Dicas para trilhas: para você se aventurar e aproveitar mais

Eu contei das trilhas de Prudentópolis aqui no blog já, e mesmo já dando algumas dicas para trilhas aqui e ali, acho muito válido juntar umas coisas BEM IMPORTANTES e necessárias aqui pra vocês. Algumas coisas meio que descobri lá, até porque eu não sou A pessoa das trilhas, então ainda estou adquirindo experiência neste setor. Algumas coisas teriam deixado minhas trilhas melhores.

trilhas

1) Corte as unhas

Parece uma bobagem completa, tipo “quem vai de unha feita pra trilha?” A minha não estava feita, mas estava comprida e eu nem me toquei que fosse me atrapalhar. Eu não sabia que em várias trilhas precisaríamos segurar em cordas pra seguir, ou se apoiar em pedras e troncos.

O fato é que em todas as trilhas de verdade (não passeinho no campo, hehe) que fizemos, usei muito as mãos e em muitos momentos a unha comprida (nada zé do caixão, mas já maiorzinha assim) atrapalhou e me machucou. Depois do primeiro dia, cortei todas pra não me machucar mais. Ou ainda pior, ficar preocupada de que iria quebrar durante os passeios.

Não preciso mencionar que esmalte… vai sair, né? =D

unha

2) Tênis certos

Importantíssimo cuidar disso! Você não precisa investir em um tênis específico de trilha se não faz trilhas com frequência, até porque são bem caros. Mas procure usar um tênis que segure bem seu pé, que tenha algum amortecimento e principalmente com ranhuras na sola, pra evitar escorregões.

Veja, não é que seja impossível ir de All Star ou de chinelo. Dá né, só que é bem perigoso mesmo, porque além de que um chinelo pode escapar do seu pé ou você se embolar nele, pode virar o pé por besteira, machucar bastante a sola e ossos, ou ainda escorregar feio e se machucar.

Escolhe um tênis um pouco melhor pra isso. Vale a pena e você não se machuca terminando a viagem antes da hora.

3) Leve água

As estruturas muitas vezes são bem precárias e simples. Não espere encontrar pontos de venda de água durante as trilhas. Nem vendedor ambulante. Não tem. Compre água antes e leve 1 ou 2 garrafinhas por pessoa, ainda mais se estiver calor. As trilhas são bem cansativas e é super importante ter água!

planetagua_garrafasblog

4) Tome um banho de repelente

No verão, banho de repelente! Nossa eu sofro muito com isso, porque sempre sou atacada por todos os mosquitos do local. Juro! É impressionante, sou um ímã de mosquitos e tudo que é bicho.

Eu passo MUITO repelente e mesmo assim eles acham um cantinho sem. Se for no verão ou no inverno, passe bastante, porque tem muito bichinho, a mata pode ser bem fechada em diversas trilhas.

repelentes2_foto-walla_santos

Sem contar que ninguém quer ser picado por algum bicho esquisito ou peçonhento. Assim dá uma boa protegida. Outra sugestão para o caso dos bichinhos é usar roupas compridas. Calças, manga longa, algo no pescoço, meia comprida. Proteção mesmo! No verão é difícil pensar em usar tanta roupa, mas confesso que eu queria ter levado roupas compridas pra me proteger. Eu não sabia que seria o buffet dos mosquitos. hahaha

5) Carregue o mínimo

Vou falar de novo: trilhas são puxadas. Leve o mínimo que você puder na mochila. Só a água, o repelente, talvez uma barrinha de cereal. O básico mesmo. Recomendo não levar câmeras grandes, pesadas e caras. Tem um risco enorme de bater ou cair e quebrar. Fora o peso, que faz diferença na sofrência de algumas trilhas.

6) Roupas

Leve várias mudas de roupa, quem sabe até uma muda inteira por dia. A gente sua bastante e suja muito, é inevitável. Como a gente não achou que fosse sujar tanto, não levamos muita coisa, e em alguns momentos precisamos lavar pra usar depois. A coisa é que fica um sujo tenso, que é difícil de só lavar no banho/pia, sabe? Precisa de uma lavagem mais completa mesmo.

Então leve uma roupa por dia. É melhor, você não se preocupa em ficar lavando.

sujoSaindo de uma das trilhas. Meia branca virou marrom

7) Se puder, vá com um carro maior!

