Onde se hospedar em Pucón: Hotel Boutique Casa Establo

Sabe uma cidade que não faltam boas opções? Pucón. No último post contei da nossa experiência no único acampamento de luxo do Chile, o Glamping Pucón, mas também nos hospedamos em um hotel boutique lindimais, o Hotel Boutique Casa Establo!

Eu to numa vibe muito hotel boutique gente, me deixem. Pior que a gente fica nessa coisa de “ai é muito caro”, e nem é! Eu já não tenho muita ânimo pra ficar em hostel, aquela gentarada, aquela zona (sim, sou velha). Agora eu só fico quando tem opção de quarto com banheiro privativo e o preço realmente compensa muito junto com os fatores café da manhã e localização, senão, é hotel mesmo. E claro, é legal economizar, não precisa gastar o olho da cara só pra passar dormindo, mas o fato é que meudeus, como é bom um confortinho depois de passear o dia todo né? Ainda mais em dia de chuva, como foram nossos dias em Pucón.

hotel em pucón

A gente escolheu ficar também 2 dias no Casa Establo, que fica na mesma rua principal que liga Villarica e Pucón, e também que levava ao acampamento de luxo que ficamos antes. Ou seja, hiper fácil, e muito pertinho do centro de Pucón mesmo.

O lugar é como se fosse um estábulo, só que não tem nada a ver com isso, he. É uma casona com cara mais rústica, todos os quartos tem nomes de cavalos vencedores, as chaves são rústicas, a decoração tem cara de fazenda e isso deu uma cara muito gostosa pro lugar todo, sem perder um conforto delicioso.

hotel em pucón

A recepção é fantástica, e se você gosta de cachorro, vai amar o Raco. Você entra e ele já é seu melhor amigo da vida! Pena que não deu pra trazer de souvenir essa fofura:

hotel em pucón“Moça, faz mais carinho que tá pouco”

Os donos são muito simpáticos, e isso é sempre uma coisa legal de ficar em hotéis menores (boutique) porque você consegue ter o contato com o dono do lugar, conversar, saber mais de tudo. É diferente de um hotel de rede, por mais que os atendentes sejam super simpáticos, não é a mesma coisa. O cuidado é completamente outro em lugares menores assim.

hotel en pucon

O quarto e o banheiro são imensos! Nosso quarto tinha visão para o lago, e mesmo com chuva a vista era bonita. Do outro lado os hóspedes tem vista pra piscina e entrada principal. Se puder peça pra ficar no lado de janelas para o lago, acho que é mais bonito. Cama deliciosa, aquecedor, tudo quentinho, chuveiro e toda área de banho ampla, com toalhas para banho e piscina, amenities cheirosíssimos, secador.

hotel em pucon

O café da manhã é muito completo, e com opções naturais. Sucos, iogurtes, frutas, torta típica alemã (Kuchen) da região, pães quentinhos e sim, a companhia do Raco pra um carinho logo no começo do dia, óbvio!

hotel em pucon

Nós chegamos a jantar um dia lá na Casa Establo porque estava muita chuva e rolou uma preguiça de sair. Sá comé, né? Pedimos um sanduba no beirute, tudo feito na hora, fresquinho e delicioso. Bem servido. A refeição ali ficou em torno de 7.500 pesos (cerca de R$ 44) por pessoa com uma cerveja local. Preço ok, igual à todos os restaurantes pelo Chile, quem tá acompanhando os posts já sabe disso.

hotel em pucon

O hotel também tem uma piscina bacana, mas não deu para aproveitarmos de jeito algum! Chuva e mais chuva e frio e mais chuva. Espero que vocês vão no verão (risos, era verão) pra poder aproveitar isso também, hehe.

hotel em pucon

Único quase problema que tivemos: a entrada é uma subida fortíssima, e estávamos sem um carro 4×4 e na chuva. Na primeira subida quase não chegamos, mas depois já pegamos a manhã. Como muita gente usa 4×4 para passear pelos parques e por essa região no Chile, os locais não veem problema nessas ruelas e subidas, mas a gente com carrinho normal deu uma sofrência. Mas deu tudo certo, a gente conseguiu gente! Uhul! =D

hotel em pucon“Continua os carinhos, vai moça”

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Onde se hospedar em Pucón: Glamping Pucón, único acampamento de luxo do Chile

Essa semana saiu o post completo do que fazer em Pucón e região, e como ficamos em 2 hotéis incríveis lá, eu quis separar pra 1.não ficar um post gigantesco e 2.pra poder contar bem de cada um com detalhes que eles merecem.

