Berlim: o memorial aos judeus mortos pelo nazismo composto de blocos de concretos que variam 40cm a 4,70m de altura (esses são bons para se proteger da chuva… hehe); o Sony Center, que é um complexo com shopping, café e cinemas (não tive tempo de aproveitar o lugar, então não achei nada demais); a Fernsehturm, que é uma torre de televisão 365m de altura com vista panorâmica de Berlim, mas que eu não consegui subir; o Check Point Charlie e a exibição a céu aberto da Topografia do Terror, onde ficava o escritório central da Gestapo e da SS. Infelizmente nesses dois últimos não consegui ir porque tive que voltar pro albergue torcendo a minha roupa no metrô. Ai que tristeza. Além disso existem vários museus, igrejas e MUITA arquitetura contemporânea.

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Recomendo, ainda, fazer o passeio de barco pelo Rio Spree. Não lembro quanto custa, mas não é caro, é bem relaxante e bastante interessante para visualizar os contrastes da arquitetura da cidade.

Queria dizer que antes de ir embora de Berlim eu bati um papo com o Dr. Freud, que me ajudou a superar a visita pouco proveitosa a cidade. Também fui por ele aconselhada a voltar um dia. He. (fica a dica pra quem ainda não visitou nenhum Madame Tussauds). Tem o Hitler lá, mas ele fica isolado, então não dá para interagir com o boneco de cera dele, o que é uma pena, pois seria bem divertido ver a galera tirando fotos enforcando e chutando o cara.

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Então é isso. Espero ter ajudado um pouco, mas recomendo uma leitura bem direcionada com os objetivos de cada um antes de viajar, porque tem MUITA coisa para fazer. A sensação de estar lá é ótima… é respirar história por todos os cantos e encher olhos com tantos contrastes.

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Mariana
Viagem no tempo por 1€
19
out
Turista: Oktoberfest

Setembro chegou! E com ele, a Oktoberfest em Munique. Vamos começar o mês já em clima de festa.

Peraí! Oktoberfest?! Em September? É, isso mesmo. Em Munique a Oktoberfest começa em setembro. E quem vai contar aqui para nós sobre essa festa é o Jorge Souza, meu amigo da faculdade que já morou na minha querida, amada e idolatrada Alemanha. Ele fez o intercâmbio com a faculdade que eu sempre quis fazer e, de quebra, ainda aproveitou a Oktoberfest. Ai que inveja!

Então vamos ao relato:

“É setembro, mês em que se inicia uma das maiores festas do mundo, a Oktoberfest. Mas a original, de Munique. Aproximadamente 6 milhões de visitantes são atraídos a cada ano para a festa, que iniciou-se em 1810 como celebração do casamento do príncipe Luís I da Baviera com a princesa Teresa de Saxe-Hildburghausen. O evento acontece todo ano no mesmo local, o parque Theresienwiese, que tem seu nome em homenagem à princesa Teresa.

Como quase todo jovem que está na Alemanha durante os meses de setembro e outubro, queria muito ir ao evento. Eu morava no ano passado em Karlsruhe, uma cidade no estado de Baden-Württemberg, vizinho do estado natal – Baviera – da Oktoberfest.  Portanto, não deveria ser tarefa muito difícil tentar uma viagem de última hora de 300 km junto com meus amigos brasileiros. Decidimos ir a Munique uns dois dias antes da viagem. Não tivemos muita opção de escolha da data, pois chegamos à Alemanha uns poucos dias antes do término da festa. Não tínhamos interesse em participar de dois dias de festa, portanto nem procuramos muitas maneiras de pernoite na cidade, o que sabíamos também que seria muito complicado e caro de encontrar, devido à proximidade da data da viagem.

A VIAGEM

Depois de termos decidido ir a Munique, fomos comprar as passagens de trem na Deutsche Bahn (Companhia de Transporte Ferroviário da Alemanha). Nossa idéia era gastar a menor quantia possível na ida e na volta (vida de estudante né hahaha). Nós estávamos em 6 e a alternativa mais barata era comprar o Schönes-Wochenende-Ticket (Passagem “Bom fim de semana”). É uma promoção que vale muito à pena na Alemanha para viagens à regiões próximas de onde você está e quando se está em grupo (até sozinho já compensa dependendo do local  aonde se quer ir). Atualmente custa 39 euros no site da DB. Como é uma passagem válida para até 5 pessoas, sai  7,80 euros por pessoa.   Para quem está disposto a gastar mais dinheiro não é uma promoção tão boa, já que existem muitas condições. A primeira delas é que essa passagem é válida durante um dia apenas, ou seja, se você for viajar num sábado pela manhã e for pegar um trem a partir da meia-noite de domingo na volta, terá que pagar outra passagem. Outro fator que faz essa passagem não ser tão boa é que não se pode tomar o ICE, o “trem-bala” da Alemanha, ou seja, a viagem pode demorar mais e ter mais baldeações.

