Festas: noite em Milão

Que tal um post sobre vida noturna? Sempre que viajo acho super difícil achar informações boas sobre a vida noturna… não aquela de um “barzinho legal”, mas sim sobre as baladas mesmo. Eu não sou mega fã de bar, de vez em quando acho válido, mas prefiro sair pra dançar.

Quando morei em Milão tive a oportunidade de conhecer vários lugares. E é sobre eles que vou contar hoje. De balada à barzinho, De balada à barzinho, conto como é a noite milanesa.

Lá existe muito desse negócio de “aperitivo”. São uns bares/restaurantes que servem aperitivos que vão desde batatinha frita até pratos de massas frias, e você não paga nada por eles, paga apenas o que beber. Ou seja, bebeu uma água de 3 euros ou uma Corona de 6, ou qualquer drink, o aperitivo está liberado. Gostávamos muito de ir a esses lugares para jantar gastando pouco (coisa de estudante estrangeiro que quer gastar viajando). Vou citar alguns lugares que frequentávamos:

1. Todos a Cuba

É o mais baratinho. Fica no começo do bairro Porta Ticinese, quase em frente às colunas, num cantinho meio escondido. O ambiente é bacana e o atendimento é bom. A comida não é a melhor, confesso. Para chegar dá pra ir a pé desde a Piazza Duomo ou, se achar o caminho muito longo, pegue o tram 3 e pare quando vir as colunas do lado esquerdo.

2. Old Fashion Café.

Esse é o mais top, mas não necessariamente o mais caro. O lugar, atrás do Parco Sempione, é grande e muito bonito, com uma área externa super gostosa pro verão. Das 20h às 00h de quarta feira funciona o esquema de aperitivo, paga o que bebe e come a vontade. Só-que toda e qualquer bebida lá, custa 10 euros. Água ou Champagne, 10 euros. O lugar vira baladinha por volta das 23h, e muitos milaneses chegam a partir desse horário só pra dançar. Toda quarta, como falei, tem o aperitivo, e eles são temáticos. Cada semana um país (um esquema para os estudantes estrangeiros), e sempre tem um show típico. É um passeio interessante. Para chegar, vá até a Estação Cadorna, e caminhe duas quadras no sentido do Museu Triennale. É logo atrás dele na Via Alemagna, 6.

3. Gioia 69.

Esse é mais chiquetosinho assim. O preço é o mesmo dos outros, mas a comida é melhor e o ambiente é mais escuro, com luzes coloridas, tendendo para uma baladinha. O endereço? Fácil. Fica na Via Gioia, 69. Como chegar? Parada Gioia da linha verde do metrô.

4. Loolapaloosa.

Esse tem preço fixo, 8 euros + o que beber. O espaço é pequeno, e é bom reservar mesa. O ambiente é bem decorado e a comida é igual à dos outros, a diferença é que tem mais opções de drinks. Ah! E é meio que a luz de velas e tal. Fica no Corso Como, 15. O happy hour funciona das 18h30 às 22h30, depois vira baladinha também.

(Tinha mais um lugar de aperitivo que fui uma vez, um lugar bem escondido, você passava por umas coisas em construção, depois pela cozinha e depois chegava num restaurante lindíssimo, todo a luz de velas, onde uma aérea dele era destinada aos aperitivos. Mas o lugar era tão secreto, que nunca mais achei a entrada!! Quem por acaso achar ou souber o nome, me avisa!?)

Quanto às baladas, são vááárias. Tem de tudo quanto é tipo. Elas abrem de acordo com a estação. Tem casas de inverno e de verão. Mais fácil né? Assim ninguém cansa de ir aos mesmos lugares e de não ter nada de novidade. Vou citar algumas:

1. Rolling Stone

Balada de inverno. É e-nor-me! Em cima tem a pista de pop e embaixo tem uma pista gigantesca de rock. Não sei exatamente o preço de lá, pois como era estudante Erasmus, tinha uma carteirinha que, apresentando na entrada ou não pagava nada, ou pagava 10 euros por 2 bebidas (que era bem válido, porque nada no cardápio sai por menos de 7 euros, tirando a água, claro). Ficava na Corso 22 Marzo, 32, mas parece que mudou de endereço. Ainda não achei a nova sede.

UPDATE: Me informaram que fechou! Tristeeeee!

2. The Club

O mesmo esquema da carteirinha de estudante funciona aqui. O melhor dia desta festa é a quinta feira e como o nome meio que já diz, é uma balada pra hip-hop e rap APENAS. Porém é muito legal. O lugar é super bonito, grande e vai um pessoal bonito. Fica na Corso Garibaldi, 97 e para chegar lá é só descer na Porta Garibaldi, na linha verde do metrô.

