Fondue Suíço

Quem viaja tem que comer comida típica né? Ainda mais se o país for Suíça e a comida típica for fondue. Não sei vocês, mas eu adoro fondue, só não como mais porque é muito caro e em Zurique não foi diferente: como tudo por lá, o fondue tem preço bem salgadinho.

Eu e Fabinho escolhemos um restaurante bem central mesmo, o Alexi’s Bar que tinha uma cara aconchegante (na verdade a porta era bonitinha e me conquistou aí). Ele fica na Niederdorfstrasse, 40. Fácil pronúncia.

Por dentro é bem pequeno, e tivemos que ficar na parte de dentro mesmo porque sim, estava muito frio e chovendo ainda por cima. Impossível sentar nas mesas de fora.

Meio que só tinha homem no restaurante!

A definição de fondue é a seguinte: “Consiste basicamente em uma mistura de queijos (normalmente dos queijos Gruyère e Emmental) fundidos com vinho (ou, como na receita original, a Kirschwasser alemã), que vai à mesa acompanhada de pedaços de pão, batatas e cenouras. Esses acompanhamentos devem ser mergulhados na fondue com um garfo especial antes de serem consumidos.”

No cardápio tinham algumas opções de fondue e ficamos muito na dúvida de como eram de fato, qual a diferença entre eles e se era como aqui no Brasil. Tinham algumas opções que tinham carne na descrição, por isso ficamos na dúvida se comeríamos carne ou se ela fazia parte da mistura do queijo. Não sei no resto do país, mas em Curitiba o fondue tem aquela entrada de queijo que comemos com pão, depois vem a carne com molhos diferentes e por último o de chocolate para comer com frutas e dar aquele brilho no jantar. Eu já sabia que na Suíça o oficialzão era o de queijo, mas com tantas opções no cardápio e pelo preço, ficamos na dúvida.

A mulher que nos atendeu – aparentemente a dona do lugar – falava um inglês muuuito precário, então não deu pra perguntar a diferença entre as opções. Pra garantir pedimos o “Fondue Tradicional”. Logo abaixo estava escrito: queijo x, y, z, vinho, cebola e mais uns ingredientes.

O prato veio: uma panela gigante de queijo e uma cesta enorme de pedaços de pão tipo broa. O fondue estava ótimo, o vinho misturado no queijo deu um toque muito especial e não fica tão forte o queijo. Por aqui acho meio forte e enjoativo, não dá pra comer muito. Lá á pra comer um montão sem enjoar. Agora a resposta ao que você deve estar se perguntando: é só isso mesmo. É a panela de queijo e os pães only. Nada de molho, nada de carne, muito menos o fondue de chocolate no final. E isso custa cerca de R$ 60 por pessoa! Caro né? Eu achei.

Minha opinião final é que o fondue de queijo estava ótimo mesmo e comemos bastante, mas esperava mais do famoso prato suíço. Esperava mais alguma coisa na mesa, um tcham a mais. Por esse preço ainda, prefiro infinitamente o nosso estilo de fondue com queijo, carne e chocolate.

23
abr
2013
#Fail: perdendo trem para Zurique

Viajante iniciante é fogo viu? Não sabe ler bilhete de trem, não sabe como fazer, perde o horário…. tsc tsc tsc. Pois é, acontece com iniciante e acontece com quem já pegou uns 40 trens também. De fato, acontece, seja por falta de conhecimento, distração, sono… acontece.

Minha história foi que eu pegaria um trem de Milão a Zurique em um sábado. Tudo certo, passagem na mão e tudo organizado. O trem saía as 13h50 e aproveitei para acordar por volta das 10h, almoçar tranquila, nada de correria. Ok, então no sábado acordei mais do que formosa num bom horário e antes de me arrumar fui conferir a passagem mais uma vez e tal.

——— MOMENTOS DE TENSÃO ———

Foi nesse momento que vi que o trem não saia as 13h50, e sim chegava no destino nesse horário. Para isso ele saia que horas? As 9h!! Isso mesmo, eu simplesmente nem “tchum” pro horário, e vi a hora no lado errado.

Acontece que nos bilhetes de trem (pelo menos nos que saem da Itália) tem assim: dia – hora – cidade saída ——> cidade chegada – hora – dia. Sabe quando o olho só vê o horário que está de um lado? Na hora pensei Zurique – 13h50 – 07/04. OK né? Só que não, vi errado. O mais engraçado é que quando acordei no dia anterior, bati o olho no lado certo, no lado do horário de saída.

Bom, fazer o que né? Por lá os bilhetes comprados e não usados com até 3 dias podem ser reembolsados em 80%. Então entrei na internet e vi que tinha um trem saindo as 15h. O bilhete que eu tinha era 1a classe, ou seja, eu poderia pegar o reembolso e trocar por um bilhete na 2a classe que daria certinho. Lá fui eu para a estação pensando em fazer isso.

