Chillán no verão!

Se tem uma coisa que a gente faz por aqui, é ir em épocas não convencionais pros lugares, haha. Digo isso porque um dos nossos posts com mais acessos da história do blog é o Valle Nevado no verão que, como todo mundo sabe, é um destino totalmente invernal. Assim como Chillán.

Não é que a gente não goste de neve, pelo contrário, adoro e acho muito legal esquiar, mas acontece que esses destinos 1.são beeeem carinhos no inverno e não tá rolando agora e 2. eles estavam já no nosso caminho de veraneio, e por quê não visitá-los? Fomos!

chillán no verão

Chillán é o seguinte, é uma cidade bem no meio do Chile (entre Argentina e costa), fica ali na Ruta 5 mesmo (estrada que corta o país todo) e honestamente? Tem nada. Assim, ok dar uma volta rápida e pronto. O point mesmo é toda a parte de esqui que na verdade mesmo, é bem afastada dali.

Você vai ficar no Valle Las Trancas, que fica a mais ou menos 100km de Chillán, sentido Argentina. É lá que estão as atrações, as montanhas, as cabanas. Mesmo indo pra Chillán no verão, o lugar é lindíssimo, a paisagem na estrada para e por lá é linda, e Las Trancas é toda uma gracinha. Está cheia de restaurantes, pequenas lojas e mercadinhos, cabanas e trilhas.

las trancas chillán

Diferenças inverno e verão

A diferença é gritante do inverno pro verão. Pra começar o clima e a paisagem. Enquanto no verão o sol fica forte e a gente passa calor (a noite ainda é frio, chegamos a pegar 7 graus), no inverno não dá pra andar com carro sem corrente nas rodas e tudo fica coberto pela neve alta. Olha só:

chillan inverno

Já no verão, completamente diferente:

chillán

No verão o Valle fica muito vazio se comparado ao inverno. Não é que é deserto e não tem onde comer ou o que fazer, pelo contrário, tem muita coisa aberta. O próprio hotel Termas de Chillán (esse que aparece na foto inclusive), que é o ponto mais famoso pela estação de esqui, fica aberto durante o ano inteiro, e vimos MUITOS chilenos indo pra lá curtir as piscinas e a vista. Sem contar a tranquilidade do lugar, né?

Essa estrada vazia? Também, algo que você só encontra no verão e pode apreciar bem tudo, parar pra fotografar, dirigir como quiser. Já no inverno, é congestionamento puro. Para ir das cabanas, que ficam mais abaixo, para a estação de esqui, você vai demorar um tempinho sim. A boa coisa é que a estrada é perfeita, muito bem cuidada, tem assistência em vários pontos e não é nada tão isolado e remoto assim. É claro que, se você não tem experiência para dirigir na neve, contrate o transporte. Porque sim, a estrada é boa, mas neve escorrega, chove e né, são montanhas com áreas de risco.

Quanto aos preços, são os mesmos nas duas épocas. Como achei o Chile inteiro caro mesmo, isso não vai te assustar. A comida está cara, então já não vai fazer diferença se houver alguma variação.

O que fazer no verão

No verão tem muitas atividades pra fazer por lá também! No inverno temos a estação de esqui, passeios de trenó, termas pra curtir na neve e teleférico subindo montanhas.

Já no verão temos muitas trilhas, pequenas escaladas, motocross, cavalgadas e tirolesas. Uma visita indispensável é a trilha no Valle Shangri-la, onde podemos ver o vulcão Chillán e a paisagem lunar por ali. É possível seguir em uma trilha mais longa e chegar em uma lagoa, a Huemul, mas esta não fomos pois estávamos sozinhos e já estava ficando tarde. A sensação desse lugar é que o fundo dela nunca foi atingido! Pensem!

chillán verão

No hotel Termas de Chillán, tem várias atividades também, e você pode passar o dia lá. Dá para ficar nas piscinas térmicas, jogar golf, fazer massagens e fazer observação em telescópio (o céu lá é absurdo a noite!).

Eu vi em um site gente dizendo que não vale a visita no verão. Olha, na boa, vale sim. Achei o lugar lindíssimo, tranquilo, Las Trancas é uma graça e o povo bem receptivo. Nós passamos a noite de ano novo lá e não nos arrependemos de fazer essa paradinha. É claro que não é um lugar pra ficar 5 dias no verão porque sim, vai dar uma cansada caso você queira mesmo é fazer atividades diversas. Em 2 dias já esgotam as opções. Mas sinceramente, adorei conhecer Chillán no verão. Uma delícia de lugar.

Onde de hospedar

Nós tivemos 01 probleminha nessa questão. Aliás, acho que foi o único problema da viagem toda. Quando você for buscar hotel em Chillán, todos que vão aparecer serão em Las Trancas. E nem se assuste com o preço do Termas de Chillán, tá? Porque tem outras milhões de opções lá e você pode só ir pra lá esquiar mesmo.

