Palazzo Reale – Milão

Sabe aqueles lugares que só o prédio já vale a pena a visita? É o caso desse museu em Milão. Ok que a cidade da moda não tem muitos pontos turísticos igual às outras cidades italianas, mas esse tem que ser visto.

Onde? Ao lado do Duomo, coração da cidade.

O prédio já é lindo do lado de fora com toda aquela pompa de palácio antigo, e por dentro ainda tem cômodos da época. Digo que são alguns cômodos porque tem uma parte para algumas exposições que é toda com paredes brancas, a maior cara de museu normal mesmo.

O mais legal é que quem for agora vai poder ver o Palazzo reformado (espero que em 4 anos tenham terminado), porque quando eu fui uma parte estava em reforma, inclusive era bem logo na entrada e estava uma confusão pra chega na bilheteria.

Falando em bilheteria, não é um museu barato. Cada exposição tem preços separados. As vezes eles juntam as expos e fazem um preço um pouco melhor, tipo um “combo museu”. Normalmente elas separadas custam 10/12 euros CADA. Meio pesado né?

Eu vi duas exposições que se vocês puderem ver em qualquer lugar do mundo, vejam: a de David Lachapelle e a da história da estilista Viviane Westwood. A do David era no mínimo gigasteca! Era foto que não acabava mais, e todas bem grandes. Uma delícia de ver, porque eu não curto aquelas exposições de fotos tamanho 10×15 que você tem que ficar bem perto conseguir enxergar algo. O cara é incrível e a exposição estava à altura!

A da Vivi (íntima) era bem menor, mas muito digna. Teve todo o lado dramático de ter sido feita nas salas antigas do Palazzo e pô, lindo né!?

Depois do trajeto tem o queeee??? Lojinhaaaa! Lá é tudo meio carinho, mas comprei uns postais de recordação… um deles com essa foto porquinha gracinha da Viviane.

* Não podia tirar foto lá dentro, então vocês vão ter que ir e ver com os próprios olhos! – jogada de marketing -

Anna
As baratinhas de Milão
Palazzo Pitti
Estudar em Milão
Milão: Museus
11
nov
Amalfi

Já falei de Sorrento, da Grotta dello Smeraldo e da Costa Amalfitana, mas ainda está faltando falar de Amalfi, uma cidadezinha ali na costa.

Quando fomos pra Costa, fomos de trem e lá pegamos um ônibus que levava de uma cidade para outra. De Sorrento para Amalfi custava cerca de 7 euros, e de lá voltamos para Napoli. A comuna tem cerca de 5.000 habitantes e tem só 6km² e antigamente era uma super potência marítima, mas quando foi tomada pelos normandos entrou em decadência e perdeu o posto para a zoneada Napoli.

O lugar é lindíssimo, as cidades são todas pequenininhas e bem típicas italianas. Ficamos algumas horas por lá apenas, até porque estávamos fazendo um tour pela região e nessa cidade não tem taaanta coisa pra fazer assim.

Tem uma rua principal cheia de comércio (e-ba) e uma igreja bem bonita que fica no alto de uma escadaria. A vista dela é super bonita, vale muito a pena conferir.

A praia é daquelas bem italianas (jura?): zero areia branca, 890 mil pedras e areia preta suja. Você pode augar cadeira e guarda sol lá na hora. Pelo que percebi é um padrão pagar de 5 a 15 euros por este serviço. Bem, vale a pena né, imagina turistas carregando cadeiras de praia e um mega guarda-sol embaixo do braço? Não dá!

E são todos coloridos e iguais, a praia fica super gracinha segundo Hebe.

Como falei, não tem muito o que fazer lá. Não tem museus, teatros, shows e muitos pontos turísticos. O ponto principal é a própria cidade, pequena, coloridinha, na costa, com um mar azul lindo… ótimo pra dar aquela descansada no roteiro turístico e aproveitar pra comprar uns temperos típicos, chocolates e acessórios de praia, lógico!

Anna
Grotta dello Smeraldo
Sorrento
Cinque Terre
Pompeia
01
nov
Música: Itália – sem o Pavarotti

No final de Setembro abrimos essa categoria nova aqui no blog e muita gente curtiu. A própria Mariana já entrou no fã clube da Deolinda, uma banda portuguesa de fado moderninho.

Pra continuar a categô, nada mais justo que músicas da minha querida Itália ♥. Conversando com meus amigos, percebi que não mudou muita coisa, os popzinhos de lá continuam os mesmos, só que com novos hits.

Um dos mais famosos por lá é o cantor romano Jovanotti, que na verdade chama-se Lorenzo Cherubini. Ele canta e compõe músicas de pop e rap, tendo iniciado sua carreira em 1987. Confesso pra vocês que eu não curto muito as músicas, mas é definitivamente um cantor a ser ouvido e extremamente influente no cenário italiano.