Como eu comentei nesse post aqui, se você tiver um 4×4, use! Dá pra fazer com qualquer carro, é claro! Mas como as estradas são bem aventura mesmo, cheias de pedrinhas (as vezes não tão “inhas” assim, he), dá aquele nervosinho de ficar ouvindo tudo batendo embaixo do carro. Ou ainda pior, aquele medo de atolar se chover um pouco.

dicas trilhas

8) Não dispende um guia quando você não conhece a região

As cachoeiras de Prudentópolis não tem guias disponíveis no local pra acompanharem os passeios, por exemplo. Em uma ou outra tá tudo bem, não tem necessidade de guia, porém em várias é legal ter um guia sim!!

É preciso contratar antes de ir. Pergunte no seu hotel se tem guia pra ir junto ou pra indicar. Eu contei aqui sobre cada uma das trilhas que fizemos em Prudentópolis e quais seriam ideais de ir com guia. Não é um luxo, é questão de segurança!

Já na região do cânions em SC, é tudo com guia já de cara nas trilhas mais complicadas. Só vai com guia e ponto final, tipo a Rio do Boi.

trilhas prudentópolis

6 anos do blog: super sorteio!

Esse ano nosso bloguinho completa 6 anos de vida, quase um mocinho, e é claro que não deixaríamos passar essa data em branco! E vai ter um sorteio bacanuxo pra quem fez a gente chegar nesses 6 anos: vocês, nossos leitores! Sem vocês não teríamos continuado, e acho no mínimo justo presentear quem nos incentiva, acompanha e vira amigo.

Esse sorteio vai ser diferente. Nós não fechamos parceria com 1 marca legal. Nós fechamos com 10 (DEZ) marcas muito legais e TODAS aqui de Curitiba. Nessas alturas do campeonato, todo mundo já sabe que somos de Curi, que amamos nossa cidade verdinha, que sempre temos um guarda-chuva embaixo do braço e que postamos com frequência sobre as coisas legais que encontramos no nosso dia a dia.

sorteio blog

Então achamos que seria muito legal continuar mostrando tudo de legal que Curitiba tem, e olha, como tem empresa, marca e produtos incríveis feitos aqui! Vem conhecer todas as coisas legais (são 27 produtos ao todo!) e tudo o que você pode ganhar:

03 guias de viagem da Pulp Edições

Bom, da Pulp eu já nem posso falar muito mais nesse blog porque eu já falei demais! A Pulp Edições é uma editora (dã) que faz guias de viagem deliciosos, super práticos, fáceis de carregar, lindos e cheios de informações legais. Como eu tenho praticamente todos os guias deles, garanto: é coisa boa e prática de verdade!

Sabe aquele guia da Didi de NY? Então, é deles.

finestrino 6 anos

No sorteio do blog teremos o novo guia da China, o guia Paris por Lelê Sadi e o guia Nordeste.

01 Limoncello italiano da Caramelodrama

A Caramelodrama é uma confeitaria Curitibana com pézinho na Itália (contei muito mais aqui). A chef faz questão de sempre ter uma pitada italiana nas suas delícias, e isso caiu na produção de um licor gostoso que eles produzem lá, o Limoncello. Receita típica italiana pra finalizar sua refeição.

finestrino 6 anos

E tem que tomar que nem italiano, com a mãozinha (vocês viram esse post? haha).

03 pacotes de bala de banana da Bananina

Pra dar uma adoçada na vida – que não tá fácil – balas de banana super típicas aqui do nosso litoral e que curitibano ama! Quem produz essas delícias é a Bananina, uma empresa linda, com produtos regados à muita banana.

finestrino 6 anos

01 chá e 01 caneca da Moncloa

Pra quem é fã de chá certamente vai amar a Moncloa, uma empresa especializada nisso. Aqui em Curitiba que faz frio o ano inteiro, é chá todo dia!

finestrino 6 anos

Pro sorteio eles mandaram a caneca Hot Moncloa, com tampa de silicone pra isolar completamente seu chá da temperatura externa e deixa a bebida mais saborosa. Além dessa caneca super bacanas, eles também mandaram o chá Morocco Mint, que é um chá verde ideal para tomar após as refeições. Ele é de chá verde com hortelã, excelente digestivo e revigorante pros dias de calor, além de ser um calmante natural.

03 capas de almofada da Viagema

A Viagema é a marca ideal pra quem tem fome de viagem. Foi criado por 3 viajantes e só tem produtos bacanuxos e cheios de design e cor pra sua decoração. Tem diversos tipos de quadros, boxes, ímãs, canecas e mais.

viagema

Pro nosso sorteio eles mandaram 3 capas de almofada super bacanas. Elas são ideais para almofadas de 43 a 45cm. E olha que esse sorteio já deixa teu sofá inteiro bem viajístico!

