#Fail: Vou de táxi… clandestino!

Aposto todos os meus souvernirs de viagem que todo mundo já pegou um táxi clandestino na vida (mesmo que seja sem saber), principalmente no Rio de Janeiro.

Eu peguei um no Rio de Janeiro mesmo sabendo que era clandestino e lógico que foi uma situação #fail, mas deixa eu explicar.

Alguém aqui já tentou pegar um táxi na saída de show em estádio? Se você já tentou, deve saber do que eu estou falando. A tarefa é quase tão difícil quanto ganhar na mega sena. Quando eu fui ao show da Madonna, que foi no Maracanã, demorei 50 minutos para conseguir um táxi, então eu devia ter me preparado melhor para a minha segunda experiência em saída de show em estádio: Paul McCartney no Engenhão.

Acabou o show e começamos a busca pelo táxi desocupado. Por que não tentar os táxis ocupados com 1 ou 2 pessoas também?! Rola muito isso de dividir táxi no Rio de Janeiro, porque quase todo mundo sempre está indo para a Zona Sul ou para o Cristo ou o Pão de Açúcar ou qualquer outro lugar que você queira ir, mas naquele dia nós queríamos ir para o aeroporto Galeão. Não poderia existir pior destino aquela hora da madrugada. Nenhum táxi vazio, nenhum táxi indo pro mesmo destino e aquele congestionamento infernal.

Caminhamos muito e estávamos cada vez mais longe das redondezas do estádio em busca do nosso táxi. Da mesma forma, estávamos cada vez mais perto de alguns lugares tensos, afinal de contas, estamos falando da Zona Norte do Rio, um lugar não muito convidativo para um passeio na madrugada. Ao avistarmos um viaduto, decidimos que aquele seria o nosso limite, que caminharíamos apenas até lá e que se não encontrássemos um táxi, voltaríamos até o estádio.

Bom, exatamente embaixo do viaduto existia um táxi estacionado e o suposto taxista conversando com umas pessoas, digamos assim, estranhas. Eu não tive dúvidas que deveríamos retornar para o estádio, mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa, as meninas já estavam eufóricas falando “um táxi livre, vamos!”. Eu até tentei dizer “não”, mas estávamos tão cansadas de caminhar o dia inteiro no Rio + show + caminhada pós show que resolvemos arriscar.

O carro era carcaça velha, caindo aos pedaços. O para-choque já estava meio torto, mas também fizemos vista grossa.

Quando entramos no táxi, a situação era pior: a maçaneta da minha porta estava quebrada e só abria por fora, aquele negócio de girar para abrir/fechar o vidro também não tinha na minha porta, tinha apenas um buraco indicando o local onde ele deveria estar. Minha janela estava aberta e não dava para fechar. Minha porta estava fechada e não dava para abrir, então pensei que, na pior das hipóteses, pelo menos eu poderia me jogar pela janela, foi isso que me deu forças para seguir com aquela loucura.

Deixa eu explicar o motivo de tanto drama: eu não costumo ter medo, porque eu penso que se eu tiver medo de cada coisa que falam do Rio de Janeiro, ou de qualquer lugar, eu ia alcançar um nível de paranoia tão avançado que não ia mais conseguir sair de casa, então eu sempre sigo com o pensamento que vai dar tudo certo, mas com um pé atrás, apenas por precaução. Só que nesse dia eu realmente fiquei com bastante medo e, apesar de tentar não demonstrar para o taxista, eu tenho certeza que ele percebeu.

Primeiro ele enfiou o carro embaixo do viaduto e logo fomos abordados por um cidadão.

- Poixx não?

- Posso corrtarrr caminho por aqui, mêrrmão?!

- É propriedade particular!

WTF? Propriedade particular embaixo do viaduto desde quando?! Os caras tinham cercado embaixo do viaduto e fechado e falaram que era propriedade particular!! Nessa hora já comecei a ver o filminho da minha vida, mas o taxista já foi se explicando:

- Quero fugir do congexxtionamento. Toma uma café aqui, mêrrrmão.

E nisso, ele se abaixou. Eu, bobinha e inocente, fiquei pensando “Que porra é essa de tomar café? Essa é a parte que todo mundo morre com um tiro na cabeça?!”

Daí ele levantou e deu umas moedinhas pro cara, que nos deixou passar. Foi aí que eu aprendi, na prática, a gíria carioca para suborno.

