Currículo italiano

Uma coisa que achei beeem curiosa lá na Itália, é a forma de fazer um currículo. No Word tem aquelas opções de formatação européia e tal, que no caso fica bem mais bonita e apresentável, mas não é disso que estou falando, e sim do conteúdo.

O que aconteceu foi que uma vez na aula uma aluna perguntou pra prof. o que ela colocava no cv pra mandar para uma empresa, e não contente em responder pra menina, a professora deu uma AULA sobre o cv. Juro, 2h30 falando de como montar um cv. Na real ela ficou pasma que as alunas (italianas) não sabiam como montar um.

Pra mim foi ótimo né, porque achei bem diferente e já aprendi a fazer e claro que vou dividir aqui com vocês!

Pra começar a maior diferença foi saber que enquanto aqui o lance é colocar em menos páginas possíveis (tipo 1 ou 2), lá não tem essa contenção… quanto mais melhor (pelo menos segundo a aula da professora). Enquanto aqui a gente coloca nossas funções, tempo de trabalho e empresa, lá você precisa fazer um descritivo mais extenso de suas atividades, o que fazia de melhor, exemplos de trabalhos etc.

A mesma regra segue para os cursos de extensão, faculdade não precisa, basta colocar como fazemos aqui mesmo. Mas cursos complementares… se prepare, tem que escrever bastante! Contar como era e tudo.

Além disso é bom sempre por no final suas qualificações, como é sua personalidade e como trabalha.

Pra fechar você ainda escreve sobre suas experiências, como por exemplo, se você estudou fora, escrever um breve parágrafo sobre isso, como foi e o que aprendeu.

Falando assim, parece que não vai muita coisa, mas a hora que você pega teu cv e começa a abrir tudo, já deu 80 páginas. Sim, uma coisa bem chata de ler e tal, mas talvez dispense um pouco entrevistas preliminares. Engraçado que os italianos são tão devagares e lentos e dolce vita, me surpreende quererem ler tanto.

Na real nem sei se funciona mesmo. Uma vez mandei um cv lá e era normal daqui, com 2 páginas, só adicionei a parte final da descrição sobre a experiência de estudar fora. Fui chamada pra entrevista, mas né… #fail.

Pra finalizar, deixo uma frase que achei interessantíssima dessa aula (apesar disso tudo ter acontecido uns 4 anos atrás, lembro muito bem):

 

“Você vai entregar um currículo de 2 páginas?! Não tem coisa mais pobre do que isso! Ninguém vai te achar interessante com 2 páginas!”

Anna
12
jul
Vacinas necessárias

Essa semana precisei tomar uma vacina para minha próxima viagem e descobri coisinhas interessantes. Como sou muito legal, vou compartilhar aqui.

Bom, para alguns países não é necessário visto, mas alguns exigem vacinas. O chato não é ter que tomar a vacina, mas sim o pequeno processo. Tá que tomar injeção não é divertido, mas o lance pior ainda está por vir, caro leitor. Algumas devem ser tomadas com tempo mínimo antes da sua viagem, tipo 15/20 dias antes.

Depois que você toma a vacina, precisa ir até a Anvisa e pegar uma carteirinha internacional. A Anvisa fica no aeroporto ( ¬¬ ) e não é bom ir no dia da viagem, melhor ir antes. Você pode se cadastrar no site e adiantar um pouco o sistema. É bem simples o cadastro, entra, preenche umas bobeirinhas e cria uma senha, o login eles que te mandam. Em 2 segundos já está tudo no seu e-mail.

Aí é partir pro aeroporto. Aqui em Curitiba, a Anvisa fica no primeiro andar em uma entrada logo ao lado dos caixas eletrônicos.

O sistema é simples, mas como no Brasil sempre tem bastante gente pra trabalhar, é claro que a fila era bem relevante e a espera foi grande. Fiquei 30 minutos lá. Tinham 5 pessoas na minha frente e UM funcionário bem lento. Coitado, era simpático e atencioso, mas né? Um único ser.

Perguntei pra ele se, se tomasse outra vacina usaria depois a mesma carteirinha que eles dão, e ele me contou que a única vacina exigida no mundo todo é a de febre amarela, todas as outras são apenas recomendadas, então não precisa de certificação.

