Como são as estradas na Argentina

Depois de rodar pelo Uruguai contei como eram as estradas por lá, e agora que chego ao fim da viagem faço o mesmo e conto como são as estradas na Argentina.

Antes de sair todo mundo me falou que os policiais eram bem chatos, que paravam todo mundo, cobravam mil coisas e adoravam multar os brasileiros por qualquer motivo. Bom, depois disso nos precavemos de todas as formas possíveis para evitar qualquer multa e seguimos viagem.

De forma geral achei as estradas médias. Alguns trechos estão reformados e o asfalto está ótimo, mas boa parte está detonada. Vários trechos ainda não tem via duplicada.

Uma grande diferença com o Uruguai é que não tem tanta placa. Veja bem, tem placas, mas no Uruguai tem MUITO mais. Na Argentina as placas se concentram mais nas rotatórias e ligações entre cidades, mas no trajeto todo não tem a indicação de quilometragem e nem o número da rodovia. Muitas vezes nos perguntávamos se estávamos no caminho certo e por vezes paramos em postos de gasolina perguntar.

O pedágio na Argentina é amigável e variável, diferente do Uruguai que tem tudo o mesmo preço. Aqui não gastávamos mais de 10 pesos no pedágio.

De fato a estrada tem muito policiamento, muitas barreiras, muitos carros de polícia circulando e toda vez que víamos um, morríamos de medo. Passamos várias vezes pelas barreiras praticamente sem respirar e ninguém nos parou… até que um deles parou. “Ih, ferrô!”. O guarda perguntou: são só vocês dois? Nós: sim. Ele: podem seguir. UUUUHHHH!

Muitas barreiras e policiais depois posso dizer: passamos ilesos pela Argentina! Ninguém nos parou, questionou, perguntou, cobrou, multou. Alegria pura!! Mas ó, não significa que eles estão molengas e que não precisa seguir a legislação deles hein? Leve tudo o que eles pedem pra garantir. É melhor.

Um detalhe importantíssimo: tem poucos postos nas estradas, principalmente naquelas que estão recém reformadas. Pra não ficar sem gasolina tipo alguém que eu conheço (\o), viu um posto, abasteça!

Então cuidados: leve tudo o que eles pedem; sempre que der abasteça o carro; torça pra nenhum policial te parar; é bom levar um mapa ou gps pra ter certeza de qual estrada você está. Não tem erro =D

Uma curta e inesquecível viagem pelos templos do Camboja

Em janeiro deste ano tinha 5 dias de folga em Dubai e decidi me presentear com uma mini férias para o Camboja. Pela primeira vez, viajei sozinha. E adorei a experiência! Fiquei com um medinho, minha mãe com um medão. Mas agora posso dizer tranquilamente que viajar sozinha pelo sudoeste asiático é fácil e seguro. Resolvi ficar em um hostel para conhecer mais gente, mas no fim nem me enturmei com ninguém, pois passava o dia todo desbravando os templos e no final do dia estava morta.

Angkor Wat, o templo mais famoso do Camboja

Fui de Dubai a Bangkok e de lá para Siem Reap, a cidade mais próxima do complexo de templos em Angkor. Há várias formas de chegar até Siem Reap. Por Kuala Lumpur, Cingapura, Bangkok, China, Coréia do Sul. Aliás, fui em uma época que estava infestada de asiáticos, pois era próximo ao ano novo chinês. O clima estava agradável, dizem que a melhor época é dezembro e janeiro e de fato não estava tão quente nem choveu. O grande número de excursões era irritante, mas acho que prefiro isso do que um calor insuportável, pois tudo é ao ar livre.

Concentração de asiáticos no concorridíssimo pôr do sol no templo de Phnom Bakheng

Fechei  com um motorista de tuk tuk (aquele carrinho puxado por uma moto) pelo hostel para os 3 dias de passeio pelos templos. Paguei uns 50 dólares por todos os dias (só o transporte, ingresso a parte), o tuk tuk era só pra mim e eles já tinham um roteiro pronto e não precisei me preocupar em fazer a sequência de templos que queria visitar. E acredite, são tantos que é de deixar confusa! O motorista não falava muito bem inglês, o que não permitiu que eu interagisse muito com ele.

Tuk tuk e o vento na cara de cada dia!

