Museus de Milão

Em Milão o turismo se dá basicamente em visitar o Castello Sforzesco, a Galeria Vittorio Emanuele e a Piazza del Duomo. Esses são os três pontos principais e que todo turista vai. Claro, existem outras coisas, mas é ali que fica a concentração de turistas.

Mas o post de hoje é sobre museus e não pontos turísticos. Já que citei o Castello, vamos começar por ali. Dentro dele existem várias exposições, permanentes e temporárias. Ali tem o Museu egípcio por exemplo, e a entrada custa em torno de 6 euros.

Outro museu bem perto dali é o Triennale Cadorna (atrás da estação Cadorna de metrô). Lá acontecem as exposições mais novas e cools do mundo artístico. O chato é que você não paga uma entrada única pra ver todo o museu, e sim uma entrada para cada uma! Cada exposição custa 10 euros (tenso!), mas normalmente são exposições famosas e vale a pena conferir pelo menos uma!

Além do Triennale Cadorna, tem o Triennale Bovisa, que funciona com o mesmo esquema, porém fica meio afastado do centro, na região de Bovisa. Pra chegar até lá, é necessário pegar o Passante (é tipo um metrô, só que leva até as cidades vizinhas de Milão) na estação Cadorna. A tarifa é a mesma de 1 euro cada trecho (ou 3 euros para andar o dia todo). A parada é a Bovisa, a 2ª parada da linha. Quando sair da estação, pegue à esquerda, e assim que descer as escadas, pegue a 1ª rua também a esquerda.

Outro museu muito legal, não só pelas exposições, mas pelo prédio em si, é o Palazzo Reale, exatamente do lado do Duomo. O museu traz várias exposições legais também, e cada uma é paga separadamente (tenso!), mesmos valores do Triennale.

Outro lugar interessante pra conhecer é a Pinacoteca di Brera. Como o nome já diz, fica em Brera, e lá as exposições são de obras mais clássicas e esculturas e tal. E o preço é mais camarada, custa 5 euros para ver tudo. O prédio é bem bonito também, apesar de não ser muito bem cuidado. Lá funciona a escola de artes, e sempre tem um monte de aluninhos com suas pastinhas e quadrinhos e tal. Por causa disso, na região você acha um monte de lojinhas de material de artes. Pra quem gosta de desenho, é um prato cheio!

Para chegar até lá desça na parada Lanza, da linha verde ou na parada Montenapoleone da linha amarela, mas tem que andar um pouquinho, ou então pegue algum dos trams: 1-4-8-12-14-27 ou o ônibus 61-97.

Se puder vá também à capela do convento de Santa Maria delle Grazie, onde está a “Última Ceia” em afresco de Leonardo da Vinci. A entrada custa 7,50 euros, mas as visitas são feitas com hora marcada apenas, com no 25 visitantes a cada 15 minutos. Para marcar a visita ligue: +39 02 92800360.

Outro museu novo e que fiz um post completo aqui no blog é o Museo del 900. Explico muito sobre ele neste post aqui.

Tem bem mais dicas de Milão no nosso guia gratuito! Tudo junto pra você baixar e levar na viagem! De hotéis a restaurantes, passeios, museus, compras e muito mais!

O que fazer em Montevideo, Uruguai

Estive no Uruguai faz pouco tempo, e já fazia um bom tempo que queria conhecer, afinal é aqui pertinho e é baratinho (retornei ao Uruguai alguns anos depois em uma viagem de carro, postei todo o roteiro aqui). Nesta viagem em questão estivemos apenas em Montevideo, Punta del Este + Punta Ballena e Colônia. Os uruguaios são muito simáticos e queridos e amam os brasileiros, e pra completar ainda mais, o voo de POA até Montevideo dura 1h30, um pulo!!

Lá ficamos no Four Points, em um lugar bem estratégico da cidade, apesar do vento que encana ali nessa rua, hahaha. Na lateral do hotel tem um barracão meio mercado municipal assim, que nas noites de sábado tem show de tango. Embaixo desta parte de restaurante tem uma das sedes do “Mercado de los Artesanos”, ou seja, um ótimo lugar para comprar coisinhas típicas (e fofas) uruguaias por um preço super em conta. (na frente quase desse galpão, tem uma lojinha bem “designer”, caso interesse alguém).