Tem muita opção de onde se hospedar em Pucón. O primeiro hotel que ficamos foi o Glamping Pucón, que fica no caminho entre Pucón e Caburga. Escolhemos esse lugar porque além de nunca ter ficado em um acampamento de luxo tipo esses africanos, ele é o único nesse estilo no Chile inteiro! Acho que esse último é um motivo excelente pra você se hospedar lá também, nem que seja por 1 dia, mas é muito exclusivo e diferente, né?

É bem fácil chegar lá, pois o hotel fica naquela mesma rua/estrada que contei no post de Pucón, que liga Villarica e Pucón, um pouco mais adiante e tudo sinalizado.

hospedagem pucón

O Glamping Pucón é super exclusivo, e conta com poucas cabanas, todas equipadas com aquecedores, luz elétrica, tomadas, cobertas quentinhas, banheiro com secador e amenities. Eles também tem a melhor cama do-mundo (juro!) e, como as barracas são brancas e de manhã fica clarinho o “quarto”, tem um desses tapa olho pra dormir, sabe? Achamos um toque muito especial e que faz a diferença mesmo.

hospedagem pucónEu não durmo de roupa ok?

Simplesmente não tem como não dormir bem nesse quarto! E ah, as barracas são imensas, então tem espaço de sobra para todas as suas malas. O banheiro também é grande e espaçoso.

hospedagem pucón

O que não tem lá é TV no quarto e wifi. A ideia do Glamping Pucón é desconectar, é curtir o ambiente, relaxar nessa cama mais maravilhosa do planeta, escutar o silêncio ao redor. Por isso o ambiente lá é super aconchegante e tranquilo.

hospedagem pucón

Nos quartos não tem frigobar, mas eles tem uma área comum para hóspedes que queiram usar uma geladeira e cozinhar. Ou seja, você pode economizar bastante nessa, fazendo seu almoço lá mesmo, nessa área.

hospedagem em pucón

Se tiver sol, você pode curtir uma piscina com vista pro vulcão Villarica inclusive, mas como estávamos lá em um maravilhoso dia de chuva, isso não foi possível para nós. #drama

glamping pucón

Café da manhã tem? Tem, e é DIVINO! Começa que você marca seu horário pro café. Se quer às 8h, 8h15, 9h10.. só escolher. Assim eles preparam a mesa especialmente pra você, com tudo fresquinho, como no Hotel Bellavista que contei aqui. Achei uma graça isso lá no Chile, de você marcar o café. Achei fino.

hospedagem em pucón

No café tem tudo: ovo do jeito que quiser, pães, frios, suco fresco, frutas, café, chá… tudo completo e o que quiser. A parte do café é servida na casa principal da recepção, e o casal que atende lá é uma graça, muito simpáticos. Ficamos um tempão conversando com a senhora que nos atendeu e trocando dicas e curiosidades da região. Foi perfeito pra gente se programar bem por lá.

hospedagem pucón

Ah, é claro que lá tem estacionamento. O único é que você precisará carregar sua mala até a barraca, porque não dá pra parar super colado em todas. A nossa ficava mais pra trás e não dava pra chegar de carro tão pertinho da porta dela. Mas tem passarelas ligando tudo, não é preciso caminhar na grama com elas, fique tranquilo.

hospedagem pucón

Próximo post conto de mais um lugar lindo e fantástico para se hospedar em Pucón, completamente diferente do Glamping, e na mesma rua principal que liga as cidades. Ó que fácil!

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O que fazer em Pucón, Villarica e região

Saímos de Chillán e seguimos direto para Villarica e Pucón. Essas duas cidades ficam muito próximas uma da outra, coisa de 20 minutos com bom trânsito em uma via rápida que une as duas. Pela nossa direção, era mais jogo conhecer Villarica antes, e foi isso que fizemos.