3. Karma

Balada de verão, foi a mais legal que fui lá! Na verdade a mais legal que fui na vida eu acho. O lugar é meio longinho. Tem que pegar metrô e depois andar um pouco. Lá é tudo aberto, super bonito, pessoas muito tops e o lugar é todo incrível. Tem umas várias pistas, algumas cobertas, outras a céu aberto, outras em salões… toca de tudo. De pop/rock a rap e músicas dos anos 80. A entrada custa em torno de 15 euros, e tem que ir bem vestido, eles barram na porta. Via Fabio Massimo, 36. Para chegar, pegue a linha amarela do metrô e desça na parada Porto di Mare. Pegue o bus 93 até lá ou vá caminhando, não é tão longe assim.

4. Hollywood Rythmoteque

É talvez a mais conhecida casa noturna de Milão. Nunca fui também, mas dizem que o público é top e que o melhor para ir é o Domingo. Fica na Corso Como 15.

5. Magazzini Generali

O lugar fica em um galpão, e toca música eletrônica também. Do lado de fora tem um espaço quase do tamanho do galpão, e as pessoas ficam ali fora também, pra tomar um ar e respirar um pouco, tanto porque lá dentro é super quente. Fica na Via Pietrasanta, 14.

6. Alcatraz

Essa casa é muito legal também. O espaço é bem grande e tem 2 pistas. Na maior delas, acontecem shows e depois vira pista e toca de tudo. A outra é para música rock. Fica na Via Valtellina, 21. O preço é como o das outras, na base de 15 euros para entrar. Lá acontecem outros eventos e alguns desfiles da semana de moda. Não tem metrô que chegue ali perto (a parada mais próxima é Maciachini, linha amarela) e nem muitos ônibus. Sempre fomos de carro até lá. Fica um pouco afastada do centro mas vale a pena conferir.

Bom, é isso. A cidade tem beeeem mais opções, mas estas tenho certeza que são boas. Alguém já foi em algum destes lugares? O que acharam?

Couchsurfing: hospedagem gratuita

Pra quem gosta de viajar, tem que conhecer o sistema Couchsurfing. Pra mim foi a descoberta do universo! Como não ganho milhares de reais, preciso dar uma economizada pra poder viajar para vários lugares, então esta dica caiu como uma luva!

O Couchsurfing é um site, meio que tipo um orkut, só que com um propósito real: é uma rede social de viajantes do mundo todo que oferecem suas casas para que outras pessoas possam se hospedar. Funciona no mundo todo, como já disse, e existem em cidades pequenas e grandes. Funciona basicamente assim: após criar seu perfil, sempre que quiser viajar e não gastar muito em hotel ou albergue, pode colocar no sistema de busca do site, pessoas na cidade X, que abriguem um numero Y de pessoas (uma, duas, três… quantas forem… mas quanto mais gente para hospedar, mais difícil de achar), e mandar uma mensagem pelo site mesmo. Ai é só pegar o avião e pronto!

Como boa brasileira, sou meio cagona pra esse tipo de coisa, porque né? Vai que me dopam e vendem meu rim? Mas na Europa o sistema é outro. O negócio funciona no Brasil e em toda a América do Sul também, mas aqui eu ainda não me arrisco.

Fui seis vezes no sistema Couchsurfing, e nas três vezes fui super bem recebida. Vou contar de todas as experiências aqui, vai que te encorajo?

Bruxelas – Bélgica

Na primeira vez que optei por esse formato de hospedagem, fui com mais um casal de amigos para a Bélgica. Ficamos na casa de uma menina muito loca, mas super querida. Alem de nós três, tinha um canadense na casa também, e foi muito divertido. Ela e mais um amigo nos levaram em um bar escondido por lá, que é super famoso por ter todas, eu disse TODAS, as cervejas do mundo! Nunca teríamos encontrado este bar sozinhos! Depois ainda compraram uma caixa de chocolates belgas para nós, e nos levaram as 3h30 da manha ao aeroporto. Queridos ou não?

Porto – Portugal

A segunda vez foi em Porto. Eu e um amigo ficamos na casa de alguns brasileiros e claro, me senti em casa. O prédio tinha quatro andares e era só deles, moravam varias pessoas e era sempre uma festa. Tínhamos até um quartinho só pra gente! E assim como em Bruxelas, tinha mais um couchsurfer lá, um islandês (eu acho… não lembro direito).

