Um final de semana em Zurique

Ano passado a Mari contou aqui no blog todo o amor que ela tem por Zurique, na Suíça. Diferente da Mari, eu fui para Zurique no inverno (que já não era tão inverno assim, mas tava uns 3 graus e choveu ainda por cima) e tive uma impressão geral bem diferente.

Concordo com ela quando fala que os sistemas de informação ao turista são excelentes, pois realmente são. Não tem como sair de lá sem saber exatamente onde ir e como ir. Além disso, todas as pessoas que pedi ajuda em algum momento, tanto em loja quanto na rua, foram incríveis e queridas. Poucos não falam inglês, e apesar de não conseguir nem ler os nomes das ruas, todos foram super prestativos. Eu acho que essa interação com o povo local, mesmo que mínima, faz toda a diferença na viagem e no que você acha dela. Eu fiquei com uma impressão péssima de Paris porque não tive bons contatos com os parisienses. De fato, isso estragou minha viagem na capital francesa, e fico muito feliz quando de cara, a população se mostra aberta e solícita. Em Zurique fomos muito bem acolhidos, saí com aquele sentimento de que não estavam me olhando torto na rua por ser turista e nem estavam incomodados em me ajudar. Ponto pra Zurique!

Logo quando você chega na estação de trem, há várias opções de passeios de tudo que é jeito, para todo tipo de gosto, permanência, etc. Nós ficamos apenas 2 dias e meio na cidade, então não valia a pena pegar nenhum passeio para fora, e sim ficar ali e conhecer Zurique.

Apesar de todo o sistema incrível deles, das pessoas ótimas e de toda a história da cidade estampada na arquitetura, confesso que esperava mais de Zurique. Sério, eu sempre quis ir pra lá, desde sempre e mais ainda enquanto morava em Milão (e era ali do lado pra ir, cerca de 3h de viagem de trem). Não fui enquanto morava na Itália, voltei querendo mais ainda, e por fim consegui conciliar a visita nessa última viagem.

A cidade é muito bonita, tem uns prédios lindíssimos e eu amei essas torres com relógios que lembram chapéus de bruxa. Mas achei a cidade um pouco sem vida. Provável que no verão ela seja mais interessante e colorida, mas em plena segunda feira não vimos quase ninguém nas ruas. Achamos bem estranho porque parecia ser feriado ou domingo 8h da manhã… mas era segunda às 11h e a cidade vazia vazia. Lao positivo é que dá pra andar tranquilo, parar para fotografar sem ser empurrado pela multidão e sem atrapalhar ninguém.

A cidade é super cara sim. A moeda é o franco suíço e apesar de aparecer no cardápio e nas tabelas escrito 20/22/25… lembre que isso significa mais ou menos R$ 54! *minuto de silêncio*

O transporte público é caro também. Funciona maravilhosamente bem, é moderno, chega na hora, é limpíssimo… e isso tem um preço. Varia de acordo com o bilhete, e eu ainda não entendi bem como era. Tinha o bilhete diário que custava cerca de 8 francos, e depois podia comprar por trecho, mas tinham diferenças dependendo do tamanho da distância. Tenho certeza absoluta que compramos errado algumas vezes, mas nenhum fiscal entrou no trem para controlar, então fico na dúvida se paguei certo ou não. Os bilhetes você compra em maquininhas disponíveis em todas as paradas.

Gostei da comida de lá, especialmente os chocolates. Fomos nessa loja Läderach e me apaixonei por tudo. A loja é linda, tudo bem cuidado no melhor estilo suíço de ser, com embalagens maravilhosas e chocolates deliciosos. Queria ter comprado muitos pra trazer, só que $$$$.

Tive que me contentar com pouco aqui. Comi um besouro que custou quase R$ 10! Esse é um vício difícil de sustentar por lá (pelo menos pra mim, chocólatra e ganhando em reais). Encontrei duas lojas dessa marca, uma na estação central, na parte debaixo, em frente ao Burguer King; e outra perto da estação, ao lado da Starbucks. #ficadicagordinha

Do fondue suíço já falei aqui no blog também, um post todo especial só dele. Comida típica né? Merece destaque.

Em dois dias em Zurique deu pra ver tudo que a cidade oferece na parte turística básica de arquitetura, prédios históricos e claro, compras básicas. A única coisa que não pude ver foi o Museu do Le Corbusier, que a Mari contou aqui. O problema foi que o museu abria somente a tarde, a partir das 14h, e no primeiro dia passeamos por toda a parte central, e no segundo dia, que poderíamos ir, não dava tempo, pois meu trem saía às 15h. Esse museu é um pouco afastado do centro, por isso não conseguimos sistematizar com o resto do passeio.

Eu achei Zurique linda, adorei os prédios antigos (ainda falarei mais deles aqui, tem uma igreja com a porta mais tecnológica ever!) e as pessoas foram demais conosco, mas ainda esperava mais. Também, fiquei uns 10 anos da vida querendo conhecer a cidade, tinha uma expectativa enorme e com certeza isso atrapalhou minha visão final. No verão deve ser mais interessante e mais atrativa do que no inverno, vamos ver se consigo voltar em outra época e poder comparar para tirar conclusões precisas!

* Essa viagem foi um convite da Rail Europe Conexão.

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