Tem muito o que fazer em Pucón e região, e estávamos MUITO animados pra chegar até ali. Só-que, pegamos 2 dias de chuva e 1 dia nublado, e isso atrapalhou demais a vida por lá. Como já comentei aqui no blog, o Chile tem muitos atrativos naturais, e com chuva complica bastante, tanto a visita em si como o próprio deslocamento para esses lugares, já que tem muita estrada de terra para chegar aos parques. Isso foi bem chato pra nós, mas ainda assim deu pra ver quase que tudo. Vou dividir por arredores de Pucón e Villarica, pra facilitar o programa de vocês:

Villarica

Villarica foi nossa 1ª parada ali. É uma cidade pequena mas muito gracinha. Já nessa região toda vemos a influência alemã forte do sul do Chile, a maioria das casas é de madeira e tem muitas influências mapuche (índios locais) em tudo. Villarica e Pucón tem uma carinha muito européia, muito destino de inverno de esqui, que te convida pra um chocolate quentinho, sabe como?

chile villarica

Ali você pode dar uma volta pela borda do Lago Villarica e, se o tempo estiver aberto, já poderá apreciar o vulcão Villarica, com seus 2.843m de altitude. No dia que chegamos ainda estava aberto o tempo, e pudemos vê-lo um pouquinho com nuvens, mas deu. É absurdo, é uma visão muito diferente pra nós. Não parece real estar na frente de um vulcão!

Ainda ali, você encontra um pequeno centro comercial de artesanato mapuche, uma pracinha, muitos lugares para comer e um ponto de informações turísticas bem completo.

villarica e pucónOlha que gracinha as placas da cidade, toda em estilo mapuche e de madeira

Lican Ray

Partindo de Villarica, você pode visitar a pequena cidade de lago, Lican Ray. Ela fica no lago Calafquén e é um bom destino de verão (se o tempo colaborar). No dia que fomos estava a maior chuva, e só conseguimos dar um rolêzinho básico porque não tava dando pra sair do carro! Ainda assim, encontramos uma das poucas lojas de cervejas artesanais da viagem e uma loja deliciosa de chás e chocolates.

De Villarica pra Lican Ray, são 27km e a estrada é toda asfaltada e sinalizada pra lá. É facílimos chegar.

Termas

Seguindo de Lican Ray, você pode visitar alguma das termas locais. O legal do Chile e seus vulcões e geisers é que tem muito ponto de água termal, e eles realmente se aproveitam disso. A mais famosa nessa região são as termas geométricas, que todo mundo fala, ama, posta, etc. De fato, parece linda e tem várias piscinas, mas não conseguimos ir.

villarica termas

Além da super chuva, mesmo a água sendo quentinha, magina ficar lá com aquela chuva na cara (é tudo aberto) e ficar saindo das piscinas com o clima frio e úmido demais; a estrada pra lá pega um bom trecho de cascalho/terra. Com chuva em um carro que não era 4×4, preferimos evitar.

Ali perto ainda tem as termas Vergara (tem hotel aqui) e as termas El Rincón. Todas elas ficam a mais ou menos, 32km de Lican Ray, ou seja, 59km de Villarica mais ou menos.

Pucón

Como comentei, Villarica e Pucón ficam muito próximas, e você pode, por exemplo, descer pelo Chile parando em Villarica e região mencionada para passear um dia inteiro, e seguir para Pucón para dormir e passear por ali nos dias seguintes. Assim não fica tanto muda e sai de hotel.

chile puconTão vendo o clima maravilhoso ao fundo, né?

Pucón eu A-MEI! Linda demais, pequena, aconchegante, muito clima de inverninho europeu, parece totalmente outro país. São muitas ruas charmosas, cheias de restaurantes bacanas, loja de chocolate, muito artesanato (Pucón realmente foi a cidade perdição dos souvenirs pra mim, hehe) e muitos passeios próximos.

pucon chile

Você pode contar uma tarde pelo menos pra se embrenhar nessas ruas, entrar nas lojinhas e tal. É claro que se você não tem o menor interesse em artesanato e coisas que tem lá, vai levar menos tempo, mas olha, de verdade, tem bastante coisa legal. Eu vou fazer um post só sobre artesanatos típicos de lá, para esse post aqui não ficar tão imenso.