Um componente do nosso grupo não foi e conseguimos comprar essa passagem para o dia 02/10, um sábado.  Fizemos o trajeto com menos baldeações pela Deutsche Bahn. Saímos de Karlsruhe um pouco depois da meia-noite rumo a Stuttgart. Lá já começamos a ver as pessoas trajadas de acordo com a festa (Dirndl – vestido típido – para as mulheres e calção de couro, camisa, chapéu e suspensório para os homens) . Em Stuttgart aguardamos algo equivalente a meia hora e fomos rumo a Ulm. Lá passamos a pior parte de nossa viagem. Tivemos de esperar quase 4 horas pelo próximo trem que ia para Munique. Isso é um dos contras de se viajar com o Schönes. Dormimos no chão da estação de trem, assim como algumas outras pessoas que faziam o mesmo que nós. Dentro destes alguns brasileiros, também intercambistas, que moravam na França e estavam mais bem preparados que nosso grupo, pois tinham levado saco de dormir. Isso não é normal na Alemanha, mas na época da Oktoberfest, onde é necessário chegar cedo para conseguir lugar, torna todo esse cenário comum em várias estações de trem do Sul da Alemanha. No trem para Munique já sentíamos o clima de festa, pessoas carregando engradados de cerveja e menos fiscalização que o normal dentro dos trens.

Finalmente chegamos ao caos do terminal ferroviário de Munique, próximo das 8h da manhã. Muitas pessoas, em sua maioria vestindo os trajes típicos da Baviera.

Não sabíamos chegar ao parque da Wiesn (nome pelo qual também se chama a Oktoberfest), o Theresienwiese, mas foi muito simples. Foi só seguir o fluxo, pois a quantidade de gente é impressionante. Em vinte minutos de caminhada estávamos no parque. Os galpões abrem às 9h, porém às 8h30 já são imensas as filas na frente dos galpões.

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Nós conseguimos entrar num galpão, mas lugar pra sentar não havia de jeito nenhum. Algumas mesas são reservadas para o horário do almoço. É interessante notar que cada galpão é de uma marca diferente de cerveja. Os galpões mais famosos, pelo que ouvi falar, eram o Löwenbräu e Augustiner. Eu e meus amigos entramos no Augustiner. A cerveja é sem dúvida, a melhor que já tomei.

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Nada comparada com as cervejas brasileiras. Devido a um desconhecimento nosso, saímos do galpão, que é o lugar mais animado da festa, e não conseguimos voltar. Tivemos que ficar sentados num banco do lado de fora do galpão. O preço da cerveja na Oktoberfest não é tão agradável quanto ao ambiente festivo – 9 euros a caneca de 1 litro. As garçonetes atendem as pessoas num ritmo frenético e muitas vezes podem não ser tão simpáticas quanto se espera. A música tocada é a tradicional marchinha alemã. As pessoas são muito simpáticas e é muito fácil conversar com gente de todas as partes do mundo. Consigo me lembrar de indivíduos da Rússia, da Austrália, da Itália(os italianos comparacem a Oktoberfest em peso, tanto que um fim de semana é chamado de Das Italianer-Wochenende – O fim de semana italiano), Japão e brasileiros aos montes também.

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Há várias opções de comida, mas o preço também não é muito chamativo. Comemos um pão com salsicha picante(Feuerwurst mit Brot), mostada e ketchup, tradicionalíssimo prato da culinária alemã, barato (em torno de 5 euros) comparado com os outros pratos e rápido. Havia também Bretzel, um salgado barato (em torno de 3 euros) que lembra o gosto daquele salgadinho que é vendido no Brasil, da Elma Chips, o Stiksy.

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Há até um Parque de Diversões dentro do Theresienwiese onde é possível se divertir também. A Oktoberfest é uma festa para todos os gostos.

Devido ao nosso Schönes-Wochenende Ticket, tivemos de ir embora da festa às 17h. Os galpões só fecham às 22h30 da noite. Chegamos ao terminal ferroviário as 22h30 e tomamos o trem às 18h10, aproximadamente. Este era o último trem que podíamos pegar. Via-se toda a bagunça que a Wiesn pode provocar numa cidade dentro da estação. Muitas pessoas bêbadas e desorganização pouco vista na Alemanha. Nada que não possa ser visto no Brasil no carnaval e em outras festas. Depois de falta de lugar no primeiro trem e 2 horas em pé, fato incomum na Alemanha, tivemos de esperar por um trem extra em Stuttgart para chegarmos em Karlsruhe. O trem normal lotou de um jeito parecido com os ônibus no Brasil e muita gente ficou de fora. O jeito foi esperar o próximo, porém não tivemos de esperar muito. Se por um lado a desorganização nos trens foi grande, a rapidez para surgir um trem extra surpreendeu. Muitas pessoas reclamaram e em menos de 20 minutos surgiu um trem extra para Karlsruhe.

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Recomendo muito a Oktoberfest em Munique, considerei muito melhor que a brasileira em Blumenau. Com uma quantia a partir de 50 euros para gastar na festa já dá para se divertir muito, lembrando que a entrada no Theresienwiese é grátis”.

Deu até vontade de ir, né?!

Esse ano a Oktoberfest de Munique vai de 17 de setembro a 3 de outubro e o site oficial da festa é esse.

