Tour noturno e Circuito Mágico das águas em Lima

Dois dias em Lima é um tempo bem ok pra conhecer a cidade. O que achei bem interessante é que você pode fazer o tour pela cidade tanto de dia quanto à noite, e mesmo tendo uma parte passando pela mesma região (a parte histórica), as visitas são completamente diferentes.

É possível fazer os dois no mesmo dia sim. O de dia tem a opção de começar de manhã ou a tarde, e o da noite começa às 19h e vai até às 22h. É um pouco puxado porque você volta pro mesmo ponto e sai de novo e pega todo o trânsito de Lima de novo, então eu sugeriria fazer em dias separados pra não cansar do ônibus.

Bem, vamos ao tour noturno. Peguei o passeio que sai do shopping Larcomar. Dá pra comprar ali mesmo, na lojinha deles do shopping. Agora tem uma coisa, não espere um atendimento fantástico na hora de comprar o bilhete. Nos dois passeios que comprei fui atendida bem nas coxas. Fiz algumas perguntinhas e a menina respondeu “pergunta ali do lado no negócio de informações”. Tipo… filha, se você trabalha num treco turístico, esteja afim e preparada para responder algumas coisas com relação à cidade! Não lembro ao certo o que perguntei, mas não era nada demais, nada muito específico e ela nem olhou na minha cara. BOM, ok então.

Pelo menos os tours saem na hora exata, o ônibus é novo e tem guia, e essa sim foi atenciosa. O tour noturno começa às 19h como falei, e te leva pro centro histórico da cidade. Não tem descida nesse horário, por questões de segurança, mas também não tem tanta necessidade, até porque não tem visitação em nenhum prédio a noite e a visita é só por fora mesmo.

A coisa é que Lima se empenhou no trabalho de iluminação dos prédios históricos, e ficou tudo muito lindo e imponente. Por isso o passeio noturno!

tour noturno limaFotos noturnas. Sou péssima. Perdão.

Também nesse passeio está inclusa a visitação no Circuito Mágico das águas. Circuito mágico? Parece bobo né? Mas é MUITO legal (eu achei pelo menos)! Esse show acontece em um parque com 12 fontes grandes de águas, claro. Aí tem todo um trabalho de iluminação e de “dança das águas”. É bem bacana.

circuito mágico das águas lima

Algumas são só para ver mesmo, mas tem outras que são interativas. Tem um túnel pra passar embaixo e orando pra ninguém por a mão e molhar todo mundo, haha. Ali tem um congestionamento porque todo mundo para pras fotos. E molha um pouquinho sim, mas nada impossível assim.

Tem uma outra divertidíssima que saem vários jatos do chão e você pode andar por ali. A coisa é que nunca sabe onde e quando vão sair os jatos, e isso pode molhar bastante. Eu queria MUITO ter ido ali, só que estava bem friozinho no dia, e não quis correr o risco de ficar toda molhada e ficar doente (meio coisa de vó, mas enfim). Tinha uma galerinha brincando ali, e parecia bem divertido. #queria

circuito mágico das águas lima

Também tem um show com projeções nas águas. Tem hora marcada, mas o tour já te leva certinho na hora disso. Mas achei essa parte meio mééé. Achei dispensável na real. As imagens meio nada a ver, sei lá… podia ser melhor.

Enfim, de qualquer forma achei o passeio todo bem legal. É claro que dá pra fazer tudo por conta, tanto passeio no centro quanto o Circuito das Águas. A coisa é o táxi, que meio é a única opção fácil por lá. Não me arrisquei a pegar ônibus, muito menos a noite.

O tour completo custou 70 soles (R$ 70 hoje). Se fizer por conta, o bilhete no Circuito custa 4 soles, mas tem mais os táxis, e o Parque de La Reserva, onde acontece o tour, fica bem afastado do bairro Miraflores, onde provavelmente será o seu hotel.