Enfim, como contava, tudo vai te jogar pra Las Trancas, porque bem, é lá o poin. Tem de tudo e de todos os valores. Tem hostel, tem domo (olha esse que demais), tem cabana. A coisa é que grande parte é de cabanas para 4, 5 ou 6 pessoas, e pra ir em 2, o preço fica mais salgadinho. Mas pra ir de galera os preços são maravilhosos! Bem, depois de muito pesquisar, encontramos um que tinha opção de quarto para 2 e com preço bem legal. Ótimo, reservamos! (como era noite de ano novo, também não tava afim de ficar em algum lugar tão simples, sabem né)

Chegamos em Las Trancas, fomos procurar o local. Ficamos UMA HORA procurando e nada! Assim, a região é tipo 1 rua, com algumas estradinhas entrando nas laterais, não é difícil sabe? Mas não tem nome nas ruelas e justo ESSE hotel não tinha sequer uma placa indicando a entrada!! Todos os outros tinham. O nosso não. Perguntamos umas 4x e nada. Sério, a gente tava muito puto com isso. Aí perguntamos para mais uma pessoa, e o cara foi muito legal, jogou no google maps dele (porque o nosso era offline e as vezes não marca tudo no mapa, ainda mais nesses lugares remotos), não sabia onde era, ele parou mais umas pessoas e perguntou e só assim, ENFIM, encontramos.

Ok, que bom né. Lugar simples mas ok. Fomos fazer check-in. Pergunta se tinha alguém pra receber a gente. Não tinha! Tinha um papel colado: chegando favor ligar x. Gente. Vem cá. Lugar turístico. Nem todo mundo compra chip de telefone porque hoje existe uma coisa mágica chamada wifi que facilita tudo. Não tínhamos como ligar, querido. Desistimos. Ficamos tão putos de já ter perdido 1h, chegar lá e não ter ninguém… saímos e fomos pra outra cabana na frente.

Acabamos pegando uma cabana para 5 pessoas, na El Leñador. Lá custava 50.000 pesos (R$ 295), e o que falei, pra dividir em 5 é muito ok! Bom, gostamos da dona, do lugar, a cabana tinha tudo, lareira – nossa, no verão, pra quê? – toalhas, cozinha, 2 quartos, piscina. E a lareira, usamos? Ahhh meu bem, usamos sim. Fez 7 graus de madrugada, tenso! Ficamos bem quentinhos lá, hehe.

chillán no verão

Em Las Trancas tem centenas de opções mesmo. Muitas cabanas não tem café incluso, porque elas são apartamentos né? Tem cozinha e você pode fazer tudo lá, e fica mais barato mesmo.

chillán verão

Mais sobre o Chile:

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Parque Nacional 7 Tazas e onde se hospedar para visitá-lo

Se tem uma coisa incrível no Chile, essa coisa é a natureza. É impressionante a quantidade de parques e reservas para visitar! São florestas incríveis de araucárias, desertos, centros de esqui, vulcões, cachoeiras… é realmente um país completíssimo, e para isso você vai precisar de tempo.

Nós visitamos alguns parques, infelizmente não deu pra ir em todos os do caminho porque são sempre afastados, a maioria fica pro lado interno ali pelas cordilheiras e fronteira com a Argentina, e no mínimo você leva 1h ou 1h30 só pra chegar neles. O Chile é uma país estreito, você atravessa rápido teoricamente, mas para chegar nesses lugares as estradas são em sua maioria, de terra, o que deixa o trajeto mais lento.

O primeiro parque que visitamos foi a Parque Nacional 7 Tazas (tem site aqui), que fica na região entre Curicó e Talca. Nós optamos por vir lá da região do Valle de Colchagua pra Curicó, dormimos e seguimos pro parque no dia seguinte. Mas você também poderia dormir em Talca, por exemplo. Falo no final do post sobre as 2 opções, ok?

Bom, pra chegar de Curicó pra lá levamos um pouco mais de 1h porque paramos 2x no caminho pra ver paisagens. Em uma delas não consegui fotografar porque lá tem um inseto MONSTRUOSO, que ficava vindo em mim. (quem viu o stories já sabe do que estou falando). É tipo uma butuca misturada com abelha imensa, e fica rodeando a gente, uma coisa infernal!

paruqe 7 tazas chileUm pouco da estrada, uma casinha no meio da floresta (conseguiram ver?) e um lago no meio da estrada pro Parque 7 Tazas.

Chegando no parque, turistas pagam 5.000 pesos (R$ 29,50 na cotação da viagem) e podem ficar o tempo que quiser e visitar 2 parques que a Reserva abrange. Aqui é possível chegar de carro até bem a entrada dos parques e então começar as trilhas. Tem trilha de todos os tipos, níveis, dificuldades.

parque 7 tazas chile

Na primeira parada andamos cerca de 1h, parando, fotografando… tudo muito tranquilo e a maior parte plano. Onde tinham descidas, era com plataformas com escadas, tudo muito sinalizado e apropriado para segurança e comodidade de todos. Também tem banheiros e guardas nas entradas.

7 tazas chile

Nesse lado já vimos muita coisa linda, cachoeiras, as 7 tazas que são tipo várias piscininhas que vão caindo em cascata pelas pedras… uma coisa maravilhosa mesmo. A cor da água é indescritível, de um tom azul esverdeado e super transparente que só vendo lá pra entender.

parque nacional 7 tazas chile

parque 7 tazas chile

Na sequência seguimos mais a frente do parque e, apresentando o primeiro ticket, entra-se gratuitamente. Ali é o local para trilhas mais puxadas. Nessa região tem, se não me engano, 6 vulcões e é possível subir muita coisa por lá e se aventurar.

