Vídeo de sábado: Paris, cidade silenciosa

Eu já fiz uma polêmica aqui no blog quando falei que não gostava de Paris. Foram motivos pessoais, uma experiência que não deu certo, mas mesmo assim não posso negar que a cidade é super bonita. O vídeo de hoje está aqui para provar isso. Um vídeo silencioso, só com as belas imagens de uma romântica e histórica Paris.

The Quiet City: Winter in Paris from Andrew Julian on Vimeo.

A grande dúvida é: será que volto a Paris para tirar essa má impressão algum dia!? Tomara que um dia dê, porque né, não posso ser a única a não gostar de Paris! =D

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18
mai
2013
Eur: a parte sul de Roma

Semana passada falei aqui no blog sobre um passeio na parte norte de Roma. Pois hoje vamos sair do centro histórico e atravessar até o sul da cidade, conhecido como EUR e normalmente esquecido pelos turistas.

Saí da estação Termini e peguei o metrô direto para a parte mais sul (quase última parada) da linha azul de metrô, a Eur Magliana. Comprei um bilhete diário que custa 6 euros, e aproveitei ao máximo. Desci de parada em parada, só vendo os pontos principais e não cansando tanto por andar demais. Na realidade, essa parte é bem diferente do que conhecemos de Roma, não tem aquele caos típico, mil e um prédios milenares, nem ruas pequenas e nem muita coisa pra ver como no centro. Na minha opinião, essa é a parte mais “América” de lá. Mas vamos ao que interessa, o que ver na parte sul?

Antes de mais nada, deixa eu explicar essa região chamada Eur. A área não é turística, ela é residencial e comercial, por isso não verá muitos turistas perambulando por ali. Foi escolhida em 1930 por Mussolini. A ideia era celebrar o início dos 20 anos do facismo. As letras EUR significam “Esposizione Universale Roma”. Além disso, a ideia serviria para expandir a cidade e tornar-se um novo centro da cidade.

Infelizmente, por causa da II Guerra Mundial, a feira nunca saiu do papel, porém o nome pegou e permanece até hoje. A maior parte da região é do Ministro da Economia e do Município de Roma.

Coliseu Quadrado

Essa é a primeira parada mais pra baixo da cidade. Logo que sair do metrô, já verá um prédio bem quadradão, da época fascista de Mussolini. O nome de verdade é Palazzo della Civilta Italiana ou Palazzo del Lavoro, mas pode chamar Coliseu Quadrado mesmo, até porque italiano adora tirar um sarro das coisas.

O palácio foi construído em 1938 pelos arquitetos Giovanni Guerrini, Ernesto Bruno La Padula e Mario Romano. A construção terminou apenas em 1940 e é ainda considerada uma das mais representativas obras do fascismo.

Basilica dei Santi Pietro e Paolo

Aproveitando que está ali, é tranquilo caminhar até a Basilica dei Santi Pietro e Paolo… por que claro, estamos em Roma, e mesmo que seja na parte sul mais moderna, tem igreja pra visitar também.

Infelizmente, quando fui estava fechada e não pude conhecer por dentro, mas por fora achei muito bonita, extremamente bem cuidada, tudo muito calmo, limpo, claro… completamente diferente do caos do centro histórico. Ali só tinha eu de turista! Foi até estranho.

Como a igreja fica no ponto mais alto do bairro, a vista é bem bacana, e logo em frente tem uma escadaria e um caminho bonito até a rua movimentada lá embaixo.

Assim como o Coliseu Quadrado, a construção começou em meados de 1939, e por causa da II Guerra Mundial, tiveram que parar por um tempo. Até porque a área foi bombardeada e isso abalou um pouco a estrutura do prédio. Voltaram a construí-la em 1953 para terminar em 1955. Ainda levaram mais 11 anos para ser consagrada como Basílica, em 1966.

Basilica di San Paolo

Tá, mais uma Basílica, mas essa é, na minha opinião, indispensável. Mesmo que você não faça o breve tour por EUR, vale a pena pegar o metrô e parar ali. A Basílica é enorme, lindíssima e a melhor parte: vazia! Tem alguns turistas sim, mas nem se compara ao tumulto de San Pietro e outras igrejas no centro.

Confesso que nunca tinha ouvido falar dessa igreja, e me surpreendi muito quando cheguei ali. Essa é uma das quatro basílicas papais de Roma, e a segunda maior (perdendo para San Pietro, claro) da cidade.

Essa você talvez precise de um mapa para chegar depois de sair do metrô. A parada tem o nome da basílica, mas uma das saídas te leva para a parte de trás dela, e é interessante entrar pelo lado certo. A Basílica fica na Via Ostiense, e é fácil chegar mesmo se você se perder um pouquinho.

Ali onde foi construída a Basílica, (dizem), é onde o apóstolo Paulo foi sepultado e o túmulo do santo se encontra debaixo do altar maior. Por isso ao longo dos séculos, houveram muitas peregrinações até lá.

