Sorvetes Nonna Bianca

Quem vai à Buenos Aires, faz um passeio pelo clássico bairro San Telmo. Como não sou de ferro, também resolvi dar um rolê despretensioso por lá, pra ver as lojinhas, as pessoas, o agito todo.

Por sorte, no meio do caminho tinha uma sorveteria. Uma sorveteria simples, nada daquelas tops super conhecidas, tipo a Freddo. A dica de parada obrigatória do dia é a Sorveteria Nonna Bianca, na Calle Estados Unidos, 425 – quase esquina com a Defensa.

O lugar é pequenininho e com mesinhas de madeira tipo essas de piquenique de filme americano. Não tem ar condicionado, só ventilador… e poucas mesas pra sentar. São muitos sabores, quase 80 e além dos sabores clássicos, tem uns muito diferentes.

Lá você pode encontrar sorvete de flan com doce de leite, tiramisú, torta de maçã, groselha, marrom glacê, cerveja e mousse de limão! O preço? Baratíssimo, como qualquer coisa em Buenos Aires. O sorvete custava 6 pesos, cerca de R$ 3,00. E olha, muito bem servido:

Dica fresquinha pra quem quiser fazer uma parada diferente e com sucesso em um dos bairros mais antigos da cidade.

Anna
Gelatissimo!
Sorvetes Morretes
Gelado
Chocolat
28
abr
Compras: no mercado Argentino

Não me julguem, mas fui a 3 mercados lá em Buenos nessa última viagem. Ainda mais engraçado porque eu não sou do tipo fã de culinária nem nada, mas eu só fui lá pra poder mostrar pra vocês, ok? (e porque minha amiga queria ir passear e fui fazer companhia)

Mas então, no primeiro que fomos foi meio ???? porque era um mercadinho em San Telmo e depois de todo o tumulto da feirinha, ou seja, estava tudo uma zona, tudo virado, desleixado, bagunçado, sujo e com pouca coisa na prateleira. Tá legal que acho que não foi porque o lugar tinha estado bem movimentado, chegamos à conclusão de que os donos estavam pouco se importando e deixavam tudo de qualquer jeito.

De qualquer forma achei coisas interessantes lá. Só pra talvez fazer você entender a bagunça desse primeiro mercado, olha como os pacotes de massas estavam todos jogados e as prateleiras com muitos vácuos. Aposto que metade estava quebrado já:

Ainda neste mesmo lugar, conhecemos uns refrigerantes muito suspeitos refrescantes. O que dizer da cor bonita do Paso de Los Toros? Mas aposto que muita gente vai ficar com inveja por lá ainda ter Mirinda.

Mas olha, não era só coisa suspeita que tinha lá. Achamos uma coisa fofura essas caixinhas de suco coloridas. Ok, não eram as mais lindas do mundo, mas deu um colorido bem legal ali na parte onde estavam. Cada sabor tinha uma cor. Aliás, se você não sabe o que é “pomelo”, como diz ali em uma caixa, é tipo suco de laranja. Mas não aprovamos, tem um gosto meio estranho, deve ter alguma outra coisa misturada, mas nenhum garçom conseguiu explicar. Todos falavam “é suco de laranja”. Então tá.

Ainda na parte das bebidas, essas aqui debaixo chamaram a atenção. Uma marca que produz cerveja, tequila, vodca… tudo a $ 5,55 pesos e embalagens bem parecidas, só muda a cor. Será que não causa uma confusãozinha? Pense que provavelmente uma galera vai nesse mercadinho da feira já meio bêbado para comprar mais bebida. Sei não… sei não… Quilmes clássica (e ótima) e Brahma estavam a venda também!

Uma coisa que achei muito curiosa, é a embalagem dos sucrilhos. Aqui usamos caixas bonitas e retangulares, tudo bem organizado… lá são em pacotes molengos mesmo, bem menores do que os que temos aqui e também tudo jogado ao acaso. Reparei que tem muita opção de marcas e sabores. Pra que gosta de sucrilhos, fica bem abastecido na capital argentina.

Apesar desse mercado ser menor e mais feinho, olha que-lin-da essa embalagem de sal! Adorei! Ok que destoava de tudo e só tinha essa embalagem na vibe vintage, mas pô, dá vontade de comprar até.

Só pra fechar as curiosidades desse mercado…. fácil ou difícil fazer uma compra rápida?

Outro dia fomos em um mercado um pouco mais top, desses normais, supermercado mesmo. Eu não vou tecer comentários sobre o nome tá, vou deixar para sua imaginação adicionar mais um “co” no final.