01 quadrinho da Lupi Design

A Lupi é uma marca que faz produtos com estampas lin-das! As meninas tem um bom gosto incrível e produzem coisas muito legais. As estampas são exclusivas, coloridas, diferentes e super vivas.

Pro nosso sorteio elas mandaram um quadrinho pra dar aquele toque na decoração.

sorteio - lupi

01 robe da Moi Lingerie

Outra marca deliciosa é a Moi Lingerie (fala moá), que produz lingerie e robes. São lindos demais, gostosos, macios, finos. São diversos modelos de corte para soutiens e calcinhas, então não tem erro, tem pra todas!

finestrino 6 anos

A Moi mandou um robe de cetim azul com detalhe em verde água. Uma delícia e com cheirinho bem gostoso.

01 kit do O Boticário

Ah nem preciso falar muito do Boticário, conhecida nacionalmente. Se por acaso você não sabia, sim sim, ela é daqui tá? =D

finestrino 6 anos

Eles mandaram um kit incrível pra vocês. Tem 2 esmaltes, 1 paleta de maquiagem, um hidratante e um óleo corporal da Nativa Spa e um super lançamento, a fragrância Glamour Love, que entrou no mercado semana passada! A-ham, um produto novinho em folha pra compor no nosso aniversário. Lindo né?

01 difusor da Mini Difusores

Essa marca é super bacana e conheci recentemente. Além de achar tudo uma graça, os cheirinhos são ótimos e já estão lá na minha casa. A Mini Difusores faz… ahn… mini difusores, ué! Sabe aqueles cheirinhos pra deixar no ambiente ou no carro, então é isso, mas em uma versão mini, lindinha e fácil de pendurar em qualquer lugar.

finestrino 6 anos

Tem diversas estampas, cores e cheirinhos. Ótimo pra por em cada canto da casa sem ter um trambolhão na mesa, sem correr o risco de esbarrar e quebrar/derrubar, sem atrapalhar em nada na sua vida.

03 batons da Evie Dee

Outra marca de beleza aqui em Curi é a Evie Dee, mas os produtos tem uma pegada totalmente diferente, com cores super inusitadas e cheias de atitude. Eles tem produtos para boca, corpo, olhos e rosto, tudo com muita cor forte e brilho.

Pro nosso sorteio temos 3 batons lindos, olha só:

finestrino 6 anos

01 super combo Mundi nosso ♥

E claro que para fechar, tem produto nossos também né? Vamos fechar o kit com nosso super combo Mundi, com caixinha, blog, tag e mini tag em MDF. Tãããão lindo e excelente para planejar as próximas viagens.

combo mdf finestrino

Incrível né? E só UMA pessoa muito sortuda vai levar esse kit imenso, lindo e curitibano! O sorteio está rolando lá no nosso Instagram, e pra participar tem que:

1. seguir a gente lá;

2. curtir a foto oficial e deixar o perfil aberto (pra gente poder contabilizar os participantes);

3. marcar 2 amigos pra que eles tentem a sorte de levar esse kitzão.

E aí, bora participar? Corre lá! O sorteio começa hoje e fica no ar até dia 27/04. Resultado do ganhador sai no dia 28/04 lá no nosso Instagram!

6 opções de roteiros de um dia próximos a Curitiba

Ninguém pode dizer que não tem coisa legal pra fazer em Curitiba e região metropolitana. Nós já postamos muitas opções aqui nesse blog como o Caminho do Vinho, como a Vinícola Franco Italiano, como o Terra Preta, e muitos outros.

Porém ok, vai que você quer algo mais “viagem”, mais longe, mais explorador… então tem um mooonte de coisas pra fazer em um dia aqui pertinho. Montamos alguns roteiros de um dia próximos a Curitiba pra você aproveitar bem os finais de semana. Todos já testados por nós, ou seja, vai dar boa.

vila velha e carambei

Dois parques incríveis e que dá tranquilo pra fazer em 1 dia, ainda mais porque é um caminho pro outro. De Curitiba para Vila Velha são 92km e de Vila Velha pra Carambeí são mais 45km apenas.

Você pode sair de manhã direto pra Vila Velha, dar uma volta, tirar um monte de fotos e seguir pro Parque Histórico de Carambeí pra almoçar lá mesmo, pois as opções são muito melhores.