Eu fiz o tour com a empresa Mirabus. Mais sobre o parque e shows:

Circuito Mágico das Águas
Site oficial: http://www.parquedelareserva.com.pe
Preço: S/ 4,00 (4 soles) – grátis para menores de 5 anos
Horários: Quarta a domingo (e feriados) das 15h às 22:30h
Horário dos Shows: 19:15h, 20:15h e 21:30h
Bilheteria 1: Jr. Madre de Dios, em frente ao Estádio Nacional.
Bilheteria 2: Av. Arequipa Cdra. 6 e Psje. Benjamín Roca Muelle.

Museu Larco, o museu mais lindo de Lima

Eu estou escrevendo sobre Lima sem necessariamente uma ordem certa. É que tem coisas que quero muito contar antes, algumas coisas que gostei demais e aí quero logo falar, haha.

Diferente da Mari que não gosta de museu, eu sempre incluí museus nas minhas viagens. Sempre, sempre. Porém, hoje já conheci museus tão incríveis e grandes e importantes do mundo, que me sinto no direito (e na vontade) de não precisar ir em tantos museus assim. Não é que seja obrigada a ir em museu, mas é cultura, eu trabalho com criatividade e qualquer tipo de informação nesse quesito, é muito importante pra mim. Minha cabeça flui muito mais. A coisa é que tenho selecionado MUITO onde ir, se vale a pena MESMO ou não antes de gastar meu tempo e dinheiro. É, porque tem alguns museus que são só isso mesmo.

Em Lima eu visitei um museu, o Museu Larco, e mesmo sendo um pouco longe de onde eu estava e precisei desembolsar um pouco mais pro táxi, e a entrada também não era muito barata, R$ 30, valeu totalmente a pena.

Começa que o lugar é simplesmente lindo! Um cuidado absurdo com cada cantinho, cheio de flores coloridas, uma coisa assim que olha, difícil descrever. Eu achei lindo demais e só a área de fora e a casa já me conquistaram completamente. Também preciso comentar que uma das fotos desse museu foi a mais curtida da viagem pra Lima. #temqueverissoaí

museu larco

Lá você pode fazer visita guiada também, mas eu fui sem ela e deu pra entender bastante coisa, pois todas as peças tem um breve descritivo.

A exposição é de peças indígenas e da história do Peru. Eu não sei se todo mundo gosta disso, mas eu acho fascinante. Aliás, meu TCC na faculdade foi de estampas com base em tribos indígenas do Brasil, e nossa, acho os índios muito criativos! Também tive antropologia na faculdade, e também me fascina esse estudo. Dá pra entender tanto de cultura e dos povos, e no fim acabo me interessando muito por esse tipo de exposição.

museu larco

Bom, se você não gosta desse tipo de material, talvez tenha que pular a visita ao Museu Larco, ou então, ir apenas para almoçar/tomar café no restaurante que tem lá e conhecer pelo menos a casa e a área aberta.

museu larco

Passei uma boa tarde do dia lá, pelo menos umas 2h. Além de ficar um tempão apreciando a casa e o jardim, também fiquei bastante tempo vendo as peças e eles ainda tem uma outra parte que é de “estoque” deles, e tem zilhões de prateleiras cheias de cerâmicas. É muita coisa!! Dá pra passear por lá, mas está tudo catalogado em prateleiras, bem estoque mesmo, então não dá pra ver tudo de tudo. De qualquer forma achei legal eles deixarem essa parte também aberta e não escondida só pra eles.

museu larco

Gostei muito desse museu, achei que valeu a visita! Mais informações aqui no site deles.

Serviço: Av. Bolivar 1515, Pueblo Libre, todos os dias das 9h às 22. 

*Ah, quando chegar lá, vai achar que está fechado porque os portões ficam fechados. Mas os guardinhas abrem pra quem vai visitar. E não tem cara de museu, ok? É cara de casa mesmo!