Mais pra frente, nos deparamos com um mega portão, ainda embaixo do viaduto, e dessa vez um outro cara, com o dobro do tamanho do primeiro, se aproximou e já pediu café também. Essa galera adora um café. Depois do nosso café colonial, seguimos, finalmente, para o aeroporto.

Comecei a ver alguns flashs do filme da minha vida novamente quando o taxista começou a entrar em umas ruas muito estranhas e muito escuras, daí perguntei pra ele que caminho era aquele. Firme na pergunta, mas me borrando por dentro. Ele respondeu que estava apenas desviando do congestionamento. Assim que pegamos a linha amarela, uma parte de plástico do carro, que fica logo acima da porta, descolou e ficou batendo da minha cabeça, mas tudo bem, o importante era chegar viva ao aeroporto.

Depois de aranhas, a coisa que eu mais tenho medo da minha vida é de velocidade. Eu tenho simplesmente pânico. Eu passo mal. E adivinha se o taxista estava correndo?! Já tendo absoluta certeza que o táxi estava acima dos 120km/h, inclinei o pescoço para verificar o velocímetro e o velocímetro estava marcando ZEROOOOOOO!!!!!!!!!!! Pedi para ele ir mais devagar e ele deve ter reduzido para uns -30km/h, mas nem verifiquei no velocímetro.

Bom, se hoje eu estou aqui contando essa história para vocês é porque eu sobrevivi, mas não sugiro que ninguém faça o mesmo. Foram os maiores momentos de tensão que eu já passei em uma viagem. Se precisarem de um táxi na saída de um estádio, esperem na fila enorme com 38934789 pessoas na sua frente para pegar um táxi credenciado, pois sua chance de sobreviver será bem maior.

Mariana
#Fail: mi pasaporte querido
#Fail: Milongas
#Fail: Visto Austríaco
#Turista #Fail: Caraíva
28
mar
#Fail: mi pasaporte querido

Vou pegar carona nos posts de Buenos Aires para contar para vocês o meu #fail ao chegar na capital dos nossos hermanos, afinal de contas, sempre quis falar de Buenos Aires aqui, mas minha viagem foi tão básica que eu achava que não tinha nada a acrescentar, até lembrar desse ocorrido que eu acho importante relatar.

Como a maioria de vocês já devem saber, para pisar em solo argentino é necessário ter uma identidade cuja data de emissão seja inferior a 10 anos ou um passaporte válido. Pois bem, quando eu viajei para Buenos eu levei meu passaporte, pois a minha identidade eu fiz quando tinha 9 anos (preciso fazer outra, eu sei).

Na hora de preencher o cartão, peguei meu passaporte, preenchi e a mulher que estava ao meu lado fez um interrogatório sobre o passaporte. Disse que era a primeira vez que ela estava viajando de avião, que a filha dela tinha ido estudar em Buenos Aires e pediu para ver meu passaporte. Finalizada a “entrevista”, continuei lendo meu o meu guia.

Enquanto esperávamos na fila da imigração, estávamos falando portunhol e rindo muito. Só alegria… até eu colocar a mão na bolsa e falar “cadê meu passaporte?”. Revirei a bolsa, os bolsos. Tudo. O meu passaporte não estava lá!

Voltei o trajeto até a aeronave e conversei com uma comissária, que disse que eu não podia entrar e que não havia achado nada. PÂNICO. Fui falar com a segurança, expliquei a situação e eles falaram para eu ficar tranquila que poderia entrar com a identidade, mas quando eu disse que eu tinha 9 anos na minha identidade, falaram que não seria possível. PÂNICO. Já pensaram que vergonha não conseguir passar na imigração argentina?! Isso era o fim do mundo para quem já tinha encarado o Heathrow e passado ilesa.

Consegui autorização para entrar no avião e, junto com as mulheres da limpeza, engatinhei pelo avião todo em busca do meu passaporte. Abrimos os sacos de lixo do lanche e NADA do meu passaporte.

Voltei pensando na mulher que sentou ao meu lado e fez tantas perguntas sobre o passaporte. Teria sido ela? Onde foi parar essa droga de passaporte?