O mercado era bem top, tinha muita coisa, sessões enoooooormes com alguns produtos. Um deles (que eu não sabia que bombava tanto na Argentina) é o torrone. Nunca vi tanto torrone junto e de várias marcas. Aqui tem tão pouco…

Ainda no quesito “muitas opções”, adorei a sessão de chás. Nossa, tinham muitas marcas diferentes. Até difícil de escolher uma. Achei um preço bom, cerca de $ 15 pesos a caixa.

E também muuuita opção de erva mate! Nunca vi tantas juntas, acho que nem tem uma sessão assim aqui em Curitiba.

Descobri também que se eu morasse em Buenos, eu sobreviveria. Aham, eles tem miojo lá também. Ufa! Uma coisa a menos pra eu pensar quando for me mudar pra lá. Porém todos tem o mesmo preço, $ 15 pesos, ou seja, caro! Isso dá cerca de R$ 7,50, sendo que aqui custa o que? R$ 3,00? Pelo menos ele tem uma cara um pouco menos radioativa do que os daqui. Eu achei pelo menos. De qualquer forma, achei caro.

Achei super legal essa gôndola das pipocas. Não dá pra ver muito bem na foto, mas é como se fosse um pacotinho desses de cinema, mais simples mas dá pra associar bem. Foi uma boa idéia, mas não sei se essa pipoca é boa, fiquei meio desconfiada. Elas parecem bem maiores do que as nossas.

Na sessão de bebidas achamos coisas interessantes também. Parece que o refrigerante cor água suja radioativa é moda. Tinha lá também. Além de uma marca alternativa de Acquarius, champagne para crianças (com uns desenhos meio feios, mas lúdicos) e o maior medo de todos os tempos: champagne de abacaxi (R$ 7 a garrafa). ????

Se alguém já tomou isso, por favor me conte como é. Eu prezei muito pela minha saúde e bem estar e achei melhor passar sem. Mas vai que é bom? Nunca se sabe.

Pelo menos a Quilmes se salvou de fazer uma garrafa horrorosa e fez essa lindona aqui embaixo (porém quase R$ 4 cada garrafa):

E pra finalizar, vou colocar a foto de uns pães lindos que tinham acabado de sair do forno e perfumavam o ambiente. Vai dizer, muito gracinha!

Anna
La Cabrera: o melhor restaurante argentino. Eve...
Comparando: alfajor argentino
Compras: sapatos de tango
Compras: no mercado!
03
jan
Café Tortoni

Fim do ano tá aí e eu não podia deixar de falar do café mais conhecido e queridinho de Buenos, o Tortoni. Eu sempre quis ir e nunca consegui, e digo mais, quaaaaase que não consigo ir nessa última ida pra capital argentina. Na boa, acho que eu ia começar a chorar se não desse certo.

Ir até Buenos e não ir ao Tortoni é a mesma coisa que ir a Buenos e não ver um tango… ou… ou… ir à Paris e não conhecer a Torre Eiffel. É tipo muita gafe. Tô falando sério!

Por que ele é tão importante? Porque ele funciona desde 1.858 (quase 154 anos, alô?) e é lindíssimo! Super retrô, todo com aquela carinha antiga que você sente que está em outra época. Fora isso, as comidinhas são deliciosas os preços não muito. Eu fotografei o cardápio, mas não sei se dá pra visualizar muito bem. Porém, como já comentei esses dias no post dos alfajores, lá ele custa $ 9 pesos, enquanto que em todos os outros lugares custa no máximo $ 5.

Anyway, quando fomos lá era meio final de tarde e queríamos forrar o estômago para só jantar mais tarde. Chegamos por volta das 17h e a fila era desanimadora. Pelo menos não demorou taaaanto assim. Esperamos uns 20 minutos junto a outros 800 brasileiros na fila. Sorte que estava um tempo agradável e passou rápido.

Lá na frente nem é muito tchans, é um prédio antigão e só tem escrito “Tortoni” no toldo velho. A entrada é a porta mais da direita de quem está olhando de frente, e algumas noites o pessoal vai lá dançar tango. ♥

Na calçada tem uma plaquinha falando do ano de criação, arquiteto e tal.

Fizemos só um lanche rápido, mas deu pra perceber o nível do local. O churros também custava $ 9 pesos (meio caro né), mas era hiper sequinho. Muito bom mesmo.

O café era ótimo e bem servido e o que eu acho mais importante nesses pontos turísticos, é o atendimento bom. Os garçons estavam atentos, prestativos, nada de lero-lero no balcão, traziam o pedido e a conta rapidamente, nada de stress. Também, com a fila lá fora, a ordem da casa deve ser bem rígida, senão já viu.

