Como é um ensaio de tango

Então, eu tenho falado bastante do tango por aqui e nas nossas redes sociais, né? Na verdade eu só não falo ainda mais porque vocês não devem me aguentar mais com esse assunto, e talvez nem seja algo interessante de saber e tal… mas como o tango faz parte de tipo, 85% da minha vida, e neste blog falamos coisas sobre a nossa vida, sou quase que obrigada a falar disso, hehe.

De uns tempos pra cá, convidei vários amigos para assistirem aos nossos ensaios. O grande e maior motivo: fazer pressão na gente. A coisa é que dançamos e respondemos diferente quando tem alguém novo assistindo. É outra coisa ensaiar só com um diretor que você já conhece, vê todo dia e sabe o que tá errado, e outra é ensaiar com um público (mesmo que pequeno, de 1 ou 2 pessoas). O segundo motivo disso era: fazer com que as pessoas conhecessem minimamente nosso trabalho. Infelizmente, são os “estranhos” os que mais nos prestigiam. Amigos e familiares raramente vão nos assistir, acreditem ou não.

IMG_2785Foto de Pedro Lemoine

Quem foi aos ensaios adorou, tenho certeza. Todos ficaram completamente surpresos com o que fazemos, com nosso baile e principalmente com a dificuldade que é o tango e trabalhar de verdade uma coreografia profissional.

Sabem aqueles filmes de dança, que tem altas picuinhas, bailarino furando olho de bailarino, treino exaustivo, professor carrasco e ingrato? Então, não tem NADA a ver com isso, pelo menos por enquanto, hehe.

tangoFoto de Ana Carol Pozzi

Nosso diretor é a pessoa mais amável, simpática e compreensiva do planeta. Ele é, sem dúvida, o melhor professor da área que já tivemos. Ele é compreensivo, mas cobra muito também, só que de uma forma amável, sem maltratar ninguém. Exige horrores da gente e repetições infinitas, mas ainda pensa no limite do nosso corpo. É uma direção totalmente sã e consciente do corpo do dançarino. A gente cansa muito, fica dolorido quase sempre (salompas, relaxante muscular, arnica, tudo meus melhores amigos) mas não é nada impossível e sofredor assim.

Aqui trabalhamos sozinhos, pois Curitiba não tem material humano pra integrar um show de verdade e ensaios reais em grupo. Aqui todo mundo está muito ocupado com qualquer outra coisa, e “pra quê treinar tanto, tá bom assim já”. Por conta disso, por enquanto não preciso lidar com o drama de outros dançarinos que nem nos filmes. Aqui não tem audições (em Bue sim) e vagas limitadas. Por esse lado, a vida é muito mais fácil por aqui.

tangoFoto de Ana Carol Pozzi

Treino exaustivo? Isso sim. A gente gostaria muito de treinar todo dia, que é como um dançarino profissional argentino treina, mas por questão de local de treino e trabalhos que surgem nessa área (pra pagar tudo), fica difícil. Eu já falei aqui sobre como temos todos os motivos do mundo pra desistir, lembram?

Por enquanto treinamos de 3 a 4x por semana. É uma quantidade razoável, mas se pudesse ser 6x seria melhor, com certeza.

Nos ensaios a gente treina coreografias basicamente. A coisa é que para treinar o tango cenário (show), já tem que saber o tango salão, que é base pra tudo e muito difícil já. Tem que saber os nomes dos passos, como executá-los, muitas técnicas, saber ouvir a música. Assim o diretor só monta, organiza e limpa a coreografia, que já é um trabalhão! Imagina, colocar cada dedinho na música! Se tiver que parar toda hora pra ensinar como pisar e como fazer passo x e y, demora muito infinitamente mais.

tangoFoto de Nadia Borba

Quando a gente começa, primeiro dançamos uma música livre, tango salão de improviso mesmo. Isso para começar a esquentar o corpo, começar a mexer tudo. Em seguida, passamos 1x a coreografia, sem muito esforço, só marcando mesmo, como a gente fala. Assim já esquentamos mais o corpo.

Dali em diante, passamos a coreo mais umas 2x, aumentando a intensidade e buscando fazer o melhor possível nela. É nessa hora que o diretor vê o que não está legal, o que está faltando, e então seleciona alguns trechos para limpar.