Bari – Itália

A terceira vez foi em Bari, sul da Itália. Eu entrei em contato com uma mulher, e ela disse que talvez eu e mais 2 amigos poderíamos ficar na casa dela. Quando chegamos na cidade, liguei para ela, e ela disse que como tinha um filhinho pequeno não poderia nos receber ali… *momento decepção*. Maaaaas, como ela trabalhava num hotel, poderia arranjar um quarto pra gente. Ok, teríamos que pagar, mas tudo bem. Quando nos encontramos com ela, super simpática, nos levou para a sede nova do hotel. Um quarto de dois andares, todo confortável e ótimo, e não, não tivemos que pagar nada! Olha o vídeo:

Ficamos hospedados lá sem o menor custo! Sem contar que no dia seguinte ela e o marido nos levaram até uma confeitaria típica da cidade para tomar café da manha, e não, não pagamos pelo café também!

Bogotá – Colômbia

Depois dessas rodadas na Europa, ainda fiz couchsurfing em Bogotá. A princípio o país é bem tenso e todo cuidado é pouco, mas escolhi bem. A casa em que ficamos era em uma região ótima, de uma família muito bacana e que estava recebendo couchsurfers pela primeira vez. Responsabilidade de deixar uma boa impressão a eles, né? A família era viajante também, e já tinha morado em vários países. Como um dos filhos estava viajando, tinha um quarto enorme de sobra, e foi lá que ficamos, no maior conforto de todos.

Acabei não tirando foto com nossa host, então fica a entrada da casa

Inclusive, o café da manhã era trazido em bandejas separadas e personalizadas, e o pai da nossa hóspede ainda fez a gentileza de nos levar de carro até a Catedral de sal em Zipaquirá. Foi outra experiência muito boa.

Zurique – Suíça

Em Zurique quase tivemos um problema. Explico: eu e Fabinho escolhemos um couchsurfer, e estava tudo certo até 2 semanas antes da viajem. Nosso host mandou uma mensagem dizendo que não poderia mais nos receber. Ok, fomos atrás de outro e, enquanto fazíamos a pesquisa e mandávamos os pedidos, o tal host enviou outra mensagem dizendo que poderia nos receber sim. Bom, perfeito então.

Aí que 2 (dois!) dias antes da viagem, ele manda nova mensagem dizendo que não poderia nos receber. Brincadeira né? Bom, em ato de desespero (até porque hotéis e hostels em Zurique são caríssimos), coloquei uma mensagem na página de Zurique, e por sorte em 15 minutos umas 5 pessoas se ofereceram para nos receber. UFA!

Ficamos na casa de um turco que morava lá há anos, e também tinha um quarto especial para nós e instalações ótimas. Infelizmente ele estava com a maior gripe e teve que ficar de molho em casa durante os três dias que ficamos lá, mas foi muito bacana com tudo. Sorte que conseguimos onde ficar!

Roma – Itália

Quase desisti de conseguir alguém em Roma, de tão difícil que foi. Tem muitas opções de hosts por lá, só que ninguém respondia. Aí enfim uma menina respondeu dizendo que não poderia me receber porque havia recebido outros 60 pedidos para a mesma data e ela já tinha aceitado alguém. Fiquei bege né, 60 pedidos! Já estava até buscando alugar um quarto na casa de uma amiga de um amigo, até que recebi uma resposta positiva.

Foi a primeira vez que fiz couchsurfing sozinha, mas tranquilo porque a menina também morava sozinha. Experiência incrível, a host muito querida fez um jantar especial no 1º dia, fomos juntas no cinema e no outro dia ela me levou em um bar de aperitivo bem bacana.

Contei pra ela da menina que recebeu 60 pedidos, e ela disse que sim, recebem MUITOS pedidos. Ela contou que quando abriu o perfil dela no couchsurfing, em 48h tinham 32 pedidos. Muito né? Roma realmente é uma cidade muito cheia, e aconselho buscar opções bem antes da viagem, porque fica tudo lotado sempre.

A princípio esse negócio de ficar na casa de desconhecidos pode ser meio estranho, mas fui tão bem recepcionada nas minhas aventuras, que já não vejo problema algum nisso! E ai? Mais alguém já se aventurou pelo Couchsurfing? Ou ainda acham muito arriscado??

Não tem como não amar Veneza!

Venezia… ahhh Venezia… Não sei se posso dizer que é minha cidade italiana preferida porque adoro todo o país em questão, mas tive a oportunidade de estar 3x na cidade que está afundando, e posso dizer que meu coração bate mais forte sempre que falo nela ou vejo alguma reportagem na TV.

