Albergue: a primeira vez a gente nunca esquece

Economizar é preciso, então um dia chega o dia de dividir o quarto com pessoas desconhecidas. Meu primeiro albergue foi em Edimburgo, na Escócia, e era também a primeira vez que eu viajava sozinha. Pesquisei muito sobre albergues e não tive dúvidas que ficar em algum deles seria a melhor opção custo-benefício para um viajante sozinho.

Eu tive bastante sorte na escolha do albergue, tanto em termos de localização, quanto valores e limpeza do local. Na primeira vez que escolhemos um albergue, somos muito cautelosos. Depois que você pega confiança, até arrisca dormir em um quarto com treliches para 18 pessoas, mas isso é assunto para outro post. Hoje quero falar do hostel de Edimburgo.

Budgetbackpackers foi o hostel que eu fiquei na capital escocesa. Com vista para o castelo de Edimburgo, o hostel é uma fofura: todo colorido e divertido. Esse albergue é tudo o que eu imaginava de um albergue e permanece até hoje na minha lista dos albergues top que eu recomendo.

Quando eu fui eu fiquei em um quarto misto para 4 pessoas, mas tem também a opção de quarto feminino separado. Não lembro quanto eu paguei, mas atualmente o valor é de £13,50/dia. Acho válido sempre analisar todas as opções, pois o quarto mais barato nesse albergue é para 30 pessoas e custa £10, então como a diferença de valor é pequena, acho que vale mais a pena pegar um quarto pra menos pessoas, mas nos albergues nem sempre é assim. Muitas vezes a diferença de valores é beeeeem maior.

A estadia nesse hostel teve um momento #fail. Eu estive lá em janeiro e era inverno e estava bastante frio e depois de um dia bem cansativo preenchido por longas caminhadas, tudo o que a gente precisa para repor as energias é de um bom banho quentinho para relaxar. Foi justamente nesse momento que eu me odiei por não ter lido o papel com as regras do albergue que me entregaram no check-in. Não li porque estava com pressa para sair, eu queria conhecer a cidade e eu já sabia que não podia fumar no albergue e blá blá blá. Porém, na hora do banho, quase gritei quando entrei no chuveiro: a água estava gelada! Não era morna, nem nada. Era gelada mesmo, pois o chuveiro quente funciona apenas em determinado horário do dia. Agora imaginem eu que não tomo banho frio nem no verão brasileiro tendo que tomar banho gelado no inverno europeu?! Foi triste, mas eu sobrevivi e hoje estou aqui para contar para vocês. Portanto, lembrem sempre que, por mais comuns que pareçam ser as regras de estadia em qualquer lugar, não custa nada ler antes, né?!

Depois do banho frio, saí do quarto para interagir com outros, pois tinha ouvido falar que em albergue era fácil fazer amizade e descolar companhias para sair a noite, mas errei de novo. Todo mundo já tinha saído e eu me deparei com o albergue vazio assim ó:

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Lá eles tem o costume de sair cedo e eu não sabia, né. Paciência. Fiquei sem companhia no passeio noturno e acabei não indo em nenhum bar tomar uísque. Não que eu beba uísque. Na verdade eu não aprecio a bebida, mas né, já que eu estava na Escócia eu queria pelo menos ter molhado os beiços.

Depois dessa estadia no albergue, eu passei a ler sempre as regras dos lugares e ficar de olho nos horários de movimento nas áreas comuns, pois é justamente nesse horário do dia que a gente troca dicas e experiências com pessoas do mundo todo. E essa é uma das coisas mais legais para se fazer em um albergue.

E vocês, já se hospedaram em albergue? Como foi a experiência? Espero que ninguém tenha tomado banho gelado. Brrrrr.

Mariana
Comprei, mas nunca usei
11
jan
Museu do Transporte – Glasgow

Normalmente eu não sou fã de ir nesses museus de pai, mas tive que dar o braço a torcer aqui. O museu é gratuito (êêê) e vale MUITO a pena. Eu já comentei sobre ele quando falei de Glasgow aqui, mas preciso dar uma atenção especial a ele.

 Só queria começar com o carro do Harry Potter com Edwiges na janelinha, pra já dar aquela instigada nos carros expostos:

Lá tem muitas coisas sensacionais que nunca achei que veria na vida. Exemplo: carruagem de cigano antiga. Pra mim que isso só existia em filme e não era real. Mas não, lá tem! E é linda. Nessa não dá pra entrar, mas já vale a visita.