O ingresso de 3 dias para visitar os templos sai por 30 dólares. Tem ingresso de apenas um dia também. Mas se você está indo até lá, recomendo que fique no mínimo dois dias para explorar o máximo que puder e ainda curtir a cidade. Três dias foram suficientes, mas minha vontade no final era de ficar mais! De conhecer mais do Camboja, de viver de água de coco e cerveja a um dólar por pelo menos um mês. A simplicidade do povo e da vida deles me cativou. Me pareceram pessoas felizes e calorosas, mesmo depois de terem passado pela sangrenta Guerra do Vietnã e ainda sofrerem com minas terrestres que até hoje mutilam e matam pessoas pelo país (e que me deu um certo medinho, mas se você não se aventurar por terrenos inexplorados e isolados, está seguro).

Não me lembro o nome de todos os templos nem a ordem que segui, sério mesmo, são muitos, é uma Disney de templos. Não imaginava que fosse andar tanto e subir tantas escadas e me sentir como o Indiana Jones e Lara Croft (o filme foi rodado lá)! De Siem Reap a Angkor dava uns 20 a 30 minutos de tuk tuk, e apesar da poluição que às vezes incomodava, eu adorava fazer o caminho até lá, com o vento batendo no rosto, ver o agito da cidade, passar pelos templos. Era uma sensação maravilhosa todos os dias! Dá pra ir de carro ou bicicleta, que deve ser gostoso também. O importante é contar com um meio de transporte para explorar os templos, pois ficam longe um do outro.

Café da manhã em Angkor Wat depois de ver o concorridíssimo nascer do sol. Lonely Planet sempre na mochila. 

Levei comigo um guia Lonely Planet que foi bem útil. Cada vez que o motorista do tuk tuk parava em um templo, me dizia o nome do lugar eu ia lá, sentava na sombra de uma árvore e lia sobre o lugar. Pra você ter ideia do tamanho do lugar, toda a área de Angkor e seus templos era uma cidade na época do Império Khmer, lá pelo século IX e XV. Obviamente está na lista de Patrimônio Mundial da Unesco . Angkor Wat é o templo mais famoso e é considerada a maior estrutura religiosa já construída. Conto mais detalhes dele e os outros templos em outro post.

Tem tanta coisa pra contar sobre o Camboja que é melhor dividir em pedaços. Mas basicamente o recado é: VÁ! Se tiver viajando pela Ásia não perca a oportunidade de se deparar com o que pode ser o maior sítio arqueológico do mundo. Não tenho como explicar o quão incrível e fascinante foi tudo o que vi. Foi o lugar mais impressionante que já visitei e recomendo para todo mundo! Se tiver com roteiro apertado, dois dias dá pra ver os principais templos. E pra falar a verdade, como uma australiana disse, depois de dois dias inteiros vendo templo templo e templo, a gente fica um pouco “templed out”, algo como cansada de tanto templo! E contra essa overdose, nada melhor do que sair pela cidade, fazer massagem por 5 dólares, comprinhas, comer a comida local que é uma delícia, conhecer gente. Acho também que vale a pena investir e ficar num hotel legal (são baratos!) com uma piscina para relaxar no final do dia de tanta poeira e suor na pele!

A cidade de Siem Reap tem bastante a oferecer também. Massagem, comida, compras, vida noturna, tudo com fácil acesso a pé. 

Scrapbook da road trip

A viagem chegou ao fim mas agora é hora de lembrar de tudo e colocar no scrapbook clássico! Dessa vez a base foi uma edição antiga da revista Sur, que comentei no post sobre a Villa Ocampo, lá de San Isidro. Achei que era a base ideal, já que é um livro antigo cheio de histórias… perfeito para guardar as minhas histórias junto.

(que bom que deixei esse post pro final da série aqui no blog, porque eu me enrolei mais de 2 meses pra começar as fazê-lo, hehe)

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Ficou grandinho, mas não é o maior de todos que tenho ainda.

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E é isso aí! Com mais esse scrapbook para minha coleção, declaro finalizada a série de posts da road trip Brasil – Argentina – Uruguai!

Como ir da Itália para a Suíça

Os dois países são coladinhos, e é fácil programar uma viagem que passe pelos dois justamente pela facilidade de mudança. Ok, onde não é fácil se locomover na Europa, não é mesmo?

