Tour do Rock: The Smiths

Ingressos para os shows do Morrissey no Rio de Janeiro e em São Paulo comprados.

DVD “Who Put the M in Manchester?” rolando.

Hora de começar a escrever sobre minha breve visita a Manchester.

Manchester serviu de berço para várias bandas consagradas no mundo do rock e, em passagem pela Inglaterra, não pude deixar de conhecer a cidade mais alaranjada de todas as cidades que eu já vi. Não sei se foi por saber disso que eu tive essa sensação, mas, na minha opinião, Manchester tem a cara e os ares do rock mesmo. Alguns diriam que é do futebol, mas disso eu já não entendo.

Manchester

Foi em Manchester que eu pude descontar toda a raiva reprimida que eu tinha por todas as vezes que alguém falava “Ronaldo” quando eu dizia que era brasileira, pois lá eu pude responder “Smiths” para todos que perguntavam o que eu estava fazendo lá e o que eu sabia sobre a cidade.

Eu cheguei em Manchester meio perdida. Queria conhecer a cidade por causa dos Smiths, mas não tinha pesquisado nada sobre os lugares pelos quais eu deveria passar. No hostel eles já perguntaram logo de cara por que eu escolhi visitar Manchester e quando eu respondi que era por causa dos Smiths eles imprimiram na hora um roteiro completo passando por todos os lugares relacionados a banda. Foi lindo. A equipe do hostel era muito atenciosa e eu achei o hostel criativo porque cada andar era dedicado a uma banda/cantor. Só fiquei desapontada porque eles não me deixaram no andar dos Smiths. He.

Como eu passaria apenas um dia e meio na cidade, eu precisava correr para conseguir ver o máximo de coisas possível.

Affleck’s Palace

O Affleck’s Palace é um edifício de lojas independentes, a maioria delas de rock. Na verdade, é como se fosse a Galeria do Rock de São Paulo. O estilo é o mesmo, inclusive das pessoas que frequentam. Mas é bastante interessante e dá pra perder umas boas horas passeando pelos 4 andares do lugar. Nas paredes externas do edifício existem mosaicos com vários temas de Manchester e, em um deles, temos o Morrissey como protagonista.

Manchester Central Library

“It definitely began with the water. It must also have something to do with Central Library. I was born in Central Library – in the crime section.”  (Morrissey)

Bem, isso explica muita coisa, né. Enquanto todos os jovens de Manchester frequentavam bares e baladas, Morrissey gastava seu tempo na biblioteca.

Manchester (8)

Tem um outro trecho dessa mesma entrevista que ele falou que frequentava a biblioteca que o entrevistador fala “Ah, Manchester – the music, the clothes, the violence, the grace, the sex…” e Morrissey responde: “I don’t remember any sex”.  É o Morrissey, né gente. Tadinho. Hahaha.

The Haçienda

The Haçienda está para The Smiths mais ou menos como The Cavern Club está para The Beatles. Mas se, por um lado o The Cavern Club foi onde os Beatles começaram, o Haçienda foi onde os Smiths fizeram seus maiores shows, pois era o clube mais famoso de Manchester.

Atualmente o The Haçienda é um edifício de apartamentos. Acho uma pena, pois eu gostaria muito de poder ter entrado e visto como era o lugar onde eles se apresentaram, da mesma maneira que fiz no The Cavern em Liverpool.

The Ritz

O The Ritz é uma casa de shows localizada na mesma rua do The Haçienda, mas essa existe até os dias de hoje e foi onde os Smiths fizeram seu primeiro grande show.

Ritz, Manchester

Desculpe, mas eu tive que pegar essa foto da internet porque só quando montei o post que eu vi que não tinha fotos do The Ritz, mas não lembro o motivo. Pra economizar memória, talvez. Quando eu viajei (2007) eu tinha um cartão de 1GB que deveria durar uma viagem toda de um mês. E olha que cartão de 1GB naquela época era MUITO. Enfim, fiquei triste por não ter foto do The Ritz.

Salford Lads Club

Essa visita foi a mais #Fail de todas. Meu objetivo era chegar aqui e tirar uma foto igual a essa:

Mas acontece que o lugar era MUITO longe e, mesmo com o mapa, eu me perdi. No caminho encontrei uma mulher e pedi ajuda, ela disse que trabalhava lá perto e me levaria. Fui caminhando um longo trajeto ao lado dela, que me bombardeava com perguntas sobre Manchester e eu não sabia nada sobre a cidade. Que vergonha. Só respondia “Smiths, Smiths, Smiths” num looping até chegar no serviço dela. Daí ela falou pra eu seguir mais um pouco e virar na rua do lugar. Cheguei lá, achei rua, mas nada do tal clube. Andei, andei e NADA. Então concluí que o tal lugar não existia mais e sem a tal placa “Salford Lads Club” eu jamais poderia reconhecê-lo, pois as construções são todas iguais. Fui embora, mas segui cantando “Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before“. Pensando que eu estava na rua certa e que o lugar não existia mais, eu ainda sabia que o clipe foi gravado nas redondezas, então pelo menos eu estaria circulando em algum lugar do clipe.