A música mais recente de trabalho é a “La Notte dei Desideri”, essa aqui embaixo:

Outro cantor que deve ser ouvido é Vasco Rossi, cantor de pop rock nascido em Zocca (adoro esse nome, fala sério!), na província de Modena. Ele tem 25 anos de carreira, 21 álbuns e 120 músicas próprias, além daquelas criadas para intérpretes.

Ó a pinta do garoto! Muito roqueirão bad né? Não sei vocês, mas eu acho que essa vibe não combina com os italianos. Pra mim todos tem uma carinha meio pop, mas romântico-sedutor assim…

A nova música hit dele é a “I Soliti” (não tem um clipe oficial, só esses com uma foto aleatória e a música de fundo):

Outro que sempre bomba e sempre bombará em terras italianas é nosso querido Ligabue ♥♥♥♥♥. As músicas desse cara são muito boas. Além de serem baladas boas, as letras são muito fodas (com desculpas pela palavra usada). São muito inteligentes e vale a pena buscar a tradução delas.

Liga, como é conhecido por lá, nasceu em Reggio Emilia e depois de trabalhar com agricultura e com administração de empresas, resolveu entrar no fundo fonográfico em 1987. Graças a Deus ele fez isso, é muito fantástico! Inclusive uma música dele foi considerada “A canção italiana da década de 1990″, e é a “Certe Notti”.

Minha preferida ainda é “Ho Perso le Parole”, que na minha opinião, tem uma letra maravilhosa. Porém como estamos falando de coisas atuais, vou deixar aqui a nova música de trabalho, “Il peso della valigia”:

Outra cantora incrível, é a Giorgia, que eu também já falei aqui no blog sobre. Eu gosto muito das músicas dela, mas tem umas letras mais viajadonas. É super popzinha e vai, ela é super bonita, ó:

Inclusive o hit do verão italiano é total dela, “Il Mio Giorno Migliore”:

Na minha opinião essa música tá bem longe de ser uma das melhores dela. Tem coisa bem melhor na discografia… sem contar que oi, o que é este clipe? Hahaha jacuzetes… mas tá valendo, os italianos estão bombando na pistinha.

Pra fechar o post, vamos com o Gabriel, o Pensador da Itália: Caparezza. Não preciso dizer que ele é rapper né? Hehe. O cara nasceu em Molfetta (nome su-per legal de cidade também). Ah, o nome dele é Michele Salvemini e esse apelido significa cabelo enroladinho.

A nova música de trabalho é a “Chi Se Ne Frega Della Musica”, e apesar de eu não curtir rap, muito menos rap italiano, o clipe é muito bacana, tenho que concordar (na real, tendo máscaras de Veneza no meio, já me basta, he):

Anna
Música: Portugal – fado moderno
Todos os lugares no Mp3
Uma Itália mais tranquila
18
out
Museu do Cinema – Torino

Quando eu morava na Itália e ia visitar cidades próximas a Milão, nunca verificava os pontos turísticos pra ir. Na real era tão barato e perto, que era “vamos…. aqui… ahn… amanhã” e fim, tinha-se uma nova viagem. Lá as cidades são pequenas, dá pra ver muita coisa em 1 ou 2 dias (tirando Firenze, Roma… essas que tem um carimbo de TURISMO no mapa).

Com Torino (Turim) aconteceu o mesmo, simplesmente fomos. Encontramos coisas beeem legais por lá, gostei muito da cidade e até já falei do burgo medieval que visitamos aqui.

Aí que saímos perdidos pelas ruas (Via Montebello, 20) e de repente avistamos de longe uma construção bonita e interessante e “ó, o que será?”.

Tchaaaannnnss: museu nacional do cinema. Em italiano, Museo Nazionale del Cinema. Entramos pra ver como era e bem, como eu e alguns amigos não somos aquelas pessoas ávidas pelas telonas e toda sua história, apenas demos um rolê no hall de entrada, fomos na loja de souvenirs – básico -, comprei um lápis super legal e uns postais e daí já saímos. Na verdade pra quem não é fã, era meio caro gastar 7 euros ali.

POR SORTE, um dos amigos é super fã e visitou todo o lugar. Olha o que ele achou:

“O museu tem um acervo enorme dos primórdios do cinema, com várias coisas óticas, várias delas interativas. Tem também uma parte toda cenográfica com os diferentes estilos de filmes… terror, comédia, romance, etc. Ainda conta com algumas etapas históricas, além de ter materiais apresentados de formas diferentes, tipo sons, coisas interativas e tal.
Tem uma coleção incrível de cartazes (não lembro a quantidade). São cartazes históricos e super famosos do mundo inteiro.
Super recomendo a visita, é muito legal, ainda mais pra quem gosta de cinema.”
Lá no museu tem um elevador que você sobe e pode ver a cidade toda. Custa 5 euros pra subir, mas dá pra comprar museu + elevador por 9 euros se quiser fazer os dois.