Nessa parte tem 3 opções de trilhas. Uma de mais ou menos 1h ida e volta, que foi a que fizemos e leva só até uma vista simples das montanhas (vide abaixo); uma trilha de 4h que já te leva mais longe e perto dos vulcões; e tem outra que leva tipo 1 dia, já é pra acampar e tal. Claro que essa é a que tem melhor vista, mas né, não é pra mim. Aliás, muitas trilhas são de 1 ou 2 dias pelos parques no Chile, porque eles não liberam acesso de carro e é tudo escalando coisas e passando por lagos. Mas assim, muitas mesmo. É trilha mais profissional um pouco, eu diria. Ainda não me aventuro nessas.

parque 7 tazas chile

Dali saímos e paramos em uma parte do parque que é particular, e pagamos mais 2.500 pesos cada. A trilha é facílima também, 1h ida e volta no máximo e aí vemos todo o outro lado da 1ª parada. É tudo sinalizado e muito fácil. A parte mais “dificil” é descer poucos metros para chegar no Salto La Leona, que é aquela cachoeira lá da primeira foto do post:

parque 7 tazas

Agora, não se engane. Terão pessoas tomando banho ali, mas… que-coisa-gelada-plmdds! Não sei como gente, não sei como essas pessoas entraram nessa água! Nós nem aguentamos ficar com os pés nela, de tão congelante!

Ah, sobre o almoço! Tem algumas vendinhas lá e muitos campings. Nós optamos por passar no mercado antes e comprar algumas frutas, água e bolacha pra garantir um almoço mais em conta e na hora que quiséssemos. Descemos até um ponto de banho, em algumas pedras e comemos ali mesmo. Só lembre de levar o lixo com você, ok?

parque 7 tazas chile

O passeio no Parque Nacional 7 Tazas é para um dia completo. Não precisa madrugar pra ir e nada, porque os dias no verão acabam às 21h, e dá pra aproveitar super bem, mas é 1h-1h30 de estrada + todas as trilhas que quiser fazer + volta. Então não dá pra encaixar com outro passeio. No máximo um rolê em Curicó ou Talca, dependendo de onde estiver hospedado.

ONDE SE HOSPEDAR EM CURICÓ

Como falei, dormimos em Curicó e seguimos pro parque no dia seguinte. A cidade é bem pequena, mas é bem bonitinha, sabia? Um passeio ali é gostoso, tem uma pracinha, uma região com vários restaurantinhos, algumas igrejas interessantes. É o passeio pra juntar com o Parque, nada a mais.

curicó

Lá nós ficamos no Hotel Diego del Almagro, que é uma rede chilena muito grande. Esse hotel é bem novo, e de uma qualidade incrível. Quartos muito amplos, café da manhã completíssimo e uma piscina aquecida deliciosa e perfeita pra relaxar depois dos passeios. Gostamos bastante do hotel, e dá pra fazer tudo a pé na região, ele é bem localizado.

hotel curicóEu e meu nado sincronizado comigo mesma

ONDE SE HOSPEDAR EM TALCA

Talca já é menor que Curicó e não tem o que ver, é só um ponto pra dormir mesmo. Ainda assim tem tudo, tá? Tem restaurantes, lojas, mercados… não pense que é uma vila, hehe.

Lá ficamos no Eco Hotel, também muito bem localizado e com tudo novinho. O quarto também é bem amplo, com ar condicionado, café bem completo, piscina e wifi. Achei o preço bem atrativo também, na época que fomos, foi o mais econômico de toda a viagem. (com certeza o valor muda conforme época né, então dá uma olhada).

hospedagem em talca

As duas paradas servem para a visita ao Parque Nacional 7 Tazas, é uma distância similar, o parque fica tipo no “meio” das duas cidades, tirado pro lado argentino.

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Onde se hospedar no Valle del Colchagua e o que fazer

Já falei aqui semana passada que o Valle del Colchagua está cheinho de vinícolas né? Bom, quase que o Chile todo está cheinho de vinícolas, e nós fizemos uma parada estratégica próximo à cidade de Santa Cruz. Como não queríamos fazer trajetos tãoooo longos de carro, fomos escolhendo alguns lugares pelo caminho, mesmo que não muito conhecidos e em cidades menores. Nossa primeira parada para dormir depois de Santiago seria nesta cidade.

Santa Cruz em si não tem muito o que fazer, tirando o incrível Museo del Colchagua, que já contei tudinho aqui. Tirando isso não tem muito. O que tem muito mesmo são hotéis bacanérrimos, no estilo boutique e super reservados nas estradas próximas, na região conhecida como O’Higgins, a caminho do litoral. Sério, vocês não tem uma noção da quantidade de lugar legal por ali! Impressionante!

bellavista de colchagua

Nós escolhemos o Bellavista de Colchagua, um boutique com poucos quartos e atendimento exclusivo no meio do vale.

hotel bellavista de conchagua chile

O hotel é uma delícia, bem reservado, sem barulho, com uma piscininha que você respeita, atendimento MUITO exclusivo e cada quarto tem nome de uma uva (eu mostrei isso no stories quando estava lá). Nós ficamos no quarto pinot noir, e ele é equipado com tudo. Tinha uma varandinha com mesa caso quiséssemos comer ali, TV, banheiro com os amenities mais cheirosos ever (de uva! uma delícia!!), toalhas pra piscina e banho, secador. Super aconchegante, boa cama, bom chuveiro.

quartos hotel bellavista de colchagua

Nós jantamos um dia lá, porque estávamos na piscina e ficamos com preguiça de voltar pra cidade e sair. Tem poucas opções, como massas e sanduíches, e nós pedimos um macarrão bolonhesa que foi extremamente bem servido. Não aguentei comer tudo não! Ahaha

Outra coisa que gostamos muito foi o café da manhã. Ele é feito na parte interior da casa maior e você marca a hora que quer tomar, assim eles preparam tudo fresquinho, em uma mesa só tua e com as coisas que você quer. É uma fartura! Tem frutas, suco natural, chá, café, omelete, pão quentinho… a gente não parava de comer, simplesmente!

bellavista de colchagua

Valeu demais a pena ficar nesse hotel. Mais reservado que na cidade, mais gostoso e caminho para outros passeios na região. Para reservar, clica aqui.

