Nascer do sol em Angkor Wat

Vários guias de viagem recomendam: não visite o Angkor Wat, o templo dos templos, o maior, o grande, o incomparável, o maior monumento religioso do mundo, no seu primeiro dia explorando o parque arqueológico de Angkor. Simplesmente porque o que vier depois pode perder a graça e não ser tão impressionante. Faz sentido e foi isso que fiz. Segui o roteiro recomendado pelo hostel, e infelizmente não me lembro a sequência feita. Sou uma péssima guardadora de informações e não anoto nada! Além de que, são tantos nomes de templos que eu ficava até perdida! Mas basicamente foi assim: deixei os melhores para o segundo dia. Não que os outros templos sejam sem graça, são todos impressionantes.

No meu segundo dia comecei com o nascer do sol no Angkor Wat, seguindo para os outros principais que ficam em Angkor Thom. É difícil imaginar todo esse complexo de ruínas e templos que hoje é uma cidade perdida como uma cidade que um dia teve vida. Onde milhares de habitantes faziam parte do que para nós é um conto de fadas, com reis disputando poderes, deuses, elefantes, mitos e uma arquitetura de deixar qualquer um de queixo caído. Pedra sobre pedra que estão ali até hoje, misturadas com a vegetação tropical e tomadas por monstruosas árvores e raízes.

Angkor Wat é o cartão postal mais famoso do Camboja. Faz parte até da bandeira do país e é motivo de muito orgulho de seus habitantes. Foi construído entre 802 e 1220 D.C durante o Império Khmer e foi seu centro político e religioso. Hoje é Patrimônio Mundial da UNESCO e um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo. Impossível não se sentir um Indiana Jones diante de tudo isso!

O nascer e pôr do sol neste templo são atrações imperdíveis. Consegui ir para o nascer do sol, ia ficar até o final do dia para ver o entardecer, mas não aguentei! Eram 16h quando terminei meu tour do dia e não ia aguentar esperar até o pôr do sol.

Pra ver o nascer do sol sai de madrugada do hostel, acho que lá pelas 4 ou 5 da manhã. A ida até o templo foi um despertar de vento frio. Sim, faz frio pela manhã e é bom ir agasalhado. Ainda mais se for de bike ou tuk tuk. Ao chegar no templo fui seguindo as pessoas com lanterna e tentei achar um cantinho menos lotado para aguardar o amanhecer. Os spots mais centrais, bem em frente ao templo, já estavam entupidos de gente.

Fiquei no canto esquerdo, perto do lago e confesso que fui bem esperta, pois foi o lugar mais susse e com a melhor vista! Como não tinha visitado o templo ainda, foi um espetáculo da natureza onde o sol revelou aos poucos o que a madrugada escondia. E a cada minuto que passava as cores mudavam e o céu ia clareando. Depois que amanhece um monte de gente vai embora. Mas a dica é: fique até o sol realmente aparecer. Ele nasce bem atrás do templo. Nessa hora tive a sorte de achar um espaço vazio bem no meio do lago! E quando voltei pro meu cantinho esquerdo, o sol ainda não tinha aparecido por lá e tive a sorte de ver esse showzinho do sol mais uma vez por outro ângulo ainda mais bonito, surgindo entre as torres do templo.

Vista central para o templo

Vista do canto esquerdo

Depois disso, fui tomar meu café da manhã. Têm vários restaurantes por lá e mesmo sendo em lugar super turístico, são baratos. O melhor de começar o dia assim tão cedo é que o templo fica vazio para visitars e aquela paz e frescor da manhã tornam tudo mais fácil, sem muvuca e calorzão para atrapalhar.

Depois de toda aglomeração para o nascer do sol: silêncio, espaço e paz!

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