Manchester (22)

O problema é que depois eu fui pesquisar eu descobri que a merda do lugar existe ainda e que não ficava na rua que eu estava, mas sim na primeira paralela depois da minha. Foi nessa hora que eu odiei o pessoal do hostel por ter dado pra mim um mapa tão ruim, afinal de contas, eu tinha que culpar alguém por não ter tirado aquela maldita foto. He. Também odiei todos os moradores do bairro por não estarem na rua para me dar informação. Nunca vi lugar mais deserto!

No meu mapa dizia que o lugar era na Regents Rd, mas na verdade é na Coronation St que é paralela a Regents. Shame on me! Por isso eu aprendi que, por mais curta que seja a sua viagem a qualquer destino, não seja preguiçoso a ponto de não pesquisar antes. Entendido?

Casa de infância do Morrissey

A casa dele também era longe, mas fácil de chegar. Só pegar o bonde Altrincham em Piccadilly Gardens e descer na estação Old Trafford. É um bairro bem calmo e também bastante deserto. A rua da casa de infância do pequeno Moz é a King’s Road.

rua moz

E a casa dele era a n° 384. Bom saber, porque todas são IGUAIS.

Fiquei pensando nele brincando no quintal ali, na pracinha que tinha perto e tal. Acho engraçado porque quando eu sou fã de alguém, não penso nessas coisas. Parece que a pessoa já nasceu pronta, no palco e cantando.

Fora esses lugares que eu visitei, existem outros que eu não tive tempo de ir, mas se alguém se interessar e quiser saber é só entrar em contato que eu passo meu mini guia do hostel.

Queria só acrescentar aqui que fui até Manchester para visitar os lugares dos Smiths, mas que foi aqui em Curitiba, minha cidade natal, que eu conheci um Smith, o Andy Rourke, que veio discotecar no Vox e nessa ocasião a tietagem foi forte!

andy

E em março vou conhecer o Morrissey na véspera do meu aniversário! Presente melhor não existe.

Espero que tenham gostado do nosso tour e que venham os shows!!!!

Mariana
13
fev
Compras: no mercado!

Eu jamais tinha ido ao mercado sozinha comprar comida antes de passar férias em Londres, mas comer E economizar é preciso, então a gente acaba se obrigando a fazer isso. Dependendo do tempo que você vai ficar em um local, sempre vale a pena comprar umas coisinhas pra improvisar uma refeição em casa ou no hotel/hostel. Veja bem, quando eu digo improvisar, é improvisar mesmo, porque se eu depender de cozinhar para sobreviver, eu passo fome ou vou a falência. Fato é que em Londres eu conheci a rede Sainsbury’s e foi aí que comecei a achar que ir ao mercado é um passeio que, sempre que possível, deve ser inserido nas viagens.

Aqui no Brasil eu não suporto ir ao mercado, mas é porque é uma coisa de rotina, chata e tudo igual. Fora daqui a coisa muda. Ver produtos diferentes nas prateleiras é sempre interessante. Outra coisa que eu tenho um pouco de preconceito aqui no Brasil é com as marcas de mercado, pois já comprei coisas da marca do mercado diversas vezes e achei tudo muito ruim, exceto o chocotone do Mercadorama, que é o melhor do mundo! Nham nham. Mas no Sainsbury’s a regra da baixa qualidade para as marcas do mercado não vale. Sempre que eu ia fazer compras eu enchia o carrinho todo com a marca do mercado, pois existe absolutamente tudo de tudo de tudo da marca. Tudo muito gostoso e saboroso e o melhor de tudo é que você vai embora levando um carregamento de comida gastando uma miséria! Ainda, a marca do mercado conta com opções vegetarianas, o que para mim era muito bom, pois na época que viajei pra lá, aqui ainda não existia nem hambúrguer vegetariano aqui, já lá tinha até bacon vegetariano!

