Turista: Machu Picchu (parte II)

Semana passada nós mostramos a parte I da viagem da Tatiana Kugler a Machu Picchu. Para quem não leu, vale a pena o dar uma olhada, pois ela explica passo a passo tudo o que você tem que fazer antes de chegar e dar de cara com esse visual:

Hoje ela vai nos contar como é a visita a partir daqui. Fiquei impressionada. Machu Picchu pareceu ser muito mais do que eu imaginava. Não vejo a hora de poder ir também. Mas vamos à continuação do relato.

Depois de alguns minutos em êxtase, é hora de caminhar. A cidade não é grande, mas o encanto que ela exerce faz você passar muito tempo olhando para recortes perfeitos na pedra, talhados por um inca que como instrumento só tinha outra pedra….

Ou então ficar abismado com o encaixe entre as pedras. É perfeito!

É importante lembrar que quando foi descoberta, Machu estava quase toda ‘desmontada’ e cerca de 70% do que se vê por lá é restauração, como saber a diferença? Olha essa foto:

O lado esquerdo foi montado pelos Incas e o direito e fundo pelos restauradores, fácil diferenciar!

O amanhecer em Machu é nublado, no começo ficamos desanimados, achando que ia chover, e por volta das 8h30 rumamos para a entrada de Huayna Picchu.

Conseguimos as senhas para subir Huayna no grupo das 9h, chegamos um pouco antes e nos liberaram para subir. Dias antes encontramos um polonês que nos falou que o grupo das 9h era o melhor horário, pois é quando o céu fica limpo, mas olhamos para cima e vimos isso:

Pensamos: 1. O polonês nos ludibriou; 2. Moleza!! Tá logo ali. Ledo engano… 1. Ele tinha razão; 2. Não é fácil e não tá logo ali

Começa assim:

São quase 400 metros por escalones íngremes (totalizando 2720m a nível do mar) que subi amaldiçoando cada um dos Incas que tiveram a brilhante idéia de fazer uma escada totalmente irregular até o alto de uma montanha. Pensei em desistir, mas vi uma senhora japonesa bem idosa, do grupo anterior, descendo sem expressar cansaço e um senhor que usava bengala ser mais rápido que eu. O orgulho falou mais alto, coloquei a língua pra dentro da boca e segui. Quando, de repente, como se não bastassem os escalones a beira do abismo, tem que passar por esse túnel, que é em subida….

Mas no final você é recompensado com esse visual:

VALE CADA GOTA DE SUOR!

E vocês acham que a subida é só para olhar Machu de cima? Não mesmo! Os Andes do outro lado são divinos e os incas construíram em Huayna uma mini Machu, até com terraços de cultivo! Era onde tudo indica que viviam os grandes sacerdotes e existem 2 caminhos para chegar ao topo, um que vai direto e outro que vai contornando a montanha e passa pelo Templo da Lua e cavernas naturais. Fui pelo direto, mais curto e íngreme.

Nessa hora, já literal e figurativamente sem fôlego, confirmei aquilo que suspeitava: os incas não foram os grandes dominantes dos Andes por acaso, os caras eram F***!

Descendo de Huayna, dá pra também para subir Huchuy Picchu. Quase ninguém sobe porque já está derrotado por Huayna, mas vale a pena. Quem deu essa dica foi um amigo que já tinha ido para lá e não me arrependo de tê-lo ouvido, a paisagem é igualmente linda, além de ser um bom lugar para comer o lanche que levar na mochila!

E depois de descer e subir 2 montanhas, você pode descansar nesta paisagem:

Depois de repor as energias, chega a hora de passear pela cidade, que é dividida em duas partes:

Zona agrícola, onde ficam os terraços de cultivo e os silos para armazenamento dos grãos.

Zona Urbana, subdividida em duas partes:

Alta (hanan), onde está a Residência Real, os Templos e o Mausoléu

Baixa (hurin), onde estão as residências comuns

Ande por tudo, observe cada detalhe desta Maravilha, surpreenda-se com detalhes assim:

Depois de um dia inteiro, despeça-se com carinho e na saída, peça pra carimbarem o seu passaporte (não faça como eu, que levou o passaporte, mas esqueceu de carimbar…)

Volte para o hotel com uma sensação inexplicável! Se tiver energia, suba até o fim da rua principal de Aguas e relaxe nas termas (minha energia estava esgotada e eu não fui, mas já me disseram que é muito bom). E durma bem, porque no dia seguinte tem que acordar cedo, é preciso fazer o caminho inverso….