Nós falamos tudo de Vila Velha aqui e tudo e mais um pouco de Carambeí aqui. São 2 parques bem diferentes um do outro. O primeiro é de belezas naturais, pedras esculpidas pelo vento e trilhas leves; já o segundo é um museu a céu aberto que remonta uma colônica holandesa de imigrantes. É lindíssimo! Passeio tranquilo pra 1 dia.

carambei e castrolanda

Já sabendo que Curitiba para Carambeí são 137km, de Carambeí pra Castrolanda são só mais 29km. É pertinho ou não é?

Para fazer diferente, você pode começar o dia em Carambeí. Passeia a manhã, almoça tranquilo e segue pra Castrolanda. Lá os museus fecham as 17h, então fique atento. Castrolanda não é um passeio que vai te tomar horas e horas e horas a fio. Aqui é uma colônia de holandeses também, e tem um moinho enorme para visitação.

Aqui conto melhor sobre Castrolanda e seus museus. É pra ir cedo e voltar no final da tarde.

castrolanda e tibagi

Já conhece Carambeí? Então junta Castrolanda com a próxima cidade, Tibagi. São 70km de distância uma da outra, e o legal seria sair de manhã direto pra Castrolanda (porque tem horário de fechamento de museu às 17h) e depois se aventurar um pouco em Tibagi.

Em Tibagi você encontra 2 passeios indispensáveis: visitar o cânion Guartelá – que já fica antes da entrada da cidade na estrada vindo de Castrolanda (fique atento!) – e fazer o rafting no rio Tibagi.

É melhor fazer o passeio no cânion antes por 2 motivos: primeiro porque ele já estará no seu caminho, e segundo porque no rafting você vai precisar trocar de roupa pra voltar. Então já sua uma roupa só, suja na trilha do cânion, usa no rafting e depois toma um banho pra voltar pra casa.

Se você começar o passeio pela manhã, consegue fazer os 3 sem problemas. Caso contrário, pode deixar o rafting pra outra viagem!

witmarsum e vila velha

Outra forma de fazer roteiro de 1 dia aqui pertinho é fazer Witmarsum, que é uma colônia alemã e Vila Velha. São muito próximas também, uma distância de 35km apenas, mas aqui a Colônia Witmarsum vem antes, e dá pra fazer tanto antes como depois.

Como falei acima, Vila Velha você passeia em uma manhã basicamente. Então você pode ir a Vila Velha primeiro, passear e ir pra Witmarsum pra almoçar e passear; ou ainda aproveitar a manhã na colônia, almoçar e ir mais tarde pra Vila Velha. Aqui depende do que você quer fazer e conhecer na colônia. Tem várias opções de passeios rurais lá, tem café colonial, tem museu, lojinha… certamente ficará mais tempo em Witmarsum.

witmarsum e carambei

Outra opção é combinar a colônia alemã e a holandesa. De Witmarsum à Carambeí são 80km, e eu diria pra você ir de manhã pra Witmarsum, passear e almoçar e então seguir pra Carambeí. Nesse roteiro talvez fique um pouco mais apertado de tempo e não dê pra fazer todas as atividades em Witmarsum. Isso se você quiser fazer passeio de trator, de cavalo, de pônei, pescar, etc.

Mas aquela visita na colônia, comer comidas típicas alemãs e caseiras, conhecer o museu e as lojinhas, dá sim. E aí dedica a parte da tarde pro Parque de Carambeí.

litoral paranaense

Cansei de ir pro lado do interior do Paraná, bora pro litoral! Aqui não temos as mais belas praias de mar azul e quentinho não, mas temos cidades muito gracinhas pra visitar.

A distância de Curitiba é pequena, e entre elas é menor ainda. Morretes pra Antonina são 15km e Morretes de Paranaguá são 40km. Uma opção legal é começar indo direto pra Paranaguá, conhece o centro histórico e segue pra Morretes. Lá é o local ideal pra almoçar o barreado, comida típica daqui e passear pelo centro histórico que é uma graça. E pra fechar o dia, seguir pra Antonina e se acabar de comer bala de banana.

Se você for descer de trem pra Morretes, aí fica complicado de ainda passar nas outras cidades. Eu sei que tem tour que junta Morretes com Antonina, mas não rola passar em Paranaguá. Sem carro ali fica complicado mesmo.

Tirolesa e rapel em Prudentópolis: conheça o Ninho do Corvo

Não é só cachoeiras e trilhas que você pode fazer e conhecer na terra das cachoeiras gigantes. Quando fui pra lá me aventurei por completo. Também inclui fazer tirolesa e rapel em Prudentópolis! Eu nunca tinha feito nenhum dos dois, nem tirolesa, que é meio basiquinho e tem em diversos lugares.

