Murano

A gente fala de Venezia mas nunca lembra que em volta tem um monte de outras ilhas interessantes pra visitar né? Uma das minhas maiores tristezas foi não ter ido visitar a ilha de Murano (que na real é composta por 7 ilhas), ali do ladinho da minha cidade queridinha!

É em Murano que são feitos os objetos/bijuterias de vidro mais bonitos que eu já vi. Olha, na real confesso que os objetos de decoração são muitas vezes meio bregas, porque são muito coloridões e apesar da complexidade do produto, não orna fácil com qualquer coisa na sua casa. Já as bijus, são muito legais.

Comprei dois pingentes lá que por Deus, lindos! E o mais legal é que são de vidro, ou seja, feito com sopro e aquelas formas malucas de fazer coisas de vidro. Ah, só um detalhe: vidro quebra tá? Digo isso porque uma vez que fui pra lá comprei um anel preto lindoooo! Ele durou 3 dias, porque né, qualquer coisa que bati a mão, ele partiu já. Chorei e guardei os 2 pedaços durante um tempão, meio na expectativa que um dia pudesse colar e ter meu anel de volta. Passou o tempo e desisti… me desapeguei do material. Haha.

Eu queria muito ter ido até a ilha pra ir nas fábricas e conhecer todo o processo de fabricação, acho muito mágico este tipo de produção em vidro, não faço idéia de como eles fazem pra fazer esses desenhos de florzinha e etc. Pra mim é magia, é impossível que seja artesanal e não feito por máquinas!!

 Aqui tem um vídeo bem legal da fabricação dos vidros. Vale a pena ver.

É claro que tem mais coisa pra ver em Murano além dos vidros, afinal é uma mini cidade com 5.500 habitantes… é na Itália, então já saiba que tem um igreja principal, etc.O que eu acho mais bizarro das atrações de láé a Igreja de Santa Maria e São Donato que tem uns mosaicos bizantinos do século XII e que possui os “ossos do dragão que matou São Donato”. (claro!)

Mas o atrativo principal dali são os “vidros de Murano”, não os ossos de dragão. Compre vários de presente pra todo mundo, é super típico, médio caro – depende da loja e do trabalho no vidro – e todo mundo vai gostar porque é super bonito.

Anna
Momento Nostalgia
Venezia
30
jul
Especial 07: Caixa Preta – máscara de Venezia

Ahhhhhh, esse é o último post revisado do especial de um ano do blog! Mas ah, amanhã já vai ter novidade, então tudo bem!

O post Caixa Preta de como fazer sua própria máscara veneziana foi o 4º mais lido da história do blog, e olha que ele foi postado faz 2 meses só. Já pensou? Não imaginamos que fosse ser tão lido assim. Como já falamos tudo o que tinha pra falar sobre as máscaras, vamos reeditar falando das roupas em si, que são bem relevantes no conjunto da obra.

Já comentei que as roupas, as fantasias em si, são característicos do século VXIII e é muito comum o uso do chapéu de três pontas – aquele mais conhecido do traje masculino, bem Casanova way of life. No começo as cores eram mais neutras, tipo preto e branco, mas desde 1979 mais cores começaram a ser inseridas nas vestimentas.

As cores são mais comuns nas roupas femininas ou naqueles que fazem pares, pois fazem uma coisa meio combinando assim. Quando você anda pela rua no carnaval, vê a maioria dos homens usando o traje de capa preta, máscara branca e chapéu preto de três pontas.

Aliás, naquela época eles não usam as fantasias só no carnaval não… usavam em várias ocasiões do ano com o objetivo óbvio de não serem reconhecidos pela sociedade. Malaaaandros.

Se as máscaras são caras, as roupas são ainda mais. A mais barata não sai por menos de 300 euros e os preços só sobem. Tem várias lojas on-line de venda das fantasias, como essa aqui que tem milhões de opções.

Se você está pensando: “mas meu Deus, que calor usar essas roupas no carnaval”, lembre que lá é super frio nessa época, não passa dos 10 graus, então fica todo mundo bem quentinho de boa com essas fantasias gigantescas.

Não é um charme?? Eu queria uma dessas pra mim, mas não tenho SÓ porque não cabe dentro do meu armário.

Anna
Caixa Preta: como fazer uma máscara de Veneza
SOS Venezia!
Venezia – il carnevale
Venezia
24
abr
Máscaras de Veneza

Eu já comentei do carnaval em Veneza bem no comecinho do blog. Se por acaso ainda não viu, clica aqui e lê tudo!

Não sou mega fã do carnaval, não é pela festa em si, mas acho que hoje em dia essa cultura meio se perdeu e as pessoas só aproveitam pra tirar folga e fazer besteira. Quando era pequena eu me divertia nas  festinhas, acho legal as marchinhas de carnaval e achava saudável as pessoas se fantasiarem e brincarem com bisnagas de água, serpentina e confete. Mas hoje em dia né… sem comentários.

Mas eu falei tudo isso só pra puxar o tema das máscaras mesmo. E porque achei necessário desabafar isso com vocês, tá?