Limpar pode ser para várias coisas: o passo em si, a intenção do movimento, as mãos, o olhar, a pegada, a marcação da música, a expressão facial, deslocamento no cenário, a altura da perna, etc. Tudo, tudinho mesmo é coreografado, inclusive pra onde olhamos em cada momento. Isso faz uma tremenda diferença!! Muda toda a intenção da coreo, a interpretação do tema.

ensaio tangoFotos by mami

No fim, em 1h chegamos a passar a coreografia completa umas 6 ou 8x. Isso é BEM puxado. As músicas giram em torno de 3 a 3.5 minutos, mas são 3 minutos fazendo exercícios 100% do tempo. E sobe e desce, e gira, e pula, e no ar e do ar pro chão direto e retém o movimento e pega velocidade… e eu faço isso em cima do salto alto o tempo todo. Pense numa panturrilha que trabalha!

Ah sim, a gente treina com sapatos certos, eu uso salto o tempo todo porque muda muito a postura, a altura claro, a forma de pisar no chão e todos os movimentos de pés. É muito melhor ensaiar de sapato na verdade. O Jorge usa sapato também, e os de tango masculinos tem um leve saltinho também, e no arco do pé não tem sola, é bem molinho. É diferente do que treinar de tênis.

Roupa? As mais confortáveis possíveis. Não somos obrigados a usar roupas específicas (falei que nosso diretor é uma pessoa legal), o importante é que sejam flexíveis e de preferência, justas ao corpo. Isso porque com roupa justa a gente se obriga a cuidar mais da postura. Acredite, é verdade.

Alongamento? Eu faço todo dia. Não exagero neles, faço o suficiente pra manter o músculo trabalhando. Além disso também temos algumas rotinas de exercícios para melhorar coisas específicas. Eu tenho alguns, o Jorge tem outros. Movimentos bobos que no fim ajudam no resultado final. Isso tudo a gente faz antes ou depois do ensaio, ou durante o dia. Se deu um tempinho, estamos praticando alguma coisa sim senhor. Isso é tipo filme de dança mesmo, que toda hora e local é usado pra praticar, haha.

ensaio tangoFotos de Ana Carol Pozzi

Enfim, é assim que é. É assim que são quase todas as minhas noites e meus finais de semana, e nós ainda precisamos de pessoas que queiram assistir aos ensaios. Tá difícil achar amigos que possam. Se alguém aqui quiser ver de perto, está super convidado, só falar comigo para marcarmos. =D

Ah, também convido vocês a conhecerem mais do meu trabalho no tango. Temos uma página no face com todas as infos, fotos, eventos, etc. Curte lá, me ajuda!

Sobre mudanças de hábito e como andam as metas de 2016

Certo dia eu estava conversando com a Anna e ela disse que anotava todos os gastos, então perguntei: “Até chocolate?! Se você for à panificadora e comprar um chocolate de R$1, você anota?”. Ela respondeu que sim. Aquilo me pareceu muito surreal e obsessivo, confesso, mas me fez pensar um pouco sobre o assunto. Em novembro de 2012 eu decidi então começar a anotar todos os meus gastos, incluindo o chocolate da panificadora. Eu até cogitei começar em janeiro de 2013, mas escolher uma data para dar início a uma mudança de hábito deve ser uma das desculpas mais velhas que a humanidade inventou para adiar as coisas e resistir à essa mudança.

Desde então, continuo anotando meus gastos diariamente. Foi mais fácil do que eu pensava e tem me ajudado nos mais diversos aspectos, mas hoje não vim aqui para falar sobre a minha planilha de gastos, vim falar sobre como aproveitei o final do ano passado para estabelecer algumas mudanças de hábito e como tenho lidado com elas.

Antes de tudo, resolvi ler um pouco. Ler sobre técnicas de mudança de hábito e como tornar isso possível. Eu já sabia que apenas o fato de falar “em 2016 vou escalar o Everest” não funcionaria se eu não treinasse para que isso acontecesse. Qualquer mudança de hábito, por menor que seja, precisa de um “treino”. Eu adotei a técnica dos 21 dias, que diz que é preciso se esforçar para repetir algo por pelo menos 21 dias para que aquela mudança de hábito entre no modo automático.