Chegando lá, fui direto no balcão de reembolso e a atendente, muito simpática (o que me impressionou porque milaneses geralmente não são muito carinhosos) me disse que este bilhete eu poderia utilizar no outro trem sem precisar trocar nem nada. O trem usado permitia esse tipo de bilhete flexível. Lindo, sim ou não?

A única coisa chatinha é que tem lugar marcado e obviamente eu teria que encontrar outro assento. Tá, cheguei no trem achando que seria tranquilo, afinal na 1a classe nunca lota. Estava errada! Este trem estava muito cheio e logo de cara “meu” banco estava ocupado. Sentei em outro e não paravam de entrar pessoas no trem. No meio da confusão um senhor falou que onde eu tinha sentado era lugar dele, e claro, logo levantei e expliquei a situação. Um pouco mais a frente tinha uns lugares vagos e ele me falou (eu não tinha visto ainda), mas ao invés de me fazer trocar, ele mesmo se dispôs a sentar no outro lugar. Outro milanês fofinho naquele dia. De qualquer forma fiquei esperando pra ver se não chegariam pessoas no assento que ele precisou usar, mas por sorte não apareceu ninguém e deu tudo certo.

No fim, perdi o horário mas pude sair um pouco depois e não perder a viagem. Por mais sorte, tinha lugar sobrando naquele trem ainda e não precisei esperar por assentos livres. Fica de lição na hora de conferir horários! Pode acontecer com qualquer um e por motivo bobo, tipo o meu caso acima. Atenção nunca é demais em uma viagem.

#Fail: despachando roupas para o Brasil
#Fail: viajando de trem
Viagem de trem para Morretes
Vale a pena pegar um trem?
22
abr
2013
Sorvete em Milão: Cioccolati Italiani

Sorvete italiano… ahhh coisa mais incrível! Desde que mundo é mundo, desde que as pessoas viajam para a Itália, a grande sensação gastronômica é o sorvete típico italiano. De fato, eles são deliciosos, artesanais, as sorveterias são lindas e bacanérrimas e toda hora tem alguma “novidade” no setor.

Italianos e estrangeiros enchem as lojas que geralmente são bem pequenas, e nos dias de calor é difícil ver alguém SEM uma casquinha de sorvete na mão.

Recentemente estive na Itália novamente e óbvio, aproveitei os primeiros dias de sol e calor do ano (por lá) e experimentei alguns lugares novos. Em Milão conheci a sorveteria que dá nome ao título do post de hoje: Cioccolati Italiani. A sorveteria que eu fui fica logo atrás do famoso Duomo, uma das áreas mais movimentadas e conhecidas da capital da moda. De qualquer forma, eles tem 2 lojas na cidade, uma na Via de Amicis, 25 e outra na Via San Raffaele, 6.

A loja até não é das menores, tem um bom espaço e, além de sorvete, servem cafés. Porém, a loja fica lotada e é preciso pegar senha para ser atendido. Diferente daqui, que antes pegamos a senha para depois escolher e por fim pagar, lá é o contrário: primeiro paga (escolhe o tamanho do sorvete) e então recebe a senha para ser atendido no balcão.

Quando fui era domingo a tarde, a loja estava super cheia e minha senha era a de número 55. No painel: 23. Surreal! Muita gente, e o mais bacana é que a galera não sabe se organizar. Tinha gente na frente do balcão segurando a senha 80. Sabe, numa boa, usa a cabeça? Ai acontece que a frente do balcão fica lotada, empurra-empurra, quem precisa escolher não consegue nem enxergar os sabores… confusão!

Mesmo assim, tudo isso compensa. Já de cara eles perguntam “biancofuso o nerofuso?” Isso é porque agora está na onda colocar um chocolate por dentro da casquinha. Bianco = branco e nero = preto. Você escolhe o que prefere.

Ai os sabores são vários, e caso acabem os sorvetes eles tiram do painel de cima. Eu pedi um que nunca tinha experimentado na vida, o de tangerina (em italiano é mandarino). Uma delícia, adorei! É super fresquinho, combina com sorvete. Um dos mais pedidos é o Bianco Avorio, basicamente de chocolate branco. Experimentei mas achei extremamente doce.

Pra completar a casquinha, vem uma bolachinha em cima, tipo a da casquinha. Fica uma fofura e claro, delicioso. Os sorvetes por lá, tamanho pequeno (que não é tão pequeno assim porque cabem 2 sabores) custa cerca de 2,80 euros.

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21
abr
2013
Labirinto de Schönbrunn em Viena

Se eu posso dizer que eu tenho 2 frustrações de infância, elas estão diretamente relacionadas a filmes/desenhos e festas infantis: eu nunca brinquei num labirinto como eu via nos desenhos e nunca brinquei na piscina de bolinhas. O sonho de brincar na piscina de bolinhas eu pude realizar quando tinha 13 anos, mas o do labirinto só fui realizar aos 24, no Labirinto de Schönbrunn, quando morei em Viena.