Lá pra trás tem uma sala para reservas de eventos, e tem vários quadros e fotos antigos, com a história do café e da cidade. Além desses 3 marotos se divertindo no fundão!

Anna
Hard Rock Café
Um café da manhã saudável
27
dez
Comparando: alfajor argentino

Esse é um post de alto teor de açúcar. Se você tiver algum problema, pare de ler agora.

———— x ————

Agora que estão todos avisados, vamos para os kilos a mais que eu adquiri experimentando todos esses alfajores só (aham) pra poder contar pra vocês. Dá um look em alguns que eu tive que comprar:

Na Argentina o que não falta são opções de alfajor. As banquinhas são forradas deles, tem pra todo mundo e de todos os jeitos e marcas. O preço não varia muito, ficam entre 4 e 5 pesos. O que vocês vão reparar é que o que parece super bom é na realidade muito decepcionante, e o que parece fraco e “marquinha”, é o que eu chamo de paraíso dos alfajores.

Mas chega de lero-lero. Vamos começar a degustação.

1) Café Tortoni

Ok, o local é clássico e a indicação de quem já foi lá é “como o alfajor”. Como somos maria-vai-com-as-outras, experimentamos. Gente, o que é isso? É muito bom! O chocolate é um pouco amargo, mas é gordinho, macio, maravilhoso. De todos os que comemos, este foi o mais caro obviamente, $ 9 pesos. De qualquer forma, vale a pena. Aprovadíssimo!

2) Oreo

Uma vez comi uma bolacha tipo esse alfajor e lembro até hoje do sabor de felicidade. Comprei o alfajor e obviamente este não me decepcionou. A foto da embalagem é um pouco enganosa, mas ainda assim vale muito a pena. É macio, delicioso, gordo, cheiroso e bom… sabor felicidade mesmo (vulgo negresco).

3) Milka

Pensa em uma decepção na vida. Essa decepção chama-se alfajor Milka. Queria estar brincando, mas não estou. Eu já tinha comido uma vez e me arrependi demais. Achei muito ruim, mas pensei que de repente tinha comprado um pacotinho de um lote pra vencer, esmagado, sei lá.

Como sou brasileira, tentei mais uma vez. E… de novo me decepcionei. Realmente o alfajor deles é péssimo. Sério, péssimo! Não dá nem pra dizer que é mais ou menos. A propaganda é muito enganosa, enquanto na embalagem tem essa deliciosidade enorme e cremosa, quando você abre é um treco fininho, nada cremoso e com gosto ruim.

4) Bon o Bon

Essa embalagem não parece daquele bombom Serenata de Amor? Eu achei!

Mas voltando ao assunto, ele parece reba, mas olha… muito gostoso. Ele não é tão maciozão como outros, não tem muito a vibe alfajor de ser, parece mais com uma bolacha com creme de amendoim (fator delícia). Pelo menos a parte de dentro é cremosa na medida. Se você gosta de amendoim, com certeza vai curtir esse… mas se já não estiver tendo uma síncope com tanto açúcar, aguarde mais um pouco para a verdadeira sensação deste post.

5) Cabsha

Essa marca tem vários produtos, inclusive os famosos “bocaditos” (que eu não curti, mas todo mundo ama). A ambalagem não é muito inspiradora, nada atrativa, convenhamos.

Achei o gosto muito forte, como se fossem esses chocolates com rum/café. Não me inspirou nem um pouco pra falar a verdade. Pelo menos ele é macio e com jeitinho de alfajor e não de bolacha como alguns outros. Pra quem gosta de doce de leite com esse toque mais forte, vai curtir essa opção.

Vide embalagem e alfajor, a ilustração é enganosa. Olha o tamanho real dele:

6) Jorgito

Esse é uma das marcas mais conhecidas e mais bem conceituadas no quesito alfajor argentino. Eu já tinha lido sobre e queria muito experimentar, mas não achei o pacotinho com 1 só e tive que comprar esse pacote maior no mercado.

Você encontra várias opções, com doce de leite, com chocolate ao leite, com chocolate branco, com frutas (!)… esse é o bacana, porque tem pra todo mundo. O preço do pacote pequeno igual esse, é de $ 7,29 pesos e tem um grandão, tamanho normal de alfajor, que custa $ 15 pesos. Em cada um vem 6 unidades, e apesar de falarem tanto da marca, não achei a melhor.

Veja bem, não é ruim, pelo contrário, é bem gostoso! Só que também é meio bolacha. O chocolate é bem delicioso, o tamanho desses é menor então é mais fácil de comer, não fica caindo tudo durante o processo. Dentro é cremosinho, dá pra sentir a diferença do biscoito com o recheio.