Resolvi escrever esse texto no final do mês para poder fazer um balanço e ver quantas e quais das minhas 28459165 metas sobreviveriam. E aqui vai a minha primeira dica: não estabeleça muitas metas. Mudar vários hábitos ao mesmo tempo é desgastante e muito difícil. O ideal é ir aos poucos e quando você ficar satisfeito por estar cumprindo uma das metas, vai ser mais fácil de adicionar outra. Eu consegui cumprir apenas 3 delas até agora, mas ainda estou tentando inserir as outras na minha rotina.

1) Não repetir roupa

CALMA! Antes que você pense que essa é a meta mais fútil que você já viu na vida, eu explico. Eu estava organizando o guarda-roupa, contei 31 camisas e pensei “nossa, eu poderia passar um mês inteiro usando apenas camisas, mas eu sempre acho que não tenho roupa”. Pois bem, aproveitei o embalo e contei rapidamente as demais blusinhas, regatas, camisetas, vestidos, calças e tudo mais. Com ajuda do celular e das lembranças das aulas de análise combinatória, cheguei à conclusão de que eu poderia usar diferentes combinações de roupas por pouco mais de 300 dias, sem repetir a combinação. Lembrei que quando comecei a seguir o blog “Um Ano Sem Zara” eu costumava falar “ahh, mas com um guarda-roupa daqueles, até eu ficaria um ano sem comprar nada”. Mas acabei percebendo que essa era apenas uma desculpa que eu inventei para não precisar exercitar minha criatividade com as peças velhas.

Eu nunca fui compulsiva por compras. Muito pelo contrário, eu até fujo disso e acho torturante ter que sair comprar roupas e afins, mas eu tenho bastante porque sou acumuladora, então decidi me desafiar a ficar o máximo de tempo possível sem repetir a parte de cima da roupa, assim eu me obrigaria a usar todas para que eu pudesse ver quais ainda servem e eu gosto e quais estão apenas ocupando espaço. Na minha regra pode repetir calça, saia, short, mas não pode repetir blusa, camisa, vestido e casaco. Como eu preciso economizar, essa foi uma forma que encontrei de descobrir coisas novas no meu guarda roupa sem precisar sair para comprar. E tem dado certo por enquanto.

Montei um esquema no guarda roupa: para o lado direito da camisa verde, vai o que já foi usado e, para o lado esquerdo, o que não foi usado. Os cabides vazios vão para o lado direito e ficam esperando a roupa que está para lavar. Não tem como se perder. Só fiquei um pouco irritada com a bagunça que isso gera, pois vou recolocando as peças conforme uso, mas na verdade gosto de organizar por tipo de peça e por cor.

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Saldo da meta: 71 dias sem repetir a parte de cima da roupa (eu comecei no finalzinho de novembro). Nessa brincadeira de tentar usar coisas esquecidas, acabei achando uma saia que tinha usado pela última vez quando tinha 16 anos (vou fazer 30 esse ano) e usei um vestido que estava parado desde 2008. Nesse meio tempo teve Natal e Ano Novo e não precisei comprar roupas novas porque eu tinha dentro do armário roupa nova e com etiqueta que eu nem lembrava.

Conclusão: não preciso comprar roupas novas. Provavelmente você também não. Então acho válido considerar se desafiar com isso e usar as coisas esquecidas. A crise econômica agradece.

2) Retomar o “Desafio Mova Mais”

No ano passado fiz um post me desafiando a caminhar, correr ou pedalar com ajuda do Mova Mais, programa de fidelidade no qual é possível trocar exercícios físicos por pontos que podem ser utilizados para passagens aéreas, resgate de eletrônicos, eletrodomésticos, descontos em mercado etc.

Pois bem, como toda louca por programas de fidelidade, vi no Mova Mais uma oportunidade de ganhar pontos sem precisar desembolsar dinheiro. Acabei abandonando o desafio poucas semanas depois de ter dado início, pois praticar exercícios sempre foi algo muito difícil para mim. Sou o sedentarismo em pessoa. Ou melhor: era o sedentarismo em pessoa. Finalmente consegui inserir pequenas caminhadas na minha rotina sem nenhum sofrimento. Muito pelo contrário: faço com prazer. A Mariana do passado não acreditaria se lesse isso da Mariana do presente, mas tem dado muito certo.