Por mais que você não faça nada por lá, não vá a nenhum restaurante mega importante, ou museu ou compre coisas típicas, estar em Venezia já basta. A cidade é muito diferente, muito curiosa, sem contar todas as lojas incríveis de mascaras espalhadas por quase todas as ruas do labirinto veneziano.

veneza

Minha primeira vez na cidade foi com meus pais. Ficamos hospedados em Mestre (parte da cidade que é no continente), pois andar com malas pela ilha é algo meio tenso. Para ir do continente até a ilha, tem um ônibus que custa 4 euros ida e volta, e a viagem leva 10 minutos no mááááximo. A cidade é entupida de turistas. Muitos brasileiros e muitos americanos, por todos os lados. Tirar foto nos lugares turísticos (ou seja, a cidade toda) pode ser uma aventura.

venezia

Me apaixonei perdidamente pelas máscaras. Queria levar todas, mas não tenho dinheiro para isso, hahaha. As peças feitas de vidro de Murano também são lindas, e típicas da cidade. Mas tem que ter cuidado para trazer, pois é vidro, e tipo, quebra. (Murano é uma ilhazinha pertinho da ilha de Venezia, existem passeios para lá e para Burano, outra ilha, custam 13 euros).

venezaMontando pro Carnaval!

Para ir de um lado para o outro você tem duas opções, ir a pé ou pegar um Vaporetto, um ônibus marítimo, meio de transporte mais utilizado pelos venezianos e custa em torno de 3 euros a passagem. Funciona exatamente como um ônibus e tem varias paradas. Também existem os táxis venezianos, que são lanchas que te levam com exclusividade para os lugares (mesmo sistema de táxi normal).

Outra coisa que não dá para perder, é comer um pedaço de chocolate nas ruas. São vendidos em varias banquinhas e confeitarias, e custam 2,50 euros, mais ou menos. Em todos os lugares na Itália, tem carrinhos que vendem nozes com chocolate. É bem comum ver os italianos comendo isso.

veneza

Os pontos turísticos típicos são indispensáveis: Piazza San Marco, a Basílica de San Marco e o Campanário logo a frente, a Ponte dos Suspiros, Museo Accademia e a Ponte de Rialto, com sua feirinha de artesanato.

Você deve estar se perguntando sobre as gôndolas, certo? Pois então, elas existem em todas as partes, mas eu achei um passeio meio caro, acho que era uns 40 euros ou algo assim…. Achei melhor passar, não só pelo preço meio abusivo, mas também porque os canais são meio fedidos… a água que passa por lá não é limpinha.

Lá tem um museu Guggenheim, mas quando chegamos era meio tarde e estava fechando, não pude entrar, mas a lojinha de presentes e a entrada é bem bonita!!!

veneza

A segunda vez foi com amigos, para o Carnaval. Vou falar dele mais adiante, com mais especificações e detalhes, mas só pra dar um gostinho, deixo registrado que achei que seria diferente, mais animado e tal… A festa é meio que silenciosa, você não escuta musica nas ruas. Fiquei sabendo que as festas são fechadas, apenas para convidados, mas como não sou da realeza, não fui convidada. E se a cidade já é cheia normalmente, no carnaval estava entupida. Mais detalhes em breve.

Se você ficar hospedado muito tempo na cidade, e quiser visitar cidades vizinhas, sugiro Verona (o trem mais barato custa em torno de 14 euros ida e volta), a viagem dura 1h10; ou Milão (o trem custa em torno de 30 euros ida e volta na segunda classe e 44 euros na primeira) e a viagem dura 3h30.

Mais informações sobre horários e preços consulte Trenitalia.

venezaNo carnaval mais frio e chuvoso de sempre, mas na melhor cidade!

Um primeiro oi – 2 em 1

Então tá. Vamos começar?

Viagens, preços, dicas, restaurantes, compras. Tudo o que for relacionado à viagens que nós aqui do Finestrino somos viciaaaaadas. Vamos contar nossas experiências mundo afora, além de trazer convidados para escreverem sobre os lugares que (ainda) não fomos e não podemos contar pra vocês.

Não somos jornalistas, somos duas designers gráficas que aproveitam qualquer oportunidade para viajar. Também não viajamos no luxo, fazemos de tudo apenas para chegar aos lugares, o que dá um toque de aventura a cada novo lugar que conhecemos.

Vamos fazer de tudo pra contar o bom e o ruim, o indispensável e o dispensável, o caro e o barato de cada cantinho do mundo!

E aí? Pronto pra conhecer novas culturas com a gente?

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