Turista: Japão, por Fernanda Valério

Post de Fernanda Valério

“Há um tempão atrás, lá em 2003, eu fui para o Japão. Foi minha primeira viagem internacional, duas semanas, toda aquela emoção. Era um intercâmbio cultural organizado pelo Positivo (até hoje rola, se não me engano) e, apesar de curta, foi uma experiência muito legal, principalmente a parte de ficar na casa de uma família e vivenciar a rotina deles.

Procurei pela internet, mas não achei muita informação sobre outros intercâmbio do gênero, mas Rotary e outras instituições desse cunho devem ter programas parecidos. O nosso era uma parceria com a prefeitura de Himeji, cidade-irmã de Curitiba, que fica em Hyogo, perto de Osaka e Kyoto. Um grupo de alunos daqui ia para lá e ficava na casa de uma família e, no semestre seguinte, o adolescente anfitrião da familia de lá vinha para cá e ficava na casa de outra família que, seis meses depois etc, etc… Por isso não posso dar muitas dicas sobre o visto, o nosso foi providenciado pelo colégio, bem tranquilo.

A minha família era ótima, muito parecida com a minha daqui em personalidade. Eram duas irmãs e um irmão e os pais. As meninas falavam um pouco de inglês, mas a comunicação geral era um misto de japonês/inglês/português/mímica/desenho. Na viagem inteira encontrei um punhadinho mínimo de gente que falava inglês bem, então vá preparado e com paciência. Em compensação os japoneses costumam ser muito hospitaleiro, cordiais e genuinamente interessados em você, principalmente os jovens. Se você é loiro ou tem olhos claros, vai causar furor entre as adolescentes, certeza. Ah, eles vão te obrigar a fazer paz amor em todas as fotos, é difícil escapar!

É claro que nem todo mundo teve sorte… algumas pessoas ficaram em casas onde as pessoas não falavam nada inglês ou passavam o dia inteiro fora. Se você planeja fazer um intercâmbio desse tipo, para qualquer país que seja, isso é um imprevisto que pode acontecer. Por isso é importante estar confiante com sua agência de viagem, para poder dizer “não gostei desse pessoal” e ser realocado para outra família. No nosso caso tudo deu certo no final, eba!

Curiosidades da vida doméstica:

As casas que visitei não eram minúsculas como esperava, mas eram atoladas de tranqueiras. Para todos os lados, de todos os tipos. Para poupar espaço, as escadas são muito ingrimes, o que me rendeu vários hematomas no joelho.

A mesa da sala era baixinha, então ficavamos sentados no chão, com as pernas cobertas por um pano que fecha as laterais. No centro tem um aquecedor para manter as patinhas quentinhas no inverno absurdo de lá.

Agora que consegui recuperar minhas fotos (por um momento de pânico achei que as tinha perdido em um erro de backup), faço mais uns posts niponicos. O grande ponto turistico da cidade: o Castelo de Himeji, em breve!”

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1Pingbacks & Trackbacks on Turista: Japão, por Fernanda Valério

  1. Dia da maioridade « Finestrino
    11 de janeiro de 2011 at 7:25 (7 anos ago)

    […] um tempão atrás, em 2003, eu passei um tempinho no Japão. Depois vou escrever mais sobre as cidades que visitei, as peculiaridades da viagem… agora eu […]

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