O Uruguai é conhecido pelo cashemire bom e com bom preço, mas fomos em algumas lojinhas e não achei naaaada demais. Ok, pode ser porque eu trabalho em uma malharia e conheço um pouco de fios… mas de qualquer forma, fica a dica.

Um restaurante super bom que fomos, é o El Fogón. Lá dá pra comer ótimas carnes por um preço bem cabível. Eles tem sedes de rua e também em shopping, e falando neles, se quiser conhecer vá ao Punta Carretas ou ao Montevideo Shopping. São grandes, centrais e bons.

Não se deixe enganar pela “beira mar”, pois ela não é uma beira mar, e sim uma beira rio. Rio da Prata, precisamente. Apesar das ondas e da areia e das pessoas tomando sol, aquilo não é um mar! E venta horrores lá! Pode estar sol, mas você vai sentir frio se ficar deitadão lá (a gente passou friozinho pelo menos). Porém a vista é super bonita, e o calçadão é cheio de gente caminhando… e o por do sol… ahhhhh o por do sol…

Outro lugar bem legal de ir é o “Mercado del Puerto”, e obviamente é o mercado municipal do porto. Não é lá muito grande, mas tem uns restaurantes ótimos também. Almoçamos no “Estancia del Puerto”, e nossa a carne era ótima, bem como o atendimento. Valeu muito a pena. E eles dão aquela bebida típica deles, que é vinho + champagne para experimentar. Uma delícia.

Nos arredores do mercado, tem lojinhas super legais, e o movimento por ali é bem grande, pois os navios param ali e os turistas só dão aquela voltinha básica ali perto. Ah, e é legal entrar no porto e ver os navios, eu achei pelo menos!

Perto do Mercado tem a cidade velha, que é super bonitinha e antiga e pode até parecer uma Europa, pois as construções são antigas e os prédios enormes. Nela você acha a Igreja Matriz, que é muito bonita e um pouco mais adiante, chegando no portal da cidade velha, à direita, tem o Teatro Municipal. Um prédio bem grande e bacana também. As fotos abaixo são das construções dessa parte da cidade:

Outro lugar bem BEM bonito, é o Palácio Legislativo, só que ele é meio afastado do centro e das coisas. É todo de mármore e gente, é lindo e grandioso e tudo!

Lá não tem muita coisa pra sair comprando, mas uma loja que achei bem interessante é a do Daniel Cassin. Estilista local, as peças são bem bacanas e o preço é bem aprazível. Tem várias lojas em toda a cidade.

Essa última foto foi só pra fazer um link da cidade com o último comentário sobre compras. Haha. Mas achei muito legal essa pintura no prédio, né!

Porque eu amei conhecer Glasgow!

Um dos lugares mais legais que conheci, e onde fui mais bem tratada na vi-da, foi a Escócia. O inglês deles é algo peculiar. Nem parece inglês de tão estranho que é, mas a paciência dos escoceses e a vontade de ajudar o turista é tão grande, que eles não se importam em ter que repetir 5x e se for preciso escrever bem didaticamente as coordenadas pra você.

Nossa primeira parada lá foi Glasgow. Até então nunca soube o que esperar da Escócia, além do monstro do Lago Ness (que por acaso fica bem longe de Glasgow), saias kilt e whisky. Quando cheguei, descobri que era uma cidade inesquecível. Fomos de Londres até lá, com 1 voo da British, a viagem dura 1h30 e é bem tranqüila.

No aeroporto tem um ônibus que te leva até o centro e faz algumas paradas por lá. Bem fácil, rápido e barato, fica logo na saída do aeroporto e custa £8.

Nosso hotel era em um prédio hiper antigo, em cima da Central Station. Lindo, lindo, lindo, porém ficamos com medo do barulho dos trens. Nos surpreendemos porque não ouvimos barulho algum!! O teto da estação é a prova de ruído! Se puder, vale muito a pena ficar ali, pois estar em um prédio típico e antigo da cidade e que ainda por cima fica em cima da estação de trem (com direito à entrada por dentro do hotel) para ir e vir de outras cidades, é ótimo.