ARREDORES

Além de Santa Cruz e do Museu de Colchagua, você pode seguir caminho pro litoral, passando o hotel. Ou seja, dá pra sair de Santiago, visitar Santa Cruz, ir pro hotel e no dia seguinte seguir adiante com mais alguns passeios. A gente foi só um pouco pra frente, pois na verdade já tínhamos uma outra programação pro sul, e que não incluía o litoral. Mas vou deixar as sugestões aqui pra vocês:

Viña Santa Cruz

Outra parada legal que eu queria ter tido tempo de fazer é a vinícola Santa Cruz, uma das maiores da região. De fato, o local é imenso, tem um pequeno teleférico, tem passeios para crianças, um observatório e também o museu do automóvel, também do mesmo grupo dos museus acima citados. Ela fica a mais ou menos 6km do hotel.

viña santa cruz

Lolol

Essa cidade eu amei o nome, pra começar, haha. Eu queria muito dar uma passada lá por causa disso e aí no hotel comentaram que tinha uma boa feira de artesanato e tal. Bem, fica a tipo 9km do Bellavista, então fomos claro.

Mas infelizmente tinhamos a parte da manhã pra visitar e as 10h da manhã estava tudo fechado ainda! A cidade é minúscula, a parte turística se resume a 2 ruas: uma que vai e outra que vem, de 2 quadras basicamente. É ali que fica o Museu de Artesania Chilena, que é do mesmo grupo do Museu de Colchagua. A visita lá dura cerca de 1h segundo nos falaram.

Além disso você verá pequenas casas em madeira e bastante coisa ainda destruída, por conta do último terremoto. É uma visitinha rápida, mas né, Lolol. Nada ganha desse nome fofinho. =D

Litoral

Seguindo um pouco mais adiante, você já chega na costa chilena. Ali tem diversas praias para visitar, mas como disse, não tínhamos tempo e a dona do hotel comentou que não eram as mais bonitas. Que era boa para surfistas e tal. Aí desmotivou a nossa parada, não íamos espremer nosso tempo em algo que nem curtiríamos muito. Mas de fato, se você surfa, tem que ir pelo menos a Pichilemu, porque é O point chileno pra isso.

PichilemuFoto de Travel Chile

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Museu de Colchagua em Santa Cruz, o maior museu privado do Chile 

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Museu de Colchagua em Santa Cruz, o maior museu privado do Chile

Depois de Santiago, seguimos para Santa Cruz, que fica a mais ou menos 180km da capital. Começamos a descer e escolhemos parar nessa região de vinícolas. É impressionante a quantidade de vinícolas e opções de passeios por elas!  Aliás, essa região chama-se Vale de Colchagua e conta com mais de 30 vinícolas.

Fomos a Santa Cruz como uma base. A cidade em si não tem muito além da pracinha histórica, mas é lá que fica o Museu de Colchagua, maior museu privado do Chile. Assim como eu, é bem capaz que você esteja achando que “ok, deve ser grandinho, mas nem tanto assim”. Ledo engano, le-do engano.

museu de colchagua chile

O Museu conta com mais de 10 mil peças que contam a história do Chile e da América do sul principalmente. Lá encontramos peças fósseis originais encontradas no Chile, objetos dos antigos Mapuche (índios), peças das colonizações, peças de decoração vintage, uma galeria imensa apenas de jóias dos antigos habitantes, uma pequena exposição de carruagens, maquinários rurais antigos, exposição de armas, um trem antigo e ainda um museu em homenagem aos mineradores resgatados no Atacama em 2010.

chile museu de colchaguaAcima o plano de divisão das salas

O espaço é perfeito! Está todo organizado, catalogado, enumerado, identificado, limpo, em sequência… é uma delícia passear por lá.

museu de colchagua

museu de colchagua chile

O ingresso não é barato, custa 7.000 pesos por pessoa (atualmente R$ 41,30), mas vem com audio guia em português e você pode utilizar o bilhete por 48h. Quando a atendente me disse isso, achei exagerado, qual a necessidade de voltar mais um dia em um museu, não é mesmo? Mas dá vontade sim, porque o lugar é imenso e pra ver tudo com calma, ler e ouvir tudo, é necessário mais de uma visita.

museu de colchagua santa cruz

É uma visita com certeza espetacular. Em uma cidade que não tem muito o que fazer, é uma boa pedida pra visitar entre vinícolas da região. Pode contar uma parada de pelo menos 3h30 aí sim.

museu colchagua chile

Serviço:

Endereço: Av. Errázuriz 315, Santa Cruz (fica muito próximo à praça central)

Horário: Segunda a Domingo, das 10h às 19h

Site: info@museocolchagua.cl

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Vinícolas no Chile: a clássica Concha Y Toro

Quando falei de Santiago, não incluí um passeio que todo mundo faz quando está lá por motivos de: ia fazer essa mini série de vinícolas no Chile aqui na sequência. Na verdade é passei meio lei assim “quando em Santiago, visite a vinícola Concha y Toro”, basicamente. Tanto que há inúmeros tours e excursões pra lá. É bem bacana também, porém algo totalmente diferente das outras duas que contei, a Miguel Torres e a San Pedro, que também já são bem mais ao sul.