Ajude um amigo do Tomba Latas

Já comentei várias vezes por aqui o quanto amo nossos amiguinhos de quatro patas. Desde que me entendo por gente, sempre tive cachorros. Sim, no plural mesmo. Meu recorde de cachorros em casa foram 12, mas na fazenda já tivemos mais de 20 e, atualmente, tenho 7 em casa. Quando digo que tenho 7 cachorros em casa, sempre me perguntam qual é a raça. Eles são da raça do amor! Foram todos adotados, recolhidos, recebem muito carinho e são os dogs mais lindos do mundo.

Sim, eles dão trabalho e custam caro. Mesmo que meus dogs não frequentem o pet shop para ganhar banhos, gravatinhas e lacinhos, ainda assim o gasto é alto, especialmente quando precisam de veterinário. Agora imaginem então o tamanho dos gastos de um grupo de protetores de animais que cuida de mais de 80 amigos! Para quem não conhece, o Tomba Latas é um grupo independente daqui de Curitiba que resgata cães, trata, cuida e coloca para adoção.

Após o resgate, os tombinhas passam por consultas veterinárias, castração e procedimentos médicos para restituição da saúde e depois são encaminhados para hotéis ou lares temporários até o momento da adoção.

tomba latas antes e depois

Os gastos mensais com cada tombinha são de cerca de R$250,00, então o Tomba Latas possui dívidas com veterinários e esse ano o Curitiblogando vai ajudar a pagar as contas dessa galerinha.

Curitiblogando tem como proposta, além de divulgar Curitiba, ajudar algumas instituições. Já ajudamos crianças, idosos e, nesse ano, vamos ajudar nossos amigos de quatro patas. Quem quiser contribuir, é só clicar na imagem abaixo e fazer uma doação a partir de R$1,00. O valor arrecadado será utilizado para o pagamento das dívidas dos tombinhas com os veterinários e depois vamos prestar contas de tudo apresentando as notas fiscais aqui no blog para vocês. Assim fica tudo bem transparente :)

vakinha tomba latas curitiblogando

Vocês também podem colaborar acompanhando a página do Tomba Latas e quem sabe até adotando um tombinha para a família <3

Aproveite para dar uma olhada nos nossos posts sobre cachorro viajantes:

Entrevista com a Estopinha: viagem com cachorro
Chilitos: os cachorros de Santiago
Vídeo de sábado: Oscar, o cachorro viajante
Na Áustria cachorro pode tudo
Vídeo de sábado: aventuras de um cão

Como aproveitar melhor sua viagem pelo Uruguai

No fim do ano retrasado eu fiz uma viagem de carro pelo sul do Brasil, Uruguai e Argentina. Falei bastante sobre isso aqui no blog e essa é uma viagem que tem inspirado muita gente, não só por ser fácil e muito linda, mas agora essa é uma boa opção pra desviar do preço alto do dólar/euro/libra. Inclusive, nesse post aqui eu conto certinho quanto custa essa viagem.

estradas do uruguai

Quando eu fui pro Uruguai pela primeira vez, há muuuitos anos atrás, fizemos vários passeios com empresas turísticas locais, e valeu muito a pena! Diferente dessa segunda viagem que fui de carro, na primeira vez fomos apenas pra Montevideo e lá pegamos passeios pelas cidades vizinhas. Na real, pra quem não está de carro durante a viagem, é realmente muito interessante pegar pacotes locais e conhecer a região.

mercedes

Agora em agosto foi lançado pela Daytours4u um novo site para buscar esses passeios, o Uruguay4u. É a mesma rede da Argentina4u, que já comentei outras vezes aqui no blog. Inclusive foi com eles que fiz o passeio pro zoológico de Lujan que contei aqui.

O site é super fácil de usar e de encontrar os passeios. Pra quem fica em Montevideo, tem 4 opções de tours na cidade; 4 opções de passeios de 1 dia; 4 opções de tours culturais; 2 tours específicos pro Carnaval. Pra quem fica em Punta del Este tem 2 opções de tours locais e 3 tours de dia inteiro nos arredores, e a mesma coisa pra quem fica em Colônia, 2 tours locais e 3 em cidades próximas.