A melhor forma de conhecer os pontos turísticos de Glasgow é pegar aquele ônibus vermelhinho de turismo, o Sighseeing, que custa £10 e vale por dois dias, dá pra descer onde quiser. Passa em todos os pontos: catedral, bairros típicos, teatros e praças.

Um lugar que não-dá pra não ir, é a Universidade, que fica em um castelo antigo que parece de filme!! É de ficar sem palavras. Sem contar a vista pro resto da cidade.

O museu Kelvingrove Art Gallery and Museum é muito legal. O prédio antigo já basta pra deixar qualquer um de boca aberta. No acervo tem deste peças moderna até dinossauros. A entrada é franca.

Quase na frente do Kelvingrove, você vê o Museu dos Transportes. Com entrada franca também, a visita é indispensável. O acervo é muito grande, e tem desde carroças de ciganos até trens europeus antigos.

A praça princial, George Square, tem algumas feiras às vezes, com um mini parque de diversões e tal… é um clima bem legal.

Para compras, o melhor “shopping” é o Buchanan Galleries Shopping Centre, na Buchanan Street, 220. O Centro de Conferências e Exposições Escocês, na Finnieston Quay parece a casca de um tatu. O prédio é super moderno, mas em um primeiro momento parece um pouco estranho.

Outro museu legal é A Casa Mackintosh, do maior artista escocês. Fica na Hillhead Street, 82. Você vai ouvir muuuuuuuito sobre ele, os escoceses tem o maior orgulho do arquiteto!!

Lá encontramos por acaso um restaurante ótimo, super descolado e preço ótimo. Fica pertinho da George Square e serve vários tipos de pratos, de sanduíches a pratos executivos.

E o whisky, achei que fosse a coisa mais fácil de achar… tipo água assim. Me enganei! Foi muito difícil achar uma boa marca da bebida por lá! Conseguimos comprar em Edimburgo apenas (depois eu vou falar sobre essa cidade). Já os kilts e as lãs xadrezes, você encontra em qualquer esquina. Os preços são um pouco salgados, £40 uma saia, por exemplo… mas ah… dá pra comprar um cachecol de lembrança pelo menos, né??

Festas: noite em Milão

Que tal um post sobre vida noturna? Sempre que viajo acho super difícil achar informações boas sobre a vida noturna… não aquela de um “barzinho legal”, mas sim sobre as baladas mesmo. Eu não sou mega fã de bar, de vez em quando acho válido, mas prefiro sair pra dançar.

Quando morei em Milão tive a oportunidade de conhecer vários lugares. E é sobre eles que vou contar hoje. De balada à barzinho, De balada à barzinho, conto como é a noite milanesa.

Lá existe muito desse negócio de “aperitivo”. São uns bares/restaurantes que servem aperitivos que vão desde batatinha frita até pratos de massas frias, e você não paga nada por eles, paga apenas o que beber. Ou seja, bebeu uma água de 3 euros ou uma Corona de 6, ou qualquer drink, o aperitivo está liberado. Gostávamos muito de ir a esses lugares para jantar gastando pouco (coisa de estudante estrangeiro que quer gastar viajando). Vou citar alguns lugares que frequentávamos:

1. Todos a Cuba

É o mais baratinho. Fica no começo do bairro Porta Ticinese, quase em frente às colunas, num cantinho meio escondido. O ambiente é bacana e o atendimento é bom. A comida não é a melhor, confesso. Para chegar dá pra ir a pé desde a Piazza Duomo ou, se achar o caminho muito longo, pegue o tram 3 e pare quando vir as colunas do lado esquerdo.