Labirinto de Schönbrunn

Localizado no complexo do Palácio de Schönbrunn, o Irrgarten, nada mais é do que um labirinto de 2.700m² e a brincadeira não é tão fácil quanto parece. Comecei extremamente empolgada nos corredores cantando Magic Dance (na cabeça, porque cantar mesmo eu não canto nada), mas no final eu já tava mais no ritmo As The World Falls Down

Labirinto de Schönbrunn

Preciso confessar que eu já estava perdendo a paciência cada vez que eu dava de cara com o caminho fechado. No começo é legal e você ri, mas depois começa a ficar desesperador, especialmente porque o grand finale do labirinto é uma plataforma elevada de onde é possível visualizar o labirinto todo e eu fiquei bastante constrangida ao ver um monte de criança naquela plataforma rindo da minha cara enquanto eu estava perdida lá embaixo. Haha

Labirinto de Schönbrunn

Cheguei ao ponto de perguntar para as crianças se eu estava no caminho certo e elas faziam questão de gargalhar na minha cara, mas como eu sou uma pessoa determinada consegui chegar ao meu destino e, obviamente, também queria ficar lá no alto rindo da cara dos perdidos.

Mas lá em cima que eu entendi a graça da coisa. Se contar o caminho, estraga a brincadeira, né?! Na verdade não é tão difícil assim, mas tem que ter paciência e eu fiquei muito ansiosa e queria acertar tudo na primeira. Hehe.

Na saída do labirinto não esqueça de abraçar duas pedras ali posicionadas. Reza a lenda que elas transferem boas energias.

Os horários nos quais o labirinto fica aberto ao público variam conforme a época do ano, mas adultos pagam 4,50€ e crianças 2,50€. Ainda existem pacotes para comprar o ingresso combinado com outras atrações, como o zoológico, por exemplo.

Mais informações sobre os ingressos você encontra aqui.

Zoológico de Viena
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16
abr
2013
A melhor vista de Munique: Peterskirche

Quem acompanha o blog já sabe que eu não dispenso ver qualquer cidade do alto e em Munique não poderia ser diferente. Na verdade, todos os lugares de onde é possível ver Munique do alto tem o seu charme e a maioria deles apresenta os Alpes como plano de fundo, mas eu escolhi a Peterskirche como melhor vista por ser uma opção localizada no coração da cidade.

Peterskirche Munique

A Peterskirche é a mais antiga igreja da cidade e foi a partir dela que houve a expansão de Munique. Construída 1.158, sua torre possui 92 metros de altura e, para ser recompensando com a vista, é preciso vencer 306 degraus que começam em corredores estreitos e alguns trechos são formados por velhas escadarias de madeira.

Peterskirche

Ainda com as pernas trêmulas após subir as escadas (culpa do sedentarismo) logo avistei a Rathaus, que está no meu Top 3 de edifícios preferidos e que ficou mais linda ainda sendo vista lá do alto.

Rathaus Munique

Também é possível avistar uma outra importante igreja, a Frauenkirche, símbolo de Munique com suas torres gêmeas de 98m de altura. Dá para subir nas torres da Frauenkirche, mas quando eu fui elas estavam passando por restauro e estavam fechadas, mas a vista de lá não deve ser tão boa quanto a da Peterskirche porque não dá para ver a fachada da Rathaus.

Na foto abaixo é a própria Peterskirche. Parece maquete, não?!

Garanta a melhor vista de Munique de segunda a sábado das 9h às 18h. A entrada é gratuita, mas evite os horários das 11h, 12h e 17h, pois é o horário de funcionamento do Glockenspiel da Rathaus e várias pessoas sobem para assistir da Peterskirche.

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14
abr
2013
Restaurante em Cajón del Maipo: Sabor Nativo

Visitar a região de Cajón del Maipo é realmente surpreendente. Não só pela beleza natural do lugar, mas pela diversidade e qualidade dos serviços. Quando tentamos ir até Baños Colina e encontramos a estrada fechada, decidimos almoçar em um restaurante bacana para compensar o transtorno. No caminho existe apenas uma estrada, chamada Camiño Al Volcán (a mesma da tirolesa), e essa estrada é repleta de opções: de empanada em um quiosque à beira da estrada até uma refeição em um restaurante chique. No caminho paramos em alguns restaurantes, mas as refeições chegavam a custar R$100 por pessoa, então continuamos até achar o Sabor Nativo, que me chamou a atenção por ser ao pé da montanha, com comida caseira, mesas externas embaixo de árvores e esse jeitão aconchegante.

restaurante cajón del maipo

Pelo que entendi, quem cuida do restaurante é a própria família que é proprietária. Sentamos em uma mesa externa e dava para ver grande parte da cozinha e a senhora preparando a comida. Estava bem vazio quando chegamos, então fiquei com medo que o restaurante não fosse bom, mas o povo de lá costuma almoçar mais tarde, então quando estávamos saindo já não tinha mais vaga no estacionamento e ainda tinha bastante gente chegando.