Você ganha um documento assim:

Essa vacina de febre amarela é subcutânea – não dói, só arde um pouquinho – e dura 10 anos (até eu sobrevivi a ela!). No site que coloquei ali em cima você pode simular sua viagem e ver se é ou não obrigatória a vacinação, mas é bom ler este post e já ficar informado.

Quando for até a Anvisa, você precisa levar:

- documento oficial de identificação com foto ou certidão de nascimento para menores de idade;

- cartão de vacina com nome, fabricante e lote completo da vacina, data da vacinação, assinatura e nome do vacinador e identificação da unidade de vacinação. (você pega isso no posto de saúde que te deu a vacina);

- presença do interessado para assinatura do CIVP no local.

Fiz uma pesquisa sobre as vacinas que recomendadas antes de viajar e coloquei tudo aqui pra vocês:

Hepatite A

Hepatite A é uma infecção muito comum que as pessoas adquirem com água ou alimentos contaminados. Você pode fazer um exame de sangue para verificar se você já teve esta doença algum dia (pergunte ao seu médico).

Se já teve Hepatite A na infância você não corre risco de pegá-la novamente. Se você não souber e não fizer o teste que confirme, precisa da vacina antes da sua viagem. É preciso apenas uma dose antes da viagem, mas você deverá receber uma segunda dose em 6-12 meses para ficar protegido pelo resto da sua vida. (oba!)

Febre Tifóide

Essa é outra doença que geralmente é adquirida através de água ou alimentos contaminados. Costuma causar febre muito alta e dor abdominal, podendo ficar muito grave e levar ao óbito. Existe uma vacina contra esta doença tanto na forma de comprimidos, quanto de injeção. Leva 7 dias para tomar todos os comprimidos e costuma ser um pouco complicado. Esta apresentação da vacina (comprimidos) confere proteção por 5 anos, depois disso você deve repetir a vacinação. Já, na forma de injeção, necessita-se apenas de uma aplicação. Esta forma da vacina confere proteção por 2 anos, depois disso você deve repetir a vacinação.

Meningite

É uma infecção que acomete o líquido que banha o cérebro. Muitas pessoas possuem um certo tipo de bactéria  que pode causar meningite vivendo em suas bocas, mas sem deixá-los doente.  Entretanto, quando outra pessoa entra em contato com secreções respiratórias destes indivíduos (tosse, por exemplo). Contra este tipo de meningite existe uma vacina específica.

Esse tipo de meningite é especialmente comum em algumas partes da África e se você estiver viajando para estas regiões e deverá recomendar a vacina. Também, se você for da religião Islâmica e for realizar a perigrinação a Meca, pode ser necessário que você receba a vacina. Existem diversos tipos de vacina, pergunte ao seu médico qual a melhor e o intervalo para uma segunda dose.

Gripe

A gripe causa febres, tosse, dores de cabeça e pelo corpo e pode causar um quadro grave. Em áreas com clima temperado, ela ocorre durante o inverno, mas nos trópicos ela ocorre durante todo o ano. É muito comum acometer viajantes e para se proteger você deve receber a vacina, que confere proteção por um ano.

Vale contar que ano passado eu tomei vacina de gripe e até que nem peguei gripão mais. Só uns resfriados. Acho que é válida apesar da polêmica que existe sobre ela!

Raiva

Essa é uma doença extremamente grave que as pessoas adquirem normalmente com a mordida do cachorro. Muitos outros animais podem causar esta doença, como por exemplo, macacos e morcegos. A doença é fatal! Existe uma vacina para proteger contra a raiva – caso tenha risco de contrair a doença – porém é cara e você deve tomar 3 injeções, em um período de 3 semanas.

Se você for viajar por um período prolongado, deve considerar receber esta vacina. Crianças apresentam maior risco de serem mordidas por cachorros e também podem tomar a vacina. Independente de tomar ou não, antes da sua viagem, se você for mordido por um animal, principalmente um cachorro, procure um médico o quanto antes.

Febre Amarela

Febre amarela é uma doença grave e geralmente letal, que ocorre em diversas áreas da África e da América do Sul. A vacina contra febre amarela é muitas vezes obrigatória, para viagens em países de risco. Se você receber esta vacina, deverá também receber um certificado internacional (é o que fui tirar!), que deve levar sempre junto para provar que é vacinado.  A doença é transmitida através da picada de um mosquito, portanto tome um pouco de cuidado. A vacina dura 10 anos (yesss!).