Enfim, pra quem vai visitar o norte da Itália, acho muito válido tentar encaixar uma passada na Suíça e vice-versa. Tem várias cidades grandes e turísticas muito próximas como Milão e Lugano. De trem é um pulo, em 1h dá pra chegar. Mais legal é quem visita a queridinha Como, que pode ver os Alpes dali mesmo, e mais 5km já está na fronteira. (pior: eu fui até lá mas não atravessei pra Lugano!)

trem italia suíça

Pra quem está assim pertinho, não precisa se preocupar tanto com os trens. Dá pra comprar na hora, fazer um bate-volta e conhecer. Porém se você quer ir de Milão a Zurique por exemplo, a viagem é mais longa, são cerca de 4h no trem e eu aconselho comprar um pouco antes. Quando eu fiz essa viagem, fui com a Rail Europe e contei aqui como faz pra comprar com eles daqui do Brasil mesmo.

Outra opção muito válida pra quem vai fazer viagem entre vários países europeus, é comprar um bilhete Eurail Rail Europe, que tem aquelas opções combinadas para usar durante um determinado período ou por quantidade de países. Os preços variam de acordo com países e tempo de viagem, e também com a idade. Até 25 anos o valor é mais em conta!

trem itália suíça

Pra quem está mais longe tipo Roma ou Firenze, a viagem será mais longa de trem e pelo tempo/custo vale mais a pena pegar um avião. A Itália é pequena mas não é tanto assim né? O bom é que na Europa tem várias companhias baratex e dá pra conseguir algumas pechinchas. Mas ó, achei voos da Alitalia entre Roma e Zurique por 86 euros ida e volta. Bastante digno.

Basicamente se você está ou vai para o norte da Itália, a melhor opção é usar os trens. Pra quem está ou vai mais pra baixo na bota, melhor pegar um avião direto. Pra quem vai ficar um tempão viajando por vários lugares, vale a pena comprar os tickets Eurail para combinar vários destinos. E fim de papo!

Como é a fronteira entre Argentina e Brasil por Dionísio Cerqueira

No último post da viagem vou contar como é a fronteira entre Argentina e Brasil por Dionísio Cerqueira, porém preciso dizer que se teve uma coisa tensa da viagem foi a última estrada na Argentina. Gente, tive 5 filhos só no último trecho de 3h de viagem, de tão tenso que foi. Explico: no último dia choveu bastante e isso atrasou nossa viagem porque temos que dirigir bem mais devagar.

Somando a isso tem o fato de que essa região quase fronteira com o Brasil é pouco sinalizada e está com muitas obras. Saindo de San Ignácio tínhamos duas opções: 1. seguir pela estrada que leva a Foz do Iguaçú e consequentemente dirigir mais tempo e perder mais tempo na fronteira ou 2. cortar a estrada pela metade e seguir para a fronteira de Dionísio Cerqueira.

Optamos pela 2 pois, menos trânsito, menos estrada, menos tudo. E bem, menos tudo MESMO. Acontece que pra pegar essa rota já foi complicado, pois não há sinalização alguma na pequena cidade do eixo de estradas. Tivemos que parar e perguntar e sério, as pessoas eram muito estranhas, achei que fôssemos morrer ali.

Passada a primeira parte tensa, finalmente entramos na estrada. Pra falar a verdade, não sabíamos se estávamos na estrada certa porque não há sinalização alguma! Não tem placa pra entrar, não tem placas na estrada indicando o km e o número dela.

Estava começando a escurecer e além de não ter sinalização, a estrada não tem iluminação alguma, mesmo tendo várias casas por ali. Também não tem posto de gasolina (e já estava imaginando a versão total terror do #fail da gasolina no meio da Argentina) e ainda não tem movimento de carros na estrada. Éramos nós e nós durante muito tempo.

Gente, foi desesperador passar ali a noite, por favor, não façam isso! Na real não era o planejado, a ideia era passar nesse trecho por volta das 16h e não às 21h como aconteceu. Por sorte um carro surgiu e meio que começamos a segui-lo, sem perdê-lo de vista e torcendo pra que ele estivesse indo pro Brasil também.

Depois de muito rodar, lá no fim da estrada tinha uma sinalização e vimos que estávamos realmente no caminho certo. Imagina se não estivéssemos!? E ah, a estrada é uma grande subida cheia de curvas no meio do mato fechado. É A própria cena de filme de terror. Já falei várias vezes isso, eu sei, mas é que é a forma que tenho de contar o medo que eu estava. Por sorte meu namorado é uma pessoa calma e serena e não entrou na onda do meu desespero. E depois fiz um vídeo:

Bem, chegando em Dionísio queríamos fazer a última parada pra gastar o restante dos pesos, comprar alfajores e tal, porque com o calor forte, tínhamos que comprar alfajor já no último pedaço pra chegarem menos derretidos. Pois é, devido a hora, não deu.