Talvez eu esteja muito repetitiva falando o tempo todo que o atendimento em todos os lugares que eu estive no Chile foi maravilhoso, mas isso é um fato que não tem como omitir e que conta muito para mim, porém no caso desse restaurante, a comida estava tão boa, mas tão boa, que mesmo se eu não tivesse sido bem tratada eu ainda assim indicaria o restaurante.

restaurante cajón del maipo sabor nativo

Minha mãe pediu chanchito, que eram vários tipos de carne de porco com batatas, minha tia pediu lasanha bolonhesa e eu, fettuccine de champignon com molho de alho. Achei que a combinação não seria boa, mas me surpreendi porque estava delicioso! Fizemos questão de elogiar o dono depois da refeição.

O restaurante também tem área interna com lareira, para os dias frios. Mas o que achei legal mesmo foi almoçar ali embaixo da árvore, ao pé da montanha e com aquela sensação de que eu estava em casa.

Com relação aos valores, nosso almoço custou cerca de R$140, uma média de R$47 por pessoa. Certamente não é a opção mais barata da região, mas é um preço justo, especialmente porque a comida era muito boa mesmo.

O Sabor Nativo fica no Camiño Al Volcán nº 31011 em San Alfonso, Cajón del Maipo.

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12
abr
2013
Hotel em Santiago: Ibis Providencia, o meu preferido!

Antes de qualquer coisa, queria deixar bem claro que esse post NÃO É UM POST PATROCINADO. A paixão por esse hotel é verdadeira, então quem pretende visitar Santiago, pega essa dica: Ibis Providencia é o lugar. E você já vai entender o motivo.

Ibis Providencia

Depois de passar por 13 países e mais de 80 cidades, já me hospedei desde albergue de 5€ a hotel 5 estrelas, mas foi justamente no meu querido Chile que conheci o meu hotel preferido. Quando comecei a pesquisar hotéis em Santiago, a primeira informação que obtive foi que deveria ficar hospedada no bairro Providencia, mas não me animei muito com os valores dos hotéis. Como boa seguidora do Melhores Destinos, pude aproveitar uma promoção de Carnaval e garanti nossa estadia de Carnaval no Ibis por 197.064,00 CLP para 2 quartos, ou seja, a diária ficou cerca de R$130 já com impostos (o preço normal com impostos é cerca de R$210), mas não foi o preço baixo que fez da minha estadia nesse hotel a melhor de todas.

Eu já conhecia a rede e não esperava nada além de uma boa localização, um quarto amplo, uma cama confortável, tudo limpinho e um atendimento padrão. PORÉM, o diferencial desse hotel são as pessoas.

O check-in foi perfeito, não precisei nem pedir para cadastrar os pontos no fidelidade, antes de pagar fui orientada pelo atendente que se eu pagasse em dólar eu não precisava pagar os impostos, eles perguntaram se foi tudo bem com a minha viagem e me desejaram boa noite. A princípio pareceu procedimento padrão, até o primeiro cafezinho no bar, onde minha mãe e minha tia já fizeram amizade com o atendente.

hotel preferido

Agora acompanhem meu raciocínio: quando você fica hospedado em um hotel Ibis, você espera apenas ser bem atendido, mas o que aconteceu nesse hotel é que eles fizeram com que nós nos sentíssemos as últimas bolachinhas do pacote. Se eu ia até a recepção para perguntar qualquer coisa, eles davam todas as informações possíveis, pesquisavam na internet, desenhavam mapa no papel, davam opiniões, chamavam outras pessoas para opinar também, mostravam-se preocupados quando eu falava que queria dirigir na montanha sem experiência e no dia seguinte perguntavam se tudo tinha ocorrido bem. Talvez os chilenos sejam as pessoas mais legais do universo por natureza. Talvez o tratamento em todos os hotéis do Chile seja assim, mas fato é que nem quando eu estava hospedada em hotel 5 estrelas e era recepcionada com drinques no lobby eu me senti tão bem tratada quanto me senti no Ibis Providencia. 

No dia do corte de água jantamos no hotel e na minha salada de frutas tinham várias frutas que eu não sabia o que eram, então chamei o garçom e perguntei. Ele respondeu educadamente e foi atender outra mesa, pois estava uma correria, já que como todos os restaurantes estavam fechados, jantar no hotel era a única opção para todos os hóspedes. Quando estava saindo do restaurante o garçom veio atrás de mim e pediu desculpas por não ter me dado atenção sobre as frutas. Olha que fofura, gente. Se eu pudesse, trazia todos eles para distribuir amor pelo Brasil. Todo mundo fala que os brasileiros são simpáticos e amorosos, mas quem diz isso certamente não conhece os chilenos. Os seguranças, os recepcionistas, garçons, camareiras… todos nos tratavam absurdamente bem. Achei incrível.