Outra coisa muito bacana por lá, é que tem toda essa coisa de transporte londrino antigo. Ônibus de 2 andares antigos, com pracinhas e tudo o mais. Além de que dá pra entrar neles e passear e tirar foto, ainda mais porque o lugar não é super cheio, então não ficam 890 turistas na frente fazendo fila pra tirar foto e/ou no fundo das suas.

Tem vários trens, carros de bombeiros, carros antigos… carruagens… tudo o que você possa imaginar de legal em transporte, tem lá!

Numa das salas de cima tem uma sessão inteirinha para bicicletas. São sensacionais, muito de vô. São lindas!

E no final, pra arrematar com chave de ouro, tem uma mini cidade antiga escocesa. É tipo um cenário de filme de gângster. Pequena mas muito bacana.

E aí? Vale a pena demaiiiiiis. Eu cheguei no museu por acaso, por curiosidade fui ver o que era, e acabei entrando… era de graça mesmo. No fim foi uma das visitas mais legais da viagem e recomendo fortemente, mesmo pra quem não é louco por carros (vulgo esposas viajando com maridos, hehe).

O museu fica aberto de segunda a quinta e sábado das 10h às 17h. E Sextas e domingos das 11h às 17h. O endereço é Kelvin Hall 1, Bunhouse Road, em frente ao Kelvingrove Museum e pertinho da estação Kelvinhall do metrô.

Neste site você encontra mais informações sobre os museus da cidade.

Anna
Museu Franz Kafka
Museu do Ouro
Comparando: Museu de História Natural
Museu da Ferrari
14
out
Inverness

Eu fui parar em Inverness meio por acaso. Aquela velha história de “já que estou aqui perto, vou aproveitar pra ver isso”.

De Londres estiquei pra Edimburgo e de Edimburgo pra Inverness. E não, não é nada perto, quando eu percebi já estava há 1.000 km de Londres e teria que voltar de ônibus. Por isso que eu sempre digo que não dá pra pensar assim, se não em um final de semana você acaba querendo dar a volta ao mundo. Eu fiz isso porque tinha tempo sobrando. Foi um mês viajando só no Reino Unido.

Inverness é a capital das highlands na Escócia e a cidade mais ao norte do mundo que eu já visitei, mas é conhecida mesmo pelo Monstro do Lago Ness.

A viagem Edimburgo-Inverness já é um passeio e tanto. Paisagens maravilhosas com a estrada no meio de montanhas, neve lá no alto e ovelhinhas pastando nos campos.

A rodoviária é uma fofura, mas as belezas de Inverness não acabam por aí.

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Na rodoviária você pode pegar mapas com roteiros para fazer a pé e contatos de empresas de turismo que fazem passeios até o Lago Ness.

A cidade é pequena, mas muito aconchegante e o povo bastante amigável. Pedi informação pra uma mulher na rua que fez questão de me levar até o local que eu queria ir. Eu tinha uma bandeirinha no Brasil na minha mochila, o que fez com que eu fosse abordada por muitas pessoas falando que gostavam do Brasil, que queriam conhecer e que ficam felizes quando brasileiros visitam Inverness. Uma dessas pessoas falou que queria muito conhecer o Brasil e até aí tudo bem, mas o que me espantou mesmo foi que ela falou que queria conhecer, além do Rio de Janeiro e São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília! Era uma pessoa que entendia mesmo do Brasil e ganhou minha bandeirinha de presente.

Os hostels na cidade são super baratos, mas o mesmo não pode ser dito dos restaurantes. Comi todos os dias na Pizza Hut de um shopping porque era tudo de mais barato que existia pra comer. Na biblioteca tem acesso grátis a internet e a biblioteca fica em frente a rodoviária, uma boa dica para enganar a espera do ônibus.

Para dar início a minha busca pelo Monstro do Lago Ness escolhi uma das empresas dos panfletos que peguei na rodoviária. O passeio sai da rodoviária mesmo, em um micro ônibus com guia turístico e custa £15,00. Antes de deixar Inverness ele passa por alguns pontos turísticos e vai contando e história da cidade. O ônibus segue para Drumnadrochit, um vilarejo próximo ao Lago Ness, onde pegamos um barco rumo ao Urquhart Castle. O barco vai passeando pelo Lago Ness e o lago é MUITO grande. Não imaginava que era tão grande.

As paisagens são lindas e logo já é possível avistar o castelo. Ou melhor, as ruínas do que um dia já foi uma das maiores fortalezas da Escócia.