A cidade estava toda escura, meio deserta e com péssima sinalização para a aduana também. Tivemos que parar e perguntar, e mesmo assim viramos pro lado errado numa rua completamente destruída e via a continuação do filme de terror. Demos meia volta, perguntamos novamente e achamos o local.

A aduana é bem grande mas estava deserta. Não tinha ninguém atravessando e muito menos controlando a entrada e saída entre países. Passamos devagar e ninguém veio falar conosco.

Tinham me falado que essa travessia era muito tranquila, mas não achei que fosse tanto. Por sorte entramos no Brasil por volta de 23h e pelo menos os celulares voltaram a funcionar. Qualquer coisa poderíamos ligar para alguém com mais facilidade. Mais 1h de viagem e chegamos em Francisco Beltrão, nossa última parada.

Que alívio!! Esse dia foi muito tenso. Passamos o dia na estrada, com chuva, dia escuro, estradas em reforma, estrada tenebrosa sem saber onde estava… foi uma experiência!

Resumo da ópera: a estrada para Dionísio é perigosa porque não tem indicação alguma, não tem posto, tem quase ninguém e é uma subida sinuosa. Tente ao máximo cruzá-la de dia. A aduana entre os dois países ali é bem tranquila, pode ir de boa com relação a isso pelo menos.

Nova Coleção de Tags de mala!!

Ainda não faz nem um ano que lançamos as tags de mala de forma despretenciosa por aqui, mas com jeitinho elas foram conquistando um espaço enorme no blog e nas nossas vidas. Tem tantos modelos que eu quero e pretendo fazer ainda, muitas ideias surgindo cada dia, sugestões de leitores e amigos…

Pra não ficar prolongando muito uma nova linha de tags completona, fizemos uma mini nova coleção, com 10 modelos novinhos em folha.

tags de mala

Tem pra todo mundo! Tem para as meninas fofinhas e que adoram cor de rosa:

tags de mala

Tem pros meninos que também merecem ter uma mala cheia de estilo:

tags de mala

Tem pra quem gosta do estilo vintage:

tags de mala

Tem pros ciumentos também:

tags de mala

Mas gente, os outros modelos continuam a venda na loja, viu? Imagina que vou tirar os queridinhos!

tags de mala

E a promo de tags bandeira também continua. A promo dura até o final da Copa, então corre a aproveita essa barganha!

tags de mala

Ah, e não querendo fazer spoiler nem nada, mas quando chegarmos a marca de 1000 tags vendidas… ahhh vai ter comemoração também. Com comemoração quero dizer: uma promo especial e sorteio. E a melhor notícia: estamos quase lá, hein. ;)

Ruínas Jesuíticas de San Ignacio

As Ruínas Jesuíticas de San Ignacio foram nossa última parada na Argentina, penúltimo dia da road trip e foi uma das mais legais, mesmo sendo quase um #fail. Saímos no sábado de manhã de Corrientes debaixo de chuva, um dia cinza e muito feio e seguimos para a região de Missiones, a mais perto de Foz do Iguaçú.

Não sei porquê, mas quando li sobre as ruínas, vi que era em Posadas, e pra lá fomos. Estrada vermelha, pouco sinalizada, micro cidades. Chegamos em Posadas mais ou menos na hora do almoço e entramos pro centro para 1. almoçar e 2. pegar informações das ruínas bem certinho.

O #fail total foi perder um tempão entrando em uma cidade completamente não atrativa, perder mais um tempão procurando o ponto de informações turísticas – que oi, é uma portinha debaixo de um prédio que a placa fica atrás de uma árvore ¬¬ – e tudo isso para descobrir que as ruínas jesuíticas ficavam em outro povoado, San Ignácio.

Para não perder tempo, tocamos direto pra lá, afinal eram só mais 30km e ainda tínhamos todo o trajeto até Francisco Beltrão.

Na estrada tinha pouca sinalização, tanto é que nesse sentido Posadas – San Ignácio não tem uma placa indicando, só do lado contrário. Obviamente descobrimos isso porque passamos a entrada do povoado e tivemos que voltar. Perdemos muito tempo nesse dia, realmente nos perdemos e eu comi bola total de não ter visto que não era em Posadas. Agora me agradeçam porque já sabem de tudo isso, he.

ruínas jesuíticas de san ignacio

Mas o dia feio foi compensado pelo complexo das ruínas. Que-coisa-mais-linda! Pra entrar é preciso pagar, mas é pouco. Lá dentro você pode fazer o passeio com o guia ou não. Nós começamos a fazer com o guia, mas ele era muito prolixo e falava rápido demais, então seguimos sem ele.