Sabe quando você vai embora e fica triste por saber que possivelmente não vai mais ver aquelas pessoas de novo? Quando fizemos o check-out nos despedimos dando abraço em quem estava por ali. Em que hotel no mundo você já fez isso antes? Um casal de amigos está indo pra Santiago no final do mês e consegui convencê-los a ficar no Ibis e vou aproveitar para mandar presentinhos brasileiros. Não tenho dúvidas que se eu tiver a oportunidade de ir a Santiago novamente, irei me hospedar lá de novo. Para eles, nós fomos apenas mais um cliente que certamente eles nem lembram, mas acho justo reconhecer quando você é bem tratado em um lugar simplesmente porque as pessoas são gentis e não porque você está pagando por isso.

Mas se você nunca se hospedou em um hotel da rede e não está convencido que a melhor equipe do mundo é suficiente para que você se hospede lá, vou falar um pouco das vantagens do hotel: quarto amplo, como já disse anteriomente, cofre, espaço para colocar as roupas, mesa de escritório, wi-fi no quarto, computador com acesso a internet no lobby, TV com 263728 canais, sala para passar roupa (muito importante, já que muitas roupas amassam na mala), estacionamento grátis, restaurante, bar, boa localização (uma quadra do metrô), tem uma Domino’s Pizza na esquina, foi inaugurado há pouco mais de 1 ano, então tá todo bonito ainda, é um dos hotéis mais baratos na região e ainda faz parte do Le Club Accor, ou seja, você pode pagar a sua estadia TODA usando apenas os pontos do cartão de crédito, do KM de vantagens, da rede Multiplus… (já disse que eu sou louca pelos programas de fidelidade, né?)

hotel Santiago

Ibis Providencia

Só para não dizer que tudo é perfeito, tenho duas críticas sobre o hotel: não tem frigobar no quarto (alguns hotéis de rede oferecem frigobar no quarto e eu acho isso essencial para viagens econômicas) e o jantar no hotel é muito caro. Nós jantamos lá porque não tínhamos outra opção por causa do corte de água, mas vale mais a pena se aventurar em algum restaurante com comidas típicas ;)

Mais alguém já se hospedou nesse Ibis? O que achou?
E se alguém quiser seguir minha dica, pode ir sem medo que eu garanto!

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Grand Copthorne Waterfront Hotel
11
abr
2013
Um pouco mais de São Francisco

Sei que vocês não aguentam mais ler sobre São Francisco por aqui, mas prometo que já estou quase acabando os posts de lá. A cidade é tão legal e incrível, que dá gosto falar dela, fora que faz com que eu me lembre da viagem e de como gostei de ter conhecido a Califórnia. A diferença é que hoje não vou falar de nenhum ponto turístico, nem de museu, nem de problemas com empresas locais e nem de hotel. Vou falar sobre a cidade em si, sobre as impressões que tive de São Francisco, sobre as coisas que tornam a cidade única.

Antes de mais nada, tenho que dizer que os habitantes de São Francisco são muuuuito simpáticos. Não que o resto dos californianos não sejam – pois são todos muito queridos – mas pensa que eu cheguei primeiro em Sanfran, e de cara fui atendida por essas fofuras de pessoas. Do taxista ao atendente do bar, todos simpáticos até dizer chega. Acontece que todos se preocupam muito com seu bem estar, e não é o turista não… é o consumidor em geral.

É impressionante de ver como as pessoas realmente trabalham por lá, não ficam de trololó e conversa furada. Todos fazem questão de te atender e atender bem! Nada falta, os garçons não demoram pra atender, todo mundo te ajuda. É lindo de ver e receber esse tratamento. (aliás, tem muito brasileiro precisando estagiar lá viu?)

Se o povo é simpático e sabe atender bem, é óbvio que no trânsito tem respeito. Se for atravessar a rua, não interessa se o pedestre está errado ou não, todos param. Isso por um lado acaba sendo um pouco ruim porque vai bloqueando todo mundo e as ruas ficam super congestionadas. Acho que seria interessante você prestar atenção na hora de atravessar as ruas pra não virar um inconveniente para o trânsito de São Francisco. Ah, falando em trânsito, a cidade tem muito, muito mesmo! O horário mais crítico é entre 17h e 19h. Evite sair na rua de táxi ou carro. Além de demorar muito, vai sair caro.

Algo que não vi por lá e achei uma bênção: motoboy.

São Francisco é um mundo basicamente livre das loucuras dos motoboys! Certamente tem algumas motos, mas nem se compara às nossas grandes cidades. Na verdade, eu nem tinha notado, só tinha achado o trânsito muito bom lá, mesmo com congestionamento. Pensei comigo mesma que devia ser por causa do respeito que as pessoas tem. Aí vem meu pai de repente e fala: “gente, não tem motoboy! Não vi nenhum ainda!” Acreditem, faz diferença no barulho e na bagunça geral da rua. Provavelmente lá eles usam transporte público para ir rápido de um lugar ao outro. Realmente não sei.