2. Old Fashion Café.

Esse é o mais top, mas não necessariamente o mais caro. O lugar, atrás do Parco Sempione, é grande e muito bonito, com uma área externa super gostosa pro verão. Das 20h às 00h de quarta feira funciona o esquema de aperitivo, paga o que bebe e come a vontade. Só-que toda e qualquer bebida lá, custa 10 euros. Água ou Champagne, 10 euros. O lugar vira baladinha por volta das 23h, e muitos milaneses chegam a partir desse horário só pra dançar. Toda quarta, como falei, tem o aperitivo, e eles são temáticos. Cada semana um país (um esquema para os estudantes estrangeiros), e sempre tem um show típico. É um passeio interessante. Para chegar, vá até a Estação Cadorna, e caminhe duas quadras no sentido do Museu Triennale. É logo atrás dele na Via Alemagna, 6.

3. Gioia 69.

Esse é mais chiquetosinho assim. O preço é o mesmo dos outros, mas a comida é melhor e o ambiente é mais escuro, com luzes coloridas, tendendo para uma baladinha. O endereço? Fácil. Fica na Via Gioia, 69. Como chegar? Parada Gioia da linha verde do metrô.

4. Loolapaloosa.

Esse tem preço fixo, 8 euros + o que beber. O espaço é pequeno, e é bom reservar mesa. O ambiente é bem decorado e a comida é igual à dos outros, a diferença é que tem mais opções de drinks. Ah! E é meio que a luz de velas e tal. Fica no Corso Como, 15. O happy hour funciona das 18h30 às 22h30, depois vira baladinha também.

(Tinha mais um lugar de aperitivo que fui uma vez, um lugar bem escondido, você passava por umas coisas em construção, depois pela cozinha e depois chegava num restaurante lindíssimo, todo a luz de velas, onde uma aérea dele era destinada aos aperitivos. Mas o lugar era tão secreto, que nunca mais achei a entrada!! Quem por acaso achar ou souber o nome, me avisa!?)

Quanto às baladas, são vááárias. Tem de tudo quanto é tipo. Elas abrem de acordo com a estação. Tem casas de inverno e de verão. Mais fácil né? Assim ninguém cansa de ir aos mesmos lugares e de não ter nada de novidade. Vou citar algumas:

1. Rolling Stone

Balada de inverno. É e-nor-me! Em cima tem a pista de pop e embaixo tem uma pista gigantesca de rock. Não sei exatamente o preço de lá, pois como era estudante Erasmus, tinha uma carteirinha que, apresentando na entrada ou não pagava nada, ou pagava 10 euros por 2 bebidas (que era bem válido, porque nada no cardápio sai por menos de 7 euros, tirando a água, claro). Ficava na Corso 22 Marzo, 32, mas parece que mudou de endereço. Ainda não achei a nova sede.

UPDATE: Me informaram que fechou! Tristeeeee!

2. The Club

O mesmo esquema da carteirinha de estudante funciona aqui. O melhor dia desta festa é a quinta feira e como o nome meio que já diz, é uma balada pra hip-hop e rap APENAS. Porém é muito legal. O lugar é super bonito, grande e vai um pessoal bonito. Fica na Corso Garibaldi, 97 e para chegar lá é só descer na Porta Garibaldi, na linha verde do metrô.

3. Karma

Balada de verão, foi a mais legal que fui lá! Na verdade a mais legal que fui na vida eu acho. O lugar é meio longinho. Tem que pegar metrô e depois andar um pouco. Lá é tudo aberto, super bonito, pessoas muito tops e o lugar é todo incrível. Tem umas várias pistas, algumas cobertas, outras a céu aberto, outras em salões… toca de tudo. De pop/rock a rap e músicas dos anos 80. A entrada custa em torno de 15 euros, e tem que ir bem vestido, eles barram na porta. Via Fabio Massimo, 36. Para chegar, pegue a linha amarela do metrô e desça na parada Porto di Mare. Pegue o bus 93 até lá ou vá caminhando, não é tão longe assim.

4. Hollywood Rythmoteque

É talvez a mais conhecida casa noturna de Milão. Nunca fui também, mas dizem que o público é top e que o melhor para ir é o Domingo. Fica na Corso Como 15.