ruínas jesuíticas de san ignacioTô toda marota ali no cantinho, ó

A missão jesuítica é de 1733, uma das mais importantes do país e contou com 4000 habitantes. Sim, é como se fosse uma cidade mesmo, dentro de um grande castelo.  Lá no museu que precede as ruínas, tem simulações de como era antigamente para a gente entender melhor. Hoje em dia resta muito pouco do local.

ruínas jesuíticas de san ignacio

Mesmo com a chuva o passeio foi super legal e recomendo a todos que passarem pela região. Não é algo que vá tomar seu dia todo e é uma parada histórica bem interessante. Adorei ter conhecido, e gostaria de ter tido mais tempo para visitar outras ruínas semelhantes, mas vai ficar pra próxima.

ruínas jesuíticas de san ignacioTava uma beleza o dia né? #sqn

*All Time Greats

Como vocês devem ter notado por aí, a Emirates já foi patrocinadora de vários eventos esportivos e culturais e obviamente a Copa do Mundo não ficaria de fora. Desde 2006 a companhia é parceira da Fifa no mundial e com a Copa do Mundo chegando por aqui, eles lançaram esse vídeo de uma campanha para levantar o debate de quem seria o maior jogador de futebol de todos os tempos.

No vídeo, Cristiano Ronaldo e Pelé, ambos embaixadores da Emirates, mostram de maneira bem humorada essa disputa no on-board lounge da aeronave A380.


ps: clicando direto no vídeo dá pra ver com legenda ;)

Eu também já tive a oportunidade de conhecer HAHA e tirar uma foto com o Cristiano Ronaldo, mas infelizmente não foi no lounge do avião. Foi no Madame Tussauds mesmo.

Mas, na minha humilde opinião de pessoa que nada entende de futebol, o melhor jogador vai ser sempre o Gennaro Gattuso. E já expliquei aqui porque ele ganha o meu voto.

Brincadeiras à parte, acho que é natural que as opiniões sejam divergentes porque isso sempre vai variar a cada geração. E a minha geração é, certamente, a geração do Cristiano Ronaldo.

Corrientes, a penúltima parada na Argentina

Corrientes… o que dizer de Corrientes… A cidade é de 1588, fica já bem mais perto do Brasil, é conhecida pelo seu carnaval (?) e eu não curti a cidade.

Tadinha, tô sendo maldosa, mas a bem da verdade é que de toooodas as cidades que visitamos na Argentina nessa viagem, Corrientes foi a mais sem graça pra mim. Achei que ela era um pouco maior, um pouco mais organizada, mas me decepcionei. A via rápida principal (inclusive onde fica o top hotel que nos hospedamos) me pareceu aquelas ruas que na verdade são parte da estrada, e que passam no meio de uma cidade, sabe como? A bem da verdade ela é isso mesmo, liga uma estrada com a outra.

Tive impressão de cidade suja, apesar de que não era suja no sentido de lixo no chão, mas por ser bem antiga e não muito conservada, achei o ambiente geral muito escuro. Tirando a costa – que essa sim é bem bonita – não tem muito o que ver. Aqui embaixo coloco um mapinha pra vocês verem a distribuição:

corrientes

A Av. 3 de Abril é a principal, as ruas pra cima são as do centro histórico e mais “turísticas” e lá na ponta o Rio Paraná.

Basicamente em 2h rodamos por quase tudo da parte bacana da cidade, sendo que ainda paramos um tempo ali na “orla” para vááárias fotos. Essa parte é bem bonita, bem agradável, o pessoal sai para caminhar, passear a noite, tem vários restaurantes e bares.

corrientes

Os prédios do centro histórico são legais, bem antigos, mas a maioria é Polícia, Governo, Escola… tudo coisa que não dava pra entrar e visitar. =(

corrientes

Tivemos que nos contentar só com as frentes mesmo.

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Inclusive jantamos em uma pizzaria bem boa ali nessa região, chama-se Social Pizza. O restô é bem grande, muito limpinho, todo cool e a pizza estava fantástica. O atendimento foi bem bom também e o preço valeu muito a pena.

corrientes

Corrientes, uma cidade para uma passagem entre a viagem só. Santa Fé deu de 10 a 0 na minha escala de cidades legais.

Vídeo de sábado: Comida Indiana

Eu não saberia dizer quais são as minhas comidas favoritas, mas certamente as indianas estão entre elas. A culinária deles é muito boa para mim porque eu sou vegetariana e eles tem muitas opções para quem não come carne, sem contar nos temperos que são uma maravilha.