Vulcão Villarica e grutas

O passeio mais sensação de todos aqui é a subida ao vulcão Villarica. A gente queria muito fazer, mas o mau tempo cancelou as subidas por pelo menos 1 semana! Isso é uma coisa bem chata relacionada à este passeio, pois na condição mais “mais ou menos” já não é permitido subida por motivos óbvios de segurança, e muitos turistas ficam na mão. E isso é totalmente imprevisível, mesmo que você agende com meses de antecedência… está sujeito a isso.

Esse é um passeio que sai de Pucón, e você faz uma escalada de 5h para a cratera do vulcão ativo. A descida são mais 2h e claro, pelos relatos todos que li, ficamos destruídos de cansaço. Logo, passeio pra 1 dia.

Mesmo sem poder subir o vulcão, pegamos a estrada até ele – que você pode ir sozinho tranquilo – pra chegar no pé do mesmo, para fazer outros passeios como as grutas (que sim, com a chuva estava fechado também, êta beleza), tem trilhas, tem vários pontos para comer e lojinhas. A gente deu uma volta por ali mesmo, foi legal também. Comemos uma empanada deliciosa e bem barata em um dos pontos de parada. Recomendo almoço nessas vilinhas sim!

villarica

*Aliás, esse passeio é bem caro (por volta de R$ 500 por pessoa) e tem muitas empresas que fazem. Certifique-se que a sua está no ramo há anos e tem equipamento adequado, ok?

Ojos del Caburga e Caburga

Ojos del Caburga fica bem próximo a Pucón e muito fácil de chegar. Nesse dia a chuva estava mais para garoa, e eu estava meio desanimada porque com chuva sempre atrapalha a cor da água e etc né? MÃS, adorei esse lugar.

caburga

Ojos del Caburga é um conjunto de pequenas cachoeiras e olhos d’água que ficam muito próximos ao pequeno balneário de mesmo nome, Caburga. Para entrar, paga-se 1.000 pesos (R$ 5,90) por pessoa e tem estacionamento no local. Lá é uma micro trilha, muito fácil, quase tudo plano e algumas escadas quando necessário. De novo repito: o que é a cor da água no Chile? Não saberei explicar jamais. Vocês tem que ver com os próprios olhos!

caburga

Ficamos ali por cerca de 1h, você não vai levar muito mais do que isso também, e seguimos para Caburga. É uma cidade de tipo 1 rua, literalmente. Super chica, fica na beira do Lago de mesmo nome e é um bom local para aproveitar o verão por lá. Tem alguns restaurantes e almoçamos por ali mesmo. Infelizmente não curti a comida do lugar que fomos, senão já indicava aqui.

Parque Nacional Huerquehue

No verão os dias são bem longos, e dá pra curtir muito. Seguindo próximo à Caburga, fica o Parque Huerquehue, que a gente queria muito ir. Só-que, chuva nesse parque não dava. Lá sim tem trilhas mais com cara de trilha, são trajetos mais largos e putz, com barro e tudo nublado, passamos. Porque imagina, você faz a trilha molhada sofrendo, no frio (era verão mas tava uns 10º lá, ok?) e chegando no ponto de interesse, não consegue ver nada. Abortamos esse passeio, até por recomendação do pessoal do hotel.

pucon huerquehue

Para quem quiser mais infos do parque, tem tudo aqui no site da Conaf.

Termas

Assim como na região próxima de Lican Ray, aqui perto de Caburga também tem 4 termas para curtir. São: termas Quimey-Co (spa, só aceita dinheiro), termas Peumayen (tem hotel também), termas de Huife (bem indicada e conta com hotel) e termas los Pozones (mais simples, só tem camping). Todos esses lugares são pagos, mas é tipo um day use e você pode ficar o tempo que quiser.

pucón termas

Mais pra baixo, já próximo ao Santuário El Cañi também tem mais 2 termas, a Menetúe (com cabanas e spa) e a San Luís (também com opção de hotel no local). E ainda, pro outro lado próximo aos Saltos, ficam as termas Palguín. É terma que não acaba mais! Pra relaxar bem!