Encefalite Japonesa

Esta doença ocorre no Sul e Sudeste da Ásia (ah, jura?). A doença é transmitida através da picada  de mosquito também, principalmente nas áreas rurais onde são criados porcos. Se você for visitar regiões fora das grandes cidades por um período superior a 30 dias, deverá tomar a vacina. São pelo menos 3 doses em dias separados, o que deve ser feito algumas semanas antes da  viagem, assim ficará totalmente protegido.

 

 

Anna
31
mai
Especial 02: Visto EUA

O segundo post mais lido aqui no blog é sobre o visto americano. A Bru fez dois posts sobre isso aqui, um falando de como tirar o visto e outro contando de como foi a entrevista para renovar o dela.

A gente também já fez o update da mudança do visto que passou a valer 10 anos e não mais os 5 de antes. Legal que quando eu fui fazer o visto, era de 5 anos… e aí uns 6 meses depois, mudou para os 10 anos. Fiquei feliz?

Vou contar nessa nova edição dos vistos, como foi a minha entrevista, que foi um pouco diferente da Bruna. Pra começar que eu fui um dia antes pra SP e dormi por lá. Já essa parte foi bem estressante porque o voo atrasou horrores e o avião que ia pra Congonhas acabou indo pra Guarulhos. Já fiquei feliz e tranquila. NOT. Pelo menos a companhia pagou o deslocamento até o centro da cidade.

Cheguei no hotel – Formula 1 ali perto do Consulado – por volta de 1h da manhã! A entrevista estava marcada para às 9h e como eu ia a pé até lá, acordaria às 7h30 pelo menos. Óbvio que nem consegui dormir, estava muito nervosa e com medo de perder a hora. Eu sempre fico nervosa com perder a hora de manhã cedo com voos e etc.

Ok acordei cedão, peguei todos os documentos, milhões de coisas provando outras milhões de coisas pra não ter nenhum problema e não duvidarem de mim. Sorte que estava calor e fui a pé tranquila por ali. Era bem pertinho e no caminho já deu aquela acalmada.

Cheguei no Consulado e a fila era gi-gan-tes-ca! Mostrei o comprovante de agendamento e entrei no fim da fila. Tirei meu visto em Dezembro, época super lotada. Mas tudo bem, eu reservei o dia inteiro pra isso e o máximo que podia fazer era ficar na fila mesmo. Dava vooooltas naquela entradinha e não dava pra fazer nada, tinha um guarda que ficava gritando que não podia falar no celular, não podia escutar música, não podia sentar no concreto que separava a fila, não podia respirar nem nada. Volta e meia alguém falava no celular e lá vinha o guarda gritar com a pessoa.

Quando a Bruna foi, não tinha guarda-volume, na real tinha um pago. Quando eu fui, meses antes, tinha espaço pra guardar essas coisas eletrônicas tipo celular, pen-drive, mp3, chaves, etc. Depois de 2h30 na fila só pra entrar no Consulado, deixei essas coisas lá na entrada e achei que né, lá dentro seria mais susse… já que já tinha entrado.

Ledo engano. Lá dentro mais fila. O espaço é bem grande e depois que você entra tem mais 4 filas marotas até estar liberado. Juro, quatro filas. Quase não acreditei nisso.

Quando entrei fui correndo pegar a senha pra 1º fila. Essa foi bem rapida e era para entregar o passaporte e alguns documentos. Depois da 1º fila você ganha outra senha para a 2º fila, para pegar as digitais – por que não pegam tudo junto? – e enfim você ganha a senha para a entrevista em si.

Essa tive que esperar mais 1h30 mais ou menos, e o lugar já estava ficando mais vazio um pouco. Até aí eram já 12h. Não tinha nada pra fazer, fui sozinha e conversei rapidinho com uma menina que estava lá para renovar o visto de estudante. Como as senhas são divididas entre turimo, estudo e trabalho, a sequência é diferente e no fim ela foi antes de mim para a entrevista.

Fiquei observando que a galera que vai tirar visto de estudo e/ou trabalho fala com 2 entrevistadores diferentes do resto do pessoal, e pelo que vi, parecia tenso. Eles ficavam um tempão lá, mostravam muuuitos documentos e os carinhas pareciam meio brabos.