5. Magazzini Generali

O lugar fica em um galpão, e toca música eletrônica também. Do lado de fora tem um espaço quase do tamanho do galpão, e as pessoas ficam ali fora também, pra tomar um ar e respirar um pouco, tanto porque lá dentro é super quente. Fica na Via Pietrasanta, 14.

6. Alcatraz

Essa casa é muito legal também. O espaço é bem grande e tem 2 pistas. Na maior delas, acontecem shows e depois vira pista e toca de tudo. A outra é para música rock. Fica na Via Valtellina, 21. O preço é como o das outras, na base de 15 euros para entrar. Lá acontecem outros eventos e alguns desfiles da semana de moda. Não tem metrô que chegue ali perto (a parada mais próxima é Maciachini, linha amarela) e nem muitos ônibus. Sempre fomos de carro até lá. Fica um pouco afastada do centro mas vale a pena conferir.

Bom, é isso. A cidade tem beeeem mais opções, mas estas tenho certeza que são boas. Alguém já foi em algum destes lugares? O que acharam?

Couchsurfing: hospedagem gratuita

Pra quem gosta de viajar, tem que conhecer o sistema Couchsurfing. Pra mim foi a descoberta do universo! Como não ganho milhares de reais, preciso dar uma economizada pra poder viajar para vários lugares, então esta dica caiu como uma luva!

O Couchsurfing é um site, meio que tipo um orkut, só que com um propósito real: é uma rede social de viajantes do mundo todo que oferecem suas casas para que outras pessoas possam se hospedar. Funciona no mundo todo, como já disse, e existem em cidades pequenas e grandes. Funciona basicamente assim: após criar seu perfil, sempre que quiser viajar e não gastar muito em hotel ou albergue, pode colocar no sistema de busca do site, pessoas na cidade X, que abriguem um numero Y de pessoas (uma, duas, três… quantas forem… mas quanto mais gente para hospedar, mais difícil de achar), e mandar uma mensagem pelo site mesmo. Ai é só pegar o avião e pronto!

Como boa brasileira, sou meio cagona pra esse tipo de coisa, porque né? Vai que me dopam e vendem meu rim? Mas na Europa o sistema é outro. O negócio funciona no Brasil e em toda a América do Sul também, mas aqui eu ainda não me arrisco.

Fui seis vezes no sistema Couchsurfing, e nas três vezes fui super bem recebida. Vou contar de todas as experiências aqui, vai que te encorajo?

Bruxelas – Bélgica

Na primeira vez que optei por esse formato de hospedagem, fui com mais um casal de amigos para a Bélgica. Ficamos na casa de uma menina muito loca, mas super querida. Alem de nós três, tinha um canadense na casa também, e foi muito divertido. Ela e mais um amigo nos levaram em um bar escondido por lá, que é super famoso por ter todas, eu disse TODAS, as cervejas do mundo! Nunca teríamos encontrado este bar sozinhos! Depois ainda compraram uma caixa de chocolates belgas para nós, e nos levaram as 3h30 da manha ao aeroporto. Queridos ou não?

Porto – Portugal

A segunda vez foi em Porto. Eu e um amigo ficamos na casa de alguns brasileiros e claro, me senti em casa. O prédio tinha quatro andares e era só deles, moravam varias pessoas e era sempre uma festa. Tínhamos até um quartinho só pra gente! E assim como em Bruxelas, tinha mais um couchsurfer lá, um islandês (eu acho… não lembro direito).

Bari – Itália

A terceira vez foi em Bari, sul da Itália. Eu entrei em contato com uma mulher, e ela disse que talvez eu e mais 2 amigos poderíamos ficar na casa dela. Quando chegamos na cidade, liguei para ela, e ela disse que como tinha um filhinho pequeno não poderia nos receber ali… *momento decepção*. Maaaaas, como ela trabalhava num hotel, poderia arranjar um quarto pra gente. Ok, teríamos que pagar, mas tudo bem. Quando nos encontramos com ela, super simpática, nos levou para a sede nova do hotel. Um quarto de dois andares, todo confortável e ótimo, e não, não tivemos que pagar nada! Olha o vídeo:

Ficamos hospedados lá sem o menor custo! Sem contar que no dia seguinte ela e o marido nos levaram até uma confeitaria típica da cidade para tomar café da manha, e não, não pagamos pelo café também!