Não em São Francisco!!

Outra curiosidade? É a cidade com a maior população gay do país, quase 20% dos habitantes com mais de 15 anos é gay. Sanfran também é uma das cidades mais multiétnicas dos Estados Unidos, e dá pra perceber já que muitos atendentes são estrangeiros (a maioria fala espanhol).

São Francisco tem cerca de 1 milhão de habitantes, não é grande nem pequena, mas a segurança lá é muito boa. Dá pra andar tranquilo pelas ruas, a cidade é extremamente limpa e o mais engraçado é que a época mais fria de lá, é no verão! Fui no inverno e já achei beeeem fresca e com vento… imagina no verão! Legal é que todos os habitantes brincam com essa curiosidade, adoram contar para os visitantes e acham engraçado. É uma vibe tipo Curitiba, que o sol visita de vez em quando nas férias.

Mesmo sendo uma cidade super fria e que todo mundo diga que americano é gordo e sedentário, em São Francisco tem muita gente fazendo exercício na rua e cuidando da saúde. Muita bike, muita corrida… gostei de ver a preocupação deles.

Gostei de ver São Francisco super consciente com as coisas e muito hospitaleira. Na verdade, não tem como não gostar de lá. Apesar do sobe e desce extremo das ruas, é muito legal passear por lá. Vale a visita, definitivamente!

Museus de São Francisco: De Young e Academy of...
Restaurantes em São Francisco
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Alamo Square, São Francisco
10
abr
2013
Califórnia: sugestão de roteiro pelo estado

No final do ano passado fiz um post de roteiro na Itália que já entrou no hall dos mais acessados. Ai pensei: “por quê não um roteiro pela Califórnia?”. Como essa é uma viagem bem procurada, achei que seria legal dar algumas sugestões de paradas e dias necessários em cada lugar. Assim fica mais fácil decidir sua viagem!

Aqui vou usar como base a minha viagem e os lugares que parei. Lembrando que esta é apenas uma sugestão que deu certo e você pode usar como base para criar a sua própria viagem. Se tiver mais dias disponíveis, pode incluir outras cidades menores e próximas, e se tiver menos dias, pode pular algumas que eu conheci. Fica a seu critério analisar isso de acordo com o tempo que você tem. Eu comecei de cima pra baixo, você pode começar debaixo pra cima, tanto faz a ordem dos fatores. =)

São Francisco

Começamos pela cidade grande, SanFran, essa linda. A cidade é muito legal, ícone da Califórnia e tem muita coisa pra fazer por lá sim. Escolhi ficar 4 dias lá e teve gente que disse que era muito. Mas sabe que achei bem na medida pra conhecer o básico necessário da cidade. Não cheguei a ir em todos os museus e nem a perambular por todos os bairros.

Lembre que por lá tem passeios longos pra fazer como a visita em Alcatraz, que irá tomar metade do dia. Além disso, tem bastante trânsito na cidade, e se estiver de carro pode perder uns bons minutos nos deslocamentos. Quatro dias em SanFran está bom para ver os clássicos da cidade.

Tem bastante post sobre a cidade aqui no blog, dá uma olhada antes de ir.

Monterey

Saindo de SanFran, alugamos um carro para descer a Califórnia. O próximo destino era Monterey. Você pode ir pela rodovia mais rápida e isso vai levar umas 2h30… ou, pode pegar o trajeto mais lindo que é mais longo, cerca de 4h30. Essa estrada é chamada de Big Sur, e demora bastante porque ela contorna a costa da Califórnia e todo mundo faz várias paradas no meio da viagem pra tirar fotos. É realmente lindo!

Em Monterey, 1 dia basta. A cidade é super pequena e tem poucos pontos turísticos. Um deles é o aquário que já falei melhor aqui e outro ponto de interesse é o Fisherman’s Wharf, com vários restaurantes e lojas. Cannery Row (ao lado do aquário) tem várias lojas e restôs também, vale a pena passear por ali.

Se quiser, pode pegar um barco que leva para um passeio de observação de baleias. Não sei se demora muito pois não fiz esse, mas talvez seja interessante ficar meio dia a mais caso queria fazer.

A próxima cidade do roteiro, Carmel, fica a 15 minutos daqui. Você pode escolher se hospedar lá e vir passear em Monterey ou o contrário, depende de quanto quer pagar. Carmel é um pouco mais cara.

Carmel

Nós ficamos hospedados em Carmel. A bem da verdade é que uma das noites era ano novo, e escolhemos essa cidade porque ela é muito mais lindinha. Não tem muito o que fazer aqui também, a não ser passear tranquilo pelas ruas e fazer o passeio na 17-Mile Drive.

No geral, pode reservar um dia em Monterey e um em Carmel. Onde dormir fica a seu critério, como é uma ao lado da outra, não tem tanta diferença e nem perde muito tempo em deslocamento. Quem sabe seja interessante chegar e passear em Monterey e a noite seguir para Carmel, dormir, passear o dia seguinte e seguir viagem no fim da tarde.