Santuário El Cañi

Esse foi outro passeio que tivemos que dispensar por causa do combo trilha + chuva. O lugar é lindo pelas fotos, mas… O parque conta com 500 hectares de proteção às araucárias e é uma das primeiras áreas protegidas do Chile, inclusive. Lá as trilhas são maiores, duram 1 dia e algumas até mais. A menor trilha dura 7h, então é bom ter um certo preparo para essa visita, ok?

el cañi pucón

No site deles tem tudo descrito e como é cada trilha. Também indicam pegar com guia, e eu também recomendo isso. Área que não conhece, são trilhas longas em parques de preservação.

Saltos

Outra opção de passeio que mesmo com chuva dá pra fazer, são os saltos. No caminho Pucón-Argentina, você pode visitar 4 saltos: Palguin, La China, del Leon e del Puma. A gente ia visitar, chegamos a ir até a entrada de um deles, só que assim, cada um paga-se entre 1000 e 2000 pesos (R$ 5,90 e R$ 11,80 por pessoa) pra entrar, e aí meio desistimos. De qualquer forma, deixo a sugestão de passeio. É um do ladinho do outro, muito fácil!

Curarrehue

Último passeio por aqui, já quase na Argentina (40km dali), é a vila mapuche de Curarrehue. É uma cidadezinha, uma versão bem menor de Pucón e Villarica, também toda em madeira e cheia de arte mapuche, óbvio. Lá, além de dar uma volta pela cidade, tem um pequeno museu gratuito, lojas de artesanato e pequenos restaurantes com comida típica.

pucon

Mais ao sul – Panguipulli e Huilo Huilo

Seguindo estrada rumo ao sul, você ainda pode fazer uma visita a Panguipulli (50km de Villarica), que costeia o lago de mesmo nome. Lá não tem muito, é uma paradinha estratégica pra um xixi ou pra comer algo. Tirando a igreja principal, não tem mais nada.

chile

Continuando rumo ao sul, logo chegará à reserva de Huilo Huilo (97km de Villarica), um grande parque nacional com muito o que fazer. No site tem muita coisa e você pode se programar e se hospedar ali. Não paramos nessa reserva porque não teríamos tempo, mas bem que gostaria! Parece ser um lugar incrível!

reserva huilo huilo

Esse post ficou imenso, e eu ainda quero falar dos 2 hotéis INCRÍVEIS que ficamos em Pucón. Vou postar na sequência sobre eles (aqui e aqui), porque ambos merecem posts detalhados. Vocês vão adorar, tenho certeza. Até porque um deles é único nesse estilo no Chile. ;)

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Chillán no verão!

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Chillán no verão!

Se tem uma coisa que a gente faz por aqui, é ir em épocas não convencionais pros lugares, haha. Digo isso porque um dos nossos posts com mais acessos da história do blog é o Valle Nevado no verão que, como todo mundo sabe, é um destino totalmente invernal. Assim como Chillán.

Não é que a gente não goste de neve, pelo contrário, adoro e acho muito legal esquiar, mas acontece que esses destinos 1.são beeeem carinhos no inverno e não tá rolando agora e 2. eles estavam já no nosso caminho de veraneio, e por quê não visitá-los? Fomos!

chillán no verão

Chillán é o seguinte, é uma cidade bem no meio do Chile (entre Argentina e costa), fica ali na Ruta 5 mesmo (estrada que corta o país todo) e honestamente? Tem nada. Assim, ok dar uma volta rápida e pronto. O point mesmo é toda a parte de esqui que na verdade mesmo, é bem afastada dali.

Você vai ficar no Valle Las Trancas, que fica a mais ou menos 100km de Chillán, sentido Argentina. É lá que estão as atrações, as montanhas, as cabanas. Mesmo indo pra Chillán no verão, o lugar é lindíssimo, a paisagem na estrada para e por lá é linda, e Las Trancas é toda uma gracinha. Está cheia de restaurantes, pequenas lojas e mercadinhos, cabanas e trilhas.

las trancas chillán

Diferenças inverno e verão

A diferença é gritante do inverno pro verão. Pra começar o clima e a paisagem. Enquanto no verão o sol fica forte e a gente passa calor (a noite ainda é frio, chegamos a pegar 7 graus), no inverno não dá pra andar com carro sem corrente nas rodas e tudo fica coberto pela neve alta. Olha só:

chillan inverno

Já no verão, completamente diferente:

chillán

No verão o Valle fica muito vazio se comparado ao inverno. Não é que é deserto e não tem onde comer ou o que fazer, pelo contrário, tem muita coisa aberta. O próprio hotel Termas de Chillán (esse que aparece na foto inclusive), que é o ponto mais famoso pela estação de esqui, fica aberto durante o ano inteiro, e vimos MUITOS chilenos indo pra lá curtir as piscinas e a vista. Sem contar a tranquilidade do lugar, né?