Ela é do século IV e passou por reconstruções no século XIX. Em 1980 foi considerada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. O título é mais do que merecido, pois é tudo muito MUITO lindo lá. O teto é um absurdo, as pinturas por dentro são incríveis e as da parte de fora perto da porta e no teto de entrada são mais ainda. Tudo ali é imponente, tudo merece atenção, do chão ao teto.

Ponte da Música

Se pegar novamente o metrô, desça na próxima parada, Garbatella. O bairro não tem nada demais também, é bem americano com ruas mais largas e menos bagunça, mas tem ganhado algum destaque pelos italianos. Aqui o bacana é sair do metrô e ver a bela Ponte da Música, que até me lembrou bastante a ponte Las Mujeres em Buenos Aires.

Esse projeto é super moderno, está funcionando desde 2011 e atravessa o rio Tevere entre o quarteirão Della Vittoria e o Flaminio. No começo o projeto era apenas para pedestres e bicicletas, mas teve que ser adaptado para carros e meios públicos.

Para o projeto, foi realizado um concurso internacional e o estúdio inglês Buro Happold. A ponte é relativamente pequena, mas muito bonita. Como não paga nada para vê-la, e tem uma estação de metrô logo ali, vale a pena fazer uma breve parada e conhecer.

Todo essa trajeto é possível fazer a pé se você estiver afim de fazer exercício, passear por uma região bem diferente do normal de Roma e tiver tempo. É tudo bastante perto, como toda cidade italiana. Dá para reservar a manhã para esse tour e terminar com um almoço em Garbatella.

A parte norte de Roma
B&B em Roma
À Milanesa – parte III
Roma
16
mai
2013
Curitiblogando: Sorveteria Cold Stone

A inauguração na primeira franquia da sorveteria Cold Stone no Brasil causou um frenesi em Curitiba. Filas enormes e horas de espera pelo sorvete. Eu mesma estive duas vezes no local antes da visita com o Curitiblogando e acabei voltando sem experimentar o tal sorvete.

cold stone sorveteria(Foto: Flashes de Viagem)

Mas o que faz dessa sorveteria tão especial? Primeiramente, a novidade. Não há como negar que uma franquia desse porte chegando por aqui desperta o interesse de todo mundo, mas, além disso, a Cold Stone apresenta muitos diferenciais que tenho certeza que vão fazer com que ela realmente caia no gosto dos curitibanos.

O principal fator que conta para mim e para grande parte dos curitibanos é a qualidade. Curitibano adora comer bem, seja na barraquinha de cachorro quente com ingredientes diferenciados ou no melhor restaurante da cidade. A Cold Stone é muito forte nesse ponto, pois seus sorvetes foram classificados como Super Premium pelo Food and Drug Administration, órgão responsável pelo controle de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos.

Para a minha sorte, no dia que fomos à sorveteria, estava um pouco frio e garoando, o que fez com que nos livrássemos das enormes filas. Talvez eu esteja um pouco fora das estatísticas, mas eu prefiro comer um sorvete desse tipo em dias não tão quentes. Para mim, em dias quentes o bom mesmo é um picolé bem simples e bem gelado. É que eu acho que esse tipo de sorvete não é para refrescar, é para saborear mesmo, então não me importo se estiver frio.

Mal entramos na sorveteria e já notei outro diferencial: a equipe canta e faz brincadeiras enquanto prepara os sorvetes. É super animado e tem até algumas brincadeiras que eles fazem com o cliente, tipo arremessar o sorvete enquanto a pessoa tenta pegar no ar. Divertido, mas eu não arriscaria brincar disso nos dias de frio. Por sorte (ou boa mira) a cliente que foi atendida um pouco antes de nós conseguiu pegar o sorvete.

A Cold Stone leva esse nome porque os ingredientes que você escolhe para acompanhar o sorvete são misturados à massa em uma pedra bem gelada, para que o sorvete não derreta durante o procedimento.

E por falar em ingredientes, a variedade é tanta que se eu já fiquei com a maior preguiça de ler as opções prontas, imagina então montar meu próprio sorvete?!

Pedi dica para o pessoal que já conhecia e me indicaram o strawberry banana rendezvous, com sorvete de morango, banana, morango, farofa de biscoito e gotas de chocolate branco. Sabia que ia gostar e realmente era muito bom, mas os morangos estavam congelados. Uma pena, pois adoro a combinação de morango e banana, mas tive que separar todos os morangos na hora de comer. Talvez isso tenha acontecido porque estava mais frio aquele dia, mas de qualquer forma recomendo verificar se os morangos não estão congelados antes de pedir.

Outra coisa SUPER importante: escolham a casquinha com chocolate decorada com chocolate granulado. Juro pra vocês que se eu soubesse que a casquinha era tão boa eu teria comido menos sorvete porque não dei conta de comer tudo e tive que jogar metade da minha casquinha fora com muita dor no coração.

A Cold Stone Creamery fica na Alameda Augusto Stellfeld, 1580 no bairro Bigorrilho e funciona diariamente das 11h às 22h.

CuritiblogandoOs passeios e degustações do Curitiblogando foram cortesias das empresas e parceiros.