Ou já dorme em Monterey, passa o dia em Carmel e segue viagem. As duas opções tem basicamente o mesmo resultado. Fica a seu critério escolher.

Hearst Castle

Quando sair de Carmel em direção ao sul, aproveite para fazer uma parada em Hearst Castle, cerca de 1h antes da cidade de San Luis Obispo. A viagem vai levar cerca de 2h30 e o passeio no castelo mais 1h30/2h no máximo. É só um passeio rápido no meio do caminho, não há necessidade de se alongar por ali.

San Luis Obispo

Seguindo viagem, vá direto a San Luis Obispo para dormir. A cidade é bem pequena também, é universitária e já falei mais dela aqui. O engraçado é que coloquei essa cidade no roteiro apenas e somente com o intuito de passar a noite antes de seguir em frente. Me surpreendi até o último e amei o lugar. Deu pra passear bastante por lá em 1 dia e ter um dia bem tranquilo, fazendo compras em lojas bem menos cheias do que as das cidades mais importantes da Califórnia.

Pode considerar chegar no meio da tarde, dormir, passear mais um pouco pela manhã e seguir em frente.

Solvang

Antes de chegar a Los Angeles você tem uma parada obrigatória: a mini Dinamarca da Califórnia. A cidade é uma gracinha, parece que mudamos repentinamente para a Europa. Não tem muito o que fazer, uma tarde está legal por aqui. Tem várias outras pequenas cidades próximas como Los Olivos, mas como já dito anteriormente, depende de quantos dias você tem para a viagem. Na verdade quanto mais tempo tiver, e mais puder zanzar pelo Estado, melhor!

A viagem entre San Luis Obispo e Solvang leva em torno de 2h e o próximo trecho, até Los Angeles também leva 2h/2h30. Ah, não dá pra pisar muito fundo, porque tem radares e um bom controle de limite de velocidade tá?

Antes de chegar em LA, você tem a opção de parar em Santa Barbara que é muito linda. Nós paramos apenas para um café rápido, mas quem puder pode dormir um dia ali e passear melhor. Seguindo na estrada para LA, tem um ótimo outlet em Camarillo. Já falei sobre ele aqui também, e quem quiser fazer compras pode optar por parar no final da tarde, comprar, jantar por lá e só ir a Los Angeles para dormir. O outlet é bem bom e fecha 21h apenas. A viagem até a cidade é de menos de 1h, e aqui vai depender um pouco do trânsito na entrada.

Los Angeles

Agora é a nata da Califórnia: a clássica Los Angeles de quem quer tentar ficar famoso. Antes de mais nada saiba que a cidade é enorme, e se quiser conhecer cada canto, precisa de vários dias. As praias Long Beach, Santa Monica e Malibu são bem afastadas e com o trânsito, fica ainda pior de chegar lá “rapidinho”. Os estúdios Warner ficam em Pasadena, cidade colada a LA e vale a pena reservar uma manhã para ir lá.

Eu fiquei 4 dias: um dia fui para a Disney, que fica em Anaheim e para isso reserve o dia inteiro; outro usei a manhã para conhecer um pouco de Pasadena, Studios Warner (cerca de 2h30 vai precisar lá) e uma parte de LA, no Farmer’s Market; outros dois dias conhecendo a cidade, sem as praias.

Se fizer questão de visitar todas as praias, coloque 1 ou 2 dias a mais para ficar em Los Angeles. Se já conhecer a Disney de Orlando, corte esse passeio do roteiro e já tem um dia sobrando!

San Diego

Saindo de Los Angeles pela manhã, você tem duas opções: seguir até a ponta da Califórnia para conhecer San Diego, ou seguir direto para Las Vegas. Sim, eu sei que Vegas não é Califórnia e sim Nevada, mas essa cidade normalmente entra aqui nesse roteiro.

Minha opção foi passar em San Diego antes. Reservei 2 dias na cidade e foi bem suficiente. Um dia passeamos por Mission Bay e zoológico, e no outro foi centro, USS Midway, Old Town e final da tarde em Coronado. Deu super bem pra fazer tudo tranquilo, e no terceiro dia saímos cedo rumo a Las Vegas. Explico: esse trecho é longo, são cerca de 6h de viagem.

Las Vegas

Ufa, depois de um looongo caminho, chegamos na cidade do pecado. Como falei, Vegas não é mais Califórnia, mas vale a pena incluir já nesse roteiro porque não tem outro que fique perto daqui. Então já aproveita a viagem!

Vegas é um caso a parte mesmo! Nós ficamos 4 dias e deu pra ver e fazer tudo. Porém, se você quiser realmente aproveitar pra jogar e tentar a sorte, reserve quantos dias achar necessário. A cidade tem muitas opções, shows, museus fora do circuito, jogo e mais jogo, passeios para o Grand Canyon… Pra mim foi tempo suficiente pois não sou de jogar, mas normalmente o pessoal reserva uma semana completa por aqui.