Bogotá – Colômbia

Depois dessas rodadas na Europa, ainda fiz couchsurfing em Bogotá. A princípio o país é bem tenso e todo cuidado é pouco, mas escolhi bem. A casa em que ficamos era em uma região ótima, de uma família muito bacana e que estava recebendo couchsurfers pela primeira vez. Responsabilidade de deixar uma boa impressão a eles, né? A família era viajante também, e já tinha morado em vários países. Como um dos filhos estava viajando, tinha um quarto enorme de sobra, e foi lá que ficamos, no maior conforto de todos.

Acabei não tirando foto com nossa host, então fica a entrada da casa

Inclusive, o café da manhã era trazido em bandejas separadas e personalizadas, e o pai da nossa hóspede ainda fez a gentileza de nos levar de carro até a Catedral de sal em Zipaquirá. Foi outra experiência muito boa.

Zurique – Suíça

Em Zurique quase tivemos um problema. Explico: eu e Fabinho escolhemos um couchsurfer, e estava tudo certo até 2 semanas antes da viajem. Nosso host mandou uma mensagem dizendo que não poderia mais nos receber. Ok, fomos atrás de outro e, enquanto fazíamos a pesquisa e mandávamos os pedidos, o tal host enviou outra mensagem dizendo que poderia nos receber sim. Bom, perfeito então.

Aí que 2 (dois!) dias antes da viagem, ele manda nova mensagem dizendo que não poderia nos receber. Brincadeira né? Bom, em ato de desespero (até porque hotéis e hostels em Zurique são caríssimos), coloquei uma mensagem na página de Zurique, e por sorte em 15 minutos umas 5 pessoas se ofereceram para nos receber. UFA!

Ficamos na casa de um turco que morava lá há anos, e também tinha um quarto especial para nós e instalações ótimas. Infelizmente ele estava com a maior gripe e teve que ficar de molho em casa durante os três dias que ficamos lá, mas foi muito bacana com tudo. Sorte que conseguimos onde ficar!

Roma – Itália

Quase desisti de conseguir alguém em Roma, de tão difícil que foi. Tem muitas opções de hosts por lá, só que ninguém respondia. Aí enfim uma menina respondeu dizendo que não poderia me receber porque havia recebido outros 60 pedidos para a mesma data e ela já tinha aceitado alguém. Fiquei bege né, 60 pedidos! Já estava até buscando alugar um quarto na casa de uma amiga de um amigo, até que recebi uma resposta positiva.

Foi a primeira vez que fiz couchsurfing sozinha, mas tranquilo porque a menina também morava sozinha. Experiência incrível, a host muito querida fez um jantar especial no 1º dia, fomos juntas no cinema e no outro dia ela me levou em um bar de aperitivo bem bacana.

Contei pra ela da menina que recebeu 60 pedidos, e ela disse que sim, recebem MUITOS pedidos. Ela contou que quando abriu o perfil dela no couchsurfing, em 48h tinham 32 pedidos. Muito né? Roma realmente é uma cidade muito cheia, e aconselho buscar opções bem antes da viagem, porque fica tudo lotado sempre.

A princípio esse negócio de ficar na casa de desconhecidos pode ser meio estranho, mas fui tão bem recepcionada nas minhas aventuras, que já não vejo problema algum nisso! E ai? Mais alguém já se aventurou pelo Couchsurfing? Ou ainda acham muito arriscado??

O que fazer em Veneza, o básico para quem tem pouco tempo

Veneza… ahhh Veneza… Não sei se posso dizer que é minha cidade italiana preferida porque adoro todo o país em questão, mas tive a oportunidade de estar 3x na cidade e posso dizer que meu coração bate mais forte sempre que falo nela ou vejo alguma reportagem.