Voltei a falar com a segurança, falei que eu tinha a carteira de motorista + identidade, ou seja, com as duas juntas eu poderia apresentar a foto atualizada e os meus dados de registro, mas eles estavam irredutíveis, até que um cara resolveu ceder e foi falar com a imigração. Voltou com a boa notícia: resolveram aceitar meus documentos. Levei uma bronca, mas passei na imigração. Ufa!

Quando já estava saindo, o mesmo cara bonzinho veio correndo, gritando e chacoalhando o meu passaporte na mão!

Acreditem se quiser, mas o meu passaporte havia caído entre o encosto e o assento da poltrona e foi parar em um universo paralelo. E sim, eu havia procurado lá antes!

Minhas conclusões: eu devo ter dormido lendo o guia, mas eu lembro bem de ter guardado o passaporte na bolsa,  só que ela estava aberta e como estava no meu colo, devo ter me mexido e o passaporte caiu. Ridículo, né. Por um descuido eu só passei vergonha e levei um susto!

Quando passei na imigração na volta, a mulher que me atendeu deve ter lido sobre o ocorrido no sistema e olhou para mim, ergueu a mão e fez aquele gesto de palmadas, sabe?! Tipo mãe falando “olha, olha, heim, se fizer isso de novo vai apanhar”.

Então é isso gente, fiquem sempre de olho nos seus passaportes!

Mariana
#Fail: Milongas
#Fail: Visto Austríaco
#Fail – todo mundo tem um
#Fail: Como gastar mais
07
dez
#Fail: Visto Austríaco

Quando eu resolvi participar do programa de intercâmbio IAESTE, eu sabia que dependendo da quantidade de tempo que eu ficasse no país de destino seria necessário tirar visto, mas durante o processo seletivo acabei escolhendo ir trabalhar na Áustria, mais precisamente em Viena, e ficaria lá apenas dois meses.

Quando recebi a lista de documentos necessários para finalizar o processo, fiquei feliz porque não precisaria tirar o visto. Vamos combinar que tirar visto é uma coisa muito chata! Com a notícia, dei continuidade tranquilamente no processo, juntei os documentos, mandei pra Áustria, fiz diversos contatos com eles e quando recebi a confirmação que já estava tudo certo, comprei a minha passagem. Aparentemente agora era só esperar o grande dia tranquilamente.

Nesse meio tempo, agendei minha entrevista em São Paulo para tirar o visto para os EUA, pois seguiria para Nova Iorque direto de Viena, mas consegui agendar a entrevista apenas para duas semanas antes da data da minha viagem. Até aí tudo bem, pois daria tempo suficiente de ir até São Paulo tirar o meu visto e o passaporte, que eles enviam pelo correio, chegaria em Curitiba a tempo da minha viagem. Um pouco arriscado, pois meu passaporte poderia ser extraviado ou a entrega poderia atrasar, mas mesmo assim resolvi esquecer que a Lei de Murphy existe e fui.

Voltei para Curitiba e continuei organizando as coisas da viagem tranquilamente até o dia que recebi um e-mail do escritório da IAESTE da Áustria falando que havia sido aprovada naquele dia alguma alteração no esquema dos vistos e que para eu trabalhar no país eu precisaria do visto! Tive uns 10 tipos de surtos. Faltavam 7 dias para a minha viagem e eu não tinha o passaporte em mãos, pois ele chegaria em uma quinta-feira e a minha viagem seria no sábado!

Joguei o e-mail no tradutor do Google, li 500 vezes, perguntei para outras pessoas se eu realmente tinha lido e entendido aquilo certo e não teve jeito… era isso mesmo. Eu teria que tirar o visto.

Fui correndo pessoalmente no consulado da Áustria aqui em Curitiba e cheguei lá quase chorando e contando minha triste história. Primeiramente fui orientada a trocar a data da viagem, mas para isso eu teria que gastar milhões e eu já tinha gastado muito dinheiro com a viagem, então eu não tinha como fazer isso.

Eis que surge uma luz no fim do túnel. Lá no consulado mesmo eles fizeram algumas ligações e então me falaram que eu poderia juntar toda a documentação e quando o meu passaporte chegasse era só ir pra Brasília e pegar meu visto. Veja bem: meu passaporte chegaria na quinta, eu teria que ir pra Brasília e voltar na sexta para estar aqui em Curitiba no sábado de manhã pronta para viajar de novo. Se essa era a solução, foi o que eu decidi fazer.