Saldo da meta: 33 dias sem quebrar o combo de exercícios, 2651 pontos acumulados, 106,23km caminhados, algumas bolhas no pé e muitas dores na perna nos primeiros dias.

Conclusão: faltava motivação. A motivação veio unica e exclusivamente pelos pontos, não vou negar, mas, aos poucos, estou começando a notar outras vantagens. Tenho me sentido mais disposta, minhas cólicas diminuíram e caminhar quando eu estou estressada também tem feito bem, pois volto mais calma e a busca pela solução dos problemas fica mais clara.

3) Meditar

Diga que você toma remédio de tarja preta e as pessoas te entendem e te respeitam. Diga que decidiu meditar em vez de tomar os remédios e se prepare para os julgamentos. É incrível como as pessoas que buscam tratamentos alternativos são ridicularizadas.

Eu sofro de estresse. Daqueles que quando atacam eu fico com o corpo todo tremendo. Desde os dedos dos pés à ponta do fio de cabelo. A última vez que conversei com um médico sobre isso, ouvi que deveria usar remédios. Como sou uma pessoa que evita o uso de remédios ao máximo, nunca mais voltei ao médico e, recentemente, resolvi praticar a meditação.

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Comecei lendo sobre o assunto e todos os lugares diziam que era fácil. Como não quis ir além do meu limite, comecei com meditação matinal de 1 minuto. Sim, um minuto. Não adiantava começar com 45 minutos e não se concentrar da maneira certa. Aos poucos, fui aumentando e hoje medito durante 1h30 de manhã. MENTIRA. Meditar é algo MUITO difícil. Fui aumentando o tempo e empaquei nos 5 minutos. Nas poucas vezes que tentei passar desse tempo, perdi facilmente a concentração. Então, na condição de leiga, posso afirmar que não, não é fácil.

Muitas vezes penso em desistir, mas estou insistindo porque deve haver uma luz no fim do túnel. Não é possível que tanta gente pratique meditação e consiga usufruir dos seus benefícios, enquanto eu não. Aqui a técnica de repetir algo por pelo menos 21 dias não tem funcionado. Talvez eu precise de 21 meses para a meditação entrar no modo automático. Talvez eu precise ler algo do tipo “Meditação for dummies”. Talvez meditação não seja pra mim, mas vou tentar mais um pouco. Alguém aí pratica? Alguém tem alguma dica motivadora?

Saldo da meta: 33 dias meditando, sendo os últimos 10 dias quase desistindo na metade do tempo. A postura tem me irritado, começo a sentir coceiras no corpo, um fio de cabelo cai no rosto e milhões de coisas bobinhas acontecem para atrapalhar o processo.

Conclusão: eu, que sempre fui sedentária, achei infinitamente mais difícil ficar parada meditando do que ficar em movimento cumprindo a meta do Desafio Mova Mais.

Engraçado como algumas coisas que parecem fáceis podem ser difíceis e vice-versa, mas ainda assim acredito que mudar de hábito seja possível para qualquer pessoa e para quase todos os hábitos, porém é preciso muita persistência, pois voltar ao comodismo é muito fácil. Já mostrei no blog o quanto os maus hábitos podem fazer mal para a saúde financeira e mudar esses foi bem fácil para mim, pois precisei mudar para economizar. O problema é que quando eu tento mudar um hábito para o bem estar, parece muito mais fácil desistir no meio do caminho porque o resultado demora muito para aparecer.

E as suas metas de 2016, como estão? Se não deu certo até agora, não custa tentar de novo e de novo e de novo : )

Restaurantes Argentinos em Curitiba

Já sabemos que eu sou meio que fã de cultura Argentina né? Pra mim essa “briguinha” de brasileiro com argentino é a maior baboseira do século, e eu me dou muito bem com argentinos. Sempre fui muitíssimo bem tratada lá e bem, quem dança tango nem está permitido de ter qualquer preconceito, hahaha.

Aqui em Curitiba tem bastante argentino, e vários restaurantes argentinos também. E vamos dizer, a carne deles é muito boa!! Separei alguns que gosto aqui, pra você almoçar/jantar achando que está em terra hermana.