Pesquisei sobre essas atividades lá, e nada melhor do que fazer algo aventureiro assim em um lugar super natureza e de aventuras, né? Encontrei o Ninho do Corvo, que é uma Reserva Particular do Patrimônio Natural. Lá tem 8 quedas d’água, onde algumas são abertas à visitação, um cânion do Rio Barra Bonita, um total de 18,5 hectares de área e eles também tem uma pousada bem legalzinha pra quem quiser ficar por lá mesmo.

prudentópolis ninho do corvo

Assim que chegamos fomos muito bem recebidos por um dos guias. Além de simpático ele explicou todas as atividades detalhadamente e respondeu à todas as nossas dúvidas com relação a elas, equipamentos e outras curiosidades. Só de chegar ali, ver brevemente o local e falar com o guia já me senti super segura pra tentar.

Os equipamentos das duas atividades que fizemos – rapel e tirolesa – estão em perfeito estado, tem capacete, tudo bem cuidado, cordas novas e extras.

Neste dia estávamos só nós, então foi tudo no nosso ritmo, descemos mais de 1x na tirolesa… bem tranquilo e sem pressão e/ou vergonha. (sabe aquela coisa né, de estar no meio de um grupo meio experiente ou ainda ficar atrasando todo mundo porque não tem as manhas?)

Nós começamos com a tirolesa. O trajeto é bem curto, dura uns 10 segundos – ou até menos – e passamos em cima de uma florestinha. É muito louco porque na primeira vez ainda ficamos tensos, segurando na corda, não olhamos pras coisas. Pelo menos comigo foi assim. Já na segunda vez foi melhor, já tinha certeza que não ia cair ali, haha.

tirolesa prudentópolis

No começo e no final da tirolesa tem uma pessoa pra fazer as coisas pra você. Pra prender e desprender, pra te segurar, pra instruir. Isso é super importante!

tirolesa prudentópolis

Dali seguimos para o rapel. Gente, que-medo!! Nunca tinha feito, não tinha a menor noção de como fazer, da força, de tudo. No começo quase desisti. Olhei aquele paredão – que nem era tão “ão” assim – e já tremi. No rapel a gente desce sozinho, então sem experiência alguma, a gente não confia que vai dar certo isso.

Não tem muitas regras assim, são poucas. basicamente como manter as pernas esticadas na parede e como controlar a corda. Esse lance de deixar as pernas esticadas é mais difícil do que parece, haha. Sem querer a gente começa a dobrar, fica pensando na corda e esquece da perna, ou acha que não vai dar certo… Mas gente, confia. Dá sim!

tirolesa ninho do corvoEssa cachoeira você chega no rapel

Nesse rapel do Ninho do Corvo a gente desce um tanto pela parede e daí… vira um cânion, ou seja, a gente fica penduradão lá mesmo, sem uma paredinha pra apoiar as pernas, largadão, só o corpo na corda. E o medo no resto, mesmo sabendo que as cordar seguram o corpo sim, sem estresse.

Quando eu saí pra essa parte soltona aí me deu um nervoso. Achei que eu fosse travar, tava quase pedindo pro guia me tirar. Eu não tenho medo de altura, mas nesse momento eu não consegui olhar pra baixo. Quando tentei olhar me deu mais medo e voltei rapidinho o olhar pra cima. Respirei fundo e continuei, afinal, eu precisava chegar no chão logo.

ninho do corvo rapel

No final achei bem legal, experiência diferente. Ainda não me sinto preparada emocionalmente pra fazer um rapel maior, como o do Salto Sete que tem 77m. Também aviso que é um senhor exercício, ainda mais para amadores como nós. O abdômen trabalha mais do que eu imaginava, os braços e mãos também, ainda mais por causa da tensão que colocamos assim, sem experiência. Meu namorado acabou compensando muito nas costas e ficou com bastante dor ali.

Achei que foram 2 experiências muito legais. Faria ambas novamente e não exito em indicar o pessoal do Ninho do Corvo pra quem quer se aventurar e fazer tirolesa e rapel em Prudentópolis. Para as atividades que fizemos, os preços são R$ 40 para a tirolesa e R$ 75 para o rapel. Este preço para reservas. Na hora é outro preço.

Eles também tem o corvolesa, que é tirolesa que cai na cachoeira. Esse pacote com as 3 atividades custa R$ 160,00. Nós não fizemos porque estava meio frio e garoando. Não quis entrar na água.

 barra

Como são as trilhas de Prudentópolis, pra quem não é aventureiro

Eu não sou uma pessoa toda aventura, trilha e natureza, mas eu me aventuro de vez em quando e me interesso muito em conhecer lugares bonitos. Então se tiver uma trilha no meio, eu encaro numa boa.