Enfim, voltando às máscaras de Veneza…. resolvi contar aqui a origem delas e quais são os personagens.

Pra quem não sabe, a festa de Veneza vem desde o século XVII (mas existem registros da festa desde 1268. chocou?) e as máscaras serviam para a nobreza poder sair e ficar entre o povo. As máscaras são o elemento mais importante do carnaval.

A festa deles dura 10 dias e a noite tem bailes em salões especiais e alguns “desfiles” pela cidade. Coloquei entre ” ” porque assim… comparado com o nosso carnaval… o deles é meio morto. Não sei se é o frio, se é a chuva, se é o cheiro ruim dos canais ou se é porque ninguém no mundo tem a ginga que nós brasileiros temos. Só sei que achei que seria mais festerê, mas os desfiles achei meio bobinhos… não sei. Veja o que acha:

(Gente, como estamos reformando o blog, algumas funções não estão funcionando 100% ainda, uma delas é essa parte dos vídeos que não estão aparecendo direito dentro do post. Mas podem confiar no link abaixo, ok? Ele vai para a minha página de vídeos no Youtube.)

watch?v=lvRnKgsch8o&feature=player_profilepage

Ainda assim prefiro pensar que o dia que fui não foi o melhor, sabe como? Evidentemente não fiquei 10 dias festando lá, passei um dia lá no final de semana… quem tiver ido em todos os dias, por favor me conte se foi mais animador e tal…

As roupas usadas com as máscaras são característicos do século XVIII e eles usam as máscaras (lindas!), as máscaras brancas e chapéu de três pontas. As pessoas fantasiadas são ultra misteriosas e ficam fazendo pose para fotos dos turistas. Tem uns que fazem questão de parar e fazer pose, mas tem uns meio carrancudos que parece que ficam brabos com isso. (não sei porque saem com as fantasias então, sinceramente…) De qualquer forma, simpáticos e não simpáticos, eles são muito enigmáticos e como as máscaras não tem expressão nenhuma, todos parecem estar com uma cara de indiferença… é uma sensação estranha olhar pra eles, confesso.

Falando no pessoal, vamos aos personagens:

Columbina

É a personagem cômica que não pode ser tomada como exemplo de virtude e eterna amante de Arlequim. Sua vestimenta é simples e, às vezes, traz o colorido da veste do namorado. Expressa-se através do dialeto toscano (Fiorentino).

Arlequim

É a máscara mais popular. Seu temperamento é diferente daquele presente em Brighela: enquanto este é astuto, o Arlequim é pouco inteligente e muito trapalhão. Seu modo de caminhar assemelha-se à dança e seu falar é próprio dos dialetos menos prestigiados. Sua máscara é negra.

Pulcinela

É, como Arlequim, um servo tosco, mas que pode mostrar-se astuto ou covarde. Sua inspiração é Napoli, enquanto os outros são inspirados na sobriedade de Bolonha. Seu espírito napolitano lhe traz vivacidade.

Pantalone

É a máscara veneziana mais conhecida. Discute-se, ainda hoje sobre a origem etimológica deste nome: Pantalone teria sido um homem muito rico e, apesar de sua idade avançada, famoso por suas aventuras sexuais. O personagem representa, na Commedia dell’arte, o conservadorismo hipócrita da sociedade.

Brighela

É o servo da Commedia dell’arte. Astuto, engenhoso, é a figura que pode ser leal ou trair os patrões. É o responsável pela música e pela dança. Seu objeto de cena é o violão.

Doutor

Doutor apenas no título, este personagem pode se passar por médico, advogado ou qualquer outra profissão de prestígio, de acordo com a farsa que queira executar. Presunçoso, soberbo, exibe citações latinas decoradas. Quando chamado por aqueles que crêem em suas palavras para realizar alguma tarefa séria, desvia-se com o seu latim misturado a dialetos locais. Seu figurino é a roupa negra dos advogados misturada ao barrete dos médicos da época.

Capitão

Sua inspiração são os soldados mercenários que infestaram a Itália no passado e há registros de que possa ser uma sátira contra o governo espanhol que dominou a Itália. Raramente, usa a máscara presa ao rosto.

Todos os personagens tem origem no teatro Commedia dell´Arte, que nasceu na Itália no final do século XVI e nos dois séculos seguintes, espalhou-se pela Europa.

Se você quiser saber mais sobre a festa que rola em Veneza, se estiver indo pra lá e quiser saber tudo o que acontece, clica nesse link do site oficial da festa.

As informações sobre os personagens busquei no blog Leio o Mundo Assim.

Anna
Caixa Preta: como fazer uma máscara de Veneza
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Roteiro: Paris e Veneza
04
mar
Caixa Preta: como fazer uma máscara de Veneza

Quando você chega em Veneza, não tem como não se maravilhar com as famosas máscaras, isso é um fato. É loja do lado de loja e mesmo elas sendo meio iguais, você entra em todas.

Algumas delas é possível ver a fabricação das máscaras, é bem mágico isso. As lojinhas mais antigas são administradas por senhores italianos e as máscaras são feitas pelos próprios. Mas para fazer uma dessas, é preciso de horas e horas e bem, você não vai ficar horas olhando isso, a não ser que sei lá, more em Veneza e possa “perder seu tempo” parado ali.