Se tiver a oportunidade/tempo enquanto estiver visitando a capital chilena, sugiro fazer a visita à esta vinícola também. O lugar é meio longe, do tipo que não dá pra ir a pé não (igual aos outros passeios que mencionei em Santi, he), fica no bairro Cellar at Pirque cerca de uns 40 minutos (27km do centro) de carro.

Pra começar o lugar é lindo, super bem cuidado e dá vontade de passear por lá o dia todo. Sem contar que eles tem um foco muito mais turístico do que as outras que contei aqui. Na Concha y Toro você fará um passeio mais turistão mesmo, vai estar mais cheio, vai ter fila pra comprar talvez e horário pra ir e vir, dependendo do seu tour.

Chegando você tem que colocar um adesivinho, como se fosse um crachá, indicando que pagou. Se comprar o passeio dentro de um pacote turístico, o próprio guia vai se responsabilizar por isso e você nem precisa se preocupar. Eu fiz assim, e não lembro quanto era o passeio (esse faz anos que fiz). Hoje em dia acredito que tudo deva girar em torno de R$ 80, pois houve bastante inflação e com base no das outras, posso imaginar isso.

Quando está lá dentro do complexo, você entra no grupo de turistas da vez. Nosso guia era incrível, muito simpático, sabia muito sobre a vinícola e sobre a história chilena e deu uma base bem boa de informações para nós. O passeio te leva por algumas áreas de plantação das uvas e passa pela antiga casa dos proprietários. No final somos levados aos depósitos dos vinhos e conhecemos ao Casillero del Diablo.

Logo após somos levados para uma degustação de dois vinhos – tinto e seco – e o mais simpático é que a taça personalizada, é de brinde. Inclusive foi nela que fiz meu “scrapbook” do Chile.

Claro que como o que vale é vender bastante vinho, a última parada do passeio é uma mega loja linda. Impossível sair de lá sem nada, ainda mais em umas das vinícolas mais conhecidas do Chile.

Para este passeio vai ser bem fácil pedir na sua agência de viagens ou até mesmo no balcão do seu hotel. No que ficamos, vi que tinha a opção de comprar o tour.

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Vinícolas no Chile: Viña San Pedro

Continuando a mini série de vinícolas no Chile, a outra que visitamos nessa viagem foi a Viña San Pedro. Se a vinícola Miguel Torres ganhou com a melhor explicação disparada, essa ganhou com a melhor vista e melhor vinho da viagem. Disparadíssimo!

A vinícola San Pedro é imensa, tem uma fabricação bem importante e tem várias vinícolas espalhadas pelo Chile. A que nós fomos é a Grandes Vinhos, que produz apenas 5 vinhos tintos muito selecionados: o Sideral (que são apenas 9 mil caixas/ano); o Cabo de Horno (1500 caixas/ano); o Altair (também 1500 caixas/ano) o Tierras Moradas e o Kankana del Elqui (ambos com 500 caixas/ano).

vinhos san pedro

Aí você fala “nossa Anna, mas que pouquinho, se comparado às outras vinícolas!”. Então, sim, é bem menos para esses vinhos específicos, até comparando com a vinícola que falei no último post, a Miguel Torres, que produz 8 milhões de garrafas/ano. Mas é que vocês não estão entendendo o grau de qualidade de lá. Para se ter uma ideia, o Altair que é o top da linha (by the way, que-vinho!) e o Cabo de Horno só são produzidos se o clima do ano estiver de acordo com os padrões para manter o mesmo resultado final. Senão, não é produzido. É nesse nível de perfeição a coisa toda.

vinícola san pedro chile

Nós marcamos um almoço lá, no último dia da viagem, e acabamos chegando super tarde (15h!), então a visita à vinícola, produção e degustação fizemos um pouco correndo. Assim como na Miguel Torres, é só com agendamento, tanto visita quando almoço, ok?

Agora preciso falar, que vinho é esse Altair que eles serviram? Gente, melhor vinho disparadíssimo. Seco sem ser muito seco, com toque de Cabernet Sauvignon mais suave, apenas perfeito.

No almoço, cenário de filme, só isso. O restaurante, ou melhor, quincho como eles chamam, fica em cima da colina e todas as parreiras embaixo a perder de vista, e laterais com cordilheiras. É uma vista espetacular, extremamente romântica, o dia estava lindo e o ventinho deu um clima bem gostoso pro almoço.

vinícola san pedro chile

Lá nos foi servido 2 entradinhas, salada, prato principal e sobremesa. Fomos atendidos com muita exclusividade, tudo na maior perfeição. A carne estava excepcional (desculpem, acabei não perguntando se tem opções vegetarianas), os legumes, as batatas… Foi aquele almoço que você não quer que acabe nunca mais, sabe como? Não queria nunca mais sair de lá, mas tivemos que sair porque eles já estavam fechando e a gente almoçando ainda hahaha às 18h!

vinicola san pedro chile

vinicola san pedro

Para chegar lá você precisa estar de carro. Não precisa ser um locado seu, mas quem sabe pode ver com eles o deslocamento, uma excursão e tal. Fica mais ou menos a 119km de Santiago, e a gente vai entrando por uma rua cheia de vinícolas e vai entrando e vai entrando… é a última possível. Então melhor estar de carro. De qualquer forma, já deixo um mapinha aqui, que está no site deles, pra vocês terem uma ideia:

mapa viña san pedro

vinicola san pedro chile

Mais sobre o Chile:

– Roteiro Chile: 17 dias de carro 

– Quanto custa viajar de carro pelo Chile

– Dirigir no Chile: tudo o que você precisa saber

– Vantagens e desvantagens de fazer uma viagem de carro pelo Chile

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Vinícolas no Chile: Viña Miguel Torres

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– Museu de Colchagua em Santa Cruz, o maior museu privado do Chile

– Onde se hospedar no Valle del Colchagua e o que fazer

– Parque Nacional 7 Tazas e onde se hospedar

– Chillán no verão!

