Look do dia: Gueixa

O tema do look de hoje é mais “comum” do que os outros que já postamos por aqui, mas não significa que ele seja menos interessante, pelo contrário, acho que as gueixas são maravilhosas!

Eu só aprendi um pouco sobre elas depois de ver aquele filme “Memórias de uma Geisha”. Antes de continuar o post, o significado da palavra gueixa é bem interessante. Guei = arte, Xa = pessoa, portanto, gueixa significa artista!

Segundo o Wikipedia, “são mulheres japonesas que estudam a tradição milenar da arte da sedução, dança e canto, e se caracterizam distintamente pelos trajes e maquiagem tradicionais”.

Por tudo que fazem, muita gente acha que pode compará-las à prostitutas, mas não tem nada a ver uma coisa com a outra. Apesar de usarem do flerte no trabalho, elas não se envolvem dessa forma com os clientes.

Ser gueixa representa status, delicadeza, cultura e tradição. Se vocês também assistiram o filme, já viram que se tornar uma delas não é muito fácil e não é para qualquer uma.

Na tradição, uma gueixa inicia sua formação ainda muito nova. Algumas delas são vendidas para casas de gueixa, mas esta não era uma prática comum nas cidades de melhor reputação. Também era frequente que as filhas de gueixa se tornassem gueixas também, como sucessoras.

O primeiro estágio da formação designava-se por shikomi. Assim que as moças chegavam à okiyaa (casa de gueixas), eram colocadas para fazer o serviço doméstico, tal como as criadas. O trabalho era propositadamente difícil para forçar a transformação das moças à nova casa, e à nova vida que se lhe apresentaria pela frente. A shikomi mais nova estaria encarregada de esperar acordada pela gueixa mais velha à noite. Durante este estágio, a shikomi frequentaria as aulas na escola de gueixa da sua zona (hanamachi). Atualmente, este estágio persiste, principalmente para acostumar as moças ao dialecto tradicional, tradições e vestuário dos karyūkai.

Assim que se verificasse a proeficiência artística da nova geisha, e completasse este estágio mediante um difícil exame final de dança, a iniciada passaria ao segundo estágio: minarai. Neste nível, a minarai é dispensada dos deveres domésticos para desenvolver e exercitar a formação anterior, já fora de casa e da escola, seguindo o exemplo de uma geisha mais experiente — a sua onee-san, ou “irmã mais velha” — cuja ligação simbólica é celebrada através de um ritual. Embora já participem em ozashiki (banquetes em que os convidados se fazem acompanhar de gueixas), não participam a um nível avançado; os seus quimonos, mais elaborados que os das maiko, são concebidos para deslumbrar quanto baste, para compensar. Embora as minarai já possam ser contratadas para festas, tipicamente não são convidadas para as festas em que a sua onee-san participe — são, porém, sempre bem-vindas. Tipicamente, uma minarai cobra 1/3 hanadai, e trabalha em conjunto com uma casa de chá (designada minarai-jaya), aprendendo com a oka-san, a proprietária. As técnicas desenvolvidas neste estágio não são sequer ensinadas na escola, já que o nível de conversação e brincadeiras só poderá ser desenvolvido através da prática. Este estágio dura, em média, apenas um mês.

Outra coisa interessante é que uma geisha precisa ser solteira. Se ela resolver casar, precisa largar a profissão.

Eu recomendo o filme ou livro pra quem quiser saber mais de como é tudo isso. Ele retrata toda a cultura que contei acima e fica mais fácil de entender como é a vida delas!

 

 

 

 

 

 

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