Você sempre pode me convidar para passeios legais assim, mas não force me convidando para acampar e tal. É uma aventura moderada aqui tá?

Bem, nós fomos a Prudentópolis durante nossa viagem de carro pelo Paraná, e lá o destino é essencialmente de aventura, natureza e muita trilha (postei aqui um roteiro completo de 3 dias lá). Não tem muita informação na internet sobre lá e muito menos informações reais sobre as trilhas que você vai encontrar. Só ouvia alguns comentários aqui e ali de pessoas que já foram, mas ninguém foi capaz de me contar DE VERDADE VERDADEIRA, como eram e os níveis de cada uma.

prudentópolis

Aliás, isso é bem sério, porque em todas as que fizemos encontramos pessoas responsáveis pelas reservas, mas faltou assessoria em quase todas. Algumas chegam a ser extremamente perigosas, e não recebemos instruções e muito menos guias para acompanhar. Vou falar de todas as trilhas de Prudentópolis que fizemos aqui, e separei em níveis de fácil, moderada e difícil, pra que você já saiba mais sobre o que vai encontrar pela frente.

Recanto Perohouski – FÁCIL

Essa foi a primeira que conhecemos. Nós fomos almoçar lá – contei aqui sobre isso – e depois fomos dar uma volta na propriedade, que tem uma cachoeira pequena em comparação às outras.

O caminho é bem tranquilo, pouca dificuldade. Só é preciso prestar atenção onde pisa pra não escorregar e claro, cuidar onde põe a mão pra não machucar em algum inseto. Mas tirando esses detalhes bem básicos, é uma trilha rápida e tranquila. Em 30 minutos você dá a volta completa na área.

recanto perehouski prudentópolis

Salto São João – FÁCIL

Outra trilha bem tranquila é a do Salto São João. Na estrada tem um ponto que está em reforma e dá pra ver a cachoeira lá de longe. É super bonito e dá pra ver o tamanhão dela. Da estrada pra esse ponto são poucos passos, é só encostar e entrar na área que mesmo em reforma tem uma abertura lateral para os turistas ainda poderem ver o Salto.

Um pouco mais pra frente dali fica a entrada pra propriedade do Salto. É preciso pagar R$ 10 para entrar, e tem toda uma estrutura com restaurante, banheiro, estacionamento.

A caminhada é tranquilíssima, toda plana e aberta. Coisa de 15 minutos caminhando e poucos pontos que precisa desviar de árvore e tal. Perto das outras, ela não é nada complicada.

são joão prudentópolis

Como falei, em 15 minutos você chega no alto do Salto São João, que tem uma quantidade de água absurda!

Antigamente o acesso a ela era todo aberto, ou seja, dava pra subir nas pedras ali do salto e tal. A coisa é que é SUPER perigoso, porque se escorregar, tchau. Inclusive meu tio quase caiu ali, nessa coisa de tirar uma foto mais ousada! Hoje em dia a área está cercada e não dá pra subir nas pedras da queda. Bom, é uma cerca simples e não tem ninguém monitorando, e é claro que se quiser passar, tem jeito, como uma turista fez recentemente no local. Porém o final dessa história é infeliz.

Quero ser bem veemente com relação a isso: gente, por favor, se tem uma limitação de onde ir, respeite! Não é a toa que está proibido passar. É pro seu próprio bem. Sua vida não deve valer menos do que uma foto chocante nas redes sociais.

Salto Sete – MODERADA ++

Outra trilha que fizemos foi a do salto Sete, que também paga-se R$ 10 para entrar e tem uma estrutura boa com estacionamento e banheiros. Pra chegar no topo dela é bem tranquilo, uma micro caminhada de 5 minutos, mas quase não dá pra ver a cachoeira. O bacana é realmente ir lá no pé dela. O trajeto é curto em relação às outras também, são cerca de 20 minutos pra chegar lá embaixo.

A trilha é aberta, caminho está todo indicado e fácil de seguir, porém é uma área bem estreita, uma descida extremamente íngreme e em alguns momentos é preciso “escalar” pequenas pedras e troncos.

Salto Sete prudentópolisUm pedacinho de uma parte ainda que dá pra ficar em pé

Pra você ter uma ideia de quão íngreme, tem um ponto que não tem como descer/subir em pé. Você tem que meio sentar no chão e ir. Pra subir é mais difícil porque é chão de terra então meio que escorrega.