Voltei para casa e comecei a procurar passagens pra Brasília compulsivamente. Passagens aéreas pra Brasília são caras até se compradas antecipadamente, agora imagine em cima da hora. A essa altura do campeonato, já estava pensando em desistir de tudo e achando que aquilo tinha acontecido pra me dizer que eu não deveria ir.

Liguei para a embaixada dos EUA para pedir agilidade no meu passaporte, liguei para a embaixada em Brasília, liguei para todo mundo implorando para que alguém me ajudasse. E nada! Quando eu já estava no parapeito da janela da minha casa (que só tem um pavimento), pronta para pular…. o telefone tocou. Era do consulado daqui pedindo para que eu fosse até lá com todos os meus documentos.

Sensibilizados com a minha falta de sorte, resolveram me ajudar a emitir o visto mesmo sem o passaporte! Enviamos os documentos para Brasília, a embaixada emitiu o meu visto e mandou de volta para o consulado aqui. Quando meu passaporte chegou eu levei ao consulado, eles verificaram a autenticidade, colaram a etiqueta na hora e mandaram uma cópia pra Brasília, provando que era verdade a minha história que o passaporte estava no poder da embaixada dos EUA.

Ufa! Finalmente eu tinha meu passaporte com todos os vistos que precisava em mãos e faltavam menos de 24h para a minha viagem.

Sério, eles foram muito legais comigo! O que eu aprendi com isso tudo? Que por mais que você faça um bom planejamento, algumas coisas sempre podem fugir do controle e nem sempre vai ser culpa sua. E, como eu sempre digo, o que importa é que no final dá tudo certo.

Mariana
#Fail – Ópera em Viena
Especial 02: Visto EUA
Visto Australiano
Visto EUA – Entrevista
08
nov
#Fail: Yankees

O fail que eu vou contar hoje foi um fail em grupo. E fail em grupo, é muito mais fail ainda.

Eu e mais dois amigos (oi Mariana e Pardal!) estávamos radiantes porque iríamos assistir o jogo do New York Yankees no Yankee Stadium, no Bronx. Tudo parecida perfeito: conseguimos ingresso, assistiríamos o jogo deles em casa, o dia estava bonito e eu até levei meus óculos para ter a certeza que veria o jogo em high-definition.

Chegamos no estádio e fomos trocar nossos vouchers.

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Entramos alegres e já estávamos nos sentindo os verdadeiros nova iorquinos torcedores indo assistir apenas mais um jogo, como de costume. Eu queria usar camiseta, boné e até levantar do banco para xingar os jogadores, segurando um cachorro quente em uma mão e uma coca-cola de 10 litros na outra. Aquela cena típica de filmes e seriados.

Quando achamos a nossa seção, começamos a procurar a nossa fileira, 21S, foi quando percebemos que a última fileira era a 20. Como assim?! Cadê a 21S?

Chamamos a mulher, mostramos o nosso ingresso e ela nos levou até o nosso lugar que era EM PÉ, no balcão, atrás de todas as outras fileiras!!!! Explicamos que não percebemos na hora da compra e blábláblá, mas daí ela nos mostrou isso no ingresso:

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Ai que tristeza assistir o jogo todo em pé, mas aí ela veio e falou que se sobrasse lugar nas cadeiras talvez ela deixasse a gente sentar depois que começasse o jogo. Então nos animamos um pouquinho enchendo a pança com as porcarias deliciosas que eles vendem por lá.

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Eis que o jogo começou e NADA. Lugares sobrando e NADA. A essa altura aquele espírito animado e a vontade de pagar de nova iorquino já tinham ido por água abaixo e nem as comidinhas ou a cerveja nos animavam mais.

Quando as esperanças já estavam quase perdidas, a mulher olhou para nós e nos chamou! Sentamos então nas cadeiras, sorrimos novamente, retomamos a comilança e assistimos o jogo.

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A parte 2 desse fail é que o Yankees perdeu.

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Mas tudo bem, pelo menos disso tudo nós aprendemos que devemos ler o ingresso antes de comprar!! Hehehe.