Mas temos que salientar aqui a lenda do elevador: você só pode ir lá depois de formado, senão nunca irá se formar.

Por que disso? Não sei, é uma lenda. Arrisca?

Nesta página
você pode ver todos os preços bem certinhos. Tem meia entrada para estudantes e maiores de 65 anos.
Anna
Museu Arqueológico de Napoli
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Curitiba: Museu Oscar Niemeyer e mini-tour no c...
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02
out
À Milanesa – parte III

Demorou essa última parte do post, mas chegou. É que como fizemos o pequeno especial do 7 de setembro sobre Curitiba, esse aqui acabou ficando mais pra frente.

O que falta falar que todo mundo me pergunta é sobre as regiões para morar, onde é seguro, onde é caro, onde é central etc.

Bom, é meio óbvio que o centro milanês é o mais caro. Claro, é um pouco de sorte também de achar algo que seja por ali e não tão caro. Mas né, é o lugar mais procurado, então sempre os apartamentos estão cheios. Ali no Duomo/Montenapoleone/San Babila é sempre mais tenso de achar vaga com preço acessível.

As melhores lojas, os museus, o glamour e o Istituto Marangoni ficam nessa região. Ficar ali é um luxo incrível né? No centrão da cidade, pertinho de tudo… super fácil!

Outra região bem legal para morar e que já não é tão cara, é Porta Romana, na linha amarela. O lugar é super bacaninha também. Passa só uma linha de metro, mas tem muito ônibus por ali. Os apês giram em torno de 800 euros por um monolocale.

Além disso é nessa região que está a sede de design e de moda do IED. Pra quem for estudar ali, é uma boa opção para escolher. É perto dali que fica – na minha opinião – uma das melhores baladas de verão de lá, a Karma.

Ainda mais central tem a região de Brera que é super descolada e com cara de cidade pequena da Itália. Por ali tem galerias de arte, lojas de artigos e produtos de desenho, além de vários cafés e restaurantes bacanas. (tá, Milão inteira tem essas coisas, mas ali eu achei mais concentrado, provavelmente por causa da Pinacoteca di Brera com os cursos de arte). O chato é que não tem metrô passando bem no meio da região, tem que andar um pouco ou pegar ônibus.

Outro lugar bom pra morar é Loreto, e tem metrô linha vermelha e verde passando. Fica perto de tudo e tem apartamentos mais baratos pra alugar. É ali que tem uma casa de estudante, a “Leonardo da Vinci”, mas confesso que é meio caidinha. Das que eu conheci, achei a mais fraca.

Aproveitando pra falar de casas de estudante, a melhor de todas disparado, é Certosa (parada do passante de mesmo nome – linha azul). É bem longe do centro, fica depois de Bovisa onde eu morava e já comentei que é afastado e mais perigoso, mas a casa é fantástica. Na boa, é super cara, mas é tudo novinho, limpinho, tem academia de ginástica, cozinhas lindas, sala de estudo, os quartos são ótimos, claros… nada de prédio velho caindo aos pedaços típico italiano, hehehe.

Vale a pena dar uma olhada, mas com esse valor, eu preferiria morar num prédio mais antigo no centro.

Outra região legal é ali próximo ao rio Naviglio, em Porta Genova – S. Agostino. A linha do metrô é a verde, e ali tem um monte de lojas cults, restaurantes de aperitivo e o mercado das pulgas. Eu cheguei a ir ver um apartamento lá para dividir com 3 meninas. Era pequeno mas tinha seu charme. cerca de 350 euros o aluguel e tive que ir de ônibus nesse endereço. Ok que eu fui lá no, sei lá, terceiro dia que estava na cidade e mega me perdi, peguei o ônibus pro lado errado e tal… mas enfim, sobrevivi.

Regiões que eu não indico são: linha vermelha sentido Rho Fiera (o outro sentido, Bisceglie é normal e habitável, só é longe do centro, assim como o sentido Sesto San Giovani, que já é região metropolitana, mas tem tudo por lá e os preços são mais amigos. Eu morei 3 meses na altura da parada “Gorla” e era muito fácil e tranquilo. Aluguel pra esse lado sai por uns 250/300 normalmente); ali perto da Centrale também é um pouco perigoso por causa da estação, tem muito mendigo e estrangeiro esquisito por ali; e também não aconselho muito a China Town, que é meio perto da parada “Moscova” da linha verde… passei uma vez por ali e fiquei com um pouco de medo.

Como tudo é meio perto, o que estiver perto do centro sempre é bom. Já contei algumas vezes que eu morava em uma das regiões mais “perigosas” de Milão, a região de Bovisa. Mas é o esquema, lá é muito mais seguro que aqui!

Anna
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Turista: Budapeste parte 2
Buenos Aires #roteiro parte 2
12
set
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