Ela não é difícil, mas também não dá pra dar bobeira por conta da inclinação toda. Quando estávamos saindo de lá vimos um casal com uma criança de colo chegando pra descer. Não dá. É muito complicado descer ali sem ter as mãos livres pra se segurar e apoiar, e como falei, trilha estreita, não dá pra perder equilíbrio ou bobear e pisar em falso. Embaixo são pedras.

Chegando no pé da cachoeira, tem algumas pedras pra subir. Nada muito complicado, só cuidar onde pisa pra evitar pedras soltas e cuidar pra não escorregar. Apoie sempre bem o seu pé antes de se impulsionar.

Lá também dá pra descer fazendo rapel. São 77m de altura, tem muitos instrutores e tudo me pareceu bem seguro. Eu fiquei com medinho de descer, pois eu só fiz rapel 1x na vida (nessa viagem mesmo) e era consideravelmente menor. E já fiquei com as pernas bambas. Não me senti apta pra desder esses 77 metrinhos aí não. Fica pra próxima, haha.

Salto São Sebastião e Mlot – MODERADA ++

Essas cachoeiras são quase únicas no mundo! Tem apenas 2 lugares no mundo tem duas cachoeiras uma na frente da outra, e Prudentópolis é um desses.

Pra entrar na São Sebastião e Mlot também paga-se R$ 10 e tem estrutura. A dona da propriedade é super simpática e atenciosa, explica tudo certinho antes de liberar a entrada nas trilhas.

Antes de tudo vimos a São Sebastião de cima. Linda, imensa! Foi a primeira cachoeira grandona que vimos na viagem. O mirante pra ela fica já do lado do estacionamento, bem tranquilo. Pra ver a Mlot, é preciso fazer uma trilha fácil até o topo da São Sebastião.

são sebastião prudentópolis

Essa trilha é tranquila, mas é preciso usar um pouco de corda para apoio e não escorregar por tudo. Como é tudo bem rústico, não tem trilha com piso de madeira, sabe como? É terra mesmo, barro, planta por tudo. É mata fechada e só aberta o mínimo pra passar uma pessoa. Essa parte não tem sofrência, é leve e em cerca de 20 minutos você já chega e pode ver a Mlot do outro lado. Lindo, super diferente e a foto não mostra tudo o que é essa cachoeira.

mlot prudentópolisAchei a Mlot super diferente, parece uma árvore de Natal, bem colada nas pedras. É linda!

Aí tem a opção de descer no meio delas. São 600m de descida. Nós começamos a fazer e era consideravelmente mais tensa. Antigamente era quase um rapel pra descer lá, só com cordas e tal, mas os donos abriram recentemente uma trilha “mais fácil”.

A coisa é que é bem íngreme também, e a mata bem fechada. Com isso o chão fica muito escorregadio, e é preciso ainda se apoiar e utilizar as cordas laterais pra não cair. Com certeza você vai escorregar, cair e se sujar, é inevitável.

Nós não conseguimos chegar ao final porque começou a chover. O chão já estava molhado do dia anterior e escorregadio, se chovesse muito, não conseguiríamos subir, porque ficaria inviável de andar ali. Voltamos na metade do caminho.

Bom que pelo menos vimos as duas cachoeiras de cima, que é a vista mais bonita e completa né, é onde vemos todo o tamanho dela.

Salto São Francisco – DIFÍCIL +++

Agora essa trilha, ahhh essa trilha. Gente que sofrência! Pra chegar já é sofrido, porque apesar de ficar a apenas 45km da cidade, a subida é absurda, a estrada estreita, chão com muitas pedras e a gente vai a tipo 5km/h. Demoramos 2h30 só pra chegar na reserva.

Lá tem estacionamento, banheiro e lanchonete, e não é preciso pagar pra entrar. Quando chegamos a ideia era ver só do mirante, pois a dona da propriedade da São Sebastião contou que essa trilha levava 3h pra descer e 3h pra subir. Aí eu já tinha desistido de descer.

Lá no lugar vimos do mirante e é a coisa mais maravilhosa de todas, porque é enorme, a maior de Prudentópolis com seus 196m de altura!

são francisco prudentópolis

Ai conversando com o dono da lanchonete, ele falou que o caminho era tranquilo, 1h e pouco cada trecho (são 4km cada trecho, mas acho que é mais, porque a trilha do Rio do Boi são 8 + 8km e é bem mais tranquila), e que chegando lá na beira do rio precisaríamos seguir pela margem, passando por algumas pedrinhas e já chegava. Eu não queria ir, mas ele e meu namorado meio que me “convenceram” e acabamos indo.