Os tours são bem variáveis, tem city tour clássico, tem tour de vinho, tour em estância gaúcha, tour para Cabo Polônio, pro Parque de Ombués (maravilhoso esse, super recomendo) e muitos outros.

bosque de ombués

O site é todo em português, tem o descritivo dos passeios e dá pra comprar tudo por ali também, pagando em Real e já eliminando isso das contas pra pagar na viagem. Convenhamos, é muito bom chegar num lugar e não precisar se preocupar em pagar mais nada. Menos câmbio pra fazer aqui.

dolores, uruguai

Outra coisa que gosto bastante dessa rede é que tem várias pessoas que falam português, então qualquer dúvida, é fácil de esclarecer e se comunicar. O atendimento deles sempre foi ótimo quando precisei! Fica aqui minha indicação pra conhecer mais do Uruguai.

Mais um pouco do que você queria saber sobre Milão

Já faz 7 anos que voltei de Milão. Uau, passou muito rápido. Morei um ano lá fazendo intercâmbio com a faculdade. Quando cheguei por lá achei que nunca iria me adaptar e sofreria horrores. Quando voltei, achei que nunca iria me adaptar e sofreria horrores. No fim, como podem ver, eu sobrevivi.

Engraçado como a gente é sim muito adaptável, né? A mudança pode ser um grande baque, e mudar de país é um baque bem forte sim. É um baque linguístico, uma saída absurda do comodismo e da rotina, um baque em você mesmo por qualquer motivo mais besta e que só significa algo pra você mesmo. (não sei se deu pra entender isso, haha)

Já faz 7 anos que voltei, 5 que escrevo o blog, são muitos posts sobre Milão, um guia online completo e eu ainda recebo trocentos e-mails e comentários perguntando mais e mais de lá. Não que faltem informações, eu realmente não omito nada aqui, não fico guardando dica só pra mim, mas acho que quando a gente resolve fazer essa mudança drástica (sim, porque é drástico sim) na vida, surgem tantas dúvidas que a gente quer tentar saber tudo, tudinho antes, pra tentar não sofrer com a mudança.

sobre milãoNão tá boa essa minha selfie assim que coloquei os pés na cidade?

Bem, eu te digo que mesmo eu falando tudinho o que eu sei e tudinho o que passei lá, amigos, o sofrimento, a angústia, a dúvida, as dificuldades… todas elas ainda acontecerão. É inevitável. Eu escrevi de tudo aqui, sobre alguns lugares pra comer (mas eles sempre fecham, abrem, mudam), onde ficar e como procurar apê (mas os preços variam ao longo dos anos), como se locomover, onde comprar, etc e etc. Mas a coisa é, tem umas coisas tão simples que me perguntam – não vou dizer que são bobas porque quando a gente tá mudando a vida assim, nada é bobo – e que eu meio nunca falei/contei aqui. Então esse post é pra isso, contar umas coisinhas bobinhas e que todo mundo me pergunta SEM-PRE.

*Aviso que só usei fotos velhas da época, mau tiradas e no calor do momento (e não me importa porque estou saudosa e foi uma época ótima!). Na época não tinha celular bombante com câmera, engraçado, porém verdade. Muita coisa mudou de lá pra cá.

1. E os italianos? Eles são legais? Eles são receptivos?

Olha, honestamente? Em Milão eu achei bem complicado. Quando fui morar eu senti bastante dificuldade pra me relacionar com eles. Em Milão tem uma concorrência fenomenal na área de Design (não sei as outras então não vou comentar) e parece que todo mundo está pensando em te passar a perna. Eu tive esse feeling.

Eles não são ultra simpáticos de fazer questão de falar com os estrangeiros, pra começar que tem muito estrangeiro lá, e acho que é tão comum pra eles, que nem se interessam mais, em conhecer outra cultura… acho que já conhecem porque já falaram com pessoas do mundo todo. Então a gente é só mais um e pronto.