La Linda

Um dos meus preferidos. É uma combinação maravilhosa de carne, ambiente, atendimento e preço. Esse restô já existe faz bastante tempo, e eu conheci bem no começo da minha vida no tango. É que atrás do La Linda tinha outra casa, dos mesmos donos, que sediava um baile de tango toda terça.

DSC00714Apresentação que fízemos lá no Villa das Artes, atrás do La Linda.

Isso já fazem anos, eles tiveram inclusive que fechar o espaço de trás e manter só o restaurante na frente.

O lugar é gracinha, eles tem um bom espaço e uma máquina registradora antigaça que eu apenas amo! (isso não tem nada a ver com as carnes, mas só que quis compartilhar meu amor pela máquina, mideixa).

LaLinda

O menu é todo argentino, as melhores carnes, sobremesa, as papas fritas… uma boa combinação bem típica. Muito bem servido e tudo separado, como todo menu argentino. Diferente daqui, eles cobram carne e os acompanhamentos separados. No total, um jantar bacana sem vinho, vai sair em torno de R$ 60/pessoa.

Fato é que gosto muitíssimo de lá!

Serviço: R. Pres. Rodrigo Otávio, 835 – Cristo Rei – http://www.lalinda.restorando.com.br

Tierra del Fuego

O Tierra é outro ministrado por argentino, e com carne de primeira. Os ambientes não são tão lindos como o La Linda, é mais estilo churrascaria mesmo.

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Funciona como o La Linda, carne e acompanhamento são separados, porém acho que os preços aqui são mais baixos. Nada incrivelmente relevante, mas acho que uns R$ 10-15 a menos talvez. Claramente depende da carne que você pedir e do vinho.

O que gosto bastante do Tierra são as empanadas. São deliciosas!

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No final do mês tinha show de tango (sim, com a gente), mas faz um tempo que eles pararam com isso. Não sei se por causa da crise, ou se eles cansaram da gente (lágrima), se querem tentar algo novo. Fato é que por enquanto estão sem o show.

DSC00398A 2ª apresentação que eu fiz lá, nem dançava com o Jorge ainda.

O Tierra tem duas sedes, uma no Batel e outra no Juvevê. O menu e os preços são os mesmos, não muda nada.

Serviço: Av. 7 de Setembro, 6260 – Batel e Rua Barão de Guaraúna, 550 – Juvevê – http://www.tierradelfuego.com.br

Corrientes 348

Esse é sem dúvida o mais lindo, mais chique e mais top dos que fui aqui. Ele fica no Batel, uma região bem nobre da cidade e é MUITO bonito. O nome vem de um endereço em Buenos Aires, citada em uma música de Gardel. Ficou famoso, mas hoje não tem mais nada lá, só mantiveram um desenho de uma porta com o número. Ponto turístico de tangueiros.

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Geralmente tem fila nos almoços de final de semana, então ou você chega cedo ou faz reserva, porque essas filas vão até as 15h fácil. E olha que não é tão pequeno assim!

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O espaço é incrível, e o menu funciona como nos outros restôs, tudo separado. O que diferencia é o preço, acho que o Corrientes é o mais caro de todos, e o diferencial está só no ambiente mesmo, não na comida.

O atendimento lá já deixou a desejar comigo (já fui algumas vezes lá), acho um pouco demorado e sempre preciso pedir pra passar um pouco mais a carne. Não que goste de sola de sapato, mas prefiro ela não sangrando, e como as carnes são bem altas, ás vezes é difícil conseguir esse ponto. Não é nada que tenha feito eu pensar em nunca mais voltar ou coisa do gênero, mas né, bom comentar. Na real eu gosto bastante de lá, o lugar é muito gostoso. Eu até já comemorei um aniversário lá. Contei aqui.

Serviço: Rua Gutemberg, 23 – Batel – http://www.348curitiba.com.br

Parrilla Buenos Aires

Esse é o único que ainda não conheci. Está na minha lista faz tempo, mas sabe quando nunca bate? Até porque só tem opção de almoço, e pra mim, isso limita ao final de semana.

fachadaMinha amiga Leidinara, do Férias Now, foi lá e contou melhor como é. Pelo jeito tem um preço mais camarada e é bem central. Quero ir lá ainda e poder dar minha opinião também. Alguém conhece?

