Um pouco sobre o pelourinho

Prometi posts de Salvador e ainda não fiz, né? Eu sei, eu sei, mas hoje veio uma parte bem importante para visitar na capital Baiana, o Pelô. Adoro falar pelô inclusive, é tão íntimo, é tão “faço parte do Brasil”, é tão verão…

Bom, vamos ao que interessa, o Pelô (hihi, não resisti). Sempre me falaram que lá era a coisa mais suja e nojenta que existe, e mesmo achando a cidade bastante suja mesmo, não foi tanto quanto imaginei. O Pelourinho em si não estava tão sujo e muito menos cheio – sempre achei que era mega lotado -, eram poucos os turistas por ali.

Uma coisa que achei bem chata foi o fato de que tem 2842 guias por metro quadrado ali naquela região, e eles ficam vindo encher o saco, ficam falando um monte, não dá nem tempo de dizer “não, obrigada”, e eu acho muito chato fazer turismo quando tem alguém me seguindo e me controlando desta maneira.

Nunca consigo aproveitar a visita se tem um guia no meu pé! Mas isso sou eu né, tem gente que curte, e pra quem curte, o Pelourinho é um prato cheio.

Mas voltando deste adendo pessoal, o lixo não era tanto, mas o cheiro era meio forte, principalmente quando passamos na frente do Olodum. Foi tenso, nem deu vontade de entrar!

O Pelô todo mundo sabe que tem construções barrocas e que faz parte do centro histórico da cidade, é patrimônio Histórico da Unesco.

Pra quem não sabe o significado do nome, ele é referente à coluna de pedra que criminosos eram sacrificados e escravos eram castigados bem no meio da praça.

Além das casas bonitas e históricas, é ali que fica a Fundação Casa de Jorge Amado, uma casa de Letras com intuito de preservar a arte do escritor.

A casa é bem bonita e fica ao lado do Museu da Cidade, um dos 37402 da cidade. Como fomos de manhã num feriado, estava fechado, claro ¬¬, mas se bem que nenhum de nós estava super afim de ir em museus, ainda mais com o mega calor que estava!

Mas caso esteja afim de ir a alguns, ali no Pelourinho tem várias exposições e mostras:

1. Galeria Solar Ferrão – R. Gregório de Mattos, 45;

2. Afrikan Art – R. Luiz Viana, 10 – Ladeira do Carmo;

3. Galeria da Fundação Pierre Verger – R. da Misericórdia, 09 – Loja 01;

4. Galeria Marcos Rogger – R. da Ordem Terceira de São Francisco, 5;

5. Cafelier – R. Inácio Acioli, 22;

6. Galeria de Arte Koisa Nossa – Pç. Anchieta, 09 – térreo;

7. Atelier do Artista – R. Gregório de Mattos, 39;

8. Bazar Colon – Pç. Anchieta, 17;

9. Galeria Arcada das Artes – R. Inácio Acioli, 7.

Na realidade tem um monte de coisas acontecendo por ali, mas senti falta de lugares para comer. Não sei se foi coincidência ou o quê, mas estávamos com fome e não achávamos lugar pra comer. O pouco que vimos era mais aquela coisa bar com comida porcaria. Leve seu acarajé na bolsa! Fica a dica.

Aliás, tinham me indicado para ir ao Restaurante do Sesc para almoçar, que era bem bom e bem barato. Ele realmente estava ali, aberto e quase do lado do Museu da Cidade, mas entramos e claro que Murphy entrou junto né? Naquele dia, não sei porquê, não estava funcionando o buffet por quilo, eram só pratos individuais e só frutos do mar (não como). Resumo: não rolou.


Outras recomendações:

1. cuide da bolsa, principalmente se estiver cheio;

2. cuidado com esses guias, não confio muito, além de que eles fazem “parceria” com vendedor de fitinha do Sr. do Bonfim e você acaba sendo obrigado a comprar umas por um preço bem alto;

3. vá com um sapato confortável, não é muito fácil andar nessas pedrinhas em subidas e descidas;

4. sempre leve água, é bem abafado;

5. é bom olhar onde pisa, pois se tem cheiro, ele vem de algum lugar, certo?

Comentários

comments

1 Comment on Um pouco sobre o pelourinho

  1. Jr Caimi
    20 de fevereiro de 2013 at 15:38 (6 anos ago)

    Show!!! Tenho essa mesma impressão do Pelourinho, cuidarei do meu nariz e da sola do sapato. Mesmo assim não tem como não conhecer né?

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