QUE-ERRO! Que erro meu deus. Se arrependimento matasse, eu teria morrido no começo da trilha já. Muitos problemas com a explicação desse senhor totalmente sem noção de coisa alguma!

Primeiro: essa trilha foi aberta por turistas e um ou outro explorador. Não foi aberta de verdade, não tem um caminho realmente definido, ou seja, a mata é SUPER fechada. Tem momentos que não dá nem pra ver onde você está pisando – e nessa eu já surtando com todos os bichos que tinham ali e iam me atacar – não tem nenhuma marcação de que você está no caminho certo. Pra errar o caminho é muito fácil e não tem nenhum tipo de indicação alguma pra se basear. É pura mata mesmo.

são francisco prudentópolis subidaMorrendo um pouquinho pra voltar – essa parte já é a parte final e mais aberta

Segundo: chegamos no rio e fomos seguir pelas “pedrinhas”. Eu só posso imaginar que o senhor que deu a informação de pedrinhas nunca desceu lá, porque é tudo menos “inha”. São pedras imensas, troncos, galhos, caminhos estreitos. É realmente uma escalada de pedras em muitos pontos. Extremamente perigoso. E eu chorando já desde que cheguei no rio. Ali tem algumas indicações de marcação de caminho com cordas e fitas amarradas nas árvores, mas cara, nada de sinalização de verdade e boa.

são francisco pedras prudentópolisEssas eram as “algumas pedrinhas assim que você passa por cima”

Resumo do nosso passeio: não deu pra mim. Eu não aguentava mais, estávamos sozinhos nisso, encontramos algumas pessoas e todas sempre falavam “ah falta mais 10 minutos só”, e davam 10 minutos e nada e outra pessoa falava mais 10, e mais 20 e mais 40… e não chegava NUNCA! Estava super cansada e com muito medo dessa trilha. Voltamos.

Na volta percebemos o quão íngreme era a trilha também. Quase vertical! Na descida não percebemos, mas a subida foi uma sofrência. Achei que não iria conseguir mesmo.

Quando voltamos pro hotel, contamos pro pessoal do Elite (hotel ótimo que ficamos) sobre o dia e eles ficaram chocados que as informações dadas eram de que era uma trilha susse e nos repreenderam por não termos pego um guia. A coisa é que se alguém tivesse me avisado de verdade sobre essa trilha, logicamente iríamos com um guia, mas não foi o que aconteceu.

É muito complicado quando os moradores locais não tem conhecimento e instrução adequada pra passar. Essa pessoa certamente nunca fez a trilha e não tem como ele me instruir com relação a ela. Esses passeios naturais podem ser super perigosos e os atendentes/vendedores/donos PRECISAM saber falar e avisar os turistas. Entram crianças ali, pessoas com problemas de saúde… e aí, acontece alguma coisa e fim. Se cair ali nessas pedras, pode acabar a história toda.

Minha recomendação fortíssima pra descer o Salto São Francisco: CONTRATE UM GUIA e tenha consciência da sua condição física.

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DICAS IMPORTANTES:

1. Lembre de ler esse post antes de seguir em qualquer trilha dessas;

2. Avise o hotel onde você está no dia. Pois como não tem controle algum de quem entra e quem sai, se você não voltar no fim do dia, o hotel vai pedir o socorro e ir atrás de você;

3. Contrate um guia para as trilhas difíceis e até moderadas. É mais seguro e ele conhece a área pra te ajudar, indicar ou socorrer se necessário;

4. Tenha consciência da sua condição física. As trilhas não são leves tipo um passeio no parque. Elas são puxadas, exigem muito do corpo. Se você é totalmente sedentário e não está acostumado com exercícios físicos, não aconselho fazer as trilhas difíceis. Não vai dar boa;

5. Se você tem problema de coração, também não indico as trilhas moderadas e difíceis. Fique nos mirantes apenas, é tão lindo quanto e você se mantém seguro;

6. Não acho que seja um destino muito bom para crianças. Não que não dê, mas eu provavelmente não levaria meus filhos até eles terem a idade que  consigam se defender, equilibrar e fazer as coisas sozinhos. Não tem como a gente dar atenção pra terceiros E pra gente nessas trilhas complicadas. Acaba ficando inseguro pra todos;

7. Não subestime a natureza. Nunca! Começou a chover, volte. Está com medo, volte. Foi picado por algum bicho estranho, volte;

8. Respeite as demarcações de acesso. Se não pode passar daquele ponto, é porque tem um motivo: sua segurança. Não pode, fim de papo;

9. Pelo amor de Deus, não jogue lixo nas propriedades. =D

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