Eu não gosto de Paris!

Não me batam, por favor, mas eu não gosto de Paris. Não gosto e ainda não consegui me permitir voltar pra lá e tirar a história a limpo! É um post e uma afirmação polêmica, mas eu preciso colocar isso pra fora.

Estive em Paris no final de 2007, uma semana antes do Natal. A cidade estava linda, toda iluminada e aquele clima de festas no ar. De fato não posso negar que a cidade seja linda, mas mesmo assim, não gosto dela. Aliás, é por isso que tem poucos posts sobre a cidade luz por aqui. Só comentei as poucas coisas que gostei lá: Louvre, Invalides, Eiffel e Notre Dame. Não é a toa essa mesquinharia de textos, não me sinto confortável falando de lá, acabo lembrando das más experiências, fico com preguiça e vou deixando de lado.

Começa com a escolha do hotel. Como eu não falo francês e não conhecia quase nada da Europa e muito menos todas as dicas de como procurar e fazer as coisas, perguntei para um amigo parisiense se o hotel x (não lembro o nome do hotel, mas nem faz diferença, pois não era bom) ficava em uma região boa ou não. Ele disse: “sim, esse hotel está super bom.”

Bom, fechei o hotel. Legal. Só que não. Do aeroporto até o hotel, tinha uma linha de metrô direto, e até ai tudo ótimo. Descemos na estação e… ninguém sabia onde era a rua do hotel. Ninguém podia/queria ajudar e nós lá, com malas e perdidos. Meus pais tinham chegado de voo internacional para me encontrar lá, e estavam muito cansados, claro. Ok pegamos um taxi, andamos 4 quadras e chegamos. Fala sério né? E ninguém, repito NINGUÉM, sabia informar a rua que ficava a 4 quadras dali? A corrida tinha valor mínimo de 6 euro = R$ 15 (na época).

Começamos bem já. Dai o hotel era minúsculo, cheirava mofo e esse bairro era região metropolitana. Não sei que parte de “bem localizado” meu amigo não entendeu, mas já comecei achando os franceses meio babacas aí, com ele, meu amigo da faculdade.

Passado todo o momento de raiva do hotel, partimos para conhecer a cidade. Tirando o fato do metrô lá ser extremamente caro, ele é muito bom sim. Muitas linhas e sempre com paradas nos lugares que quer ir. Parece redundância, mas tem cidades que as paradas não passam perto dos pontos famosos/interessantes, tipo Roma. Não é o caso aqui, Paris tem um sistema de transporte público excelente, porém caro se comparado a outras cidades.

O primeiro dia foi legal, andamos bastante, fomos ao Louvre, vimos a Champs toda iluminada… e pra voltar? Precisávamos pegar o metrô de volta, na parada x que tinha a linha até nosso hotel. Ela estava ali bem no mapa, mas não encontrávamos na vida real! Como rodamos aquela noite atrás da estação! Super frio, super cansados e nada da estação.

As pessoas na rua não faziam a menor questão de indicar a rua! A solução foi perguntar para policiais que encontramos no caminho. Eles simplesmente apontaram uma direção. E SÓ. Nem um oi, um até mais, uma palavra sequer. Menos mal que indicaram a direção… contrária! Completamente contrária!! &*¨%#$#@ Franceses babacas.

Sabe, se o cara não quer falar inglês (ele entende, mas não quer) porque é um orgulhoso, que quer ganhar dinheiro com turismo mas tá cagando pros visitantes, acha um saco ou sei lá… ok, eu até entendo, mas precisa ser babaca assim ao extremo? O que ele ganhou com isso? Porque nem rir ele riu.

Só conseguimos achar a estação porque encontramos dois brasileiros no caminho que nos ajudaram de verdade. E sabe, era tão simples!

Nos outros 2 dias, foi ok, pelo menos já tinhamos aprendido o caminho pra ir pro hotel. Mesmo assim me incomodou a cidade tão entupida de gente. Eu sei que comprei essa briga indo pra lá no Natal e estava tudo mais cheio do que o normal, mas um monte de turista perdido sendo atendido por francês sem vontade não tem como dar certo.

Pra finalizar meu amor com chave de ouro, perdemos o voo para Milão. Bacana né? A coisa foi que precisavamos pegar um trem ali do hotel até uma estação x e pegar um ônibus até o aeroporto de Beauvais (na pqp). No hotel disseram que este trem saía no horário tal e claro, fomos na hora certa pra lá. Chegando na estação, cadê esse trem? Nem tinha!!!

* momento 1 para quase começar a chorar *

Fui atrás de informação e como era super cedo, haviam poucas pessoas por lá. Perguntei pra uma menina, e na linguagem dos sinais consegui descobrir que qualquer trem daquele horário pararia onde queríamos. Perfeito então. Pegamos o próximo, mas quando chegamos para o ônibus, ele tinha acabado de sair.

* momento 2 para quase começar chorar *

O jeito era pegar um táxi. Tinha tempo, tinha tempo suficiente…. se o taxista não fosse um mongo que se perdeu e ficou levando a gente para ver as paisagens do caminho e no aeroporto errado. ¬¬

FALA SÉRIO NÉ?

* momento para chorar *

A corrida deu 150 euro, pra chegarmos 2 minutos após o prazo para check in. Obviamente a atendente da Ryanair foi mais uma francesa super simpática e não fez nada. A coisa é que não tinha mais voos para Milão para 3 pessoas ali. Que-legal. Tivemos que ir até o Charles de Gaulle tentar a sorte. Pra encurtar a estória, conseguimos um voo meio caro e fomos enfim para minha amada Itália ♥.

No geral não foi uma viagem de todo ruim, mas a experiência do consumidor conta demais em tudo. Passei momentos muito chatos lá e acabei pegando uma raiva descabida por essa cidade tão bonita. Eu sei que tenho que voltar pra lá e resolver este caso, mas sempre lembro dos maus bocados, fico com preguiça e com medo de passar por tudo isso de volta. Acabo escolhendo ir para algum lugar novo, atrás de boas experiências e fugir dos franceses.

Bem que dizem que cidades são feitas de pessoas, e agora essa é a minha Paris. Um dia talvez eu volte e goste…. ou não.


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