Essa estrada vazia? Também, algo que você só encontra no verão e pode apreciar bem tudo, parar pra fotografar, dirigir como quiser. Já no inverno, é congestionamento puro. Para ir das cabanas, que ficam mais abaixo, para a estação de esqui, você vai demorar um tempinho sim. A boa coisa é que a estrada é perfeita, muito bem cuidada, tem assistência em vários pontos e não é nada tão isolado e remoto assim. É claro que, se você não tem experiência para dirigir na neve, contrate o transporte. Porque sim, a estrada é boa, mas neve escorrega, chove e né, são montanhas com áreas de risco.

Quanto aos preços, são os mesmos nas duas épocas. Como achei o Chile inteiro caro mesmo, isso não vai te assustar. A comida está cara, então já não vai fazer diferença se houver alguma variação.

O que fazer no verão

No verão tem muitas atividades pra fazer por lá também! No inverno temos a estação de esqui, passeios de trenó, termas pra curtir na neve e teleférico subindo montanhas.

Já no verão temos muitas trilhas, pequenas escaladas, motocross, cavalgadas e tirolesas. Uma visita indispensável é a trilha no Valle Shangri-la, onde podemos ver o vulcão Chillán e a paisagem lunar por ali. É possível seguir em uma trilha mais longa e chegar em uma lagoa, a Huemul, mas esta não fomos pois estávamos sozinhos e já estava ficando tarde. A sensação desse lugar é que o fundo dela nunca foi atingido! Pensem!

chillán verão

No hotel Termas de Chillán, tem várias atividades também, e você pode passar o dia lá. Dá para ficar nas piscinas térmicas, jogar golf, fazer massagens e fazer observação em telescópio (o céu lá é absurdo a noite!).

Eu vi em um site gente dizendo que não vale a visita no verão. Olha, na boa, vale sim. Achei o lugar lindíssimo, tranquilo, Las Trancas é uma graça e o povo bem receptivo. Nós passamos a noite de ano novo lá e não nos arrependemos de fazer essa paradinha. É claro que não é um lugar pra ficar 5 dias no verão porque sim, vai dar uma cansada caso você queira mesmo é fazer atividades diversas. Em 2 dias já esgotam as opções. Mas sinceramente, adorei conhecer Chillán no verão. Uma delícia de lugar.

Onde de hospedar

Nós tivemos 01 probleminha nessa questão. Aliás, acho que foi o único problema da viagem toda. Quando você for buscar hotel em Chillán, todos que vão aparecer serão em Las Trancas. E nem se assuste com o preço do Termas de Chillán, tá? Porque tem outras milhões de opções lá e você pode só ir pra lá esquiar mesmo.

Enfim, como contava, tudo vai te jogar pra Las Trancas, porque bem, é lá o poin. Tem de tudo e de todos os valores. Tem hostel, tem domo (olha esse que demais), tem cabana. A coisa é que grande parte é de cabanas para 4, 5 ou 6 pessoas, e pra ir em 2, o preço fica mais salgadinho. Mas pra ir de galera os preços são maravilhosos! Bem, depois de muito pesquisar, encontramos um que tinha opção de quarto para 2 e com preço bem legal. Ótimo, reservamos! (como era noite de ano novo, também não tava afim de ficar em algum lugar tão simples, sabem né)

Chegamos em Las Trancas, fomos procurar o local. Ficamos UMA HORA procurando e nada! Assim, a região é tipo 1 rua, com algumas estradinhas entrando nas laterais, não é difícil sabe? Mas não tem nome nas ruelas e justo ESSE hotel não tinha sequer uma placa indicando a entrada!! Todos os outros tinham. O nosso não. Perguntamos umas 4x e nada. Sério, a gente tava muito puto com isso. Aí perguntamos para mais uma pessoa, e o cara foi muito legal, jogou no google maps dele (porque o nosso era offline e as vezes não marca tudo no mapa, ainda mais nesses lugares remotos), não sabia onde era, ele parou mais umas pessoas e perguntou e só assim, ENFIM, encontramos.