Na faculdade eu tive bastante dificuldade com eles. A maioria dos meus amigos eram outros estrangeiros, e esses são sempre muito amigáveis. Porém quando voltei pra lá em 2013, eu achei tudo mais fácil. Não sei se foram eles, se foi o ambiente em que estive (não faculdade) ou se amadureci e soube lidar melhor com isso, mas achei tudo muito mais amigável. Na verdade, em 2 semanas que fiquei lá, fiz mais amizades do que durante o 1 ano estudando. A fórmula? Não sei, realmente não sei.

2. Posso ir pra lá sem falar italiano? Vou conseguir viver?

Vai, vai sim. A gente sobrevive a tudo. Em Milão tem bastante gente que fala inglês, tem aulas em inglês e a cidade é bem internacional sim. Porém, lembre que em banquinhas, mercados, guichê de metrô, lojinhas de rua… não falam inglês né?

Ainda os que falam, tem um sotaque fortíssimo e as vezes pode ser complicado. Eu dividi apê com uma brasileira que só falava inglês e ZERO italiano. Ela nem se esforçava pra aprender algo, e ela sofreu muito lá. Inclusive ela voltou antes pro Brasil. Mas também não preciso nem comentar o óbvio né, no mínimo VOCÊ tem que tentar se adaptar. Foi VOCÊ que foi pra lá, não eles que invadiram sua área. Saia da sua zona de conforto e aprenda a língua deles. Se já é difícil se relacionar em italiano com eles, imagine em outra língua!

sobre milãoEssas foram as primeira 4 fotos que tirei em Milão

3. Devo alugar um apê aqui antes ou lá?

Eu recebo muito e-mail/comentário sobre isso. Vou falar a verdade, é difícil alugar apê lá. Nas regiões centrais os preços são bem altos, tem lugares que tem contrato mínimo de 3 meses e você tem que pagá-los como calção, alguns italianos não alugam pra estrangeiro – principalmente estudante – e pra fechar, a procura é imensa.

Eu acho complicado alugar algo daqui. Primeiro que muitos precisam ser assinados e tal. Segundo que como você aluga algo que não viu? Não existe isso! No mínimo pede pra algum conhecido visitar o local. É sério, a Itália tem muito prédio velho e tosco, e como tem muita procura, o pessoal monta de um tudo pra tentar alugar pra estudante. Tem muita enrascada.

sobre milãoNa esquerda o apê todo mundo apinhado, na direita o apê feliz que vivia cheio de gente e festas e comidas e famiglia felice.

Quando fui tive a sorte de poder ficar na cada de uma conhecida. No mesmo período comecei a procurar loucamente. Peguei algo bem mais ou menos (mais pra menos) porque precisava sair da casa dela e era barato e tal. Demorou uns 3 meses pra eu finalmente achar um lugar decente com amigos. E foi sorte, porque uma das meninas saiu do apê e minhas amigas precisavam de alguém e tchum, peguei! Foi sorte.

sobre milãoMeus roomies amados! 3 fotos da nossa viagem pelo sul da Itália antes de todo mundo se separar, e embaixo foto do casamento da Karla, que dividia apê comigo, anos depois. Muito amor envolvido. ♥

Tentar casa de estudante pode ser uma boa saída, pra não ficar tão longe, não pagar tão caro e elas são ok. Tem algumas muito tops, mas aí vai do que quer pagar. É pesquisa, não posso dizer mais do que isso. Pesquisa incansável e sorte. Ou dinheiro, que daí né, sempre facilita, haha.

4. Como é a faculdade X, Y, Z? Qual o preço? Como faço pra entrar?

Eu entrei em várias faculdades lá, fui visitar, conheci os prédios e tal, mas tirando isso, eu realmente só posso falar sobre o Polimi, que falei aqui. Eu só estudei lá, foi um processo pela faculdade daqui, a UFPR e eu não posso e nem sei falar dos processos das outras. Não sei como funcionam.