IMPORTANTE: Quando estive no Peru (fev/2011), a compra da entrada para Machu Picchu era feita na Dircetur de Aguas Calientes por S/126 ou S/63 (meia, com carteirinha ISIC), sem limite de visitantes e as autorizações para subir em Huayna Picchu eram dadas na hora de entrar, só os primeiros 400 conseguiam. Mas fiquei sabendo que as coisas estão diferentes e agora a venda das entradas, além de ser limitada a 2500 visitantes por dia, é feita somente pelo site (www.machupicchu.gob.pe) a S/150 e meia-entrada só comprando direto na Dircetur de Cusco (na Plaza Tupac Amaru), mas e o medo de arriscar para pagar mais barato e quando chegar lá não tem mais vaga para o dia que deseja?

E como dicas são sempre bem vindas:

-     compre pelo site a MAPI-Huayna 2G, para subir em Huayana depois das 9h, quando a neblina vai embora e você tem uma visão surreal.

-      Os Andes Peruanos tem basicamente duas estações (sempre frias), a de seca (de maio a outubro) que é a alta temporada e a de chuvas (de novembro a abril), quando tem dias que chove demais e Huayna pode estar fechada.

-     Para sobreviver na altitude: encha o sangue de açúcar. Ele oxigena o sangue e o ar aparece – sim, é difícil respirar nos Andes, eu fiz isso e não precisei de remédio nenhum e olha que eu estive também no Titicaca, a mais de 4 mil mts, contra os 2400mts de Machu.

-     Negocie SEMPRE. Por lá a regra é pechinchar, nunca vão te dar o preço real de cara.

-     Viagem para fazer de mochilão, deixe a mala de rodinhas em casa se não quiser passar raiva.

-     Guarde os saquinhos de vomito do avião, eles podem ser uteis quando você andar pelo Vale Sagrado, as estradas são sinuosas e os motoristas não tem noção do perigo

-     Reparem que existem valores em Soles e em Dólares, os dois são bem aceitos por lá. Em lugares onde coloquei preço em dólar, vale mais a pena comprar com esta moeda, perde-se convertendo para soles.

E Boa Viagem!!!

E aí pessoal, gostaram? Espero que não tenham ficado assustados. Eu confesso que fiquei um pouco, mas a vontade de ir ainda prevalece.

Obrigada pelas dicas e por ter detalhado tão bem a viagem, Tati!

Mariana
Turista: Machu Picchu (parte I)
Turista: Budapeste parte 2
Turista: Peru
16
mai
Próxima Parada: Curitiba

Se você, assim como nós, não vai poder viajar no feriado, que tal curtir um pouco da sua própria cidade?

Por isso, a partir de amanhã, faremos um especial de Curitiba para o feriado.

Dicas para lembrarmos de alguns lugares daqui mesmo e, lógico, para ajudar alguém que venha turistar por aqui também.

Fiquem de olho!

MUSEUM58

 

Mariana
Próxima Parada: Perhentian Islands
Próxima Parada: Colômbia
Próxima Parada: Rio de Janeiro
Curitiba Restaurant Week – 2° Edição
06
set
Caixa Preta: Como conseguir as melhores passagens aéreas

As dicas e links abaixo para localizar passagens mais baratas e horários melhores são otimas para qualquer viagem ou viajante. Independente se e uma viagem a trabalho ou de ferias com destino, data e orçamento definidos, ou se e para seu mochilao sem itinerário, este post vai te dar um help mostrando onde começar e finalizar a compra da passagem ideal.

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Importante: Sou o viajante mais exotico do Finestrino, por tanto, esperem exemplos nada comuns!

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Pesquisa

  1. Começamos pelo óbvio, decida seu destino (continente, pais, cidade). Dependendo do seu tipo de viagem, a pesquisa pode ser mais extensa. Sua pesquisa estará diretamente relacionada com seu tipo de viagem (trabalho, ferias, mochilao).

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Fabio
Caixa preta: como controlar seu $$ em viagem
Caixa Preta: como fazer uma máscara de Veneza
Caixa Preta: scrapbook
Caixa Preta: como despachar um sombrero mexican...
23
jun
Vacinas necessárias

Essa semana precisei tomar uma vacina para minha próxima viagem e descobri coisinhas interessantes. Como sou muito legal, vou compartilhar aqui.

