Vinícolas vienenses

Apesar de eu achar que vinho combina mais com o inverno, foi em Viena que eu comecei a frequentar vinícolas no verão. Junto às vinícolas, existem restaurantes que servem pratos da culinária austríaca e, logicamente, vinhos. O primeiro dos restaurantes que eu conheci foi o Zum Berger, um dos mais famosinhos, mas existem vários outros espalhados pela cidade.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a maneira como eles bebem o vinho no verão. Quando chegamos lá, tinha uma jarra de vinho e uma jarra de água com gás. Até aí, tudo normal.

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Mas quando o pessoal começou a se servir, eu percebi que eles misturavam o vinho e a água na mesma taça! Por alguns momentos, pensei que fosse apenas uma excentricidade das pessoas que estavam na mesa comigo, mas não. Todos os estavam fazendo aquilo. Quem entende de vinho sabe me dizer se isso é comum por aí? Eu nunca tinha visto. Finalmente, depois de me convencerem que não era ruim, eu resolvi experimentar, mesmo achando que aquilo era um crime com o vinho. Bom, o que dizer sobre isso? Ruim não é. Nem bom. É refrescante, combina com o verão e acompanha bem com os frios.

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O local é bastante agradável e fomos bem atendidos. E olha que ser bem atendido em restaurantes na Áustria é difícil. Tinha até um músico que passava de mesa em mesa tocando o que as pessoas da mesa pedissem. Na mesa atrás da minha tinha outro brasileiro, daí ele tocou Garota de Ipanema, mas quando chegou a minha vez ele não sabia mais nenhuma brasileira, então curtimos o final da tarde ouvindo música croata na minha mesa.

Teve outra vinícola que nós fomos, mas que infelizmente eu não lembro o nome, só lembro que ficava no final da linha D do bonde. É uma pena que eu não lembre o nome, pois essa é um achado mesmo. Quem nos levou até lá morava em Viena, então esta está um pouco fora do circuito turístico e ali bem pertinho tem um mirante com uma vista bem bonita da cidade.

Como eu já comentei aqui uma vez, na época que eu fiz a maioria das minhas viagens eu não escrevia aqui no blog e como eu não costumava fazer anotações, não consigo lembrar de algumas coisas, então quando não tem as informações de preços e localização na internet, fica bem difícil de lembrar, mas se alguém quiser saber algo mais, lembrem sempre do espaço de comentários aqui embaixo para perguntar ;)

Mariana
07
fev
Cafe Frauenhuber

Longe de mim querer fazer disso aqui praticamente um blog gastronômico, mas quando menos percebo já estou separando as fotos de comidas, bares, cafés e restaurantes para preparar um post novo. É mais forte que eu! Também não queria ficar com fama de gorda comilona, mas quando conhecemos um lugar novo, aproveitar a gastronomia também faz parte do passeio. Esclarecido isso, vamos ao post de hoje.

O Cafe Frauenhuber é o café mais antigo de Viena e fica localizado no coração de capital austríaca, próximo a Stephanplatz, praça de um dos cartões postais de Viena, a Stephansdom (ainda preciso falar dessa catedral para vocês). Quando eu fui, estavam fazendo restauro da fachada do café, então vou mostrar um pouquinho como é por dentro.

Aconchegante, luxuoso e elegante. No Frauenhuber você é atendido com muita distinção. E olha que atender bem é qualidade para poucos estabelecimentos em Viena.

O café tem a reputação de ser um dos mais tranquilos e silenciosos da cidade, pois era frequentado principalmente por militares e servidores públicos que costumavam jogar xadrez no local. O requinte está em todos os detalhes.

Como eu fui no meio da tarde, provei um café e uma torta de maçã, mas eles também servem algumas refeições. Nada muito elaborado, pois o foco deles é mesmo o café e um lanche mais rápido. O cardápio você pode consultar no site e a boa notícia é que os preços são super acessíveis.

Mariana
Hundertwasserhaus
Hard Rock Café
Um café da manhã saudável
07
out
Curitiba: bares e baladas

Vou falar aqui de alguns bares e baladas da cidade. Não necessariamente os melhores, mas são os meus favoritos e os que eu acho relevantes serem citados.

Bar do Alemão

Tudo o que eu falo sobre o Bar do Alemão está sob suspeita, pois eu sou fã da cultura alemã. Sempre fui apaixonada pelo bar, que já foi palco de muitas despedidas, aniversários, encontros, desencontros, reencontros, barracos, porres, alegria e aquela coisa toda. Já abri o bar e já fechei também. E adoro assistir jogos da Copa do Mundo lá. Não acho que tenha nada de especial, eu apenas gosto, e sempre que alguém vem visitar Curitiba eu faço questão de levar até lá.