Participaram da 1º edição do Curitiblogando, que ocorreu entre 28 e 31 de março de 2013:

Anna Martinelli e Mariana Fachin (Finestrino), Marcos Coqs e Amanda Malucelli (Viajão), Carol Moreno (Mochilão Trips), Beta Rodrigues e Dea Sales (Férias de Mochila), Robson Franzói (Um Viajante), Natasha Schiebel e João Guilherme Brotto (Pra Ver em Londres) , Simone Jung e Hiroshi Homma (Flashes de Viagem), Leidinara Batista (Férias Now), Fernanda Souza (Preciso Viajar), Jr Caimi (TipTrip Viagens).

Blogueiras convidadas: Erika Marques (Outros Ares) e Renata Campos (Revivendo Viagens).

A organização das atividades do primeiro encontro dos blogueiros contou com os seguintes parceiros: CCVB – Curitiba Convention Visitors BureauPG1 Comunicação e AssessoriaIEME ComunicaçãoHome City Home,  Vacanze Viaggio. Também tivemos como colaboradores: Forneria CopacabanaRestaurante MadalossoCold StoneSerra Verde ExpressDuc ClubBazar Doce Pâtisserie Cervejaria Devassa.

Agradecemos às empresas pelo apoio e por receberem nosso grupo.

Lançamento do Curitiblogando na Forneria Copac...
Sorveteria do Gaúcho
Sorveteria Freddo
15
mai
2013
Chocolates Ghirardelli

Sei que demorei bastante para escrever um post delicioso como este, mas ele enfim chegou. Enfim vou falar da marca de chocolates queridinha de São Francisco, a Ghirardelli. Ok, você encontra os chocolates deles em vários lugares nos EUA (principalmente na Califórnia) e em alguns free shops de aeroporto, mas não tem nada como ir direto à fonte, entrar em lojas enormes só da marca Ghirardelli, conhecer diversos produtos e conhecer o prédio histórico, antiga fábrica da marca.

Chocolate, iei!

Quando cheguei em São Francisco, já conhecia a marca Ghirardelli, já sabia o quão bom era e que era uma top marca da região. Vou contar um pouquinho sobre a história deles aqui antes de falar do chocolate e das lojas. A marca é super tradicional, e hoje em dia é uma divisão da suíça Lindt. Ela foi fundada pelo italiano Domenico Ghirardelli que depois de trabalhar um tempo na América do Sul, mudou-se para a Califórnia. Em 1852 ela virou a grande empresa que é, sendo a 2a maior fábrica de chocolates dos EUA (perde só para a Baker’s Chocolate).

Domenico começou a trabalhar com chocolate desde pequeno, lá na Itália mesmo. Ele era aprendiz de um “chocolateiro”, e com 20 anos pegou um navio até o Uruguai para trabalhar em outra fábrica de chocolates. Depois do Uruguai, mudou-se para Lima e abriu sua própria loja. Nove anos depois, um vizinho de Domenico foi para São Francisco e levou com ele uma quantidade de chocolates Ghirardelli para tentar vender por lá. É apenas dois anos depois disso que Domenico resolve muar para a Califórnia também, e abriu uma loja de confeitos e afins para fabricantes menores na cidade de Stockton. Mais tarde abriu uma lojinha na Broadway esquina com Battery, em SanFran, sua primeira loja na cidade.

Tudo indo bem para a família Ghirardelli, até que um incêndio em 1851 destruiu sua empresa. Domenico não desistiu e abriu mais algumas lojas pela cidade, e podia assim mandar dinheiro para sua família que ainda morava no Peru. No ano seguinte, ele finalmente conseguiu se estabelecer com o nome “D. Ghirardelli & Co” e o negócio deu certo, nunca mais parou de crescer.

Em 1965 a cidade de São Francisco declarou a “Ghirardelli Square” (porque é uma quadra cheia de prédios deles) como um ponto oficial da cidade.

A fábrica não fica mais lá, agora fica em San Leandro, também na Califórnia. Porém todos os prédios históricos ainda estão lá na Ghirardelli Square, e tem muitas lojas pela cidade. É fácil achar chocolates deles, e vale a pena experimentar de tudo.

Os mais famosos e conhecidos são esses em formato quadrado e bem fino. Dá para comprar separado ou em pacotes (vários tamanhos e tipos, sortidos ou não). São vários sabores, e sempre que lançam algo novo, oferecem gratuitamente na loja para que possamos experimentar. Quando fui pra lá, estavam lançando um que era de canela, e sempre ganhava toneladas desse chocolate. Uma delícia!!

Outro sabor muito bom desses quadradinhos é o de caramelo. Por dentro tem o caramelo em forma de creme, é sensacional. Só cuidado pra não quebrar o quadrado na mala ou deixar derreter, porque vaza tudo e fica uma meleca! Esse produto chama-se “squares”, de quadrado mesmo. Mas nem se preocupe em ter que procurar/perguntar, você vai vê-los por tudo mesmo:

Nas lojas oficiais você encontra muita opção e embalagens lindas. Tem opções simples de comprar bombom separado, e tem as latinhas em formato de bondinho da cidade. Tudo muito lindo e caprichado. É difícil escolher o que levar. Os “squares” tem várias opções de porções, e os preços variam entre U$ 15 e U$ 175.