Bom, para alguns países não é necessário visto, mas alguns exigem vacinas. O chato não é ter que tomar a vacina, mas sim o pequeno processo. Tá que tomar injeção não é divertido, mas o lance pior ainda está por vir, caro leitor. Algumas devem ser tomadas com tempo mínimo antes da sua viagem, tipo 15/20 dias antes.

Depois que você toma a vacina, precisa ir até a Anvisa e pegar uma carteirinha internacional. A Anvisa fica no aeroporto ( ¬¬ ) e não é bom ir no dia da viagem, melhor ir antes. Você pode se cadastrar no site e adiantar um pouco o sistema. É bem simples o cadastro, entra, preenche umas bobeirinhas e cria uma senha, o login eles que te mandam. Em 2 segundos já está tudo no seu e-mail.

Aí é partir pro aeroporto. Aqui em Curitiba, a Anvisa fica no primeiro andar em uma entrada logo ao lado dos caixas eletrônicos.

O sistema é simples, mas como no Brasil sempre tem bastante gente pra trabalhar, é claro que a fila era bem relevante e a espera foi grande. Fiquei 30 minutos lá. Tinham 5 pessoas na minha frente e UM funcionário bem lento. Coitado, era simpático e atencioso, mas né? Um único ser.

Perguntei pra ele se, se tomasse outra vacina usaria depois a mesma carteirinha que eles dão, e ele me contou que a única vacina exigida no mundo todo é a de febre amarela, todas as outras são apenas recomendadas, então não precisa de certificação.

Você ganha um documento assim:

Essa vacina de febre amarela é subcutânea – não dói, só arde um pouquinho – e dura 10 anos (até eu sobrevivi a ela!). No site que coloquei ali em cima você pode simular sua viagem e ver se é ou não obrigatória a vacinação, mas é bom ler este post e já ficar informado.

Quando for até a Anvisa, você precisa levar:

- documento oficial de identificação com foto ou certidão de nascimento para menores de idade;

- cartão de vacina com nome, fabricante e lote completo da vacina, data da vacinação, assinatura e nome do vacinador e identificação da unidade de vacinação. (você pega isso no posto de saúde que te deu a vacina);

- presença do interessado para assinatura do CIVP no local.

Fiz uma pesquisa sobre as vacinas que recomendadas antes de viajar e coloquei tudo aqui pra vocês:

Hepatite A

Hepatite A é uma infecção muito comum que as pessoas adquirem com água ou alimentos contaminados. Você pode fazer um exame de sangue para verificar se você já teve esta doença algum dia (pergunte ao seu médico).

Se já teve Hepatite A na infância você não corre risco de pegá-la novamente. Se você não souber e não fizer o teste que confirme, precisa da vacina antes da sua viagem. É preciso apenas uma dose antes da viagem, mas você deverá receber uma segunda dose em 6-12 meses para ficar protegido pelo resto da sua vida. (oba!)

Febre Tifóide

Essa é outra doença que geralmente é adquirida através de água ou alimentos contaminados. Costuma causar febre muito alta e dor abdominal, podendo ficar muito grave e levar ao óbito. Existe uma vacina contra esta doença tanto na forma de comprimidos, quanto de injeção. Leva 7 dias para tomar todos os comprimidos e costuma ser um pouco complicado. Esta apresentação da vacina (comprimidos) confere proteção por 5 anos, depois disso você deve repetir a vacinação. Já, na forma de injeção, necessita-se apenas de uma aplicação. Esta forma da vacina confere proteção por 2 anos, depois disso você deve repetir a vacinação.

Meningite

É uma infecção que acomete o líquido que banha o cérebro. Muitas pessoas possuem um certo tipo de bactéria  que pode causar meningite vivendo em suas bocas, mas sem deixá-los doente.  Entretanto, quando outra pessoa entra em contato com secreções respiratórias destes indivíduos (tosse, por exemplo). Contra este tipo de meningite existe uma vacina específica.

Esse tipo de meningite é especialmente comum em algumas partes da África e se você estiver viajando para estas regiões e deverá recomendar a vacina. Também, se você for da religião Islâmica e for realizar a perigrinação a Meca, pode ser necessário que você receba a vacina. Existem diversos tipos de vacina, pergunte ao seu médico qual a melhor e o intervalo para uma segunda dose.