O bar fica no Largo da Ordem, é um dos bares mais tradicionais de Curitiba e já ganhou muito prêmios como o melhor chope e carne de onça da cidade. O chope submarino com Steinhäger é super famoso e as canequinhas temáticas com pontos turísticos de Curitiba ou bandeiras alemãs você pode levar para casa. A minha coleção é respeitável, mas o preço é salgado. Antigamente custava R$6,00 e a última vez que eu fui lá estava R$11 e pouco, mas vale a pena.

O bar é também um restaurante e, lógico, serve pratos da culinária alemã.

Slainte

Reza a lenda que o Irish Pub veio dentro de um container diretamente da Irlanda. Se é verdade ou não, eu não sei, mas o bar é bem bonito e tem uma das melhores porções de batatas fritas da cidade. Aquelas bem gordinhas que vem com casca e tudo.

O pub abre para o almoço, mas é mais movimentado no happy hour a durante a noite mesmo. A trilha sonora lá é muito boa e as pessoas acabam emendando o happy hour noite adentro. Na parte externa tem música folclórica irlandesa com direito a homem de saia tocando gaita de foles. O bar Fica na Al. Pres Taunay, 435, no bairro Batel

Liqüe

Aproveitando o gancho do Slainte, queria falar da Liqüe, uma balada de música eletrônica bastante conhecida na cidade, que fica na esquina do Slainte.

Eu já tentei ir nessa balada 2 vezes e sempre desisti na porta. Definitivamente, não é para mim. Primeiro que eu não gosto de música eletrônica e segundo que só tem mulher. Se eu fosse homem, eu não frequentaria outro lugar que não fosse a Liqüe, então acho válido deixar a dica aqui para os homens que pretendem visitar Curitiba não perderem essa balada!

A casa costuma trazer djs renomados como David Guetta, mas eu sinceramente não entendo como alguém consegue dançar confortavelmente a noite inteira em cima de um salto enorme e usando um micro vestido fechado a vácuo. De qualquer forma, está sempre cheio de mulher, desfilando para… outras mulheres, por isso reforço dizendo que se você for homem, você DEVE ir lá.

VU – Velvet Underground

Esse lugar sim é para dançar. Dançar até suar. Balada alternativa e minúscula, mas com músicas legais e altamente dançantes. É pra se divertir mesmo. Fica em um porão na Av. Manoel Ribas, 146.

Cerveja barata. Funciona de quarta a sábado a partir das 21h. Chegue cedo se não quiser ficar na fila esperando alguém sair para você poder entrar.

Aos Democratas

Esse é um bar bem brasileiro regado a muita MPB, samba de raiz e, lógico, chope. Sempre com banda ao vivo, é um bar/balada com 4 ambientes decorados de acordo com  os botequins cariocas dos anos 50, inspirados na Lapa, futebol e samba.

Nas terças o chope é em dobro, toda quinta-feira tem roda de samba e, aos sábados, feijoada no almoço.

Endereço: Rua Dr. Pedrosa, 485 – Batel

Devassa

E por falar em bar brasileiro, acharam que eu ia esquecer da Devassa, né?! Não!

A minha queridinha do Rio finalmente chegou a Curitiba. Localizada na Praça da Espanha, Rua Fernando Simas, 71, tem todo aquele clima e conceito eu e tanto adoro na cervejaria. O único defeito é que não é no Rio de Janeiro. He. E não sendo no Rio de Janeiro, parece que fica faltando alguma coisa sim, mas é muito bom poder tomar a minha Devassa Sarará.

Crossroads

O Cross (como todo mundo o chama) é um bar do bom e velho rock’n'roll. Localizado na Av. Iguaçu, 2.310, é um lugar ótimo para tomar um cerveja e curtir um bom som ao vivo. Acho legal que alguns coquetéis levam o nome de famosos do rock, mas não sei se são bons, porque eu só fico na cerveja mesmo.

Ah, tem tantos e tantos lugares para falar em Curitiba que fica difícil fazer uma seleção boa. Tem os bares da Itupava que são ótimos no verão e mais um monte de opções. Fica difícil selecionar, mas esses aí que eu citei (fora a Liqüe, né) são os que costumo ir com mais frequência. Os bares ali da Batel são ótimos para comer, como já citamos o Peggy Sue, o Taco, mas acho que as baladas dali são a maior furada. Batel é para fazer esquenta! Tenha sempre isso em mente!