Além disso, eles tem sorvetes, cafés e chocolate quente com várias misturas de sabor. A marca não é a mais barata não. Toda essa história, sabor e cuidado tem um preço. Ok, não se assuste, não custam R$ 1000, mas são um pouco mais caros que chocolate de banquinha. Vale muito a pena experimentar e conhecer o prédio histórico!

Nos cafés tem bastante coisa boa para o café da manhã ou só para uma boquinha a tarde. O croissant é super recheado, e o cookie é incrível. Recomendo uma parada para aquecer com um cafézinho ou chocolate quente + quitute.

Como eles tem muitas lojas, é mais fácil eu deixar aqui o link direto com todas as lojas. O mais delicioso é que tem outlet de fábrica!! A maior parte das lojas e outlets ficam na Califórnia mesmo, mas tem um gostinho na Flórida e em Chicago também. Confira os endereços aqui.

 

Chocolates Ghirardelli
Chocolates do #BlogturFoz
ไทยช็อคโกแลต = chocolat...
Chocolates Londres
13
mai
2013
Quartiere Coppedè

A semana foi romana hoje! Comecei falando sobre a Not For Tourist Rome, depois fui pro tour que fiz com eles na parte norte da cidade, na sequência falei do almoço e do gelato típico que tomamos durante o passeio e hoje, por último, quero falar melhor sobre o Quartiere Coppedè. Eu comentei no post do tour, mas o lugar é tão particular que não dava pra ficar só em 2 parágrafos. Precisei abrir um post só de lá para mostrar pra vocês a maluquice do quarteirão.

Essa quadra especial fica no bairro Trieste, entre a Piazza Buenos Aires e a Via Tagliamento. Não tem um metrô que leve exatamente ao ponto, até porque Roma tem poucas linhas e paradas. Você pode caminhar ou buscar algum tram que pare ali perto.

O complexo abrange 18 prédios grandes e 27 menores ao redor da Piazza Mincio. Essa praça tem uma fonte de 1924, e claro, com nome maluco igual todo o resto: Fontana delle Rane. Sim, sim, fonte das rãs é o nome. Nela tem várias esculturas de rãs menores.

O Quartiere Coppedè surgiu de uma ideia de 1915 para criar uma área habitacional perto da Piazza Buenos Aires. O projeto foi criado pelo arquiteto Gino Coppedè (daí o nome) e teve início efetivamente em 1916, de tantos problemas legais que tiveram no caminho, além da liberação do espaço e acordo entre quem estava financiando. Em 1921 eles terminaram o Palazzo degli Ambasciatori e o resto? O resto ficou em aberto, pois Coppedè faleceu em 1927 sem finalizar tudo! Quem tomou frente na construção foi o arquiteto Paolo Emilio André.

Mas não vou parar de contar a história aqui, vamos falar da arquitetura maluca logo. Os patrocinadores do projeto pediram que Coppedè desse um ar bem romano ao local… e bem, foi isso que ele fez. Coppedè usou a Roma Antiga ao quadros principais, deu um ar de Roma Imperial à alguns detalhes e ainda fez um arco de entrada que relembra os Archi di Tronfo, do Foro Romano. Miscelânea total.

Dentro do Palazzo degli Ambasciatori, tem detalhes em barro esmaltado, pisos de madeira e mosaicos que lembram aqueles de Pompéia para a parte dos banheiros. De um lado vemos partes bem clássicas e antigas, de outro vemos cores fortes e desenhos coloridos, lustres chiques e sabe que vi até esculturas de abelhas gigantes na lateral do prédio de entrada!? Sério!

Falando na entrada, são dois prédios ligados por um grande arco. Um pouco antes desse arco, você encontrará uma escultura de Madonna con Bambino em uma edícula. Esse lustre que mencionei é de ferro e a decoração do teto ali é toda com elementos arquitetônicos diversos, sem ordem específica, sem simetria. Só desenhos espalhados em um teto trabalhado.

Não para por aí. Em um dos prédios, o que tem número 2, é uma representação de uma cenografia do filme Cabiria, de 1914.

Mas o que eu mais gosto mesmo, é uma casa que, de um lado tem arquitetura e referências arquitetônicas de Firenze; do outro lado o tema é Veneza e tem até o Leão da Piazza San Marco.

Ah e siiiim, tem um palácio chamado de aranha, e ali tem uma homenagem ao trabalho com uma escultura de um cavaleiro e embaixo a palavra “trabalho”. Esse palácio tem esse nome pela decoração logo em cima da porta de entrada. É esse aqui abaixo:

Ainda outra curiosidade: a Embaixada Sulafricana e a Embaixada Boliviana ficam ali no Quartiere Coppedè. Lugar em inusitado para isso não é?