– O que fazer em Pucón, Villarica e região

– Onde se hospedar em Pucón: Glamping Pucón, único acampamento de luxo do Chile

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– O que fazer em Puerto Varas e região

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– Uma parada em Valdivia

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Vinícolas no Chile: Viña Miguel Torres

Nesta viagem temos que: visitar vinícolas no Chile! Sem dúvidas! Mesmo eu não sendo a pessoa mais fanática por vinhos, achei por bem que precisávamos visitar algumas durante essa viagem, porque pô, tava ali NO vale dos vinhos!

Escolhemos visitar 2 vinícolas no Chile, a Viña Miguel Torres e a Viña San Pedro (que falo melhor no próximo post). As duas ficam relativamente perto uma da outra, mas a gente escolheu fazer uma na descida pro sul e outra na volta, antes de chegar em Santiago. Otimizando tempo, trajeto, estrada… essas coisas.

Nossa primeira parada foi a Viña Miguel Torres, uma vinícola familiar e super tradicional da Espanha! Sim, o dono é espanhol, é a mesma da famosa Torres de lá. Se alguém já conhece a famosa marca espanhola, já sabe que a qualidade é lá em cima.

viña miguel torres chile

Visitas à vinícolas são geralmente muito parecidas né? A gente passeia pela plantação, explicam mais ou menos os processos, degustação e fim. Sim, não é muito diferente, mas na Miguel Torres achei que foi a melhor explicação de todas as que já fui. Hiper completa e com maquinário muito moderno todo a vista, foi realmente bem interessante.

viña miguel torres chile

Começamos com os tipos de uva. Na frente da bodega, tem uma pequena plantação com as diversas uvas que eles usam lá, todas sinalizadas e o tour começou ali, falando de cada uma delas, explicando porquês e qual vinho elas geram e com o que harmonizar. Ficamos um tempinho ali e não foi só “aqui uva cabernet, aqui merlot, vamos seguir”.

Dali seguimos para conhecer o maquinário todo moderno. Na época de colheita, os visitantes podem ver tudo, todo o processo funcionando. Nós fomos no ápice do verão, quando não tem colheita e ainda era final de semana, que não tem o trabalho normal na vinícola. Fiquei triste, mas depois de tomar bons vinhos, passou. he

viña miguel torres

Dali para a degustação. Experimentamos 3 vinhos, um tinto, um branco e um rosè. Esse rosè adorei, super diferente, muito suave e nada enjoativo. (porque tem uns rosè que por deus, ergh!)

vinícola miguel torres

Terminamos a visita ali por 14h30 acho, e seguimos pro restaurante da vinícola. O lugar é super pequeno, então tem que fazer reserva! Acho que tem umas 10 mesas, bem íntimo mesmo. Atendimento inacreditável, o que era de se esperar de uma vinícola desse porte e padrão.

Lá comemos uma carne fantástica, e o casal que estava conosco pediu o menu completo que vem entrada, principal e sobremesa. Ah, outra coisa bacana foi que, enquanto esperávamos os pratos, eles trouxeram uma outra entradinha para nós, sem cobrar a mais por isso.

restaurante vinícola miguel torres

A visita custa 15.000 pesos (R$ 88,50) os de vinho e o de espumante 18.000 (R$ 106,20). Eles também tem tours de bike + degustação, 16.000 (R$ 94,40). Os tours acontecem de segunda a domingo, das 10h às 17h, saindo de hora em hora, então é bem tranquilo pra agendar conforme a sua viagem.

vinícola miguel torres

O almoço varia conforme seu pedido, mas o menu completo de entrada + principal + sobremesa + vinho, custa cera de 31.500 (R$ 185,85 por pessoa). Se você pedir alguma outra coisa do menu, sem ser o completo como nós pedimos, vai sair em torno de R$ 80 sem o vinho mas com bebida simples (refris, água, suco) e um pouco mais se for com vinho à sua escolha. O almoço vai de 12h30 às 16h e jantar a partir das 20h. As fotos acima são do menu completo – que fotografei de um casal que conhecemos na viagem – e também do prato simples, só com a carne.

Para visitar a vinícola e comer por lá, é preciso reservar, ok? Aqui tem todos os contatos para reserva. Partiu bons drinks no Chile!

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Chile road trip

O que fazer em Santiago, Chile

Oi 2018! Oi gente! Acabamos de voltar de uma viagem de carro pelo Chile e, dessa vez, fomos de avião até a capital do país, Santiago, para então descer até a Ilha de Chiloé. Eu já conhecia Santiago, e essa foi uma oportunidade legal para visitar alguns lugares diferentes e atualizar o post de o que fazer em Santiago aqui no blog.

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Acho que fica melhor separar pelos pontos que visitamos e aí cada um se organiza da melhor forma para sua viagem né? Partiu Chichichi-lelele?

PALACIO DE LA MONEDA E CENTRO CULTURAL DE LA MONEDA

Super turístico, o Palacio de La Moneda é o Gabinete Presidencial. O prédio é lindo, e o muito bacana é que lá acontece a troca da guarda. Eu vi a troca na 1ª vez que estive em Santiago. A troca acontece dia sim, dia não, às 10h. É legal se conseguir unir a visita à troca, mas não se prenda a isso, ok?

