Top 3: Cidades favoritas

Nós já fizemos um top 3 aqui sobre as cidades favoritas, mas como na época eu não escrevia no blog, me senti a vontade para colocar o meu Top 3 aqui.

Eu queria mesmo era fazer um top 5, porque o terceiro lugar do meu top 3 não é bem definido, pois existem 3 cidades praticamente empatadas, mas vamos lá.

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Eu acho que a minha cidade preferida no mundo não é segredo pra ninguém. Se alguém ainda não percebeu isso, é só passear pelos nossos posts que vai notar que quando o assunto é o Rio de Janeiro, eu não economizo elogios. Sempre digo que não sei explicar o motivo de tanto amor, mas é amor mesmo. Daquele que você aceita mesmo com todos os defeitos.

Imperdível: Cristo Redentor e Pão de Açúcar. Ir ao Rio e não visitar o Cristo e o Pão de Açúcar é como ir a Paris e não conhecer a Torre Eiffel, é como ir à Itália e não comer pizza. Com vistas lindas, acho que é um bom ponto de partida para começar a explorar o Rio de Janeiro, mas não importa quantas vezes vocês visitem a Cidade Maravilhosa, sempre vai ter coisa nova para conhecer.

Restaurantes: para comer bem no Rio, se prepare para gastar bastante. Mesmo nos restaurantes mais simples, é praticamente impossível fazer uma refeição sem desembolsar pelo menos R$40. Tem um restaurante em Copacabana que eu costumo almoçar sempre que passo por lá, porque é um dos poucos que é possível gastar menos do que isso, mas infelizmente não lembro o nome, mas daqui 2 semanas estou indo pra lá e trago o nome e o endereço certinho para vocês.

Dica: a receptividade do povo é sensacional, mas cuidado com a malandragem, especialmente dos taxistas. De qualquer forma, acho muito válido pegar táxi, porque os taxistas costumam servir como guias também e tem muitas histórias para contar. Verdadeiras ou não, são sempre uma atração a parte, então quando entrar no táxi, pode bombardear o cara de perguntas porque vale MUITO a pena.

NY

Antes de conhecer Nova Iorque eu achava que a cidade tinha grande chance de superar o Rio no meu top 3. Olha, a concorrente é MUITO forte, mas não conseguiu. Acredito que não tenha superado o Rio porque como eu tenho mais oportunidades de ir para o Rio do que para NY, eu acabo renovando meu amor pelo Rio pelo menos uma vez por ano, daí é difícil concorrer com quem está sempre presente. Hahaha.

Mas olha, Nova Iorque é a minha cara mesmo. Tem tudo o que eu busco em uma cidade e eu moraria lá muito fácil, pois NY tem um caos que me atrai e edifícios que me deixam boquiaberta olhando para cima. E eu sou fascinada pela arquitetura da cidade.

Imperdível: passeio de barco até a Estátua da Liberdade a noite. Olhar a skyline de Manhattan a noite é de tirar o fôlego! Não deixem de fazer esse passeio. Confiem em mim!

Restaurantes: reza a lenda que você pode sair para jantar fora em Nova Iorque todo dia durante 69 anos e NUNCA repetir um restaurante. Deu pra entender a quantidade de restaurantes que existem por lá? Eu fiquei 10 dias na cidade e repeti várias vezes o Burger King. Hahaha. Mas ah, tem que aproveitar porque, além de ser barato, não tem Burger King vegetariano no Brasil. Fora isso, já demos dicas de onde comer em NY nesse post aqui.

Dica: se você não tiver dinheiro, não vá. Simples assim. E digo isso por experiência própria. Eu fui para Nova Iorque depois de passar 2 meses viajando na Europa e cheguei lá falida para os padrões nova iorquinos. Fiz todos os passeios que eu tive vontade, mas não comprei quase nada. As coisas lá são realmente MUITO baratas, mas se você não tiver dinheiro o suficiente para comprar tudo o que quiser, não vale a pena ir. Eu quero muito poder voltar para NY um dia com bastante dinheiro. Mas se você não for do tipo consumista, aí tudo bem, pode ir com uma quantidade de dinheiro normal de viagem que dá tranquilo.