Esse post está meio sem pé nem cabeça, uma coisa não liga na outra, mas não posso fazer nada, o lugar é todo maluco mesmo!

A parte norte de Roma
10
mai
2013
Almoço e gelato romano

Ontem falei aqui no blog do passeio que fiz na parte norte de Roma acompanhada de um guia particular, habitante local. É a melhor forma de conhecer bem uma cidade, saber onde é bom e onde não é bom de ir e aprender melhor sobre o lugar que estamos visitando. Como o passeio durou 8h, tivemos que fazer a parada do almoço e claro, a parada obrigatória para tomar um gelato, até porque estava muito quente e o dia pedia um sorvetinho.

Para o almoço fomos em um lugar pertinho da Piazza del Popolo, na parte de trás dela, passando a porta de entrada. Lugar pequeno e bem simples, porém o único que ainda é 100% romano. O restô chama-se All’Orsetto e fica na Via Flaminia, 14.

Como falei, ele é pequeno e muito simples, tem poucas mesas mas bom preço, além de comida típica. O cardápio é feio, não conquista, a coisa é que tem pratos com ostra, camarão e uma massa bem gostosa.

Eu pedi um Tagliatelle bolonhesa, mais básico impossível. O prato é bem servido e junto com a bebida, paguei 12 euros.

A parada da tarde foi também em uma sorveteria longe de turistas e melhor, é um daqueles achados da cidade, que o sorvete vale a pena de verdade e não só porque fica de frente pra Fontana di Trevi. A gelateria chama-se Mamma, Gelato! e é uma gracinha, toda roxinha e bem cuidada. Lá você encontra macarons também, no teto inclusive!

A loja é pequena e tem dois funcionários: o caixa e a menina que serve os sorvetes, toda estilosa. O sorvete é baratíssimo, 1,50 euros para duas bolas bem fartas na casquinha. Eles ainda colocam uma bolacha e um pedaço de amendoim caramelizado. Detalhes que misturados com o sorvete ficam ainda mais gostosos. É ou não é muito bem servido? Ainda dá para escolher se quer colocar chocolate por dentro da casquinha, como aquele da Cioccolati Italiani de Milão que falei semana passada.

Na parte de fora tem uma tabela com a composição dos sorvetes, assim se tiver intolerância a algum produto, já sabe qual não escolher!

A gelateria fica na Via Alessandria 158, e tem página no Facebook pra quem quiser saber mais sobre. Ah sim, é tudo tudinho artesanal.

Copacabana Palace, almoço de luxo
09
mai
2013
A parte norte de Roma

Essa semana falei que encontrei uma empresa em Roma que faz passeios turísticos diferenciados, a Not For Tourist Rome. Foi um encontro ao acaso e que deu muito certo. Como já conhecia toda a parte básica da cidade, eles me sugeriram dar uma volta pela área norte de Roma, lugar que nunca tinha ido… e pior, nunca tinha visto no mapa.

Não que eu seja cega nem nada, é que essa parte nem aparece nos mapinhas comuns, é preciso comprar um especial para isso. Lá para cima o transporte é mais com ônibus e trams, quase nada de metrô. Para começar, pegamos a linha vermelha e fomos até a parada Flaminio. Não é tão afastada assim, mas já é toda outra vibe.

Foro Romano

Essas partes mais periféricas tem muito da arquitetura fascista de Mussolini, parece outra cidade mesmo. Lá em cima caminhamos até o Estádio Olímpico. Antigamente, em 1937, o estádio era chamado de Estádio dos Ciprestes e foi projetado como um projeto de cidade esporte. Na época de Mussolini, o local recebia seu nome. Após a guerra mudou para Foro Italico. Sua construção começou em 1928 e acabou em 37. A área compreende o estádio, o Statio dei Marmi e Stati del Nuoto.

A entrada é incrível, tem muita arte e história, e dá pra ver em todo o chão de mármore, os desenhos fascistas de Mussolini. É muito lindo, mas já está com algumas peças quebradas, afinal, é por ali que as pessoas entram ainda.

Essa parte mais antiga com as estátuas fica para o lado de fora do estádio em si. Ali é a parte de atletismo e com certeza se for visitar a região, verá vários atletas treinando ali. Cada escultura tem uns muitos metros. Não sei com precisão quantos, mas são bem uns 10m. São enormes e muito lindas, todas muito musculosas.

Auditorium

De lá seguimos a pé pela região, passeamos pelas ruas que tem mais cara de América e chegamos ao Auditorium Parco della Musica, o auditório da cidade. A construção é super moderna também e foi inaugurado em 2002. A obra é de Renzo Piano, tem 55 mil m2 e a parte de cima é como a do Vaticano, de chumbo. O legal é que esse teto pode abrir, e fica bem legal.

Lá dentro ainda tem um pequeno museu com arte antiga romana, claro! São materiais que acharam durante escavações. Não é muito grande, mas a entrada é gratuita. Para fazer o tour dentro do auditório, é preciso marcar a visita guiada.

