Roteiro em Prudentópolis: 3 dias completos

Prudentópolis é um destino incrível! Falei no primeiro post sobre lá o quanto amei e vou continuar falando isso em todos os posts do destino, hehe. Nós ficamos 3 dias completos lá e fizemos bastante coisa. Nós resolvemos tudo meio que na hora, de o quê fazer em qual dia, mas seria bem mais fácil se eu tivesse um roteiro em Prudentópolis já prontinho, sabe? Ficamos 3 dias completos e ainda faltou dia pra ver mais algumas cachoeiras. Ou seja, se você puder, marque uma viagem com pelo menos 4 dias, pra aproveitar bem tudo que tem por lá. Eu amei tanto o lugar e quero tanto conhecer mais coisas que vou novamente em Abril pra Prude. ♥

DIA 01

Neste dia ainda estávamos nos familiarizando com a região e tudo o mais. Como nós marcamos um passeio com o Ninho do Corvo, eles já me indicaram por e-mail o que eu poderia juntar nesse dia, o que foi excelente, pois assim já otimizamos um dia.

Ninho do Corvo

Começamos já cedo no Ninho do Corvo. Essa é uma reserva bem bacana e que alguns passeios de aventura e também chalés, trilha e cachoeiras. O local tem uma estrutura bem boa, por enquanto posso dizer que é a melhor – entre as que conheci – da região. Tudo novo, construído, guia, certinho.

Nós escolhemos visitar o local pra fazer rapel e tirolesa. Na verdade íamos fazer o circuito aventura completo, que inclui a rapelesa, uma mistura de rapel com tirolesa – que cai na água depois – só que na manhã que fomos estava bem friozinho e desistimos dessa ideia.

ninho do corvo rapel prudentópolisTentando aprender o rapel, muito serena e tranquila haha

Eu nunca tinha feito nem rapel e nem tirolesa, foi minha primeira vez. A tirolesa dá um medinho no primeiro “pulo”, mas é muito legal, e o trajeto é relativamente curto. Qualquer um pode fazer numa boa. Dependendo do número de pessoas no grupo, dá pra ir mais de uma vez. Uma delícia e o equipamento está excelente, tudo certinho e seguro.

Depois partimos pro rapel. Aqui também não é uma distância absurda não. É ideal pra quem está fazendo pela primeira vez justamente por isso, por ser um trajeto curto. Nós passamos em cima de um pequeno cânion e uma cachoeira. É muito legal, mas confesso que me deu medo. (Vou falar melhor dessas duas atividades no próximo post, com a experiência completa. Assim esse aqui não fica tão gigantesco!)

prudentópolis ninho do corvo

Esse passeio pode contabilizar de 2h a 2h30, dependendo da quantidade de gente que tenha, do seu ritmo para fazer o rapel e se for contabilizar a rapelesa, que não fizemos. Em resumo: reserve a parte da manhã para chegar aqui, passear e seguir sem stress.

Recanto Perehouski

Do Ninho saímos pro Recanto Perehouski, que fica quase do lado do outro. Fomos ali para almoçar, como contei nesse post e para passear na área. É a trilha mais tranquila de todas e ali você pode contar mais ou menos entre 1h e 1h30, dependendo do seu ritmo.

Salto São Sebastião e Salto Mlot

Do Recanto seguimos para as cachoeiras que ficam uma de frente pra outra. São só 2 lugares no mundo que tem esse tipo de formação, e Prudentópolis é um deles. Pra essa parte do passeio vai o resto do dia, pois são 2 trilhas, uma bem tranquila e outra moderada.

Chegando no local você pode ir ao mirante ver a São Sebastião já de cara. Na sequência pode pegar a trilha que é bem fácil para chegar no alto dessa cachoeira e então ver a Mlot. É lindíssimo! As fotos não representam nem 5% do que é a beleza dessa cachoeira.

prudentópolis Mlot

O espaço para visualização é pequeno (tipo com esforço cabem 2 pessoas ali, hehe), então se tiver movimento no dia, pode ser que role um pequeno congestionamento ali.

Na sequência é possível descer para ficar entre as 2 cachoeiras. Essa trilha tem 600m apenas, mas é bem íngreme, mata consideravelmente fechada e chão escorregadio. É preciso ir segurando em cordas instaladas tanto pra subir quando pra descer. E claro que só tem uma trilha, então também pode rolar um pequeno congestionamento caso tenha muita gente no local.

Nós não conseguimos chegar até o final porque na época que fomos estava chovendo um pouco. Já tinha chovido no dia anterior, que deixou o chão bem úmido e escorregadio, e quando estávamos na descida, começou a chover de volta. Achamos melhor voltar porque não sabíamos como ia ficar aquela trilha na chuva, e também não conhecíamos o local e estávamos sozinhos. Melhor não arriscar, né?

De qualquer forma a vista superior das 2 cachoeiras já foi fantástica e valeu a pena! Não adianta correr aqui. É um destino mais tranquilo e que não dá pra adicionar mil coisas por dia. Aliás, esse dia foi o mais “produtivo”, deu pra fazer mais coisas em lugares diferentes.

Para chegar de um ponto ao outro também demora um pouco. Apesar de serem distâncias curtas em quilometragem, as estradas são de terra/pedra, e temos que dirigir bem devagar.

Para entrar nessa reserva é preciso pagar R$ 10.

DIA 02

Museu Histórico Irmãs Servas de Maria Imaculada

Nós começamos o dia dando uma voltinha pela cidade. O centro histórico não consome muito do passeio não, é interessante aproveitar pra descansar entre as trilhas.