VIENA

Viena está sempre entre as 3 cidades com melhor qualidade de vida no mundo e vivendo por lá fica fácil de entender o motivo. Ao contrário do que estamos acostumados aqui no Brasil e do que vemos em outras grandes cidades no mundo, em Viena as pessoas não vivem para trabalhar. Elas trabalham para viver. No começo eu ficava bastante irritada com as coisas fechando cedo e não funcionando no final de semana, eu só pensava no quanto eles eram folgados, que não sabiam ganhar dinheiro e que não entendiam o quanto as pessoas precisavam dos serviços, mas depois eu comecei a desacelerar por obrigação, já que não adiantava eu viver acelerada em uma cidade lenta. E desacelerando que eu entendi porque a população lá vive tantos anos. Esse ritmo de vida que levamos aqui não é saudável, mas também não dá pra viver de maneira diferente por aqui. Ai, é tudo tão complexo, né?! Viena está aqui na terceira posição principalmente por esse motivo. As duas cidades que brigam com Viena pelo terceiro lugar são Edimburgo e Munique, mas como eu não moraria em Edimburgo e como Munique não tem essa característica “folgada”, a medalha de bronze vai para a pomposa Viena.

Imperdível: visita ao Palácio de Schönbrunn. Não só na parte interna do palácio, mas no complexo todo. Os jardins são maravilhosos! Ainda não falei muito sobre esse palácio por aqui porque parece que quanto mais eu gosto de uma coisa, mais dificuldade eu tenho para escrever sobre. De qualquer forma, já fiz um post falando do zoológico anexo ao palácio, que é o mais antigo do mundo. E por falar em antiguidades, é em Viena também que existe a mais antiga roda-gigante do mundo, outra atração imperdível da capital austríaca.

Restaurantes: no verão, as boas opções são as vinícolas, que já comentei aqui com vocês. Em Viena, a maioria dos restaurantes são de culinária internacional. Existem alguns restaurantes com comidas típicas austríacas, mas aparentemente eles não valorizam muito isso por lá.

Dica: a maioria dos lugares não aceita cartão de crédito e nem de débito! Eles tem o costume de pagar tudo em dinheiro, inclusive compras no supermercado. Eu sofri muito com isso no começo, porque aqui no Brasil nós temos o costume de comprar tudo com cartão.

Concordam com o meu top 3? Quais são as cidades favoritas de vocês? Quero saber!

Mariana
Cidades Fantasma
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22
fev
Vinícolas vienenses

Apesar de eu achar que vinho combina mais com o inverno, foi em Viena que eu comecei a frequentar vinícolas no verão. Junto às vinícolas, existem restaurantes que servem pratos da culinária austríaca e, logicamente, vinhos. O primeiro dos restaurantes que eu conheci foi o Zum Berger, um dos mais famosinhos, mas existem vários outros espalhados pela cidade.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a maneira como eles bebem o vinho no verão. Quando chegamos lá, tinha uma jarra de vinho e uma jarra de água com gás. Até aí, tudo normal.

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Mas quando o pessoal começou a se servir, eu percebi que eles misturavam o vinho e a água na mesma taça! Por alguns momentos, pensei que fosse apenas uma excentricidade das pessoas que estavam na mesa comigo, mas não. Todos os estavam fazendo aquilo. Quem entende de vinho sabe me dizer se isso é comum por aí? Eu nunca tinha visto. Finalmente, depois de me convencerem que não era ruim, eu resolvi experimentar, mesmo achando que aquilo era um crime com o vinho. Bom, o que dizer sobre isso? Ruim não é. Nem bom. É refrescante, combina com o verão e acompanha bem com os frios.

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O local é bastante agradável e fomos bem atendidos. E olha que ser bem atendido em restaurantes na Áustria é difícil. Tinha até um músico que passava de mesa em mesa tocando o que as pessoas da mesa pedissem. Na mesa atrás da minha tinha outro brasileiro, daí ele tocou Garota de Ipanema, mas quando chegou a minha vez ele não sabia mais nenhuma brasileira, então curtimos o final da tarde ouvindo música croata na minha mesa.