Museu Maxxi

Antes de irmos almoçar, fizemos uma breve parada no museu Maxxi, ultra moderno! Lá as exposições são de obras do século XXI e confesso que achei o local meio frio e não muito acolhedor. Tudo muito cinza/branco, uma vibe totalmente diferente da cidade lá fora. Aqui não cheguei a ver as expos, não estava muito afim de ficar dentro de museu. O ingresso inteiro custa 11 euros e você pode comprar o bilhete online no site do museu se quiser.

De lá partimos mais para o centro histórico de Roma e fomos almoçar atrás da Piazza del Popolo, em um restaurante só de romanos. Amanhã falo dele, porque senão esse post não acabará nunca mais!!

Villa Borghese

Na sequência visitamos a Villa Borghese, que você pode visitar descendo na parada Spagna da linha vermelha do metrô. Nós somos saudáveis e fomos caminhando até lá. O parque fica lá em cima, atrás daquelas escadarias da Piazza Spagna (ou também chegando pelas escadarias da Piazza del Popolo e outras 7 entradas!) e é enorme. Quem não sobe até lá, nem imagina todo o verde que tem, e melhor a vista incrível da cidade:

A Villa Borghese é o terceiro maior parque público de Roma e é perfeito para passar um dia de sol. A área era da família Borghese desde 1580 e foi aumentando com o passar dos anos, pois os terrenos vizinhos começaram a ser comprados pelo cardeal Scipione Borghese com intuito de fazer daquele, o maior parque da Roma antiga. A Villa foi completada em 1633 e em 1766 o príncipe Marcantonio IV Colonna começou a fazer algumas intervenções e modificações ali.

Em 1901 o parque foi comprado pelo Estado e cedido à comunidade em 1903 para enfim tornar-se um parque público. O preço? Atualmente seria como 10 milhões de euros!! Tem muita coisa pra ver lá, dá pra passar o dia todo só ali.

Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Accademia Egitto

Se sair pelo outro lado do parque, você dá de cara com a Galleria Nazionale d’Arte Moderna que fica ao lado de uma Universidade e sua enorme biblioteca. Logo em frente tem a Accademia Egitto. Se o dia não estiver muito bonito, pode fazer um tour por estes museus, são todos um perto do outro.

Quartiere Coppede

Como eu não tinha o dia todo, precisei seguir em frente. Uma parada que até não estava programada mas é obrigatória, o Quartiere Coppedè. É uma quadra inteira com casas muito malucas. Construções de todos os tipos e prédios extremamente inusitados. Esse lugar merece um post próprio porque é muito particular. Não perde de ler mais sobre ele na sexta feira agora. Nunca vi uma quadra tão maluca na vida!

Próxima parada: gelato!! Eba! Fomos em um local típico também e conto amanhã no post de comidas do tour norte de Roma.

Villa Torlonia

Do gelato passamos para outro parque, a Villa Torlonia no bairro Nomentano. O parque é do século 17 e da família Pamphilj. O local foi comprado pela família Colonna em 1760 e continuou sendo uma sede de cultivo agrícola, para apenas em 1806 começarem a construir prédios neoclássicos.

A coisa mais bizarra é que depois de anos de gente cultivando e construindo ali, só em 1919 é que descobriram um cemitério hebraico embaixo do terreno. Detalhes de Roma, hehe. Pra fechar um pouco da história do Torlonia, nos anos 20, o dono Giovanni Torlonia Jr., oferece a casa principal como residência de Mussolini. Na verdade ele não cedeu, ele alugou o prédio com um valor anual simbólico de 1 lira. Mussolini e Giovanni construíram refúgios de bombardeamento nas tumbas hebraicas do 3º e 4º século que estavam embaixo da Villa. Vê se pode!

O parque foi comprado pela Comune di Roma apenas em 1978, para então virar parque público.

Quirinale

Para fechar o passeio, fomos até o Quirinale, perto da Piazza Barberini. Essa é a residência oficial do Presidente Italiano, e foi construído em 1583. É um prédio com grande importância política e artística pois ali trabalharam grandes artistas italianos como Pietro da Cortona, Domenico Fontana, Alessandro Specchi, Ferdinando Fuga, Carlo Maderno, Giovanni Paolo Pannini e Guido Reni.

Lá de cima dá para ter uma vista da cidade também, mas não tão bonita quanto a vista de Villa Borghese. Seguindo dali você pode descer em direção à Piazza Barberini com a fonte de mesmo nome. Aí você já está no centro novamente e pode pegar a linha de metrô vermelha para seguir adiante.

E aí, gostaram da parte norte de Roma? Bem diferente da parte mais conhecida no miolo né? Fica aqui uma sugestão de passeio bem completo, com história, parques, museus… E sim, prepare-se para andar bastante!

Vídeo de Sábado: Roma, a cidade eterna(mente ...
B&B em Roma
Roteiro: Milão-Paris-Amsterdam-Roma-Bologna-Ve...
Roma
08
mai
2013
Not For Tourist Rome

Há algum tempo atrás, não sei bem como nem quando, mas conheci uma empresa chamada Not For Tourist Rome. Na verdade recebi um e-mail deles e agora nessa última viagem pude conhecê-los pessoalmente e aproveitar para usar o serviço que eles oferecem.