Serviço:Praça Osório, 431 – Centro

 

Seguro viagem – porquê fazer e quanto custa

Quando vamos viajar nos preocupamos muito com a locomoção (avião, trem, aluguel de carro), com a reserva dos hotéis e com os passeios que iremos fazer. O que muita gente nem pensa é no seguro viagem, que é SUPER importante e obrigatório em alguns lugares, como a Europa, por exemplo.

Mesmo para uma viagem de 3 dias pra Argentina, você precisa do seguro viagem. Saiu do Brasil, o seu seguro saúde já não cobre as emergências. Já pensou? Ter alguma necessidade médica e nada pra te amparar? E pior, precisar pagar tudo particular fora do país? Não, obrigada.

É claro que esse é o tipo de preocupação e gasto que ninguém quer ter em uma viagem, mas por mais que a gente cuide, pode acontecer alguma coisa ou ficar doente, e aí ter o seguro viagem é a melhor coisa. Um gasto baixo para uma segurança caso necessário.

Como escolher

São muitas empresas que oferecem esse serviço, inclusive bancos e bandeiras de cartão como Mastercard. O mais importante mesmo, é verificar o que o seguro cobre. Se for fazer algo muito radical, tem que ver se tem cobertura.

Também há diferentes planos de seguro viagem. Tem do mais básico ao mais premium, que cobrem valores diferentes e necessidades diferentes.

Quanto custa

É bem variável de empresa pra empresa, e principalmente pelo número de dias e idade do viajante. Tudo isso você pode simular através dos sites, bem simples mesmo. Eu fiz uma pequena tabela comparativa aqui com algumas empresas que oferecem o serviço. Coloquei o valor do seguro mais básico e do premium (tem opções entre essas duas também) para uma viagem de 10 dias na Europa. Assim, para ter uma base:

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Precisa mesmo? Mesmo, mesmo?

Sim, precisa! Não só pela sua tranquilidade, mas na Europa é obrigatório ter uma cobertura mínima de 30 mil euros. E não só por isso, mas o seguro te ajuda em MUITAS situações, inclusive com extravio de bagagem. É, aham, isso aí! Gasto baixo para estar assegurado.

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E como eu uso?

Assim que comprado, a seguradora vai te enviar um documento explicando como proceder em caso de necessidade e um certificado do seguro. Isso tem que estar SEMPRE com você, principalmente na imigração. Em alguns casos eles pedem para verificação. É meio aleatório, não é pra todo mundo, então melhor não arriscar não ter isso em mãos.

Caso precise mesmo do seguro viagem, nesses documentos tem o procedimento todo. Isso varia de seguradora pra seguradora, mas geralmente tem um telefone de contato que você precisa utilizar. A maioria faz o ressarcimento do valor pago na emergência, mas como falei, isso varia de acordo com a empresa e necessidade.

Qual eu tenho usado

Nas minhas 3 últimas viagens internacionais utilizei o da IAC Travel. Já usei outras, já usei de banco, mas ultimamente tenho fechado tudo com eles. O atendimento sempre foi incrível e muito rápido, todo online e não passa de 1 dia entre comprar e receber tudo; os documentos são fáceis de entender; e nas minhas pesquisas, o preço deles sempre ficou mais em conta.

Graças a Deus nunca precisei acionar o seguro, mas acho que vai dar tudo certo caso precise, porque a resposta da empresa sempre foi muito rápida e tudo em português (isso é importante!).

Como tenho usado bastante o serviço deles, criamos uma parceria pros leitores do blog, assim todo mundo pode viajar com seguro bom e melhor, PAGANDO MENOS! Ah sim, porque além de ter um preço mais em conta, a gente tem um desconto de 30% pros leitores. Aham, 30%!! É só usar o cupom FINESTRINO (em caixa alta mesmo).

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Para usar o desconto e contratar o seguro viagem da IAC é só acessar o site: iactravel.com.br e fazer tudinho online. Na página inicial você já escolhe quantidade de dias, coloca já o cupom de desconto e faz a simulação. Ele lança os preços para todos os destinos já, e é só escolher o seu.