Preços muito menos, porque isso é bem variável entre anos e entre escolas. A minha foi uma bolsa, eu não sei te dizer quanto custaria um curso normal por lá. Todas elas são muito receptivas e respondem e-mails. Nessa hora eles são bem solícitos, sempre tem um escritório que só cuida de estrangeiros e eles realmente fazem o que podem pra ajudar. Isso pra mim foi uma surpresa. Pelo menos no Polimi não tinha como ser melhor recebido, toda a assistência cabível foi dada.

sobre milãoEssa faculdade é tão moderninha. E eu era um bebê!

5. Quanto preciso pra estudar lá?

Bem, eu fui há 7 anos atrás como falei. Preços mudam, mas eu fiz um post completo de quanto custava na época. Acho que dá pra ter uma base pelo menos.

Esses valores vão mudar dependendo de onde for morar e principalmente onde for estudar. Tem alguns cursos bem caros por lá mesmo. Com o euro alto, é bom preparar o bolso amigos.

6. Dá pra viajar bastante enquanto estudo lá? Toda semana quero viajar!

Gente, isso é bem sério. Tem dois tipos de intercâmbio: o que você vai e paga pra estudar e aprender, e aquele que é pra festar e viajar. Numa real, a faculdade é bem puxada lá. Mesmo. Eu tinha muita aula (tá que sou meio nerds e eu me inscrevi em trocentas matérias) e muitas eram manhã e tarde. Ou seja, se você estuda manhã e tarde, e isso significa aula das 9h até as 18h, você só tem a noite pra estudar e fazer projeto.

Na faculdade de design é tudo com projeto, e projeto é uma parada que demora muito. E sem muito tempo durante semana, sobra pro final de semana e dias “livres”. E ainda tem provas e apresentações pra fazer, e relembrando que isso tudo é em outra língua.

Não é impossível porque nada é impossível, mas não é uma mamata não. E ninguém pega leve com você porque é estrangeiro. Podem não descontar algum erro de escrita numa prova – afinal, você é gringo – mas eles vão corrigir o resto normal e cobrar tudo normal. Sem contar que pelo menos na nossa facul, a gente fazia projetos para empresas reais e quem ia assistir as apresentações e passar briefing eram diretores, designers e gente fodona das empresas mesmo. Empresas fodas, internacionais. Isso é maravilhoso porque é uma oportunidade de mostrar pra essa gente ~meio inacessível quem é você e seu trabalho, e ao mesmo tempo é aterrorizante porque é aquela gente que é referência no-mundo. E você é gringo e não fala direito. Pensa o nervoso!

Enfim, eu queria ter viajado muito mais enquanto estava lá, mas não deu muito não. No máximo viagens curtas de 1-2 dias pela Itália mesmo, porque viagens de dias assim… eu fiz 5 só, e uma delas foi no feriado de Natal – Ano Novo, e as outras não foram mais de 4 dias fora. Inclusive quando voltei do Ano Novo, a primeira aula tinha prova teórica de história da arquitetura em italiano. Tirei 10? Sim ou não? Hahaha Aliás, essa matéria era muito difícil e eu tive que desistir dela. E eu tinha medo da professora.

7. E a comida? É só massa mesmo? É barato?

É por aí. É claro que tem carne, tem frutas e tal… mas é consideravelmente mais caro. Tem lojinha com coisa brasileira, tem Porcão e tudo, mas quando morava lá, lembro que 1 abacaxi custava mais do que 5 euros, mais de R$ 15. Puxado, pelo menos pra mim.

O que é barato lá são as massas, crepes, qualquer coisa com Nutella, gelatto e kebabs, e tudo isso está por todo canto. O que é legal é que tem uma infinidade de restôs que fazem primo+secondo+bibita por 10 euros. Isso significa comer um pratinho de massa, um de carne e bebida. Umas promos legais assim, principalmente perto das faculdades. Nossa, perto do Polimi tinha milhões. Ou pedaço de pizza por 3 euros, crepe por 4, panini por 5.