A empresa foi criada por amigos, não necessariamente turismólogos, mas sim pessoas que se davam bem, gostavam de Roma e sabiam que a cidade tinha muito mais a oferecer do que apenas o circuito super turístico coliseu-vaticano-fontanaditrevi. O objetivo da empresa é oferecer e criar roteiros diferentes e inusitados. Eles tem algumas sugestões prontas no site, mas se quiser pode ir até eles e montar algo especialmente para você, que foi mais ou menos o que aconteceu comigo.

No site deles dá pra ter uma boa ideia do que tem pra fazer. Além de passeios diferentes pela cidade como norte, sul, passeios temáticos tipo cinema, arquitetura, esporte, ainda tem opções saindo um pouco da cidade e conhecendo um pouco das regiões vizinhas. Pena que não tinha muito tempo na cidade, senão faria algum desses mais pra fora de Roma também.

O escritório da NFTR fica bem próximo da estação central Termini, na Via Principe Amedeo, 221 e é super fácil chegar ali. O pessoal é muito gente boa, aquela coisa bem gente-como-a-gente, e logo que cheguei em Roma fui pra lá encontrá-los para almoçar e então resolver meu roteiro para a semana.

Eu já conhecia Roma, e nessa viagem queria mesmo fazer algo diferente, então foi ótimo ter entrado em contato com a Not For Tourist Rome. O Marco, um dos fundadores da empresa, foi super querido e montou, junto com um amigo dele, um roteiro pela parte norte da cidade. No mapinha que pegamos nos pontos turísticos nem aparece toda essa parte, porque de fato é bastante fora do circuito turístico clássico, para conseguir ver e se localizar, tem que comprar um mapa especial.

O guia escolhido para fazer o meu passeio foi o Pietro, um italiano que sabe muito de arquitetura e história de Roma, fala inglês e italiano e é super simpático. O passeio era particular e com 6h de duração, o que foi ótimo porque deu para aprender muito da cidade com ele, conhecer todo um lado novo e tirar toda e qualquer dúvida sobre os pontos do passeio. Esse tour guiado custou 60 euros.

Sim sou turista que não passou protetor solar pra andar 8h no sol e peguei uma cor *bacana*

Na brincadeira, caminhamos muito muito MUITO, e o passeio de 6h virou passeio de 8h, com direito a parada para o gelato típico em uma das melhores sorveterias da cidade (como melhores entenda que não, não era turística, era segredo de romano mesmo) e almoço em um dos poucos restaurantes da cidade com apenas romanos trabalhando.

A princípio o preço pode parecer um pouco caro, mas se for pensar, foram 8h dedicadas ali, particular e os bilhetes de trem/metrô que precisamos usar foram inclusos nesse valor. Achei que valeu muito a pena.

Eu não vou falar do roteiro todo aqui nesse post simples e puramente porque senão vou escrever uma Bíblia aqui… lembrando que foi um passeio de 8 horas de história intensa de Roma! Vou fazer o seguinte, essa semana ainda falo sobre os pontos que conheci com ele, mostrando toda a parte norte da cidade, e ainda vou selecionar alguns pontos para me aprofundar melhor. O que vocês acham?

*Esse post não é patrocinado e eu paguei para fazer o passeio com eles. A Not For Tourist Rome é uma empresa bem bacana mesmo e com propostas de passeios diferentes em Roma. Vale a pena dar uma olhada para conhecer mais do que apenas o básico da cidade.

Ruínas Romanas
Fontana di Trevi
Roma
06
mai
2013
Festas: Casamento Italiano

Até então eu nunca tinha ido em nenhum casamento no exterior, mas depois de tanto viajar, esse dia finalmente chegou e a estréia foi logo com um casamento italiano. Quando morava na Itália, dividia quarto com uma amiga mexicana. Ela conheceu um italiano e estão juntos desde aquela época (5 anos atrás!). A melhor parte dessa história, é que a data que escolheram para a festa coincidia exatamente com minha ida a Milão. Útil ao agradável: pude ir ao casamento da minha antiga colega de quarto!

Quando descobrimos que daria tudo certo e poderia ir, foi só emoção. Nem acreditei que poderia estar lá neste momento com eles.

Bom, a noiva era mexicana e o noivo italiano, da cidade de Bergamo. Eles escolheram casar em Albino, uma cidade coladinha a Bergamo. Para chegar lá partindo de Milão, são 2 trens: um que leva até Bergamo e dura uns 40 minutos, e depois um trenzinho local, que leva uns 30 minutos. Foi uma bela viagem pra ir até a festa, mas valeu a pena.

Casamento italiano é muito diferente dos nossos aqui. Enquanto aqui as festas são feitas geralmente a noite, com cerimônia + festão, lá a festa começa de manhã e vai até a noite. O casamento que fui começava as 11h, em uma sala da comune de Albino para efetivamente realizar a cerimônia.