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A entrada nas ruínas está inclusa no passeio e posso dizer que esse foi um dos lugares mais legais que eu já visitei. Eu gosto de ruínas e tive muita sorte porque no dia que eu visitei tinha um sol maravilhoso que deixou tudo mais lindo ainda. Deu pra entender o quanto eu gostei?

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Infelizmente o tempo de permanência ali era de 40 minutos. Essa é a grande desvantagem desses passeios guiados, pois eu poderia ter ficado o resto do dia ali, só sentada olhando a paisagem.

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O lugar é tão bonito que tinham 2 noivas tirando foto lá. Nessa foto dá pra ver uma delas de vestido roxo sentada no canto ali encima. Tentei tirar fotos delas, mas não deixaram.

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Em alguns trechos é possível andar por dentro de onde era o castelo e subir escadas e ter uma vista melhor ainda.

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No final da visita é lógico que tem uma loja de souvenirs, mas são os souvenirs mais bonitinhos e bem feitos que eu já vi na vida. Pena que é absurdamente caro. Comprei um copo do monstro e só.

No final do passeio o ônibus te leva de volta para a rodoviária e fim. Não encontrei o monstro, mas o passeio valeu muito a pena.

Eu amo Escócia e quero muito voltar um dia.

Para você que tem bastante tempo pra viajar e pouco dinheiro, minha sugestão é a companhia de ônibus Megabus, pois é possível encontrar passagens a partir de £1,00, basta comprar com antecedência.
Mariana
Edimburgo
10
jun
The great view

Sabe que se tem uma coisa que a gente sempre para pra ver – seja em estrada, seja em ponto turístico – são as vistas da cidade toda. Tipo assim, a vista do Empire States ou a vista do Pão de Açúcar.

No fim, todo mundo gosta de ver as cidades do alto e se sentir dono de tudo, respirar o ar daquele lugar novo e ficar feliz por estar ali. E nem vem, é parada obrigatória de todo mundo. Quer ver como é?

Empire States e Top of the Rock – NY


Bondinho – Valparaíso

Castelo – Edimburgo

Teleférico – Camboriú

Roda Gigante – Londres

Castelo de São Jorge – Lisboa

Palazzo Pitti – Firenze

Trulli – Alberobello

 

Ruínas de Palenque – México

Pra concluir, a gente sempre vai atrás da melhor vista pra tentar guardar cada cantinho da cidade com a gente! Quantas dessas fotos vocês tem aí??

 

Anna
Rituais pra dar sorte
Conhecendo cidades em 3 dias
Compras: Lojas de fantasia
Comparando: Igrejas
13
mai
Conhecendo cidades em 3 dias

Sei que muita gente aqui é ávida por conhecer o mundo todo mas não tem tanto tempo de sobra assim. Eu sei que o ideal seria ter um mês de trabalho e um mês de férias, acho que seria essencial mesmo, mas a vida não é essa belezinha né?

Mas pode ficar tranquilo, tem muito lugar que dá pra conhecer em poucos dias, por isso resolvi fazer este post e contar pra vocês as cidades que conheci em até 3 dias e que foi suficiente. Leia bem: suficiente, não ideal.

Na Europa essa afirmação se faz mais presente, tanto porque tem um mooonte de cidades que dá pra conhecer em UM diazinho. Mas vou me ater nas mais importantes, ok?

Londres

Bem, quando estive a 1º vez por lá, tinha exatos três dias. O que aconteceu? Foi uma correria, porque eu queria ver tudo, todo o básico, e como sou uma garota ágil, consegui ver 90% do necessário sim.

Consegui ver os pontos turísticos tipo London Brigde, London Eye, Parlamento, Westminster, Buckingham Palace, fui até Nothing Hill dar uma volta, entrei na Harrod´s, passeei na Trafalgar Square e fui até Camden Town conhecer a área punk. Ainda consegui visitar o Tate Modern, o Museu da Ciência, o Victoria & Albert e o National Gallery.

Ainda assim, faltou bastante coisa, inclusive bastante museu, que de fato não deu tempo de conhecer.

O fato é que Londres é uma cidade para pelo menos 5 dias e é claro que se ficasse 30 dias não conseguiria ver tudo o que tem por lá, mas no quesito “turismo”, já vale.

Paris

Outra capital que tem infinitas coisas pra fazer e que em 3 dias não dá pra ver tudo o que oferece, mas já é o suficiente. Em três dias em Paris você consegue tranquilamente ir à Torre Eiffel, passear pela Champs, ver o Arco do Triunfo, visitar o Louvre e a Notre Dame, visitar o Museu do Exército, comprar nas Gallerias Laffayete e dar uma volta ao lado do Sena.