Os de turismo eu não conseguia ver de onde estava sentada, mas fiquei com medo que todos fossem tensos assim. Comecei a ficar preocupada de novo.

Enfim foi a minha vez. Aimeudeuseagora? A entrevista foi tranquila, o negócio é estar confiante. Como tinha visto para estudo na Itália, o lance foi mais rápido. Ele perguntou o que eu fazia no Brasil e na época eu fazia estágio, perguntou se eu seria contratada, se gostava do meu trabalho, o que eu queria fazer nos EUA e quanto tempo ia ficar, perguntou o que eu fiz e quanto tempo fiquei na Itália e SÓ!

Foi muita magia essa entrevista. Eles não pediram comprovante de nada, nem de renda, nem de residência, nem nada. Levei trocentas coisas e não usei nem a metade dos documentos. Bom, menos mal né, melhor do que não levar, pedirem e eu não conseguir o visto! Essa entrevista acabou sendo mais fácil do que a do visto italiano, que tive que apresentar muitos  documentos. O mais chato mesmo foram as filas quilométricas.

Depois da entrevista você ganha um canhotinho para a 4º e última fila da saga, a de envio do passaporte. Essa fila é lá fora de volta, e é mais rápida. Só acho um absurdo o preço do envio do passaporte: R$ 50,00. Levei um choque quando a moça me falou, mas fazer o quê né? Paguei e fui embora almoçar e passear em São Paulo!

Passei o final de semana lá e foi tudo tranquilo. Visto aprovado e programando a viagem pros EUA!

Ah, os entrevistadores são americanos e falam aquele português engraçado com sotaque, mas eles entendem bem e o que me entrevistou era bem gente boa, meio novinho até.

Resumo da ópera: vá antes do seu horário para garantir, leve todos os documentos possíveis e imaginários, não tenha pressa e nem fique nervoso. É só não mentir que está tudo certo!

Boa sorte pra todo mundo que for tirar o visto! Quem já tirou conta pra gente se foi tranquilo, médio ou medão.

Anna
Especial de 01 ano!
Visto Australiano
Visto EUA – Entrevista
Vistos: EUA – Mudanças no visto de Turismo
19
abr
Visto Australiano

Gente, algumas coisinhas vão mudar para quem quer tirar o visto australiano. Acompanhem abaixo:

CIRCULAR DA EMBAIXADA DA AUSTRÁLIA


Quando terá início o processamento de visto sem a afixação da etiqueta do visto no passaporte?
A partir de 01 de setembro de 2010, a Seção de Vistos da Embaixada da Austrália em Brasília não irá emitir e afixar etiqueta de visto para os requerimentos de vistos temporários, por exemplo, visto de estudante, visto de negócios e visto de turismo.

Por que não emitir mais a etiqueta do visto?
Um grande número de cidadãos não australianos viajam para a Austrália e podem realizar o requerimento de visto através de processamento eletrônico (Online) e não necessita da etiqueta de visto afixado no passaporte. Embora essas facilidades ainda não estejam disponíveis no Brasil, a não emissão da etiqueta de visto é demonstração clara de  uma futura oportunidade para a  realização de requerimentos feitos eletronicamente. Isso também quer dizer que o requerente será imediatamente notificado sobre a concessão do visto logo após sua finalização. Tal procedimento também beneficia o requerente que deseja viajar para a Austrália com certa brevidade porque será informado sobre a concessão do mesmo tal logo ocorra.

Ainda é necessário o passaporte e o visto para viajar para a Austrália?
Sim. A única diferença está no fato de que o requerente não precisa mais enviar o passaporte junto ao requerimento. O visto estará vinculado ao passaporte do requerente no sistema de computação. O requerente necessita apresentar o passaporte no aeroporto para o embarque.

Quais os documentos o requerente deverá  enviar em substituição ao passaporte?
Ao invés de enviar o passaporte, o requerente deverá enviar cópia autenticada da página do passaporte contendo os dados pessoais (preferencialmente cópia colorida) e também cópia autenticada do documento de identificação (carteira de identidade). O requerente que apresentar cópias ilegíveis poderá ser solicitado a enviar outras cópias, acarretando atraso na análise do requerimento. Como parte da análise do requerimento, caso o requerente já tenha obtido vistos para outros países, poderá enviar cópias desses vistos em anexo ao seu requerimento de visto para a Austrália.