7) Aguila

Mais um com real vibe de alfajor!! O Aguila é bem como a foto indica, gordinho, macio e bem recheado. Ele tem dois cremes, um de doce de leite e um branco (tipo negresco). Por ser grandão tem o lance de que quando comemos, é difícil morder. Mas e daí né? É chocolate e isso a gente não desperdiça!

8 ) Alfajores Argentinos

Que nome criativo, não? Haha, mas ok, brincadeiras a parte essa marca é comum. Sabe quando não é nem lá nem cá? É bom mas não é o melhor, é macio mas nem tanto, é crocante mas nem tanto… ele apenas é um alfajor argentino.

Ok que ele perdeu metade da graça depois que chegou aqui totalmente estraçalhado. Foi meio chato comer, tudo caindo… perdi várias partes da cobertura de chocolate inclusive. Talvez isso tenha contribuído para minha decepção. Mas sabe que eu fiquei na dúvida se quando eu comprei ele já estava assim, ou se foi da viagem mesmo… porque todos os outros vieram intactos. #dúvida.

9) Cofler Mousse

PENSA NO PARAÍSO. Pensou? É esse sabor aí. E pra ficar ainda mais feliz, eu descobri essa maravilha já no primeiro dia, ou seja, pude comer trocentos antes de voltar. Na boa, comprei assim como quem não quer nada, pra começar essa brincadeira aqui. E acertei em cheio! Encontrei o campeão já no início.

A embalagem não me surpreendeu, nem chamou a atenção, mas o recheio… ahhhhh o recheio. Ele não é dos tão gordos, tem um tamanho mediano, mas… eu já falei do recheio? Cremosíssimo, com gosto de mousse de chocolate mesmo, desses que você segura e já derrete. Eu e minha amiga constatamos de cara que era o escolhido. Vai fundo caro leitor, compre estoques desse!

10) Cofler Block

Daí eu trouxe pra casa mais um modelo de alfajor Cofler. E descobri que essa marca agora reside em meu ♥. Pensa em um alfajor com chocolate delicioso, gigantesco, com fator surpresa de amendoim.

Pensou já? Então pensou nessa versão da Cofler. Absurdaaaaaa! E sabe o que mais? A propaganda não é enganosa. Na imagem o alfajor é gigantesco… e na vida real também.

Tive muita dificuldade pra conseguir comer isso aí, mas a deliciosidade falou mais alto, perdi todas as regras de boas maneiras e não me envergonho. O negócio é muito bom, e achei sensacional o fato de ser com sabor amendoim, porque normalmente é doce de leite ou chocolate.

Todos os outros perderam a graça quando minhas papilas gustativas encontraram o Cofler Block.

11) B

Nome singelo, mas com sentido, esse alfajor é da turma dos brancos. Pra quem não é fã de chocolate ao leite (??) ou meio amargo, ainda encontra essa opção, com a cobertura branca.

O que achei muito legal desse aí é que tem essas castanhas/nozes em cima. Achei interessante e diferente, até porque foi a única marca que vi que tinha isso e era “cobertura” em abundância e não meia dúzia de pedacinhos. Ele é fino, mas a propaganda não é tão enganosa pelo menos. Bem macio, nada de ser bolachento, é bem alfajor mesmo. Apesar de não curtir chocolate branco, essa combinação não ficou de todo ruim não, mas ao meu ver não chega aos pés dos cobertos com chocolate ao leite.

12) Sey 

Apesar do nome meio feio, o Sey é bem gostosinho também. Não desponta entre os melhores, mas tem gosto de doce de leite de verdade e a bolacha/pãozinho é bem boa. Não é tão duro e bolachento quanto outros que experimentei, mas podia ser um pouco mais macio.

Ele é fino e não esfarela, ou seja, é fácil de comer. A embalagem dá uma cara duvidosa ao produto, não acho que verde combine com alfajor, mas enfim, devaneios de designer a parte, pensei 2x antes de pegar esse na gôndola. Achei que poderia ser uma surpresa igual ao Cofler e também uma opção diferente para mostrar aqui.

Resumo: se tem um alfajor que eu recomendo, são os da Cofler. E se tem um que eu não recomendo nem pro meu pior inimigo, é o da Milka (por mais absurdo que isso pareça). Não falei do Havana porque todo mundo já comeu, então achei desnecessário.

E aí, alguém experimentou algum desses? Ou outras marcas para contar aqui!?