Resumindo: o básico aqui contado foram de 18 dias. Considere mais um dia de ida e outro de volta para o Brasil. Se puder ficar mais tempo? Fique! Tem muita coisa legal pra ver e fazer na Califórnia. Se você gosta de praia, reserve mais dias em Los Angeles para poder conhecer tudo em volta. Se gosta de festa, jogue esses dias para Las Vegas, se gosta de cidade agitada com muita coisa legal, joga os dias pra São Francisco.

Agora, uma coisa é certa, antes de fazer o passeio por lá, dá uma olhada no nosso guia de hotéis aqui embaixo. Ele é gratuito e tem muitas opções pra você já escolher onde ficar. Depois desse post, já sai com o roteiro e os hotéis prontos, só falta comprar as passagens! ;)

Solvang, Califórnia
Hearst Castle – Um castelo na Califórnia
Camarillo Premium Outlet na Califórnia
Itália: sugestão de roteiro no país
09
abr
2013
Não falo outra língua, não posso viajar. MITO!

Taí um grande e belo mito que muita gente usa como desculpa pra não sair do comodismo e aproveitar o que há de melhor nessa vida: viajar! Quero saber quem foi que disse que se você não fala outra língua, não pode viajar. Ok, vamos por partes. Se você for fazer um intercâmbio e/ou morar em determinado lugar por trabalho, sim, é interessante (pra não dizer obrigatório) saber pelo menos o básico. Mas para passear isso é mito total! Senão eu não teria ido pra Tailândia e Indonésia, porque oi, falar inglês ou não, dá na mesma.

Bem, começa que falando outra língua ou não, assim que chegar no país o impacto é enorme. Seja inglês, espanhol, italiano ou mandarim, você vai levar alguns dias para se adaptar e entender tudo. Digo por experiência própria, pois quando cheguei pra morar na Itália, eu já era formada em italiano, mas ainda levei umas duas semanas pra me adaptar e entender tudo e todos. Ninguém fala a língua local como os próprios locais, não é fácil pra ninguém. A diferença é que tem quem mete a cara e se vira, e tem quem diga que “não pode viajar sozinho”.

Já na imigração (maior medo da população) você pode solicitar intérpretes. É sério, tem sim e não tem nada de mal em pedir uma ajudinha né? Talvez não tenha em todos os aeroportos do mundo, mas muitos tem e ninguém é tão sacana a ponto de não tentar ajudar um visitante. A imigração não é um bicho de sete cabeças, é só uma segurança de cada país. Antes de brigar com eles, entenda o lado de quem está te recebendo. Eu já passei por gente grossa, por gente que não dá nem oi, por gente super simpática, por gente que não deu a mínima se eu era estudante ou traficante. Já falamos nesse post sobre a imigração e como é tranquilo.

Se você chegar em um lugar como a Tailândia, por exemplo, que tem outro alfabeto e tudo parece desenho, você tem duas opções:

1. ir de excursão com guia

2. língua dos sinais, sempre úteis

3. se tiver um smartphone, não faltam aplicativos pra usar

A primeira opção será com certeza mais cara, mas é um sossego se você for muito tímido ou caso esteja com medo de cometer alguma gafe. A segunda opção é o que a maioria dos viajantes acaba usando por aí. Gente, por favor, ninguém fala todas as línguas do mundo e nem todo o mundo fala inglês. Em alguns lugares bem turísticos lá na Indonésia, vão ter alguns habitantes que falam o básico do básico pra sobreviver e tirar uma graninha extra com os visitantes. Mas você acha mesmo, que em uma vila minúscula em sei lá… Papua Nova Guiné… o povo vai saber falar inglês? Não vai. Aí entram os sinais.

Parece engraçado falar “use a língua dos sinais”, mas acredite, é super útil e são gestos universais. Comer, dormir, banheiro, quanto custa, são movimentos que todo mundo entende. Se tiver sorte, os vendedores/atendentes podem até desenhar pra você entender alguma coisa. Já aconteceu comigo na Escócia uma vez. Eu falo inglês, eles também e mesmo assim rolou uma dificuldade por causa do sotaque deles. A atendente da estação de trem viu que estava com dificuldade, pegou um papel e escreveu tudo bonitinho em um esquema bem fácil. PLIM! Possível barreira linguística resolvida.

Se for moderninho e tiver um smartphone, tem vááários aplicativos pra usar. Tem aqueles que são só dicionários, e tem uns que até falam por você. Super fácil.

Não é vergonha não falar outra língua, vergonha é não viajar por bobeira! Acredite, sempre tem quem ajude, ainda existem pessoas legais no mundo e com certeza você não deve deixar de viajar por este motivo. Aliás, não quero ver leitor aqui do blog usando isso como desculpa! Bora viajar que o mundo é lindo e merece ser visto!!

Sobre viajar sozinha
08
abr
2013
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