Mas se você não tiver a oportunidade de ir até Munique, pode sentir um pouco o gostinho dessa festa aqui em Blumenau mesmo.

Mariana
Hofbräuhaus
Turista: Bernardo Araújo
01
set
Passeio de BMW

Se você não gosta de carros, veja pela Arquitetura.

Se você não gosta de Arquitetura, veja pelos carros.

Se você gosta de carro e de Arquitetura, melhor ainda!

Me acompanhem em uma visita (não tão rápida) ao complexo da BMW em Munique, na Alemanha.

O complexo é formado por 3 edifícios interligados: BMW Welt, BMW Museum e BMW Werk.

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BMW Welt, é o edifício “mundo”, a concessionária. Criado pelos arquitetos da Coop Himmelb(l)au, foi o que me motivou a ir até lá.  É absurdamente maravilhoso! A arquitetura moderna, leve e cheia de vidro abre o prédio para o seu entorno e cria uma conexão com os outros 2 edifícios do complexo. O conceito é um furacão e uma nuvem. Olha como parece mesmo.

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O edifício é utilizado para eventos, reuniões, entrega de carros aos colecionadores, relacionamento com o cliente, apresentações de produtos… tem também gastronomia, loja de presentes da marca, enfim, coisa de gente chique, só não é mais chique porque a entrada é franca e é cheio de pobre tirando foto dentro do carros. Inveja porque eu não tirei foto nos carros e depois me arrependi.

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BMW Museum é o museu da BMW, com toda a história, carros antigos, motocicletas, motores, processos de produção e uma arquitetura divina também. Dessa vez o culpado foi Karl Schwanzer. Essa é a vista aérea do museu. (Confesso que roubei essa foto da internet porque infelizmente não tive a $oportunidade$ de fazer um passeio de helicóptero por lá).

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Por fora a estrutura é pesada, mas por dentro é tudo muito clean, leve e cheio de rampas. O trajeto dentro do museu tem cerca de 1km e você nunca entende como vai passar por todas aquelas rampas e quando percebe já está lá, nem sabe direito como chegou e não lembra como passou nas anteriores.

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A exposição tem bastante interatividade e é tudo muito bonito mesmo. Logo na entrada do museu existe uma escultura cinética com várias esferas metálicas presas por cabos que vão se movimentando aparentemente de maneira aleatória, mas no final formam a silhueta de um carro da marca. Tentei colocar o vídeo aqui, mas era um pouco grande e não deu, então quem quiser ver essa maravilha, clica AQUI. Vou fazer pergunta no final do post pra saber quem assistiu, heim. Mentira.

No final fica mais ou menos assim (eu tirei a foto um pouquinho antes do grand finale):

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Legal, né?!

Na sequência você vai vendo carros e motocicletas antigas. Um mais lindo que o outro.

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Ainda existe uma outra parte do museu com exposições temporárias e justamente no dia que eu fui tinha exposição de maquetes de obras de arquitetos famosos.

O ingresso para visitar a exposição total (BMW + temporária) custa €12, mas assim como tudo na Alemanha, se você fizer a visita em um grupo de 5 ou mais pessoas, o valor cai para €9. O horário de funcionamento é das 10h às 18h e fecha na segunda-feira.

O último edifício, o BMW Werk, é a sede da empresa. Eu não tenho certeza se é possível visitar, pois não tive tempo de tentar entrar, mas pelo que eu andei pesquisando na internet, parece que é possível fazer visitas agendadas em grupos, mas não me pareceu ser pra turista e sim para estudantes alemães ou algo do tipo.

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Ai gente, eu amei muito esse lugar! Fica perto do Olympiapark e todos os caminhos levam até lá.

Espero que tenham gostado do passeio.

Mariana
11
jul
Viagem no tempo por 1€
Visitar Berlim é respirar história.
Não é a toa que em todos os cantos da cidade sempre tem alguém tentando vender um pedacinho de história. Fotos com pessoas vestidas com uniformes de época, pedaços do muro de Berlim com juramento de originalidade e até carimbos no passaporte como se você tivesse cruzado o Checkpoint Charlie.
Eu sempre consumo essas coisas todas.
O soldado que carimba seu passaporte por €1,00 vai explicando o que cada um dos carimbos significa, mas eu tenho que  confessar que não entendi o que cada um significava porque ele falou muito rápido e tava louco pra carimbar todos os outros 3873909162862 passaportes que estavam na fila esperando.
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E esses são os carimbos que você recebe:
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Achei péssima a data ali: 28 de agosto de 2010. Foi o dia que eu estive lá. Acharia mais legal se eles colocassem uma data da época mesmo.

Quando mostrei para um amigo ele ficou louco para carimbar o dele também. Ele comentou que o pai dele tinha um passaporte com os mesmos carimbos, porém verdadeiros.

De qualquer forma, não deixa de ser uma lembrança interessante e uma ideia criativa para ganhar dinheiro fácil.

Mariana
Caixa Preta: mala de verão (e inverno ao mesmo...
Peculiaridades de viagem
Adivinha queeeem está na Viagem e Turismo???
Ny – Guias de viagem
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