Anna
Vinho Argentino em Lo de Joaquin Alberdi
Comparando: trânsito
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20
dez
Compras: sapatos de tango

Esse post é bastante específico, eu sei. Mas vai ser útil para bastante gente, vulgo todos os dançarinos que vão fazer curso em Buenos Aires. Pra quem dança, comprar sapato lá é o paraíso, pois além de preço bom, são ultra confortáveis, bonitos e tem uma variedade gigantesca.

Pra começar, vou falar da loja mais conhecida de todas, a Darcos. Eles tem duas lojas, especificamente falando, e são perto uma da outra. A maior delas, com uma quantidade absurda de sapatos, fica na Calle Sarmiento, 835 e a outra loja que é grandinha porém bem menor do que a outra, fica na Calle Suipacha, 259.

Lá a variedade é enorme mesmo, mas os preços são mais salgados. Um par de sapatos lá não sai por menos do que $ 500 pesos (R$ 250), salvo promoções. Eu encontrei vários lindos lá, mas sinceramente não achei dos mais confortáveis, e acabei não comprando. Fui super bem atendida inclusive, acho válido comentar. O vendedor foi muito atencioso, sincero e não ficou de cara por eu ter experimentado 800 pares e levado nenhum.

O que mais gostei lá na Darcos foi esse mega clássico e um de zebrinha que não encontrei no site pra mostrar aqui:

Na Calle Suipacha, tem umas 6 lojas, uma ao lado/frente da outra. É sair de uma e entrar em outra em 2 segundos. Logo ao lado da Darcos dessa rua, tem a Flabela, com sapatos bem bonitos e preços muito melhores. Quando fui todos os pares estavam por $ 380 pesos (R$ 190).

A loja é minúscula e o ruim (e curioso) é que não tem prateleiras com os sapatos expostos, e sim um monte de caixa empilhada num canto e para achar os pares, cores e modelos, você tem que ficar abrindo todas as caixas. Estranho né?

As vendedoras eram prestativas pelo menos, e todas era mais velhas. Acho que é negócio da família e não foi muito modernizado, tudo bem antigo e “típico”. Uma cultura diferente de venda.

Provei vários lá, gostei de muitos sim e achei confortáveis, mais do que os da Darcos. Queria ter comprado mais de um lá, mas fui forte e resisti. Levei um só, que é lindo ♥.

As outras lojas ali ao lado eu não curti muito. Na real são todas beeem antigas, parece lojica tosca de centro (e não deixam de ser né?).

Aí você sai deste point da Suipacha e vai para a região de Abasto. Pra chegar lá é só pegar o metrô e descer na estação Carlos Gardel. Duas quadras dali tem a Calle Anchorena, outro paraíso. Tem tudo de tango ali, várias lojas de roupas e sapatos, tem casa de milonga, tem aula… é uma área bem tangueira, inclusive com os estúdios com alguns dos melhores professores.

Ali as lojas são bem simples também e rola o medo de entrar, mas te digo que comprei o sapato mais confortável de todos os tempos em uma loja bem blá. Passamos na frente, olhamos na vitrine e cada uma se apaixonou por um sapato. Entramos, provamos, perfeitos, compramos! Tudo muito rápido. Essa loja é a Loló Gerard, na Anchorena, 607. Não é muito grande, mas tem modelos lindíssimos, e os sapatos todos custam $ 450 pesos.

O meu é esse vermelho aqui do lado esquerdo. Amo demais esse sapato. Dá pra dançar horas com ele e pensar que está de pantufa!

E uma coisa que achei muito legal de todas as lojas, é o fato de que eles fazem furo na tira na hora pra você. Não precisa se preocupar em ir ao sapateiro e adaptar isso, que vamos combinar, é um saco. É pá-pum, na hora.

Na Anchorena é tipo a Suipacha, uma do lado/frente da outra. Muito fácil de achar coisas por lá.

E por último, já comentei por aqui, mas falo de novo, conhecemos o estudio da Guillermina Quiroga, uma super dançarina argentina. Lá ela nos contou que desenha sapatos e vende também. Bom, um mais lindo que o outro, e olha… conforto viu? Foram os mais caros, $ 550 pesos, mas não tem quem não me pergunte deles. Não tem uma variedade tão grande quanto às outras lojas, mas os que tem são muito lindões.

E um detalhe muito importante: todas as lojas enviam os sapatos para outros países. Não sei o preço, isso vai depender da localidade, mas é uma mão na roda. Quem for pra lá, aproveita e prova todos pra ter certeza do número e depois é só encomendar pelo site!

Anna
Piazzolla Tango
Escolas de Tango em Buenos Aires
Compras: Lojas de fantasia
Compras e mais compras: shoppings em Orlando!
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dez
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