Como nunca estive na Índia, só comi comida indiana no Brasil e na Inglaterra mesmo, mas gostaria muito de ser uma dessas pessoas que se arriscam nas comidas de rua na Índia. Sejamos realistas, higiene não é o forte das comidas de rua por lá e sei de muita gente que acabou passando mal por conta disso. O vídeo que selecionei para hoje mostra um pouco das comidas de rua por lá. Apesar do caos, preciso dizer que fiquei morrendo de vontade de comer uma comida indiana.

Indian Food, Streetside from Marina Dodis on Vimeo.

O clima de Curitiba, como lidar?

Faz 27 anos que moro em Curitiba e em 27 anos eu continuo me surpreendendo e ainda pior, esse tempo continua me enganando. Não é fácil viver com o clima de Curitiba. Tudo o que falam de Curitiba é verdade: faz bastante frio e chove. Mas no mesmo dia ainda pode fazer 30º e os curitibanos ainda vão continuar comentando “ah esse tempo estranho.”

Aí claro, você pensa, “mas gente por favor, saiam de casa prevenidos!”. Acreditem, meio que não dá muito certo. Curitiba é 8/80 demais, e sempre que alguém está vindo pra cá e me pergunta do clima eu falo pra trazer um pouco de tudo. Aqui faz inverno no verão, verão no inverno, verão e inverno no mesmo dia, verão num dia e inverno no outro.

Pra tentar acertar no clima daqui dou algumas dicas:

1. Sempre (sempre mesmo) tenha um guarda-chuva com você

Eu sou dessas que sempre tenho guarda-chuva, mas quando esporadicamente não tenho… chove! Sempre deixo no carro, quando saio a pé levo comigo e se por acaso não dá pra levar porque fica pesado, coloco blusa/casaco com gorro.

clima de curitiba

Não tô brincando, eu penso nas roupas de gorro pela praticidade delas mesmo! Sugiro atentar a isso na hora de fazer a mala pra vir pra cá, pois pode te salvar.

2. Tenha sempre (sempre mesmo 2) um casaco por perto

Igual ao guarda-chuva, casaco é sempre necessário. Você pode ousar e no verão ter só um casaquinho básico na bolsa, mas sinto informar: talvez você precise de um casaco de pele. Vai saber?

clima de curitiba

Eu sou muito friorenta e um monte de gente me zoa porque sempre tenho casaco ao meu alcance. 10 minutos depois cai uma nevasca e só eu me salvo. É batata!

3. Por via das dúvidas, pegue uma echarpe

Pra garantir, põe uma echarpe na bolsa. Não ocupa tanto espaço e se caírem 20 graus, até ajuda durante o dia. É um plus. E se ficar calorzão mesmo, faz um estilo e amarra na alça da bolsa, prende o cabelo… echarpe tem 1001 utilidades, seja criativo.

clima de curitiba

4. Pés de fora x bota

Ousado eu diria. Bem ousado. Abriu sol aqui, a gente põe sapatilha, sandália… aquela leveza toda. Aí chove. E neva. E os pés congelam.

clima de curitiba

Eu já fico muito desconfiada, não é qualquer raio de sol que me faz colocar sapatilha. E aquilo, quando fico confiante mesmo, coloco e o tempo muda 2h depois.

E ao mesmo tempo quando coloco bota porque “nossa, hoje tá muito frio”, 3h depois é Curitiba 40º. Pode ser perseguição climática, não pode? Isso confunde gente! Pra homem é mais fácil porque eles estão sempre com a dupla tênis+meia, mas mulheres sofrem muito com pés. Mulheres: sejamos práticas e prevenidas, traz um sapato mais fechado pra garantir, que dê pra usar com e sem meia.

5. Camadas

Clássico: regata, manga média, casaco, casacão. Você usa tudo durante o dia. Mas tem um detalhe importantão, jamais saia de pijama por baixo. Porque vai esquentar bem nesse dia.

clima de curitiba

Resumo do dress code curitibano pra fazer a mala: estilo cebolão.

A coisa é sair com metade do guarda roupa no corpo. Se estiver de carro utilize-o como armário deixando sempre uma opção de sapato diferente da que está usando, protetor solar, chapéu, casaco de pele, biquíni, echarpe, meia calça (vai que precisa por por baixo pra esquentar) e também um leque pro calor. Se estiver turistando sem carro, usa uma mochila com tudo isso.