É por essas e outras que fizemos este post. Primeiro vamos te contar como é feita uma máscara de verdade verdadeira, essas lindas que o mundo ama. Depois vamos fazer um passo-a-passo pra você fazer sua própria máscara e se sentir veneziano. (mas se prepara, faz sujeira…)

Vamos para a primeira parte então?

Parte I – A verdadeira máscara Veneziana

As máscaras são feitas de papel machè e pintadas e ornamentadas a mão. Trabalhãããoooo! Antes de mais nada, o artista precisa esculpir a máscara em argila e quando terminada esta etapa joga gesso sobre ela, fazendo o formato contrário da máscara.

Depois deste processo, vem a parte do papel machè, colocado delicadamente no molde de gesso. Quando está tudo prontinho, a máscara vai para uma estufa por cerca de dois dias para secar e então o gesso de trás é retirado, ficando assim, só a máscara.

Mas calma, ainda é preciso recortar os olhos, nariz e cortar as rebarbas que ficaram do molde inicial. Antes de começar a enfeitar e a pintar a máscara, o artista ainda passa uma camada de uma espécie de verniz, pra deixar ainda mais rígida e não quebrar com facilidade. Só depois de tudo isso é que vem a pintura e colagem de materiais e brilhos – essenciais nestas máscaras!

Mas é claro que não é tão simples assim: pintar e pronto. Nãããã-nã-nãooo. Primeiro são passadas algumas camadas de tinta branca, pra ficar bem lisinho e perfeitinho. Aí é que começa a profusão de cores e detalhes.

Fácil? É uma arte não é mesmo? Quando visitei algumas lojas, vi os senhores fazendo. A precisão e a calma deles é algo impressionante. São detalhes milimétricos e que bem… dão o toque de “máscara de Veneza”. De fato, não é qualquer máscara e tem que ter valor alto mesmo. Uma basiquinha, dessas que são só o olhinho pequeno assim… é difícil achar por menos de 10 euros (R$ 25 mais ou menos). Daí os preços só aumentam, até os exorbitantes 400/500 euros (não vou nem fazer a conversão aqui).

Ah! Dá pra comprar máscaras em branco, pra você mesmo brincar e pintar do jeito que quiser. Elas são mais baratinhas, você acha por até 5 euros. Meu pai comprou 2 dessas… há 3 anos atrás… elas ainda estão brancas.

Parte II - Sua própria máscara Veneziana

Materiais: vaselina (sim, vai precisar), gesso, gaze, pincel, tesoura, lixa, lantejoulas, glitter, plumas, brilho, tinta e o que mais quiser usar!

1º passo: passe vaselina líquida no rosto e proteja o cabelo (prenda ou se coloque uma touca);

2º passo: cubra o rosto com uma camada fininha de gaze;

3º passo: corte pedaços de gesso e vá colocando no rosto com um pincel molhado; essa parte demora bastante, principalmente se for perfeccionista.

4º passo: meio óbvio, mas não custa comentar para deixar os buracos do nariz e dos olhos né? Vá contornando o olho, é mais fácil depois na hora de tirar as rebarbas. Nessa hora vá alisando o máximo possível com os dedos porque quanto mais perfeita ficar agora, mas fácil será o acabamento;

5º passo: espere uns 5 minutos até secar e retire do rosto. Espere mais 1 dia até secar 100% antes de começar a lixar, pintar e enfeitar;

6º passo: depois de seca, lixe o que for necessário e acerte as laterias e as linhas dos olhos. Acredite, quanto mais certinha, mais bonita e profissional;

7º passo: hora da criatividade. Use o que quiser, como quiser, mas tenha paciência e tenha calma, tem partes que demoram pra secar. Não esqueçã de colar uma fita nas laterais para poder prender no rosto!!

8º passo: colocar a máscara e brincar no carnaval (ou em outras festas, como quiser…).

* Aliás, queria dizer que eu tinha um vídeo da gente fazendo essas máscaras, mas por dois motivos não postei aqui: 1. a galera ia me matar; 2. esse video e as fotos do carnaval em Veneza estavam naquele dvd de fotos que perdi. Tive que usar fotos da internet pra ilustrar este post. Sorry!!

Anna
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Lago Como
02
mar
SOS Venezia!

Méldéls! Acabei de ver no site do terra a notícia de que 55% de Venezia foi inundada e os habitantes e turistas acordaram com sirenes de alerta.

“Segundo a agência AFP, pouco antes de amanhecer, as sirenes soaram por toda a cidade para alertar que o nível da água havia subido acima de 1,1 m. Poucas horas depois, já tinha chegado a 1,4 m acima do nível do mar.”

Fiquei chocadaça! Venezia é tão linda.

Confesso que meu maior medo da-vida era não ter tempo de conhecer Venezia antes que afundasse de vez. Pelo menos pude vê-la 3x… mas gostaria de ver outras 50…

A foto abaixo foi tirada na Piazza San Marco.

 

Anna
Momento Nostalgia
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Venezia
03
dez
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