Ah, claro, comer um doce – porque lá eles são divinos!

Firenze

Essa é uma das cidades italianas que você tem que conhecer e que não precisa de mega tempo pra isso. A cidade é toda histórica e só andar por ela já é turismo. Tem alguns museus pra conhecer e por sorte todos ficam no centro e perto um do outro. O passeio mais “longe” de todos é o Palazzo Pitti, que fica depois da Ponte Vecchio.

A primeira vez que fui, fiquei dois dias e a segunda três, mas na realidade só fiquei ancorada na cidade e fui visitar as vizinhas Siena, Lucca e Pisa. É uma boa pedida fazer isso, ficar hospedado em uma cidade “maior” como Firenze e ter coisas pra fazer a noite e onde comer e durante o dia visitar cidades próximas, já que os trens são baratinhos.

Venezia

Ahhh essa belezinha de cidade… três dias está ótimo de tamanho. Aliás, um final de semana já basta pra conhecer a ilha. Em dois dias você consegue se maravilhar com a Piazza San Marco, com a Igreja di San Marco, com o Campanário, com a Ponte Rialto, com a Ponte dos Suspiros, dar uma volta de gôndola e visitar algum museu. Sem contar as visitas às lojas de máscaras e se locomover usando os Vaporettos.

Claro que se quiser visitar todos os palácios e as ilhas ao redor, 3 dias não são suficientes. Recomendo fazer a visita na ilha de Murano, onde eles fazem aquelas artes com vidro, bem conhecidas e típicas. Tem transporte aquático que te leva por todas as ilhas, se não me engano custa 13 euro e tem passeios que levam a apenas uma ilha e você pode descer e conhecer. São várias companhias, vários preços. Todas elas estão ancoradas ali na Piazza San Marco, bem fácil achar.

Porto e Lisboa

As duas principais cidades portuguesas são, turisticamente falando, tranquilas de visitar em até 3 dias. Lisboa tem mais coisa e é bem maior que Porto, então se não se programar direitinho, não consegue ver tudo no pequeno espaço de tempo, principalmente se for visitar todas as lojinhas bacanas da Baixa-Chiado ou for sempre parar pra comer bem.

Lisboa tem atrações mais longes do centro, como o Oceanário e Belém, e ambos devem ser visitados!

Já em Porto o turismo pode ser mais tranquilinho, já que é bem menor e mais fácil se locomover por ali. Tem muita igreja – ah, jura? – e a Casa da Música pra conhecer, além do Palácio de Cristal, que é o ponto mais afastado pra visitar.

Ah, e se quiser, dá pra pegar uma praia em por lá né? Tanto Lisboa quanto Porto tem essa opção caso esteja sol. Mas daí não vai dar tempo meeeesmo de conhecer o essencial das cidades. Escolha o que achar melhor!

Bruxelas

Outra queridinha de visitas que 2 dias já bastam para ser feliz! A cidade é linda, inclusive é uma das minhas favoritas, com a praça mais maravilhosa que já existiu nesse planeta, mas é tudo bem central e dá pra conhecer a pé bem tranquilo. O único ponto mais afastado e que tem que ir de carro/ônibus, é o átomo gigante Atomium.

No mais, é interessante ficar ancorado ali e ir visitar as cidades próximas também. Tanto eu quanto a Fe fomos conhecer Brugge (clássica do turismo da região) e Gent, ambas não precisam de mais de 1 dia e meio pra conhecer tudo!

Não é só na Europa que dá pra passear em 3 dias, tá? Mês passado escrevi pro blog da Gol sobre conhecer capitais aqui pertinho, como Buenos Aires, Montevideo e Santiago. Nos posts tem tudo o que você pode fazer e conhecer de cada uma das cidades sem perder nada.

Como falei no começo do post, três dias são suficientes para conhecer muita coisa por aí, mas é claro que em três dias ninguém vai conhecer de verdade uma cidade. Só passando mais tempo mesmo, ainda mais se forem lugares importantes e frenéticos como Londres, Paris, Roma, Buenos Aires, NY, etc.

Mesmo em cidades mais comedidas de turismo como Milão, é impossível conhecer realmente como tudo acontece em três dias. Tudo depende do quanto quer ver e do que quer conhecer e fazer em cada um dos lugares!

Esse post serve mais pra você ver que mesmo sem muito tempo, dá pra viajar e conhecer bastante coisa nova.

 

Anna
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22
mar
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