Por mais que você não faça nada por lá, não vá a nenhum restaurante mega importante, ou museu ou compre coisas típicas, estar em Veneza já basta. A cidade é muito diferente, muito curiosa, sem contar todas as lojas incríveis de mascaras espalhadas por quase todas as ruas do labirinto veneziano.

veneza

Minha primeira vez na cidade foi com meus pais. Ficamos hospedados em Mestre (parte da cidade que é no continente), pois andar com malas pela ilha é algo meio tenso. Para ir do continente até a ilha, tem um ônibus que custa 4 euros ida e volta, e a viagem leva 10 minutos no mááááximo. A cidade é entupida de turistas. Muitos brasileiros e muitos americanos, por todos os lados. Tirar foto nos lugares turísticos (ou seja, a cidade toda) pode ser uma aventura.

venezia

Me apaixonei perdidamente pelas máscaras. Queria levar todas, mas não tenho dinheiro para isso, hahaha. As peças feitas de vidro de Murano também são lindas, e típicas da cidade. Mas tem que ter cuidado para trazer, pois é vidro, e tipo, quebra. (Murano é uma ilhazinha pertinho da ilha de Venezia, existem passeios para lá e para Burano, outra ilha, custam 13 euros).

venezaMontando pro Carnaval!

Para ir de um lado para o outro você tem duas opções, ir a pé ou pegar um Vaporetto, um ônibus marítimo, meio de transporte mais utilizado pelos venezianos e custa em torno de 3 euros a passagem. Funciona exatamente como um ônibus e tem varias paradas. Também existem os táxis venezianos, que são lanchas que te levam com exclusividade para os lugares (mesmo sistema de táxi normal).

Outra coisa que não dá para perder, é comer um pedaço de chocolate nas ruas. São vendidos em varias banquinhas e confeitarias, e custam 2,50 euros, mais ou menos. Em todos os lugares na Itália, tem carrinhos que vendem nozes com chocolate. É bem comum ver os italianos comendo isso.

veneza

Os pontos turísticos típicos são indispensáveis: Piazza San Marco, a Basílica de San Marco e o Campanário logo a frente, a Ponte dos Suspiros, Museo Accademia e a Ponte de Rialto, com sua feirinha de artesanato.

Você deve estar se perguntando sobre as gôndolas, certo? Pois então, elas existem em todas as partes, mas eu achei um passeio meio caro, acho que era uns 40 euros ou algo assim…. Achei melhor passar, não só pelo preço meio abusivo, mas também porque os canais são meio fedidos… a água que passa por lá não é limpinha.

Lá tem um museu Guggenheim, mas quando chegamos era meio tarde e estava fechando, não pude entrar, mas a lojinha de presentes e a entrada é bem bonita!!!

veneza

A segunda vez foi com amigos, para o Carnaval. Vou falar dele mais adiante, com mais especificações e detalhes, mas só pra dar um gostinho, deixo registrado que achei que seria diferente, mais animado e tal… Se a cidade já é cheia normalmente, no carnaval estava entupida!

Se você ficar hospedado muito tempo na cidade, e quiser visitar cidades vizinhas, sugiro Verona (o trem mais barato custa em torno de 14 euros ida e volta), a viagem dura 1h10; ou Milão (o trem custa em torno de 30 euros ida e volta na segunda classe e 44 euros na primeira) e a viagem dura 3h30.

Mais informações sobre horários e preços consulte Trenitalia.

venezaNo carnaval mais frio e chuvoso de sempre, mas na melhor cidade!

Um primeiro oi – 2 em 1

Então tá. Vamos começar?

Viagens, preços, dicas, restaurantes, compras. Tudo o que for relacionado à viagens que nós aqui do Finestrino somos viciaaaaadas. Vamos contar nossas experiências mundo afora, além de trazer convidados para escreverem sobre os lugares que (ainda) não fomos e não podemos contar pra vocês.

Não somos jornalistas, somos duas designers gráficas que aproveitam qualquer oportunidade para viajar. Também não viajamos no luxo, fazemos de tudo apenas para chegar aos lugares, o que dá um toque de aventura a cada novo lugar que conhecemos.

Vamos fazer de tudo pra contar o bom e o ruim, o indispensável e o dispensável, o caro e o barato de cada cantinho do mundo!

E aí? Pronto pra conhecer novas culturas com a gente?

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