Esse museu é MUITO legal. Conta toda a história da colonização da região e tem uma ambientação perfeita da época, com coisas originais que vieram pra cá com as irmãs e com outros itens típicos ucranianos. Infelizmente não é possível fotografar o local, mas olha, vale demais a pena visitar, viu? Me surpreendi totalmente!

Igreja São Josafat

Saindo do museu, ou vice versa, você pode visitar a Igreja de São Josafat, de arquitetura típica ucraniana e bem diferente. Fica pertíssimo do museu e dá pra fazer tudo a pé se quiser.

são josafat prudentópolis

A cidade ainda tem outras igrejas próximas que você pode aproveitar pra visitar no mesmo embalo, mas a mais bacana é a de Josafat mesmo.são josafat prudentópolis

Salto São Francisco

Depois de passear pela manhã, seguimos direto pro Salto São Francisco. Não comemos na cidade, e isso foi um erro. Primeiro porque é o salto mais longe em distância E tempo, e porque lá só tem uma lanchonete simples. A comida é boa, mas só tem lanches como alguns salgados, hambúrguer, etc.

Esse salto fica 35km seguindo pela estrada de terra, e demora MUITO! Nós levamos mais de 2h só pra chegar lá em cima, pois a estrada é bem acidentada, estreita e cheia de curvas, e por isso precisamos ir bem devagar, até porque não conhecíamos a região e porque nosso carro não era um 4×4 pra passar com tudo em cima de pedras, he.

O Salto São Francisco é o maior de Prudentópolis, ele tem 196m de altura e é uma coisa absolutamente incrível! Não paga nada pra entrar na área e para chegar ao mirante é super fácil. Complicado é descer lá!

prudentópolis são francisco

Eu estou montando um outro post só pra falar de cada trilha que fizemos, então vou deixar uma descrição um pouco mais rápida aqui e no outro detalho melhor, ok? A real: essa trilha é MUITO DIFÍCIL. Pense 2x antes de seguir. São 4km de cima até lá embaixo, mas parecem 976km, de tão complicada.

Primeiro ponto é que a trilha é muito fechada e mal delimitada, ou seja, tem momentos que você nem vê direito onde pisa e pra se perder é fácil, pois não tem marcações muito boas. Segundo que é incrivelmente íngreme, mas a gente só percebe isso na volta, que é matadora! Terceiro ponto é que chegando no leito do rio é preciso seguir um booom trecho ali, passando por pedras enormes, subindo e descendo em árvores e espaços consideravelmente perigosos. Tudo sem guia, sem marcação, sem nada.

Eu desisti, não aguentava mais e estava com bastante medo. Não chegava nunca e estávamos meio que sozinhos lá, sem orientações, sem saber a que distância estávamos da cachoeira. Vá preparado, ok? Bem alimentado, com bastante água, descansado, carregando pouca coisa e com tênis adequados. Senão, nem vá que vai ser sofrência.

Essa trilha consome o dia inteiro, principalmente se for descer. Como falei, levamos mais de 2h só pra chegar lá e claro, mais 2h pra voltar pra cidade. Lá dentro, se for descer, pode considerar mais umas 4h de passeio pelo menos (pode variar de acordo com seu ritmo).

DIA 03

Salto Sete

Depois de 2 dias intensos e de uma trilha pesadíssima no 2º dia, deixamos a manhã do 3º dia para descansar. Dormimos até mais tarde, almoçamos e então fomos passear. Sério, não tinha condições de acordar cedo pra fazer trilha nesse dia, haha.

Deixamos para o último dia duas trilhas mais levinhas. Estávamos super cansados depois do São Francisco! O Salto Sete tem uma trilha bem mais fácil. Ela é íngreme, tem diversos pontos que você precisa ir quase sentado pra não cair, mas ela é bem mais curta, é decentemente aberta e tem mais gente na área.

salto sete prudentópolis

Ainda é possível fazer rapel no Salto Sete, mas esse tem 77m de altura, e eu fiquei meio com medo. Lembra que fiquei já com medo no do Ninho do Corvo? Então, aí ainda não quis arriscar essa altura toda, ainda mais com o corpo super cansado!

Ah, pra entrar no Salto Sete paga-se R$ 10.

Salto São João

Do Salto Sete seguimos pro Salto São João. Nele conta-se 2 paradas, uma no mirante no meio da estrada e outra lá mesmo. A da estrada é bem tranquilo, você só estaciona, caminha uns 2 minutos e pronto, chegou. Vê ele lá de longe, todo enorme e imponente.

Essa área do mirante está em reforma e melhorias, mas dá pra entrar pela lateral para ver o salto. Quando fomos tinha bastante gente por ali, foi bem tranquilo.

prudentópolis salto são joão

De lá seguimos pra entrada da reserva, onde é preciso pagar R$ 10 para entrar também. Ali tem uma estrutura bacana, tem restaurante, tem chalé, tem passeios de bike, banheiros. É uma estrutura bem boa pra receber os aventureiros.

salto são joão prudentópolis

Aqui nem é uma trilha, é um caminho basicamente plano, bem aberto e que não leva mais de 15 minutos até a cachoeira. Lá é possível vê-la meio na lateral, bem no topo e próximo da queda. Tem um cordão de proteção, uma área delimitada pra não passar, pois apesar de bem tentador pra tirar fotos, é super perigosa por causa da água e da pedra molhada. Por favor, não se arrisquem!!

Prudentópolis salto são joão

Bom, de lá voltamos pro centro para descansar, jantar e no dia seguinte seguir nossa viagem. Como falei, 3 dias foram pouco, pois tem mais coisa pra ver e que não teria como otimizar com os passeios que escolhemos. Como as coisas ficam distantes umas das outras, e como as trilhas são bem cansativas, é até inviável fazer mais coisa nesse período, principalmente se você quiser fazer direito e tal.

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