Eu tenho azar com essas coisas de comprar ingressos pela internet, assim como já contei aqui da minha ópera em Viena. Então eu só queria reforçar para vocês tomarem muito cuidado quando comprarem coisas pela internet! Leiam tudo e lembrem que nem sempre o mais caro é o melhor, como no caso de Viena, e nem sempre o mais barato é o pior, porque não compramos o mais barato para o jogo do Yankees e o lugar era péssimo. E boa sorte, né. Pra ver se pelo menos o time  que você está torcendo ganha!

Mariana
#Fail – todo mundo tem um
#Fail: Mafra
#Fail: vivendo na neve
#Fail: Como gastar mais
02
ago
#Fail – todo mundo tem um

Por que só eu tenho que contar meus momentos infelizes em viagem? Hoje é a vez de alguns leitores contarem seus maus momentos e por que não dizer, aprendizado, de viagem. Preparados? Vamos pros “woops” da galera:

Mariana – Sobre “Como perder dinheiro”

Esse fail de engraçado não tem nada. Foi bem desesperador, eu diria.

Fui fazer intercâmbio em Viena e como iria trabalhar e ganhar um salário bom não me preocupei em levar muito dinheiro. Na verdade, tanto não me preocupei que decidi levar o dinheiro em reais para trocar lá, caso precisasse, e porque pensei que conseguiria me virar nos primeiros dias com os restos de euros e libras que eu tinha. Fato é que cheguei lá e descobri que teria que pagar o aluguel do lugar onde eu ia ficar por 2 meses antecipado, não aceitavam cartão de crédito e, pra ajudar, eu só receberia o adiantamento do serviço 20 dias depois.
Rodei a cidade inteira procurando um lugar pra trocar dinheiro e só ouvia “no brazilian money”. Algumas pessoas chegaram a me falar que se eu tivesse que trocar o dinheiro eu deveria sair da Áustria e ir para algum país vizinho. Pra ajudar, não existe HSBC na Áustria.
Quando já tava quase chorando no banco da praça pensando como sobreviveria nos próximos 20 dias na cidade na qual cartão de crédito não é aceito nem nos mercados, lembrei do aeroporto! Abri minha carteira: 25€. Preço da passagem pro aeroporto: 20€ ida e volta (18 para quem possuía um cartão específico pro transporte no aeroporto).
Como comprei na máquina, tentei dar uma de esperta e comprei a de 18, porém tive minha felicidade destruída quando o cara passou pra validar e pediu pra ver meu cartão. Aleguei que a máquina estava em alemão, que eu não tinha entendido direito, pedi desculpa e tive que pagar pra ele os 2€ de diferença.
Cheguei no aeroporto e, finalmente, achei uma casa de câmbio que trocava dinheiro brasileiro: 1€ = R$3,54. Vale lembrar que o câmbio normalmente é 1€ = R$2,30. Voltei o trajeto inteiro me xingando e xingando o indiano da casa de câmbio. Quanta raiva pra uma pessoa só. Perdi MUITO dinheiro.
Nunca façam isso que eu fiz. Não troquei aqui porque achei que não ia precisar e não queria perder dinheiro em câmbio à toa e acabei perdendo muito mais.

 

Fabinho – Sobre “Como escolher a viagem mais fria da vida”
26 de Janeiro de 2010 – Ust Kamengorsk to Astana

Em pleno inverno de umas regiões mais frias do planeta, praticamente ilhados na cidade de Ust Kamenogorsk (extremo nordeste do Cazaquistão), temos a quase impossivel missão de sair via terrestre (ônibus ou trans siberiano) para a capital Astana (a capital com as menores temperaturas do mundo).

A viagem pelo transiberiano levaria aproximadamente 50 horas e a viagem de ônibus levaria perto de 22h (isso se as condições climáticas ajudassem). Com o tempo apertado, escolhemos ir de ônibus. Mesmo sabendo dos riscos, pegamos o ônibus as 8h (temperatura de -38C). Após 12 horas da gelada viagem (e dez faltantes) a noite chega e a temperature cai. As 23h30, paramos na rodoviaria da Pavlodar, pois com temperaturas abaixo de -45C os ônibus não podem estar na estrada. Estava -49C, era a noite mais fria do ano na região. A rodoviária, ainda nova, não tinha aquecimento, nós não tinhamos cobertas…passamos 7 horas de muito frio. As 6h, ficamos felizes em partir da gelada Pavlodar em direção a incrivelmente gelada capital do Cazaquistão!