Ok, que bom né. Lugar simples mas ok. Fomos fazer check-in. Pergunta se tinha alguém pra receber a gente. Não tinha! Tinha um papel colado: chegando favor ligar x. Gente. Vem cá. Lugar turístico. Nem todo mundo compra chip de telefone porque hoje existe uma coisa mágica chamada wifi que facilita tudo. Não tínhamos como ligar, querido. Desistimos. Ficamos tão putos de já ter perdido 1h, chegar lá e não ter ninguém… saímos e fomos pra outra cabana na frente.

Acabamos pegando uma cabana para 5 pessoas, na El Leñador. Lá custava 50.000 pesos (R$ 295), e o que falei, pra dividir em 5 é muito ok! Bom, gostamos da dona, do lugar, a cabana tinha tudo, lareira – nossa, no verão, pra quê? – toalhas, cozinha, 2 quartos, piscina. E a lareira, usamos? Ahhh meu bem, usamos sim. Fez 7 graus de madrugada, tenso! Ficamos bem quentinhos lá, hehe.

chillán no verão

Em Las Trancas tem centenas de opções mesmo. Muitas cabanas não tem café incluso, porque elas são apartamentos né? Tem cozinha e você pode fazer tudo lá, e fica mais barato mesmo.

chillán verão

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Onde de hospedar no Valle del Colchagua e o que fazer

Parque Nacional 7 Tazas e onde se hospedar para visitá-lo

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Chile road trip

Parque Nacional 7 Tazas e onde se hospedar para visitá-lo

Se tem uma coisa incrível no Chile, essa coisa é a natureza. É impressionante a quantidade de parques e reservas para visitar! São florestas incríveis de araucárias, desertos, centros de esqui, vulcões, cachoeiras… é realmente um país completíssimo, e para isso você vai precisar de tempo.

Nós visitamos alguns parques, infelizmente não deu pra ir em todos os do caminho porque são sempre afastados, a maioria fica pro lado interno ali pelas cordilheiras e fronteira com a Argentina, e no mínimo você leva 1h ou 1h30 só pra chegar neles. O Chile é uma país estreito, você atravessa rápido teoricamente, mas para chegar nesses lugares as estradas são em sua maioria, de terra, o que deixa o trajeto mais lento.

O primeiro parque que visitamos foi a Parque Nacional 7 Tazas (tem site aqui), que fica na região entre Curicó e Talca. Nós optamos por vir lá da região do Valle de Colchagua pra Curicó, dormimos e seguimos pro parque no dia seguinte. Mas você também poderia dormir em Talca, por exemplo. Falo no final do post sobre as 2 opções, ok?

Bom, pra chegar de Curicó pra lá levamos um pouco mais de 1h porque paramos 2x no caminho pra ver paisagens. Em uma delas não consegui fotografar porque lá tem um inseto MONSTRUOSO, que ficava vindo em mim. (quem viu o stories já sabe do que estou falando). É tipo uma butuca misturada com abelha imensa, e fica rodeando a gente, uma coisa infernal!

paruqe 7 tazas chileUm pouco da estrada, uma casinha no meio da floresta (conseguiram ver?) e um lago no meio da estrada pro Parque 7 Tazas.

Chegando no parque, turistas pagam 5.000 pesos (R$ 29,50 na cotação da viagem) e podem ficar o tempo que quiser e visitar 2 parques que a Reserva abrange. Aqui é possível chegar de carro até bem a entrada dos parques e então começar as trilhas. Tem trilha de todos os tipos, níveis, dificuldades.

parque 7 tazas chile

Na primeira parada andamos cerca de 1h, parando, fotografando… tudo muito tranquilo e a maior parte plano. Onde tinham descidas, era com plataformas com escadas, tudo muito sinalizado e apropriado para segurança e comodidade de todos. Também tem banheiros e guardas nas entradas.