É possível visitar o Palacio, coisa que não fiz em nenhuma das 2 viagens. A coisa é que tem que agendar com alguma antecedência e eu fiquei com preguiça mesmo, confesso. De qualquer forma, você pode agendar clicando aqui.

Foto da viagem de 2010

O que é mais legal nessa parada é a visita ao Centro Cultural de La Moneda, um museu que fica na lateral direita (olhando de frente para a fachada). Este eu fui nas duas viagens e valeu demais apenas em ambas! A maior sorte é que nas duas vezes consegui chegar no horário/dia que a entrada era gratuita. Na minha primeira visita pude ver uma exposição sobre a China, super completa. Já agora na segunda viagem, a exposição era sobre Roma. Espetacular! Acredito que este Museu sempre tenha boas exposições e vale a pena conferir. O site é super atualizado, e você pode verificar aqui a programação.

La moneda

PLAZA DE ARMAS | CATEDRAL E MUSEU HISTÓRICO NACIONAL

Meio próximo dali, e você pode ir andando bem tranquilamente, fica a Plaza de Armas (vou te dizer que todas as praças centrais de quase todas as cidades do Chile, chamam-se plaza de armas). Ali você encontra a Catedral, que é lindíssima; a praça com um mapa antigo de Santiago; e o museu histórico nacional.

Foto da Catedral na viagem de 2010

santiago chile

Nós visitamos este museu, e ele é bem interessante. A melhor parte é que a entrada aqui também é gratuita, então nem que seja uma espiada rápida, vá! Está aberto de terça a domingo das 10h às 18h. Segunda é fechado.

museu histórico nacional santiago

MERCADO MUNICIPAL | DISPENSÁVEL

Bem, não é porque eu não curto que não entra a dica aqui, não é mesmo? Eu confesso que tenho receio de indicações de mercados municipais, que todo mundo em todo lugar coloca como ponto de visita. E eu sempre acabo indo, e raramente acho legal.

São poucos os mercados municipais que eu realmente achei legais, que valem a visita, que não são fedidos e/ou sujos. Basicamente aqui você encontra lugares pra comer, peixe, muvuca, algumas lojas de souvenir. Fui na primeira vez, nada de mais. Passei na frente na segunda vez, não quis parar. Mãs, fica uma sugestão. É perto da Plaza de Armas e dá pra ir a pé. Quem sabe uma passada, só pra tira teima? Cê que sabe.

TEATRO MUNICIPAL

Adorei essa visita! Passamos na frente do teatro, bonitinho, tinha ballet em cartaz. Dançarininha que sou, queria tentar assistir e entrei no teatro atrás de tickets. Não tinha mais, mas tinha visita guiada na parte da tarde. Lá fomos nós.

O lugar é lindo, enorme, cheio de história e a visita foi muito completa. Nossa guia era ótima, muito simpática e, de quebra, no fim do tour, deixou a gente ir até o palco e área dos bailarinos (coisa que não está inclusa no tour e ela liberou para nós apenas, que somos dançarinos). #mesentiimportante

teatro municipal santiago

O que é super legal desse teatro é que é tudo feito lá, 100% tudo, desde a roupa até o cabelo da peruca e os cenários. E o mais legal ainda, é que esse é um dos pouquíssimos (pra não dizer o único ainda) teatros do mundo que utiliza uma técnica italiana de pintura dos painéis, toda feita a mão. É um trabalho maravilhoso nesses painéis enormes!

teatro de santiagoNo canto inferior direito, o painel usado no ballet Lago dos Cisnes

A visita é paga, custa 6.000 pesos – não, não é barata – mas adoramos. Achei bem interessante esse passeio. E tem que por a mão no pé dessa estátua – que agora não lembro o nome – pra voltar pra lá. #lendas #agentefazné

MUSEU DE BELLAS ARTES

Outro museu interessante e gratuito, é o de Bellas Artes. A primeira vez que estive lá não achei nada de mais nas exposições, mas gostei muito do prédio. Já na segunda visita, tinham poucas expoos, mas uma delas simplesmente maravilhosa-sensacional-incrível!

A expo era de uma artista chilena, Monica Bengoa, que gente, que-trabalho! Pensa você fazer um painel de tipo 14m, inteiro com 2 mil guardanapos pintados a mão com lápis de cor. Pois é, bem isso. Não podia tirar foto da exposição, mas eu – designer artista que sou – fui atrás da artista, já segui no Instagram e tal e deixo aqui uma foto do trabalho tão sensacional dela:

Monica BengoaSim, isso são guardanapos de papel pintados a lápis de cor. Aham. Chama-se arte.

Acho que vale a pena dar uma passada neste museu também. Mesmo que não tenha uma exposição super mega, o prédio é lindíssimo e é gratuito. E né, piriga ter algo lindão e que você goste, né?

o que fazer em santiago

CERRO SANTA LUCIA

Uma coisa super bacana em Santiago, é a vista pra Cordilheira dos Andes, que está por todo lado. E eles aproveitaram bem isso. Lá temos dois cerros para subir e ter a vista completa da cidade e cordilheira, e também tem o famoso Restaurante Giratório (que apesar da boa vista e experiência diferenciada, é bem turistão. Falamos bem disso aqui).