Pra quem vem de fora, é sempre bom lembra que é verão mas…

…pega sua blusa de lã pra garantir. Não subestime o clima curitibano, é verão mas é bom ter uma blusa de lã na mala; é inverno mas é bom trazer um biquíni. Na boa, é sim.

Top 3: As melhores viagens que eu já fiz

Esses dias a Anna fez um post contando quais foram as melhores viagens que ela já fez e eu comecei a pensar quais foram as minhas melhores viagens. Ainda que eu tenha minhas cidades favoritas no mundo, achei curioso notar que nenhuma delas está na minha lista de melhores viagens. Acho que a explicação para isso, assim como várias outras coisas na vida, tem a ver com expectativa. Quando a gente não espera muito em troca, o resultado final geralmente é mais satisfatório e surpreendente.

1) Chile

Quem leu meus posts da viagem ao Chile deve ter notado que não poupei elogios para falar de lá, principalmente do povo, que deve ser o mais simpático e solícito do universo. A viagem foi cheia de imprevistos e não consegui fazer nem metade do que tinha planejado, mas mesmo assim foi uma das melhores que já fiz, não só pelo fato de ter realizado o sonho de dirigir na montanha, mas porque foi tudo muito surpreendente. O Chile é enorme e cheio de lugares lindos para explorar. Não vejo a hora de voltar!

2) Escócia

Acabei indo parar na Escócia também por acaso e sem expectativa nenhuma, por isso me apaixonei. Foi uma pena ter planejado uma viagem tão curta pela Escócia. Acho que foram 5 ou 6 dias no total, passando apenas por Edimburgo e Inverness, mas eu poderia ficar fácil um mês por lá e gostaria muito de ter dirigido em meio àquelas paisagens maravilhosas de ovelhinhas e montanhas. É, acho que eu gosto muito de montanhas.

Até hoje não conheci uma pessoa que tenha falado que não gostou da Escócia!

3) Polônia

Acho que mais do que montanhas, eu gosto de pessoas. Ou pelo menos esse é o único ponto em comum das minhas 3 viagens favoritas. Todas me conquistaram por ter um povo legal e receptivo. Infelizmente só tive a oportunidade de conhecer a Cracóvia e eu fazia uma ideia totalmente diferente do que encontraria por lá. É uma cidade muito carregada de história, porém encantadora. Além disso, a comida é boa e tudo é muito barato.

Ainda estou devendo alguns posts sobre a Polônia aqui no blog, principalmente contando sobre a visita ao campo de concentração Auschwitz-Birkenau, mas já estou terminando e em breve posto por aqui.

Enfim, conhecer NY foi a realização de um sonho, renovar o amor pelo Rio de Janeiro é sempre maravilhoso e a Alemanha superou minhas expectativas, mas nenhuma dessas viagens foram as melhores porque eu acabei encontrando exatamente o que eu procurava e, para mim, o que faz de uma viagem mais do que especial é me surpreender com ela.

La Alondra, o melhor hotel que já fiquei

Não tenho dúvida, o La Alondra é o melhor hotel que já me hospedei na vida. Assim como em Santa Fé, estava difícil achar opções de hospedagem econômicas e decentes em Corrientes. A cidade é pequena e pelo jeito não recebe muitos turistas. Enquanto procurávamos, encontramos o La Alondra, que não tinha cara de econômico, mas com certeza era decente.

O site mostra bem o hotel, um casarão antigo com apenas 8 quartos, tudo exclusivo. Como quem não quer nada, mandamos e-mail pedindo cotação para uma noite, mas sabíamos que seria muito caro e não daria.

Chegou o e-mail, e junto dele a surpresa: para duas pessoas a diária custava cerca de R$ 300. Oi? É isso mesmo? Era um preço bem praticável, afinal o hotel é 5 estrelas. Para a última noite na Argentina, vali a pena pagar pelo conforto do lugar. Topamos na hora!

la alondra

O La Alondra é bem difícil de achar, mesmo ficando na via principal da cidade. Toda a frente é coberta por árvores e é preciso atenção para encontrar. Basicamente por eliminação da numeração das casas ao lado, hehe.

O hotel tem estacionamento incluso e é o portão grande logo ao lado da entrada. Na verdade toda a casa nem aparece de fora. A entrada é coberta por árvores e o estacionamento é um grande galpão. Ninguém diz que tem um hotel 5 estrelas ali.

la alondra

O casarão é maravilhoso, todo com decoração meio vintage meio moderna (sim é uma mistura), com móveis enormes e tudo muito aconchegante, detalhado e harmonioso.