Eu sei que alguns lugares que eu citei já estão super “ultrapassados”, mas infelizmente eu tenho uma resistência a conhecer lugares novos, então prefiro ir quase sempre aos mesmos porque já é garantido que vai ser bom.

Mariana
Curitiba: de tudo um pouco
Curitiba: opções vegetarianas
Curitiba Restaurant Week – 2° Edição
Curitiba Restaurant Week
10
set
Bebidas Colombianas

Cara, se tem uma coisa que percebi lá na Colômbia, é como eles tem bebidas esquisitas… e diferenciadas. A começar pela parte boa: cervejas. Tem muitas marcas diferentes. Achei super legal e TIVE que tomar algumas pra poder contar pra vocês né? O que a gente não faz pelo bem do blog? Na real mesmo, eu sou menininha e não sei diferenciar cervejas. Eu gosto sempre, ah não ser que seja muito esquisita ou quente. Quem deveria fazer este post é a Mari, ela que é super expert da cerveja.

Anyway, vou mostrar algumas pra vocês. A primeira degustação foi da cerveja POKER, e achamos condizente tirar uma foto na frente de um Sex Shop. Não faz sentido agora, mas na hora fez. Abstraiam.

Pra mim, tem gosto de cerveja normal tá? Não sei falar dos ingredientes e sabores. Perdão.

A segunda que tomamos foi a CLUB COLÔMBIA. Achei mais de pai, sabe como? Mais chique, mais importante… acho que é porque o rótulo está em dourado e vermelho escuro, dando este toque de refinamento (tá, parei). Mas falando sério agora, achei essa melhor que a Poker face ali mesmo.

E achei legal que na tampa tem um desenho colombiano. Claro que eu guardei isso né? Ha.

A terceira que tomamos é a AGUILA, que é uma das mais conhecidas e boatos que super premiada.

Na boa, não sei se ela é boa mesmo ou se foi influência do selo “premiada na Europa”, mas realmente foi a que mais curti. Achei mais fresca, mais refrescante, bem mais gostosa. Algum expert de cerveja pode me dizer se faz sentido ou se fui influenciada pelo marketing?

Tinham mais opções por lá – nada de Skol, Antártica e Bohemia – mas não tomamos. Não somos tão bêbadas assim, além do que é meio arriscado ficar bêbado na Colômbia né? Nunca se sabe o que pode acontecer com toda aquela salsa, aquela coca, as FARC…. melhor não arriscar.

Mas agora falando sério MESMO, – saindo da parte bêbada – alguém me explica qual o teor de radioatividade desses refrigerantes colombianos? Que medo? Eles tem muitas cores, muito fortes, isso não pode fazer bem pra um ser humano…

Sem contar os nomes ótimos: FRESKOLA (disparado o meu preferido), Postobon, Quatro (4 o que?) e  Kola Roman.

Alguém sentiu refrescância e segurança nessas opções? Mmmmm….. not?

Anna
Boca Grande – Cartagena
Uchuvas
Bolachas colombianas
Próxima Parada: Colômbia
17
ago
Hofbräuhaus

Se você nunca ouviu falar da Hofbräuhaus, certamente você já viu os famosos canecos circulando por aí.

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Lembrou agora?

Hofbräuhaus é uma cervejaria cheia de história em Munique. Fundada em 1589, é uma das mais antigas na Alemanha e, com certeza, a mais antiga que eu já fui. Esse nome, que só quem fala alemão de verdade consegue pronunciar, significa “cervejaria da corte” e foi criada pela corte, para a corte. Apenas 300 anos depois foi aberta ao público.

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Apesar dessa informação não constar no site oficial, todo mundo sabe que a cervejaria também foi ponto de encontro do partido nazista. Essa é parte ruim da história.

Por dentro a cervejaria é bonita e bem tradicional. Os garçons usam roupas típicas, tem música alemã tocando e frequentadores fiéis.

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Os clientes fiéis tem a sua mesa garantida nos dias e horários que costumam frequentar o lugar e o engraçado é que essas pessoas levam tão a sério isso que no site possui uma lista com o nome de todo mundo e com especificações tipo “todo dia às 16h” ou “toda primeira e terceira quarta-feira do mês”. Já deixei a minha mesa reservada para a próxima estadia em Munique. Cof cof.
Minha dica para visitar a Hofbräuhaus é no final da tarde, depois de um dia cansativo, pra recarregar as energias com uma torta de maçã e uma boa cerveja! A torta de maçã é gostosa, mas é impossível terminar. E olha que eu sou boa de garfo, heim.


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PROST!!!!

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Mariana
20
jun
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