Uma curta e inesquecível viagem pelos templos do Camboja

Em janeiro deste ano tinha 5 dias de folga em Dubai e decidi me presentear com uma mini férias para o Camboja. Pela primeira vez, viajei sozinha. E adorei a experiência! Fiquei com um medinho, minha mãe com um medão. Mas agora posso dizer tranquilamente que viajar sozinha pelo sudoeste asiático é fácil e seguro. Resolvi ficar em um hostel para conhecer mais gente, mas no fim nem me enturmei com ninguém, pois passava o dia todo desbravando os templos e no final do dia estava morta.

Angkor Wat, o templo mais famoso do Camboja

Fui de Dubai a Bangkok e de lá para Siem Reap, a cidade mais próxima do complexo de templos em Angkor. Há várias formas de chegar até Siem Reap. Por Kuala Lumpur, Cingapura, Bangkok, China, Coréia do Sul. Aliás, fui em uma época que estava infestada de asiáticos, pois era próximo ao ano novo chinês. O clima estava agradável, dizem que a melhor época é dezembro e janeiro e de fato não estava tão quente nem choveu. O grande número de excursões era irritante, mas acho que prefiro isso do que um calor insuportável, pois tudo é ao ar livre.

Concentração de asiáticos no concorridíssimo pôr do sol no templo de Phnom Bakheng

Fechei com um motorista de tuk tuk (aquele carrinho puxado por uma moto) pelo hostel para os 3 dias de passeio pelos templos. Paguei uns 50 dólares por todos os dias (só o transporte, ingresso a parte), o tuk tuk era só pra mim e eles já tinham um roteiro pronto e não precisei me preocupar em fazer a sequência de templos que queria visitar. E acredite, são tantos que é de deixar confusa! O motorista não falava muito bem inglês, o que não permitiu que eu interagisse muito com ele.

Tuk tuk e o vento na cara de cada dia!

O ingresso de 3 dias para visitar os templos sai por 30 dólares. Tem ingresso de apenas um dia também. Mas se você está indo até lá, recomendo que fique no mínimo dois dias para explorar o máximo que puder e ainda curtir a cidade. Três dias foram suficientes, mas minha vontade no final era de ficar mais! De conhecer mais do Camboja, de viver de água de coco e cerveja a um dólar por pelo menos um mês. A simplicidade do povo e da vida deles me cativou. Me pareceram pessoas felizes e calorosas, mesmo depois de terem passado pela sangrenta Guerra do Vietnã e ainda sofrerem com minas terrestres que até hoje mutilam e matam pessoas pelo país (e que me deu um certo medinho, mas se você não se aventurar por terrenos inexplorados e isolados, está seguro).

Não me lembro o nome de todos os templos nem a ordem que segui, sério mesmo, são muitos, é uma Disney de templos. Não imaginava que fosse andar tanto e subir tantas escadas e me sentir como o Indiana Jones e Lara Croft (o filme foi rodado lá)! De Siem Reap a Angkor dava uns 20 a 30 minutos de tuk tuk, e apesar da poluição que às vezes incomodava, eu adorava fazer o caminho até lá, com o vento batendo no rosto, ver o agito da cidade, passar pelos templos. Era uma sensação maravilhosa todos os dias! Dá pra ir de carro ou bicicleta, que deve ser gostoso também. O importante é contar com um meio de transporte para explorar os templos, pois ficam longe um do outro.

Café da manhã em Angkor Wat depois de ver o concorridíssimo nascer do sol. Lonely Planet sempre na mochila.

Levei comigo um guia Lonely Planet que foi bem útil. Cada vez que o motorista do tuk tuk parava em um templo, me dizia o nome do lugar eu ia lá, sentava na sombra de uma árvore e lia sobre o lugar. Pra você ter ideia do tamanho do lugar, toda a área de Angkor e seus templos era uma cidade na época do Império Khmer, lá pelo século IX e XV. Obviamente está na lista de Patrimônio Mundial da Unesco . Angkor Wat é o templo mais famoso e é considerada a maior estrutura religiosa já construída. Conto mais detalhes dele e os outros templos em outro post.

Tem tanta coisa pra contar sobre o Camboja que é melhor dividir em pedaços. Mas basicamente o recado é: VÁ! Se tiver viajando pela Ásia não perca a oportunidade de se deparar com o que pode ser o maior sítio arqueológico do mundo. Não tenho como explicar o quão incrível e fascinante foi tudo o que vi. Foi o lugar mais impressionante que já visitei e recomendo para todo mundo! Se tiver com roteiro apertado, dois dias dá pra ver os principais templos. E pra falar a verdade, como uma australiana disse, depois de dois dias inteiros vendo templo templo e templo, a gente fica um pouco “templed out”, algo como cansada de tanto templo! E contra essa overdose, nada melhor do que sair pela cidade, fazer massagem por 5 dólares, comprinhas, comer a comida local que é uma delícia, conhecer gente. Acho também que vale a pena investir e ficar num hotel legal (são baratos!) com uma piscina para relaxar no final do dia de tanta poeira e suor na pele!

A cidade de Siem Reap tem bastante a oferecer também. Massagem, comida, compras, vida noturna, tudo com fácil acesso a pé.

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3 Comments on Uma curta e inesquecível viagem pelos templos do Camboja

  1. Natalia
    24 de abril de 2014 at 10:47 (3 anos ago)

    Milena do ceu, seu blog apareceu aqui do nada e eu nunca fiquei tao empolgada com um achado!
    Semana passada estive pensando sobre ferias e estou encantada com sua postagem sobre o Camboja! E, no caso, eu irei sozinha, bem mochileira MESMO.
    Voce tem meio que o roteiro da sua viagem com varias dicas? Tipo hostel, quantos dolares levar, etc? Eu pretendo ficar por la uns 4, no maximo 5, dias. Ai tenho que colocar uns 2 dias que “perco” so com voo, totalizando uma semana. Eu estou BEM perdida haha essa sera minha primeira aventura de verdade! Pretendo ir no final do ano (nov/dez), entao o que voce tiver pra me mandar eu agradeco muito!
    Obrigada novamente!

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    • Milena
      Milena
      26 de abril de 2014 at 4:51 (3 anos ago)

      Oi Natalia!
      Eu fui por apenas 4 dias, então o roteiro que fiz foi apenas Siem Reap e os templos de Angkor. O Cambodia é muito barato e se você não se perder nas compras como eu sempre faço, gasta no uns 50 dólares por dia contando com acomodação. Meu hostel foi 15 dólares a diaria, quarto individual. A refeição mais cara que tive custou 10 dólares!
      Fica ligada no blog que eu vou fazer outros posts sobre a viagem!
      Beijos

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  2. fabiane
    13 de março de 2016 at 17:10 (2 anos ago)

    Olá! E você gostou do seu hostel? Indicaria? Beijo

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