Teve outra vinícola que nós fomos, mas que infelizmente eu não lembro o nome, só lembro que ficava no final da linha D do bonde. É uma pena que eu não lembre o nome, pois essa é um achado mesmo. Quem nos levou até lá morava em Viena, então esta está um pouco fora do circuito turístico e ali bem pertinho tem um mirante com uma vista bem bonita da cidade.

Como eu já comentei aqui uma vez, na época que eu fiz a maioria das minhas viagens eu não escrevia aqui no blog e como eu não costumava fazer anotações, não consigo lembrar de algumas coisas, então quando não tem as informações de preços e localização na internet, fica bem difícil de lembrar, mas se alguém quiser saber algo mais, lembrem sempre do espaço de comentários aqui embaixo para perguntar ;)

Mariana
07
fev
Museums Quartier

Museums Quartier é um dos maiores espaços culturais do mundo. Localizado na capital austríaca, o complexo é formado por vários museus, lojas, bares, cafés e restaurantes.

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Mesclando arquitetura barroca com contemporânea, o local abriga os espaços de exposições e museus mais famosos de Viena, como o Leopold Museum, o MUMOK, o Kunsthalle Wien, entre outros, mas eu não vim aqui para falar dos museus, por isso deixei o link deles e mais esse aqui do MQ para quem se interessar poder pesquisar com mais calma. Optei por não falar dos museus porque eu não visitei nenhum deles. Não sou fã de museu e normalmente vou só pra ver a arquitetura mesmo. Confesso que me arrependi de não ter dado uma passadinha rápida, já eu tive tempo de sobra pra fazer isso, mas é incrível como parece que quanto mais tempo eu tenho para ficar em uma cidade, mais eu relaxo nos passeios turísticos. Mas voltando ao Museums Quartier, eu vim aqui para falar do espaço em si e de como é possível gastar horas e horas lá sem nem sentir o tempo passar.

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Pessoas circulam o dia todo no espaço de 60.000m² do MQ. Durante o dia os visitantes podem sentar nesses banquinhos espalhados por todo o espaço, mas conseguir um lugar ao sol é bem disputado, pois nos dias quentes as pessoas pensam que é praia e nos dias mais frios, procuram o sol pra se esquentar ou até mesmo tirar um cochilo no meio da tarde. Por que não?!

Nos dias mais quentes vale refrescar os pés na fonte e tomar sorvete. Não sugiro tomar cerveja porque a cerveja deles é quente para o padrão brasileiro, então beba de água ou coca-cola mesmo.

No fim de tarde, happy hour. Durante a noite e madrugada adentro, ponto de encontro antes da balada para fazer o famoso “esquenta”. E assim o MQ permanece sempre movimentado.

Aproveite várias horas do seu dia nesse espaço agradável e você não vai se arrepender.

Mariana
06
jan
Schloss Hellbrunn

Schloss Hellbrunn é um palácio localizado na cidade natal do Mozart, Salzburgo, na Áustria.

A maneira que eu embarquei nessa viagem para Salzburgo foi bem diferente pra mim. Ninguém que eu conhecia podia ir no final de semana que eu queria ir e eu não estava com vontade de ir sem companhia porque seria muito triste brincar nesse palácio sozinha e vocês já vão entender porque. Um amigo conhecia umas meninas que estavam planejando uma viagem para lá bem no final de semana que eu ia e eu me convidei para ir com elas. Combinei tudo por e-mail e conheci apenas uma delas pessoalmente antes de viajar e as outras só na hora de embarcar no trem mesmo.

Maria, da Austrália, Nadeen, da Jordânia, Judith, de Hong Kong e Sarah, da Tunísia, tornariam-se minhas melhores amigas de infância antes mesmo do trem deixar a cidade de Viena.