Pronto, aí vem o procedimento do pagamento. Assim que o pagamento estiver autorizado, você recebe todos os documentos por e-mail e é só imprimir. Pronto, você está assegurado, pode viajar!

Porquê o Señor Tango não é o melhor show pra você ir

Tem coisas na vida que não dá pra entender. Todas as agências de viagem, quando vendem viagem pra Buenos Aires, vendem show no Señor Tango. Não é por falta de saber que existem outras casas, acho que é por puro comodismo mesmo. Aquela coisa “mais fácil eu encaminhar esse roteiro que está pronto mesmo”.

Quando fui a primeira vez a Buenos, eu fui ao Señor Tango sim. Isso foi há 10 anos já e, na época, sem saber de absolutamente nada de tango, achei a dança incrível, mas o show um pouco massante.

Não dá pra negar, os caras tem um marketing f*** pra turismo e provavelmente fizeram acordos fabulosos com muitas empresas, mas a bem da verdade é que é um dos piores shows pra você assistir na sua viagem a Baires.

tangoO palco circular é interessante, mãããsss…

Hoje que sei um bom tanto mais sobre tango, posso dizer que com certeza não é o melhor show pra você ir. O preço não é mais barato que outras casas não. A diferença entre elas é muito baixa, coisa de 10, no máximo 20 dólares.

A casa é bonita sim, mas tem teatros também muito lindos como o Piazzolla ou o Angelitos. A comida é tudo igual em todas, não muda muito, afinal ninguém quer gastar mais nisso (é sempre entrada, principal, sobremesa e vinho), e todas as casas tem a opção de jantar + show ou só show. É tudo igual, o que muda mesmo é o show.

189teatrovacioPiazzolla. Meu preferido até agora.

O show não é ruim porque os bailarinos são fracos. Aliás, todos os bailarinos das casas de show são incríveis e treinam muito. As audições são difíceis e não é qualquer um que entra no corpo de baile. Todos tem muita qualidade de dança, mas o que pega no Señor Tango é a direção e a forma como o show é montado, um exagero que só!

tangoCafé de los Angelitos, um clássico. Meus dançarinos preferidos eram daí por muito tempo.

Acho que eles quiseram inovar tanto, que erraram feio! É uma coisa muito “wannabe Broadway”, tem cavalos no palco (quando fui tinha e até pouco tempo atrás sei que tinha ainda), umas performances meio chatas dos cantores, uns panos pendurados, uma enrolaçãoooooo. Muita parafernália e não tanto tango mesmo. E mesmo assim todo mundo continua indo ao Señor Tango.

O que me incomoda mais, além do fato que todo mundo só indica isso, é que dezenas de pessoas vem me pedir indicação de show. Eu explico tudo, falo da diferença de casa x e de y, dou minha opinião de qual acho melhor até agora (porque não pude ver todos por enquanto), e depois voltam e me falam “ah, acabamos indo no Señor Tango mesmo”. Pô, serião?

tangoEssa foto é do Esquina Carlos Gardel, tá na minha lista pra ir.

Minha vontade é fazer um manifesto SUPEREM O SEÑOR TANGO PFV! O preço é o mesmo, a comida é tudo igual, todas as casas tem transfer, todos os dançarinos são bons. Não tem nada que seja exclusivo do Señor Tango. Nada que você vai perder se não for lá. Aliás, só vai perder a paciência, porque o show é meio sacudão assim. Cansativo por causa da infinita lenga lenga.

E tem outra, é muito mais legal ir em shows diferentes, intimistas, casas menores… muito mais gostoso do que esse passeio turistão cheio de gente! Sai dessa! Ir em show de tango é uma coisa super turística sim, mas é super cultura Argentina e porteña, tem que ir com certeza. Mas você pode fazer um turístico mais legal e não o que to-do-mun-do-faz-igual zzzzzzz.

tangoEsse é o próximo que vou assistir, mês que vem =D

Outros shows que indico:

- Piazzolla (meu preferido até agora)

- Café de Los Angelitos (teatro lindíssimo e cheio de história)

- Homero Manzi (bem menor, bem mais tranquilo de ir)

- Tango Porteño (fiquem com o post do Jr. do Tip Trip por enquanto, mês que vem vou assistir e conto aqui, mas como já vi vários bailarinos dessa casa, sei que tem qualidade!)

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