Entrei no site e fiz uma pesquisa dos preços de algumas coisinhas da marca do mercado para mostrar pra vocês. É uma pechincha mesmo.

mercado

Outra coisa que eu fiquei bastante intrigada com relação aos mercados londrinos foi com os carrinhos. Minha amiga que estava morando lá já tinha me falado que muita gente rouba os carrinhos e, por isso, se você sair do mercado levando o carrinho na rua, depois de uma certa distância (ou tempo, não sei), eles simplesmente travam! Então, encontrar carrinhos travados abandonados nas proximidades do mercado é bastante comum. Já quis pesquisar várias vezes como funciona esse sistema de travamento, mas sempre fiquei com preguiça. Alguém sabe? Me conta, por favor! E lógico que eu já fui vítima do carrinho travado. Valia a pena arriscar, porque foi em um dia que fizemos compras para uma festa, então era muita coisa para carregar, daí saímos com o carrinho, que travou quando faltava 1 quadra pra chegar em casa.

Londres (324)

Então fica a dica de “compras” para quem tiver indo pro Reino Unido: Sainsbury’s! E não esqueçam de trazer um cookie de chocolate da marca do mercado pra mim! Hehe. Gostoso e baratinho.

Mariana
Especial 01: Compras Cosméticos Paraguai
Baixa-Chiado Compras Típicas
Mercado Municipal
Compras – Milão
28
out
Museu do Transporte – Glasgow

Normalmente eu não sou fã de ir nesses museus de pai, mas tive que dar o braço a torcer aqui. O museu é gratuito (êêê) e vale MUITO a pena. Eu já comentei sobre ele quando falei de Glasgow aqui, mas preciso dar uma atenção especial a ele.

 Só queria começar com o carro do Harry Potter com Edwiges na janelinha, pra já dar aquela instigada nos carros expostos:

Lá tem muitas coisas sensacionais que nunca achei que veria na vida. Exemplo: carruagem de cigano antiga. Pra mim que isso só existia em filme e não era real. Mas não, lá tem! E é linda. Nessa não dá pra entrar, mas já vale a visita.

Outra coisa muito bacana por lá, é que tem toda essa coisa de transporte londrino antigo. Ônibus de 2 andares antigos, com pracinhas e tudo o mais. Além de que dá pra entrar neles e passear e tirar foto, ainda mais porque o lugar não é super cheio, então não ficam 890 turistas na frente fazendo fila pra tirar foto e/ou no fundo das suas.

Tem vários trens, carros de bombeiros, carros antigos… carruagens… tudo o que você possa imaginar de legal em transporte, tem lá!

Numa das salas de cima tem uma sessão inteirinha para bicicletas. São sensacionais, muito de vô. São lindas!

E no final, pra arrematar com chave de ouro, tem uma mini cidade antiga escocesa. É tipo um cenário de filme de gângster. Pequena mas muito bacana.

E aí? Vale a pena demaiiiiiis. Eu cheguei no museu por acaso, por curiosidade fui ver o que era, e acabei entrando… era de graça mesmo. No fim foi uma das visitas mais legais da viagem e recomendo fortemente, mesmo pra quem não é louco por carros (vulgo esposas viajando com maridos, hehe).

O museu fica aberto de segunda a quinta e sábado das 10h às 17h. E Sextas e domingos das 11h às 17h. O endereço é Kelvin Hall 1, Bunhouse Road, em frente ao Kelvingrove Museum e pertinho da estação Kelvinhall do metrô.

Neste site você encontra mais informações sobre os museus da cidade.

Anna
Museu Franz Kafka
Museu do Ouro
Comparando: Museu de História Natural
Museu da Ferrari
14
out
British Museum

Esse museu só visitei na 2a vez que fui pra lá. Como todos os outros, ele é gratuito (♥ Londres) e super legal. Por fora é um prédio até que novo e por dentro é bem modernosinho, nada de salas antigas de reis e rainhas.

Ele é grande mas nada giga-enorme 67 dias pra ver tipo o Louvre. Dá tranquilo pra conhecer em 1h30/2h.

O que achei mais mega ultra super legal foi a parte do Egito, que tem muita coisa. Já tinha visto em outros museus, inclusive lá em Londres no museu de História Natural, mas gostei mais da exposição do British. Começa com sarcófagos, múmias, gente esquisita… e assim… MUITOS, não é um sarcófago e uma múmia, são dezenas. Super legal.

Olha quantas opções de múmias, praticamente a população inteira do Egito tava lá.

E depois você vê outras coisas legais ainda, tipo povos antigos e umas máquinas antigas, relógios super bonitos e tal.

Ai quando você acha que acabou a parte Egípcia super legal, chega em mais uma sala no final do percurso (pode ser começo também, pois é logo na entrada pro lado esquerdo) cheeeeia de coisas também, umas que achei as mais legais de todas, que são essas esculturas gigantescas. Ai preciso ir pro Egito, são muito legais né??