Como o requerente será  notificado da concessão do visto?
Quando o visto for concedido, o requerente, ou o receptor autorizado e/ou agente de imigração receberá uma carta de concessão pelos correios ou por email. Esta carta de notificação do visto será assinada pelo oficial de imigração. Objetivando o máximo de benefícios para o requerente, é da mais alta importância que o email para correspondência seja informado de forma bem legível no formulário de requerimento de visto, facilitando a notificação imediata da concessão do visto requerido.

E se o passaporte do requerente for enviado junto com o requerimento de visto a partir de 01 de setembro de 2010?
O passaporte será devolvido sem a etiqueta do visto. O requerente irá receber uma carta de notificação da concessão do visto. Esta carta será enviada junto com o passaporte do requerente. Tal procedimento poderá utilizar um tempo maior para a informação da concessão do visto.

Quais as nacionalidades que não precisam da etiqueta do visto?
Atualmente, somente os cidadãos de nacionalidades Brasileira, Argentina, Uruguaia e Paraguaia podem requerer visto temporário na Seção de Visto da Embaixada da Austrália em Brasília, sem a utilização da etiqueta de visto.
Cidadãos de outras nacionalidades que moram ou têm domicílio residencial no Brasil devem enviar o passaporte junto com o requerimento de visto.

O requerente terá  algum problema ao deixar o Brasil sem a etiqueta do visto australiano afixada no passaporte?
É muito pouco provável que o requerente que teve um visto concedido e não possua a etiqueta do mesmo no passaporte venha a ter algum problema ao deixar o Brasil.

E se o requerente obtiver um novo passaporte?
Se o visto concedido ainda estiver válido, mas não possuir a etiqueta de visto afixada no passaporte e o requerente obtiver um novo passaporte, o mesmo deverá informar a Seção de Visto em Brasília, ou estando em outra localidade, a Seção de Visto mais próxima. O requerente deve solicitar que o visto anteriormente concedido e ainda válido possa ser transferido para o novo passaporte. Requerente que porventura venha a obter outro passaporte e desejar entrar na Austrália, portando um visto válido no passaporte anterior, sem a etiqueta de visto, poderá encontrar algumas dificuldades ao tentar embarcar.

O requerente deve estar sempre de posse da carta de notificação da concessão do visto?
Não. As companhias aéreas vão verificar a concessão do visto do requerente antes do embarque para a Austrália. Os funcionários das companhias aéreas poderão expressar alguma preocupação quanto à concessão do visto até que os mesmos estejam habituados a nova prática. Portanto, o embarque será viabilizado com menos tempo se o requerente estiver de posse da carta de concessão do visto.

O requerente poderá  viajar para a Austrália, em trânsito por outros países sem a etiqueta afixada no passaporte?
Se o requerente necessitar ter em seu passaporte uma etiqueta de visto devido realização de trânsito em outro país, deverá então enviar o passaporte junto com o requerimento de visto e explicar o motivo.
Atualmente tais circunstâncias são observadas pelo requerente que viajará para a Austrália através dos Estados Unidos (USA). Requerente com visto concedido e transitando pela Argentina ou Chile não necessita de etiqueta de visto afixada no passaporte.

Todos os países da América do Sul concedem visto para a Austrália sem a afixação da etiqueta de visto?
Não. O procedimento da concessão de visto sem a impressão e a afixação da etiqueta é determinado por vários fatores. Até o momento, somente cidadãos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai podem ter o visto concedido sem a impressão da etiqueta de visto.
Os funcionários do aeroporto estão cientes da concessão de visto sem a impressão e a afixação da etiqueta no passaporte?

Sim. A informação será concedida para os funcionários do aeroporto com o objetivo de esclarecer que os passageiros que viajarão para a Austrália podem ou não ter a etiqueta de visto afixada no passaporte. Os funcionários serão treinados para que tal procedimento tenha efeito.
Se o requerente tiver nas condições do visto concedido direito a trabalhar, como os empregadores na Austrália tomarão conhecimento de tal permissão?
Portadores de visto, empregadores Australianos, e agências governamentais podem verificar as informações estabelecidas no visto através do serviço online de verificações das condições descritas no visto pelo Departamento de Imigração (Department of Immigration’s online Visa Entitlement Verification Online (VEVO). O serviço VEVO esta disponível eletronicamente e permite que o portador do visto ou outras organizações possam conhecer as condições do visto concedido. Existem mais de 18000 organizações registradas usando o sistema VEVO. Os usuários são empregadores, as agências estaduais do governo, instituições educacionais e financeiras.