Gripe

A gripe causa febres, tosse, dores de cabeça e pelo corpo e pode causar um quadro grave. Em áreas com clima temperado, ela ocorre durante o inverno, mas nos trópicos ela ocorre durante todo o ano. É muito comum acometer viajantes e para se proteger você deve receber a vacina, que confere proteção por um ano.

Vale contar que ano passado eu tomei vacina de gripe e até que nem peguei gripão mais. Só uns resfriados. Acho que é válida apesar da polêmica que existe sobre ela!

Raiva

Essa é uma doença extremamente grave que as pessoas adquirem normalmente com a mordida do cachorro. Muitos outros animais podem causar esta doença, como por exemplo, macacos e morcegos. A doença é fatal! Existe uma vacina para proteger contra a raiva – caso tenha risco de contrair a doença – porém é cara e você deve tomar 3 injeções, em um período de 3 semanas.

Se você for viajar por um período prolongado, deve considerar receber esta vacina. Crianças apresentam maior risco de serem mordidas por cachorros e também podem tomar a vacina. Independente de tomar ou não, antes da sua viagem, se você for mordido por um animal, principalmente um cachorro, procure um médico o quanto antes.

Febre Amarela

Febre amarela é uma doença grave e geralmente letal, que ocorre em diversas áreas da África e da América do Sul. A vacina contra febre amarela é muitas vezes obrigatória, para viagens em países de risco. Se você receber esta vacina, deverá também receber um certificado internacional (é o que fui tirar!), que deve levar sempre junto para provar que é vacinado.  A doença é transmitida através da picada de um mosquito, portanto tome um pouco de cuidado. A vacina dura 10 anos (yesss!).

Encefalite Japonesa

Esta doença ocorre no Sul e Sudeste da Ásia (ah, jura?). A doença é transmitida através da picada  de mosquito também, principalmente nas áreas rurais onde são criados porcos. Se você for visitar regiões fora das grandes cidades por um período superior a 30 dias, deverá tomar a vacina. São pelo menos 3 doses em dias separados, o que deve ser feito algumas semanas antes da  viagem, assim ficará totalmente protegido.

 

 

Anna
31
mai
Obras famosas

Como boa designer que sou, adoro ir em museus quando viajo. É um clássico dos meus roteiros, não deixo de visitar os mais importantes do mundo, acho que todo mundo tinha que ir, inclusive.

Gosto de ver artistas locais, ver a arquitetura dos museus e como são feitas as exposições, tudo pode inspirar a gente – pessoas que trabalham com criação 100% do tempo.

Porém o mais legal mesmo é estar andando num corredor e se deparar com uma obra mega famosa que estudou nas aulas de história da arte da faculdade. Realmente não lembro qual foi a primeira obra conhecida que vi na vida, mas quem esquece de Monalisa? Ok que ela é super pequenina e meio “bobinha” em tamanho dentro do Louvre, mas por favor, é a Mona! Um dos quadros mais estudados e falados nas aulas de arte do planeta! Querendo ou não, é emocionante ver ao vivo, ver que é real e não apenas uma foto nos livros.

Outras obras que amei ver, são as de Dalí, meu artista preferidão do mundo! Sou super fã, e a primeira que vi foi aqui no MON, mas era só um desenho. Depois vi quadros lá no Vaticano, e foi meio ao acaso… vi o quadro, achei que era do meu queridão, fui olhar e era! Bateu uma emoção forte também!

Além dessas, gostei de ver obras de Duchamp – apesar de ser avessa a ele porque teve uma briga com Dalí -, Magritte, Klint, Picasso, Andy Warhol e Lichestein. Todos são meus companheiros de faculdade e de vida. Muito legal ver de perto!

E não só os quadros né, eu me emociono vendo produtos famosos de designers tipo Karim Rashid, Starck e nossos queridos irmãos Campana.

Eu sei que é meio jacu tirar foto de quadro dentro de museu, ainda mais porque todos estão impressos nos vários livros que eu tenho, mas ah… é uma emoção a mais, gosto de registrar esses momentos tipo “eu vi isso de verdade!”, sabe como?

Não me julguem por fotografar obras em museu, vou continuar fotografando. E não me importo que muitas delas fiquem ruins, já que muitos museus não deixam tirar foto e tem que fazer uma coisa clandestina.

Anna
31
mai
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