7 tazas chile

Nesse lado já vimos muita coisa linda, cachoeiras, as 7 tazas que são tipo várias piscininhas que vão caindo em cascata pelas pedras… uma coisa maravilhosa mesmo. A cor da água é indescritível, de um tom azul esverdeado e super transparente que só vendo lá pra entender.

parque nacional 7 tazas chile

parque 7 tazas chile

Na sequência seguimos mais a frente do parque e, apresentando o primeiro ticket, entra-se gratuitamente. Ali é o local para trilhas mais puxadas. Nessa região tem, se não me engano, 6 vulcões e é possível subir muita coisa por lá e se aventurar.

Nessa parte tem 3 opções de trilhas. Uma de mais ou menos 1h ida e volta, que foi a que fizemos e leva só até uma vista simples das montanhas (vide abaixo); uma trilha de 4h que já te leva mais longe e perto dos vulcões; e tem outra que leva tipo 1 dia, já é pra acampar e tal. Claro que essa é a que tem melhor vista, mas né, não é pra mim. Aliás, muitas trilhas são de 1 ou 2 dias pelos parques no Chile, porque eles não liberam acesso de carro e é tudo escalando coisas e passando por lagos. Mas assim, muitas mesmo. É trilha mais profissional um pouco, eu diria. Ainda não me aventuro nessas.

parque 7 tazas chile

Dali saímos e paramos em uma parte do parque que é particular, e pagamos mais 2.500 pesos cada. A trilha é facílima também, 1h ida e volta no máximo e aí vemos todo o outro lado da 1ª parada. É tudo sinalizado e muito fácil. A parte mais “dificil” é descer poucos metros para chegar no Salto La Leona, que é aquela cachoeira lá da primeira foto do post:

parque 7 tazas

Agora, não se engane. Terão pessoas tomando banho ali, mas… que-coisa-gelada-plmdds! Não sei como gente, não sei como essas pessoas entraram nessa água! Nós nem aguentamos ficar com os pés nela, de tão congelante!

Ah, sobre o almoço! Tem algumas vendinhas lá e muitos campings. Nós optamos por passar no mercado antes e comprar algumas frutas, água e bolacha pra garantir um almoço mais em conta e na hora que quiséssemos. Descemos até um ponto de banho, em algumas pedras e comemos ali mesmo. Só lembre de levar o lixo com você, ok?

parque 7 tazas chile

O passeio no Parque Nacional 7 Tazas é para um dia completo. Não precisa madrugar pra ir e nada, porque os dias no verão acabam às 21h, e dá pra aproveitar super bem, mas é 1h-1h30 de estrada + todas as trilhas que quiser fazer + volta. Então não dá pra encaixar com outro passeio. No máximo um rolê em Curicó ou Talca, dependendo de onde estiver hospedado.

ONDE SE HOSPEDAR EM CURICÓ

Como falei, dormimos em Curicó e seguimos pro parque no dia seguinte. A cidade é bem pequena, mas é bem bonitinha, sabia? Um passeio ali é gostoso, tem uma pracinha, uma região com vários restaurantinhos, algumas igrejas interessantes. É o passeio pra juntar com o Parque, nada a mais.

curicó

Lá nós ficamos no Hotel Diego del Almagro, que é uma rede chilena muito grande. Esse hotel é bem novo, e de uma qualidade incrível. Quartos muito amplos, café da manhã completíssimo e uma piscina aquecida deliciosa e perfeita pra relaxar depois dos passeios. Gostamos bastante do hotel, e dá pra fazer tudo a pé na região, ele é bem localizado.

hotel curicóEu e meu nado sincronizado comigo mesma

ONDE SE HOSPEDAR EM TALCA

Talca já é menor que Curicó e não tem o que ver, é só um ponto pra dormir mesmo. Ainda assim tem tudo, tá? Tem restaurantes, lojas, mercados… não pense que é uma vila, hehe.

Lá ficamos no Eco Hotel, também muito bem localizado e com tudo novinho. O quarto também é bem amplo, com ar condicionado, café bem completo, piscina e wifi. Achei o preço bem atrativo também, na época que fomos, foi o mais econômico de toda a viagem. (com certeza o valor muda conforme época né, então dá uma olhada).

hospedagem em talca

As duas paradas servem para a visita ao Parque Nacional 7 Tazas, é uma distância similar, o parque fica tipo no “meio” das duas cidades, tirado pro lado argentino.

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Chile road trip

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