Uma viagem que ja nao era fácil, durou 30 horas, em um ônibus apertado dos anos 80 (reliquia sovietica), com muito frio e muita neve se tornou a experiência mais fria da minha vida!

Rafaela – Sobre “Como atravessar fronteiras”

Não sei se é #fail essa história, porque deu certo no final.

Mas a experiência que passei, em cruzar a fronteira da Tailândia com o Camboja, foi, no mínimo, interessante! Para chegar a Siem Reap, no Camboja, saí de Bangkok às 6h da manha numa van reservada pela agencia de viagens. 6 horas depois de viagem, chegamos à fronteira, ou quer dizer, muito próximo dela.

O pessoal da van, no maior esquema engana-turista, para próximo à fronteira, e sugere “gentilmente” que você deve fazer o visto do Camboja com eles, pagando 42 dólares. Só que todo bom mochileiro na Ásia, sabe que o visto pro Camboja custa 20 dólares e não precisa de atravessador nenhum, é emitido na chegada.

Depois de meia hora de pânico, discussão com os atravessadores, com direito a “fuck you Americans!” a Melissa, minha amiga americana, e eu largamos a van e fomos cruzar a fronteira. Lembrando que a fronteira era apenas a metade do caminho, sabíamos que depois de cruzar a fronteira, deveríamos chegar até outro ponto de encontro, para pegar o outro ônibus que fazia parte do resto do trajeto e ainda teríamos mais 6 horas de viagem.

Fomos, andamos um pouquinho, uns 15 minutos apenas e chegamos à fronteira de verdade! Tentamos andar, passar pelos guardas/policiais para chegar à verdadeira guarita de imigração, mas fomos impedidos “gentilmente” com o conselho de um guarda dizendo que era melhor fazer o visto ali, e nos apontou uma barraquinha. Percebemos como aquilo seria complicado! Fomos até a barraquinha, conversamos com o senhor que emitia os vistos. Negociamos que pagaríamos 25 dólares por cada visto, ainda era melhor que os 42 dólares do pessoal anterior.

Acordo feito. Eis que o senhor, pega nossos passaportes e sai com eles numa moto. SIM! Foram nossos passaportes. “Dê Adeus ao seu passaporte”, foi meu sentimento! E esses foram os outros 10 minutos de pânico da viagem. Achamos que os passaportes nunca voltariam. Mas voltaram, incrivelmente, com o visto!

Agora faltava chegava ao ponto de encontro para pegar o onibus para as outras 6 horas de viagem! Entramos na fila da imigração, torcendo para que o visto fosse verdadeiro. Passamos, aparentemente tudo certo, cruzamos, sem problemas. A partir dali, pegamos um ônibus, que nos levaria até uma rodoviária, alguns minutos mais de tensão, já tínhamos decidido pegar um taxi, tuk-tuk ou o que quer que fosse a partir dessa rodoviária, para chegar até Siem Reap, porque não acreditávamos mais que fossemos chegar a tempo e que encontraríamos o tal ponto de encontro… Esse ônibus, que era de graça, e que a gente tinha certeza que era furada, porque nada é de graça na Ásia, nos levou para a rodoviária que era o tal ponto de encontro! Foram segundos de euforia ao avistar o ônibus que nos levaria até Siem Reap. Mostramos nosso ticket, que pegamos com o pessoal da van lá no inicio, comprovando que tínhamos direito a entrar no ônibus, sorrimos compulsivamente para o atendente, aquele mesmo que mandou a gente se f%$# e sentamos. Felizes, exaustas, mas vitoriosas, repetindo loucamente “WE MADE IT”, éramos orgulho só, por termos vencido esse desafio!

Depois de algum tempo, lendo a Lonely Planet Southeast Asia on a shoesstring, numa tip box diz “Nunca realize o trajeto Bangkok até Siem Reap com agencias de turismo, pois existe uma rede para a emissão de vistos que são cobrados por até o dobro do valor.” Também descobrimos que o visto para o Cambodia pode ser emitido online, com alguns dias de antecedência, só é preciso visitar o site e pagar online, seguro e fácil.

Enfim, #fail, mas com um final feliz!

 

Anna
#Fail: trajeto Oaxaca – San cristobal
#Fail: Mafra
#Fail: vivendo na neve
Ursinhos natalinos pra todo mundo
16
mai
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