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Viajar com elas foi maravilhoso porque nenhuma delas é européia. Não sei quanto a vocês, mas eu não gostei de viajar com europeu. Eles não dão valor para conhecer as cidades porque para eles é tão fácil ir de um lugar para o outro que eles pensam que se não visitarem tal ponto turístico em tal cidade, não tem problema, pois eles podem voltar lá a qualquer momento. Se, por um lado, era bom ter companhia quando eu viajava com eles, por outro, eu sabia que não conheceria as cidades da maneira que eu gostaria.

Mas voltando ao palácio…

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O complexo do palácio é formado pelo palácio (ahh, não diga?!), pelos parques e jardins e pelos jogos de água, motivo que nos levou até lá.

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Hellbrunn é um palácio de verão, mas é um palácio de verão com a cara do verão e não simplesmente um palácio de verão para se passar o verão.  O grande diferencial desse palácio com os demais é realmente o jogo de águas. Diversão garantida para crianças de todas as idades. Hehehe. Talvez você esteja perguntando “WTF é esse jogo de águas que ela tanto fala?”. Pois bem, eu explico.

Um príncipe e arcebispo de Salzburgo, chamado Markus Sittikus, foi um ótimo anfitrião. Não há convidado que possa negar isso. Pelo menos não os bem humorados. Ao visitar o palácio, os convidados sentavam-se à mesa para um jantar a céu aberto, afinal de contas, era verão e um jantar desse tipo é sempre muito agradável. Bom, o que os convidados não sabiam é que seriam surpreendidos por jatos de água saindo do meio dos bancos que estavam sentados, do vão central da mesa de jantar, do chão, das estátuas em volta, ou seja, de todos os lugares possíveis… e é justamente ali que começa o nosso tour pelo Hellbrunn. Dá uma olhada em como é a coisa funcionando (peguei a foto da internet porque nessa hora estávamos todas sentadas ali e não tinha ninguém para tirar fotos)

E como já era de se esperar, no final do “jantar” todo mundo fica ensopado.

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A partir dali, seguimos o passeio conhecendo várias partes do palácio e é lógico que, ao longo da caminhada, existem várias surpresas desse tipo. Jatos d’água saindo de estátuas, do chão, das plantas, do teto. Ahhhh, é tão legal, me senti muito kid fazendo esse passeio. Apesar de nas fotos parecer um dia nublado, na verdade era um daqueles dias abafados e com um calor insuportável, então pensa o quão refrescante foi visitar esse lugar. Recomendo para todos que estiverem passando pela Áustria no verão.

O mais engraçado do passeio é que no decorrer da caminhada você começa a se achar esperto e consegue prever alguns lugares onde vai ter algum jato de água, daí você desvia e é surpreendido por um jato que vem de algum outro lugar inesperado, tipo esse aqui, saindo do chifre.

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No passeio ainda tem algumas grutas com decorações inspiradas na mitologia grega, paredes de conchas e um teatro mecânico.

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Eu nunca tinha visto um teatro mecânico e achei um pouco sem graça. Fiquei esperando ele pegar fogo e  aparecer o Willy Wonka rindo jatos d’água apagarem a labaredas, mas não. Era só isso mesmo.

O palácio fica aberto diariamente de abril a novembro, mas lógico que o legal é ir em julho ou agosto, para poder interagir melhor com o lugar. As visitas são guiadas e o ingresso custa 9,50€.

E, caso alguém que leu esteja indo ou queira ir para lá, desculpa por estragar algumas surpresas. Hehehehe.

Mariana
04
dez
#Fail: Visto Austríaco

Quando eu resolvi participar do programa de intercâmbio IAESTE, eu sabia que dependendo da quantidade de tempo que eu ficasse no país de destino seria necessário tirar visto, mas durante o processo seletivo acabei escolhendo ir trabalhar na Áustria, mais precisamente em Viena, e ficaria lá apenas dois meses.

Quando recebi a lista de documentos necessários para finalizar o processo, fiquei feliz porque não precisaria tirar o visto. Vamos combinar que tirar visto é uma coisa muito chata! Com a notícia, dei continuidade tranquilamente no processo, juntei os documentos, mandei pra Áustria, fiz diversos contatos com eles e quando recebi a confirmação que já estava tudo certo, comprei a minha passagem. Aparentemente agora era só esperar o grande dia tranquilamente.