 

 

Anna
Especial 05: Comparando museus Londres
Westminster e por ali
Compras em Londres
Comparando: Museus – Londres
09
jul
Inverness

Eu fui parar em Inverness meio por acaso. Aquela velha história de “já que estou aqui perto, vou aproveitar pra ver isso”.

De Londres estiquei pra Edimburgo e de Edimburgo pra Inverness. E não, não é nada perto, quando eu percebi já estava há 1.000 km de Londres e teria que voltar de ônibus. Por isso que eu sempre digo que não dá pra pensar assim, se não em um final de semana você acaba querendo dar a volta ao mundo. Eu fiz isso porque tinha tempo sobrando. Foi um mês viajando só no Reino Unido.

Inverness é a capital das highlands na Escócia e a cidade mais ao norte do mundo que eu já visitei, mas é conhecida mesmo pelo Monstro do Lago Ness.

A viagem Edimburgo-Inverness já é um passeio e tanto. Paisagens maravilhosas com a estrada no meio de montanhas, neve lá no alto e ovelhinhas pastando nos campos.

A rodoviária é uma fofura, mas as belezas de Inverness não acabam por aí.

Imagem 442

Na rodoviária você pode pegar mapas com roteiros para fazer a pé e contatos de empresas de turismo que fazem passeios até o Lago Ness.

A cidade é pequena, mas muito aconchegante e o povo bastante amigável. Pedi informação pra uma mulher na rua que fez questão de me levar até o local que eu queria ir. Eu tinha uma bandeirinha no Brasil na minha mochila, o que fez com que eu fosse abordada por muitas pessoas falando que gostavam do Brasil, que queriam conhecer e que ficam felizes quando brasileiros visitam Inverness. Uma dessas pessoas falou que queria muito conhecer o Brasil e até aí tudo bem, mas o que me espantou mesmo foi que ela falou que queria conhecer, além do Rio de Janeiro e São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília! Era uma pessoa que entendia mesmo do Brasil e ganhou minha bandeirinha de presente.

Os hostels na cidade são super baratos, mas o mesmo não pode ser dito dos restaurantes. Comi todos os dias na Pizza Hut de um shopping porque era tudo de mais barato que existia pra comer. Na biblioteca tem acesso grátis a internet e a biblioteca fica em frente a rodoviária, uma boa dica para enganar a espera do ônibus.

Para dar início a minha busca pelo Monstro do Lago Ness escolhi uma das empresas dos panfletos que peguei na rodoviária. O passeio sai da rodoviária mesmo, em um micro ônibus com guia turístico e custa £15,00. Antes de deixar Inverness ele passa por alguns pontos turísticos e vai contando e história da cidade. O ônibus segue para Drumnadrochit, um vilarejo próximo ao Lago Ness, onde pegamos um barco rumo ao Urquhart Castle. O barco vai passeando pelo Lago Ness e o lago é MUITO grande. Não imaginava que era tão grande.

As paisagens são lindas e logo já é possível avistar o castelo. Ou melhor, as ruínas do que um dia já foi uma das maiores fortalezas da Escócia.

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A entrada nas ruínas está inclusa no passeio e posso dizer que esse foi um dos lugares mais legais que eu já visitei. Eu gosto de ruínas e tive muita sorte porque no dia que eu visitei tinha um sol maravilhoso que deixou tudo mais lindo ainda. Deu pra entender o quanto eu gostei?

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Infelizmente o tempo de permanência ali era de 40 minutos. Essa é a grande desvantagem desses passeios guiados, pois eu poderia ter ficado o resto do dia ali, só sentada olhando a paisagem.

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O lugar é tão bonito que tinham 2 noivas tirando foto lá. Nessa foto dá pra ver uma delas de vestido roxo sentada no canto ali encima. Tentei tirar fotos delas, mas não deixaram.

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Em alguns trechos é possível andar por dentro de onde era o castelo e subir escadas e ter uma vista melhor ainda.

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No final da visita é lógico que tem uma loja de souvenirs, mas são os souvenirs mais bonitinhos e bem feitos que eu já vi na vida. Pena que é absurdamente caro. Comprei um copo do monstro e só.

No final do passeio o ônibus te leva de volta para a rodoviária e fim. Não encontrei o monstro, mas o passeio valeu muito a pena.

Eu amo Escócia e quero muito voltar um dia.

Para você que tem bastante tempo pra viajar e pouco dinheiro, minha sugestão é a companhia de ônibus Megabus, pois é possível encontrar passagens a partir de £1,00, basta comprar com antecedência.
Mariana
Edimburgo
10
jun
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