A sala era uma gracinha, com as paredes cheias de pinturas antigas, muito lindo. Essa parte foi muito rápida, acho que não deu 15 minutos ali.

Depois disso, a festa/comilança começou. Fomos todos para fora para o brinde e aperitivo. Ali muito champagne e o clássico aperitivinho italiano com azeitonas, salgadinhos, batatinha e queijo. Ficamos ali no sol um tempo (estava médio frio, no sol estava ótimo pra esquentar), brindamos o casal e depois fomos para o restaurante da festa.

O lugar escolhido foi um hotel/restaurante, o K2 que fica em cima da montanha. Lá não tem nada, só o hotel e uma bela vista. E sim, estava todo mundo desesperado sem wifi, hehe. Chegando lá em cima mais um brinde e mais um aperitivo com comidas e bebidas feitas no local. Tudo muito gostoso, simples e perfeito para o momento.

Quando liberaram o restaurante, o ambiente ficou super família. Eram 3 mesas enormes (bem italiana mesmo), cada uma com uma família, e a outra com os amigos. Tudo muito íntimo, sem exageros de decoração nem nada, como se fosse um almoção da família mesmo.

Agora vem a maior diferença: MUITA comida. Sabe aquela história do primeiro prato, segundo prato… etc? Típico italiano que todo mundo fala? Aqui é bem assim mesmo. Na mesa tinha um cardápio com os pratos, e como estou acostumada com casamento brasileiro, pensei que eram as opções para escolhermos. Nada disso. Logo veio uma garçonete servindo um risoto. Elas servem, não a gente.

Depois do risoto, uma pausa para o cigarro. Entramos novamente e o prato da vez era uma massa com calabresa deliciosa. Mais uma pausa para o cigarro. Voltamos para o segundo turno de carnes, teve primeiro uma posta com polenta (aqui já estava super cheia de comida) e depois desse prato veio outra carne com batatas, que tive que recusar por falta de espaço no estômago. Terminada a segunda parte, pausa para o cigarro.

Achei que o próximo passo seria comer as sobremesas, mas me enganei. Antes da sobremesa, teve a parte dos queijos e geléias. Tive que arranjar espaço, porque queijo italiano não dá pra dispensar. Voltamos, comemos muito queijo e depois mais uma pausa para o cigarro.

Mais uns minutos aquecendo no sol, e voltamos para a sobremesa. Um absurdo de comida de novo: buffet de tortas. Tinha de tudo, morango, chocolate, avelã, maçã… lindas e deliciosas.

Até aí já eram umas 18h da tarde, e a festa continuava. Depois de arrumarem o salão, começaria a festa propriamente dita, com DJ e tal. Como eu estava em Milão, precisei voltar para conseguir pegar os trens e não fiquei até o final, as 4h da manhã!

Em uma festa dessas dá pra ter uma enorme imersão na cultura italiana. Começa com a forma de servir os pratos, a comida em abundância, as pausas obrigatórias para os cigarros (muitos cigarros!), a alegria, a família e amigos super unidos, os italianos cantando mil e uma musiquinhas para os noivos, brincando um monte o tempo todo.

A festa foi enorme, durou o dia todo e tudo muito família. Tudo muito mais íntimo do que nas festonas que fazemos aqui. Foi uma experiência ótima e nunca comi tanto na minha vida. Adorei participar do casamento, além de estar presente no maior momento da vida dos meus amigos, foi uma festa muito diferente e por que não dizer, cultural também?

Currículo italiano
Vistos: renovação de visto italiano
Festas: Eurochocolate
Festas: noite à milanesa
05
mai
2013
Vídeo de sábado: Oscar, o cachorro viajante

No post de ontem, contei sobre os cachorros de rua em Santiago e, apesar de eu achar que eles são bem cuidados, gordinhos e saudáveis, não tem como não ficar com dó de ver tantos cachorrinhos na rua. Foi pensando justamente nisso que surgiu essa história do Oscar, o cachorro viajante.

oscar cachorro viajante

Oscar foi adotado e embarcou em uma viagem de volta ao mundo com sua dona com o objetivo de alertar o problema dos cães abandonados e incentivar a adoção de cães no mundo todo. Oscar passou por 36 países a aproveitou muitas aventuras pelo mundo.

cachorro viajante

O vídeo de hoje é sobre adoção e sobre a aventura de Oscar em lugares lindos. Ele até saltou de asa delta no Rio de Janeiro, coisa que eu vivo inventando desculpa para não fazer.

Oscar | World Woof Tour from Niceonesteve on Vimeo.

Infelizmente Oscar não está mais entre nós, mas fica a mensagem: não compre, adote!

Se você adotar um cachorro, além de dar um lar a um dog abandonado, ainda sobra mais dinheiro para poder viajar ;)

Mais informações sobre o projeto aqui: http://www.worldwooftour.com/

Vídeo de sábado: 1 ano em NY
Video de sábado: Bali, Je T’Aime!
Video de sábado – aventuras de um cão
Na Áustria, cachorro pode tudo!
04
mai
2013
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