O Cerro Santa Lucia é extremamente central, você pode ir caminhando da Plaza de Armas até ali, e de lá também consegue caminhar até o bairro Lastarria que falo mais abaixo, e por que não, também consegue chegar ao Bellas Artes e Patio Bellavista (exigindo mais das pernas, mas nada exagerado, he).

cerro santa lucia

A subida ao cerro é gratuita, e na entrada tem um portal bem lindo, todo antigo. Ele é basicamente um parque urbano vertical, e os chilenos usam e abusam disso (e de todos os parques). Para chegar até em cima é preciso subir vários lances de escada. Até vi que tem um elevador, mas não estava funcionando quando fomos. A subida não é nada exagerada, e como tem diversas praças e pontos de interesse no caminho, a gente vai descansando até chegar lá no topo.

cerro santa lucia santiago

CERRO SAN CRISTOBAL

Já o Cerro San Cristobal eu indico ir de carro (táxi), pois é mais afastado um pouco do centro para ir a pé. Lá a entrada é paga para veículos (3.000 pesos) e não cheguei a ver se pessoas não motorizadas são cobradas também. Falha minha.

o que fazer em santiagoTem muito fog lá, por conta da poluição. As fotos ficam todas meio “nubladas”, apesar do céu azul e o dia lindo de sol

Este cerro é o maior parque urbano da América Latina, e assim como o Santa Lucia tem vários pontos e paradas de interesse aqui. No San Cristobal temos 2 piscinas públicas (paga-se separadamente para usá-las), temos um anfiteatro memorial a Pablo Neruda, temos alguns restaurantes e muitas lanchonetes, temos jardim japonês que infelizmente estava em reforma quando fui, temos Santuário Imaculada Conceição, temos algumas trilhas, temos uma capela, cemitério, temo teleférico para ficar passeando pra cima e pra baixo.

O teleférico também é pago a parte, e você pode comprar trechos ou ida e volta, tudo junto. Pagamos o ida e volta para visitar mais pontos, e isso custa 2.510 pesos por pessoa. É divertido, é uma vista legal e acho que vale.

cerro san cristobal

Pra quem estiver de carro, sugiro parar no anfiteatro do Pablo Neruda. Acho que pouca gente vai porque ele fica mais longe pra quem está a pé lá dentro. Mas fica a sugestão. Tem uma boa vista e quase ninguém, ou seja, perfeito para fotos? Sim ou com certeza?

o que fazer em santiago

No Cerro San Cristobal, na brincadeira, acabamos ficando umas 2h, então reserve sim um bom tempo nesse ponto!

PATIO BELLAVISTA E ARREDORES

Que parte deliciosa! Quando fui pela primeira vez, esse Patio tinha recém inaugurado, ainda não era tão bombante e tinham até espaços vazios. Hoje a região e o Pátio estão o máximo, super badalados, cheio de restaurantes, bares, lojinhas, artesanato, sorvete…

patio bellavista santiago

Muito gostoso passear por ali, e acho que é uma boa área para você procurar o que comer e comprar souvenirs e coisinhas que a gente bem adora né? Os preços não são mais caros que outros lugares, nem pra comida e nem pra artesanato. A verdade é que está tudo caro no Chile mesmo, então eu não senti essa diferença, dessa região para algo mais centro.

BAIRRO LASTARRIA

Esse pequeno bairro também é uma opção boa para comer. Aqui não tem muito artesanato, mas gastronomicamente falando, é uma boa. Legal passar ali depois de visitar o Cerro Santa Lucia, porque fica tipo 2 quadras um do outro.

lastarria santiagoEssa última foto é uma pintura na fachada de um prédio. É super lindo!

É aqui que fica o famoso prédio inteiro verde e ao lado o Museu de Artes Visuais. Este é pago, diferente dos outros citados aqui. Não visitamos por motivo de: estava com certa preguiça sim e não quis pagar. Digo na cara dura, haha.

FEIRA DE SAN DOMENICOS

Este lugar visitei na primeira ida a Santiago, e algumas pessoas incentivaram a não ir. É bem afastada do centro, mas foi um lugar bem interessante, pelo menos na época. É uma feirinha de artesanato, só que fica tipo em uma vila indígena, de madeira, muito legal! Lá tem bastante souvenir, e a comida é gostosa, dá pra ir de manhã e ficar pra almoçar, por exemplo. Olha que querida a parte de fora:Foto da viagem de 2010

EXTRA: VALLE NEVADO NO VERÃO

Esse é um super extra aqui! Eu não estive lá no verão, mas a Mari foi e adorou a experiência. Ela contou tudo aqui no blog e é um dos posts mais acessados desde então. Acho que vale o passeio pra ir realmente de carro, dirigindo por conta própria para subir as montanhas, e não em excursão, que certamente você encontra fácil nas agências.

Se tiver um tempo, dá um pulo lá pra dizer que subiu nas Cordilheiras! ;)

*Eu não vou indicar nenhum lugar para comer, ok? Eu acho que os restaurantes chaves e principais, todo mundo indica em todos os lugares, sites, blogs, revistas e até nas agências. Então não preciso por. E também, acho que quando estamos na pegada viagem, vamos parando na hora que der fome e onde estivermos, então é tão variável né? E além disso, restaurante é uma coisa que abre e fecha toda hora. Então nessa viagem eu vou dispensar as diquinhas de restaurantes. Mas te aviso: está tudo caríssimo!! Vou falar melhor no post “quanto custa viagem pelo Chile”.

Mais sobre o Chile:

– Roteiro Chile: 17 dias de carro 

– Quanto custa viajar de carro pelo Chile

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– Vinícolas no Chile: Viña Miguel Torres

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– Museu de Colchagua em Santa Cruz, o maior museu privado do Chile

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