Como outros países poderão verificar que o requerente já viajou para a Austrália?
A Austrália tem controle das saídas e entradas dos portadores de visto. Carimbos identificando tal procedimento são colocados nos passaportes dos portadores de visto. Haverá um indicativo que a pessoa entrou e saiu da Austrália.  Não indicará, entretanto, com qual tipo de visto o portador do passaporte entrou na Austrália.

Anna
Visto EUA – Entrevista
Vistos: EUA – Mudanças no visto de Turismo
Vistos- Rússia
Passaporte
13
ago
Vistos: México

Muitas pessoas não sabem, mas para ir ao México é necessário visto. O país pede visto para todos os lugares que os EUA pedem, porém são muito mais atenciosos, práticos e rápidos do que o consulado americano. Começando pelo preço! Enquanto o consulado americano pede R$ 38 para agendamento de entrevista, mais os US$ 131 do visto em si e por fim os R$ 50 de sedex para enviarem o passaporte (esse preço varia de cidade a cidade, aqui pro Sul é esse valor), o consulado mexicano cobra apenas US$ 36 (R$ 69) pelo visto, sem cobrança de agendamento ou sedex, pois podemos retirar no mesmo dia. O único incômodo é o de ter que ir a São Paulo.

Os documentos necessários são os básicos:

1. Formulário de solicitação de visto L1 gerado través do sistema de agendamento eletrônico preenchido e assinado, com uma fotografia atual 3×4.

2. Passaporte com validade mínima de seis meses assim como Xerox das páginas onde aparece a firma e os dados pessoais e (caso seja aplicável) original e cópia dos vistos válidos para outros países incluindo original e Xerox dos vistos mexicanos prévios.

3. Declaração Anual do Imposto da Renda (original e Xerox)

4. Um dos seguintes documentos: (original e Xerox)

a) Carteira de trabalho

b) Holerites (dois últimos meses) no caso de empregados registrados

c) DECORE: Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (dois últimos meses) no caso de autônomos e profissionais liberais

d) Comprovante de movimentação de cartão de crédito do último mês e comprovante de movimentação da conta bancária do último mês

e) Escritura de Imóveis

Como eu disse antes, eles são bem mais flexíveis, e não tem problema se esquecer um xerox ou outro, eles te liberam para ir até uma banquinha na esquina para providenciar isto. Além disso, a “mocinha” que dá as instruções antes da entrevista é super simpática, e mesmo que falte algum documento, não há grandes problemas. Quando fui tirar o meu teve gente que tinha escrito “negócios” ao invés de “turismo” no formulário, e eles disseram que não tinha problema, era só riscar e escrever do lado.

Depois dessa primeira parte de organização dos documentos, eles separam as pessoas em dois grupos: os que não tem visto pros EUA e os que tem. Quem não tem o visto, tem que encarar uma entrevista, mas os que tem já vão direto na pesa da Consulesa (que fica logo ali do lado do balcão), mostram os documentos, os quais ela apenas dá uma olhada e não fica verificando dados e tudo o mais, e já na seqüência ela libera para tirar a foto do visto, em uma outra salinha ao fundo.

Porém, a partir de abril deste ano, quem já tem o visto americano não precisa mais tirar o mexicano. Pode entrar no país – para turismo – numa boa!

Depois disso, é só sair para pagar o visto em qualquer agência do Banco Real (tem uma relativamente próxima ao consulado, mas eu tive o azar de chegar lá e não estar funcionando o pagamento pro visto, e tive que ir até a Paulista e voltar!!), e ir retirar o passaporte das 15h às 17h30.

Mais fácil do que esse visto, só se não tivesse que tirar visto!!!

Além do que, o consulado fica no bairro Jd. Europa, cheeeeio de casas lindas e um ambiente super agradável, bem diferente do consulado americano… que todo mundo morre de medo!!

Para maiores informações sobre os vistos mexicanos, clique aqui.

Anna
Vistos: EUA – Mudanças no visto de Turismo
Vistos- Rússia
Vistos: estudante Itália
Vistos – Visto Americano
20
jun
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