Os kebabs estão por tudo, e são ótimos (eu achava pelo menos). Tem uns combos também, com bebida e batata, ou sei lá, qualquer outra coisa por uns 7 euros. Eu comia muito kebab lá, era a forma de ingerir carne, porque realmente sentia falta de carne.

8. Na Páscoa, é só Kinder ovo

Nunca me perguntaram isso, mas foi algo que notei lá. Juro que quando chegou perto da Páscoa eu pensei “caraca vai ter ovo de tudo quanto é tipo de chocolate diferente e rico, vou falir e engordar”. Que nada! Só via Kinder no mercado!

Não que seja ruim mas… ERA SÓ KINDER! Não sei se isso mudou hoje em dia, mas foi minha decepção por lá. Sério, eu fiquei triste. Nem comprei ovo naquele ano. Nem celebramos nada em casa. E eu adoro a Páscoa, são os presentes mais legais, oras!

9. Comprar remédio: não fique doente no domingo

Eu meio que sempre fico doente. Minha ansiedade sempre ataca estômago e gastrite e daí vai… Indo morar fora achei que ficaria doente os 365 dias. Era um grande medo dessa mudança toda.

Por sorte em toda a minha estadia em Milão, eu precisei ir em uma farmácia 2x só! Uma foi pra um remédio bobo e também descobri que eles são muito certinhos com receitas. Não vendem nada fácil. Ah e também vi que as farmácias lá são só farmácias e não mini super mercados em todo canto que bem aqui. Claro que tem umas sortidas, mas muitas são só de remedinhos. Elas não estão em cada esquina, e quando eventualmente alguém me perguntava de uma, eu tinha que pensar onde.

A outra vez precisei ir por uma crise renal. Que delícia, não é mesmo? E foi nesse dia que eu descobri que farmácia não abre domingo. Oi? É isso mesmo Bial? Então, é. Na época rolava um rodízio de farmácias na cidade que abriam domingo. E tem uma lista em todas com essas datas. Mas pô, fala sério, tô lá morrendo e preciso lembrar que nesse dia é a farmácia do outro lado da cidade que abre. E pegar metrô e ir lá. Me poupa, Itália! Fui pro hospital mesmo, e demorei 890 anos pra ser atendida. Mas enfim, aprendi que não dava pra ficar doente no domingo.

10. Mercados: melhor comprar durante semana também

Mesma coisa das farmácias. Muitos fecham no domingo. A gente está mau acostumado que aqui no Brasil essas duas lojas abrem direto. Lá não. Lá é Itália e lá é “dolce far niente”. Eles descansam sim.

11. A hora do almoço é diferente

Outra coisa que me foi estranha no começo. Aliás, na estadia toda. Durante 21 anos vivi almoçando entre 12h-13h e lá não é assim. Lá o trabalho e as aulas começam 9h-10h, a pausa pro almoço é das 13h às 14h15 (na facul era) e voltam até as 17h-17h30.

Meu estômago sofreu com esse horário novo. Parece bobo, mas eu demorei pra me educar que o almoço era só ás 13h e não às 12h. Engraçado como a gente fica condicionado a algo assim.

Enfim, são só coisinhas bobas e simples, mas quando eu fui não tinha absolutamente NADA de informações sobre Milão. Não tinha essa quantidade de blogs por aí. O Facebook não era usado aqui ainda – aliás, eu fiz minha conta quando morava lá, porque meus amigos gringos não usavam Orkut – e não existia Instagram ou Whatsapp. Era vida loca, fui sem saber nada, conhecendo 2 pessoas que estavam lá e só. E era difícil as comunicação. Hoje tá muito mais fácil, muito infinitamente. Dá pra ir sabendo um montão de coisas!!

Pra você que está indo: vai tranquilo! Não é nenhum bicho de 7 cabeças! Mas vai sabendo que é você que está em país diferente, é você que tem que se adaptar, é você que tem que falar a língua deles e que você finalmente saiu da sua zona de conforto. E vai ser tudo incrível e voltar cheio de experiências e histórias pra contar! ;)

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