Intercâmbio na Romênia: a experiência AIESEC de Adrielle Farias

Eu adoro (a-do-ro) conhecer leitores por aí. Quando fui pro Acre, tive o prazer de conhecer a Adrielle, aquela pessoa maravilhosa que fez um video sobre o Acre com a música da Katy Perry. (se você não entendeu nada do que falei, clica aqui).

E ela foi tão querida que me levou pra conhecer Rio Branco junto com a família, e no fim ficamos amigas. Recentemente ela fez um intercâmbio na Romênia, foi para Cluj-napoca com o AIESEC e, acompanhando as postagens dela, achei que seria interessante que ela contasse aqui pra vocês também. Ela é nossa convidada no post de hoje e conta tudo sobre essa experiência em um país tão diferente!

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“Não sei explicar exatamente quando surgiu minha vontade de fazer um intercâmbio. Talvez tenha sido despertada logo após eu começar a estudar inglês ou talvez com as leituras frequentes que eu fazia em blog de viagens, incluindo o Finestrino (derretemos agora). Sempre pesquisei muito sobre o assunto e países como os Estados Unidos, Canadá e Austrália eram meus favoritos. Com o tempo, os meus padrões internos sobre o que seria um “intercâmbio perfeito” mudaram e eu comecei a abrir meus olhos para outras oportunidades como, por exemplo, as da AIESEC.

Conheci a AIESEC por acaso nos blogs de viagens que lia e logo me despertou interesse. A AIESEC é uma organização movida por jovens universitários e tem sede em diversos países, incluindo o Brasil. O lance é o seguinte, você tem três opções de intercâmbio:

  1. Empreendedor global (voluntário) – trabalhar com Startups;
  2. Talento global (remunerado) – estagiar na sua área;
  3. Voluntário global – trabalho social em diversas áreas.

Romênia intercâmbioCaminho para o dormitório Hasdeu

A minha opção desde o início sempre foi a de voluntário global, o tempo de viagem varia de projeto para projeto, mas em média são 2 meses, o que era ideal para não perder aulas na faculdade. A busca pelo meu projeto social então começou no site de oportunidades da AIESEC. Minhas pesquisas me levaram a dois países: República Tcheca e Romênia. Mas sabe quando seus olhos (ou o seu coração) sentem que deve ser AQUELE projeto? Foi assim que aconteceu comigo, meus olhos sentiram isso e não demorei muito para aplicar para um intercâmbio na Romênia.

Primeiramente, você faz uma entrevista com a AIESEC brasileira. No caso, a AIESEC mais próxima a mim era a de Manaus e foram eles que me deram suporte antes e após a viagem. Em seguida, a AIESEC do país escolhido entra em contato com você para fazer uma entrevista via Skype, indo de perguntas básicas como “onde você mora? ” até “o que você faria se uma criança fizesse birra durante sua aula?”. Além disso, também é necessário pagar uma taxa de R$ 1.500 para a AIESEC brasileira. Alguns projetos podem pedir colaboração relacionada a acomodação, por exemplo. No meu caso, paguei 50 euros quando já estava na Romênia.

romênia intercâmbioAs montanhas da reserva de Cheile Turzii, em Turda

Depois de todo esse processo, eu já estava aplicada para o projeto “Discover Schools” em Cluj-napoca, na Romênia, e já podia começar as preparações para a viagem. A organização da Romênia criou um grupo no Facebook onde estavam todos os internacionais para o inverno, naquela época três projetos eram administrados por eles. Por um lado, foi muito bom, estava em contato com pessoas de todo o mundo tão ansiosas quanto eu para a viagem.

Cluj-napoca é uma cidade universitária, ou seja, existem muitos jovens e você nunca está sem nada para fazer. O nosso tempo era bem dividido entre o trabalho voluntário e atividades culturais durante a tarde (incluindo visitar os pubs da rua abaixo haha).

Aos finais de semana ou feriados, nós viajávamos para as cidades ao redor como Brasov, onde fica localizado o Castelo de Bran. Alguns projetos também incluem férias de 2 semanas, uma boa pedida para quem deseja viajar pela Europa ou pelo país de destino.

romênia intercâmbioO “central park” de Cluj-napoca

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