Nesse meio tempo, agendei minha entrevista em São Paulo para tirar o visto para os EUA, pois seguiria para Nova Iorque direto de Viena, mas consegui agendar a entrevista apenas para duas semanas antes da data da minha viagem. Até aí tudo bem, pois daria tempo suficiente de ir até São Paulo tirar o meu visto e o passaporte, que eles enviam pelo correio, chegaria em Curitiba a tempo da minha viagem. Um pouco arriscado, pois meu passaporte poderia ser extraviado ou a entrega poderia atrasar, mas mesmo assim resolvi esquecer que a Lei de Murphy existe e fui.

Voltei para Curitiba e continuei organizando as coisas da viagem tranquilamente até o dia que recebi um e-mail do escritório da IAESTE da Áustria falando que havia sido aprovada naquele dia alguma alteração no esquema dos vistos e que para eu trabalhar no país eu precisaria do visto! Tive uns 10 tipos de surtos. Faltavam 7 dias para a minha viagem e eu não tinha o passaporte em mãos, pois ele chegaria em uma quinta-feira e a minha viagem seria no sábado!

Joguei o e-mail no tradutor do Google, li 500 vezes, perguntei para outras pessoas se eu realmente tinha lido e entendido aquilo certo e não teve jeito… era isso mesmo. Eu teria que tirar o visto.

Fui correndo pessoalmente no consulado da Áustria aqui em Curitiba e cheguei lá quase chorando e contando minha triste história. Primeiramente fui orientada a trocar a data da viagem, mas para isso eu teria que gastar milhões e eu já tinha gastado muito dinheiro com a viagem, então eu não tinha como fazer isso.

Eis que surge uma luz no fim do túnel. Lá no consulado mesmo eles fizeram algumas ligações e então me falaram que eu poderia juntar toda a documentação e quando o meu passaporte chegasse era só ir pra Brasília e pegar meu visto. Veja bem: meu passaporte chegaria na quinta, eu teria que ir pra Brasília e voltar na sexta para estar aqui em Curitiba no sábado de manhã pronta para viajar de novo. Se essa era a solução, foi o que eu decidi fazer.

Voltei para casa e comecei a procurar passagens pra Brasília compulsivamente. Passagens aéreas pra Brasília são caras até se compradas antecipadamente, agora imagine em cima da hora. A essa altura do campeonato, já estava pensando em desistir de tudo e achando que aquilo tinha acontecido pra me dizer que eu não deveria ir.

Liguei para a embaixada dos EUA para pedir agilidade no meu passaporte, liguei para a embaixada em Brasília, liguei para todo mundo implorando para que alguém me ajudasse. E nada! Quando eu já estava no parapeito da janela da minha casa (que só tem um pavimento), pronta para pular…. o telefone tocou. Era do consulado daqui pedindo para que eu fosse até lá com todos os meus documentos.

Sensibilizados com a minha falta de sorte, resolveram me ajudar a emitir o visto mesmo sem o passaporte! Enviamos os documentos para Brasília, a embaixada emitiu o meu visto e mandou de volta para o consulado aqui. Quando meu passaporte chegou eu levei ao consulado, eles verificaram a autenticidade, colaram a etiqueta na hora e mandaram uma cópia pra Brasília, provando que era verdade a minha história que o passaporte estava no poder da embaixada dos EUA.

Ufa! Finalmente eu tinha meu passaporte com todos os vistos que precisava em mãos e faltavam menos de 24h para a minha viagem.

Sério, eles foram muito legais comigo! O que eu aprendi com isso tudo? Que por mais que você faça um bom planejamento, algumas coisas sempre podem fugir do controle e nem sempre vai ser culpa sua. E, como eu sempre digo, o que importa é que no final dá tudo certo.

Mariana
#Fail – Ópera em Viena
Especial 02: Visto EUA
Visto Australiano
Visto EUA – Entrevista
08
nov
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