O quarto é demais, enorme. O banheiro é pequeno porém bom, tudo com muito bom gosto, e o quarto tem tudo, é super completo. Fiz um vídeo do quarto, olha só:

Agora a cama. QUE-CAMA! A melhor cama que já deitei na vida e certamente a cama que quero na minha casa. Macia, aconchegante, grande. Deu pra relaxar bem nela. (e vontade de nunca mais sair dali)

la alondra

O restaurante do hotel é muito gostoso também. Logo que chegamos fomos almoçar, e resolvemos comer ali mesmo porque já eram 15h e estávamos famintos. Não é muito barato, mas a comida é boa e o atendimento perfeito. Pegamos um combo principal + sobremesa + bebida.

la alondraEsse sorvete de morango, olha… o melhor que já tomei, com pedaços da fruta

O café da manhã não tem zilhões de opções, mas são poucas e boas. Ponto pra mini chaleira que amei e quero muito uma, hehe.

la alondra

Tudo delicioso e aprovadíssimo! E pra completar, tem a piscina que no calor é uma mão na roda.

la alondra

Nossa estadia lá foi perfeita e recomendo fortemente o La Alondra pra quem passar por Corrientes. Experiência única com preço bem adequado para bolsos brasileiros. O hotel fica na Av. 3 de Abril, 827.

Vídeo de sábado: Cores do Egito

Já devo ter falado várias vezes por aqui o quanto tenho vontade de conhecer não só o Egito, mas os países árabes de maneira geral porque a cultura deles me desperta muita curiosidade.

Para esse sábado, escolhi um vídeo sobre o Egito que não é dos melhores que já vi, mas que gostei porque deu um destaque para as pessoas e eu adoro quando mostram as pessoas nos vídeos.

Mesmo depois de ter descoberto que as pirâmides são praticamente no meio da cidade, meu sonho de conhecer o Egito ainda permanece, mas enquanto não posso ir, o jeito é ficar matando a curiosidade com os vídeos mesmo. Hahaha

Colours of Egypt from Color Lounge – Cedric Riveau on Vimeo.

Hostal Santa Fé de La Vera Cruz

hostal santa feFoi difícil encontrar hotéis em algumas cidades que visitamos nessa viagem, e Santa Fé foi uma delas. Não que a cidade não tenha opções, mas tem poucas que estão na internet e também o custo x benefício ali não estava tão bom. Veja, pra quem pagou R$ 300 num 5 estrelas top, pagar quase isso em um sei lá quantas estrelas mediano… é muito.

O Hostal Santa Fé de La Vera Cruz foi o caso. Das opções que encontramos na internet, ele era o melhor, mais central e com preço que posso dizer “tá, beleza então”.

Ele era bem localizado, bem central na rua comercial da cidade, essas só de pedestres assim. Tem estacionamento incluso com entrada na rua de trás, wifi e café da manhã incluso.

O prédio é bem antigo, todo marrom e eu diria que precisa de uma revitalizada. Achei muito escuro e o carpete estava demais de passado. O que mais me incomodou mesmo foi o ar condicionado, que era ligado em uma única central, geral em todos os quartos, ou seja, estava nevando dentro do quarto e não dava pra mudar a temperatura. Dormimos de cobertor, era o único jeito.

hostal santa fé de la vera cruz

Ah, uma coisa que também não curti foi que pedi quarto de casal. Logo, imagina-se que seja um quarto com cama de casal. Chegando lá tinham duas camas de solteiro. Falei pro recepcionista e ele disse que todos os quartos disponíveis eram assim. Peraí, a cidade não é tão turística e cheia assim pra um hotel desse tamanho estar cheio. Sem contar que fiz a reserva com bastante antecedência. Não aprovei isso, mas também não ia criar caso com o atendente.

Fizemos uma mudança no quarto e juntamos as duas camas, já que eles não conseguem fazer isso.

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No fim das contas foi 50/50 o score dessa escolha. Era um bom local e tinham as coisas inclusas, mas essa história da cama de solteiro e esse ar condicionado fizeram minha avaliação cair. Não tem muitas opções de estadia econômica na cidade, acho que ela não está preparada pra receber turistas apesar de ser muito bonitinha e merecer uma visita. Todas as outras opções eram caríssimas – mais do que essa – e não era o momento de pagar tão caro ou eram mais afastadas.

Fica dica aqui então pra quem quer ficar um dia na cidade e gastando pouco. Se quiser algo melhorzinho, vai ter que desembolsar um pouco mais inevitavelmente.

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