Tudo o que você precisa saber sobre os tapetes turcos e como trazer pra casa

A Turquia é toda incrível e junto com as belezas naturais, tem também uma série de produtos locais e artesanatos muito lindos, como os famosos tapetes turcos, as jóias e as cerâmicas.

Em nossa viagem visitamos uma fábrica/loja de tapetes. Eu não lembro o nome da loja, mas como é uma arte local, acredito que não seja difícil encontrar lugares como esse pra visitar. O espaço era enorme, enorme do tipo “não me deixem sozinha aqui dentro nessas 53204 salas e com zilhões de tapetes coloridos em tudo que é canto”. Sim, o lugar era impressionantemente grande.

Na chegada fomos atendidos pelo dono da fábrica, um turco (claro) que falava um ótimo português, o que facilitou muito na hora de entender todo o processo da fabricação dos tapetes. Ele nos levou pelas várias fases do processo. Vimos as mulheres tecendo os tapetes, um trabalho absolutamente incrível e muito difícil, vimos a extração da seda, coloração e acabamento.

tapetes turcos

tapetes turcos

Sobre o trabalho dessas mulheres, não fique pensando que são escravas. Pelo menos nessa região elas não podem ficar mais de 2h exercendo a tecelagem dos fios. Sim, é um trabalho bem pesado. Algumas fazem coisas em casa, outras lá na fábrica. Além de ser um trabalho naturalmente complicado, como elas ficam poucas horas por dia em cada tapete, o processo demora.

tapetes turcos

Outra coisa muito interessante que nos ensinaram é que o que basicamente muda no preço de um tapete turco é a quantidade de nós por cm². Quanto mais nós, mais detalhada é a peça, mais seda e mais trabalho.

tapetes turcos

Eu confesso que nunca me interessei por esses tapetes. Achava ok, nunca vou ter um desses. Mas aí meu mundo caiu e mudei tudo! Vi os tapetes mais absurdamente incríveis do universo nesse lugar. Estampas inacreditavelmente lindas, estampas que mudavam de tonalidade dependendo do ângulo que olhávamos, estampas que custavam fortunas, estampas que era jóias de tão trabalhadas. Peças que só pensei que eram impossíveis de fazer com esse método de tecelagem manual. De cair o queixo, completamente.

tapetes turcosEsse vermelho da foto da direita foi meu preferido. Ele era incrível demais!!

O legal é que depois de toda a explicação, fomos pra uma sala particular e eles mostraram diversos tapetes, explicaram cada um deles e porquê esse era mais incrível que aquele outro. Tudo na base do cházinho e café, tratamento a pão de ló mesmo. E na boa, foi o máximo. Eu não esperava nada disso nesse passeio. Até estava com um pé atrás tipo “passeio turístico em loja = coisa tosca que vão me obrigar a comprar.”

tapetes turcos

Agora vamos falar de coisa séria, o que importa: quanto custa e como trazer pra casa.

QUANTO CUSTA UM TAPETE TURCO

Não é barato, e nem pode ser. Se for muito barato tipo Grand Bazar, desconfie. Com certeza não é nada igual a esses aqui. Você não vai encontrar nada abaixo dos 100 euros, sendo este o mais “fuleira”, ou seja, com desenho mais simples e tamanho pequeno. O preço varia até 80 mil euros. É, tem pra todos os bolsos.

O que achei interessante é que todos os valores são dados em liras turcas, euros e dólares, aí você escolhe o que é melhor pra você, se tem dinheiro de algum desses, se quer pagar nas 3 moedas e misturar tudo… pode tudo mesmo. É a hora da matemática na real, porque vai ter que fazer as conversões pra ver o que é melhor naquele momento.

Os pagamentos são no dinheiro ou no cartão. Além disso, esteja preparado pra negociar, mas não force a barra, eles ficam ofendidos, principalmente aqui com um produto basicamente de luxo. Se for 100 euros, nem perca seu tempo oferecendo 20, não vai rolar. Mas uma negociação saudável é super plausível.

COMO EU LEVO UM TAPETE TURCO PRA CASA?

Ahhh, aqui temos 3 opções, e a empresa te ajuda em todas elas, afinal, o importante é que você saia com um tapetinho embaixo do braço, hehe. Ah, e olha, nem adianta me dizer que “nem vou comprar, não tenho onde por/não tenho dinheiro” ou qualquer outra desculpa, porque chegando lá, meus amigos e amigas, dá vontade de levar tudo. Vender a casa e levar um tapete desses. Então é bom ir preparado com dinheiro e com espaço na mala, ok?

1. Despachar

Dependendo do tamanho e do peso, você pode despachar o tapete dentro da mala. Não precisa comprar um tubão pra por dentro, nada disso. Muito mais fácil. Eles são dobráveis, então é bem mais fácil. O dono da loja vai te dar as dicas certas de como enviar o tapete que comprou e como cuidar dele. Mas dobrar é possível!

2. Mala de mão

Se ele não for tão grande e tão pesado, se você gastou muito e está muito apegado a ele ou com medo que a companhia aérea perca sua mala (medo justo, porque tá difícil hoje em dia, viu?), pode levar na de mão. Não tem espaço? Não se preocupe, a loja dá a mala pra você. Sim, eles dão! Eles sabem fazer uma venda, não é mesmo?

3. Envio direto pro Brasil

Caso você compre algo muito grande ou mais de um tapete ou ainda for continuar viagem e não quer ficar carregando esse peso todo na bagagem, a empresa faz o envio direto pra sua casa. Você não precisa se preocupar com nada, só em fornecer seu endereço. É claro que tem taxas né, mas é tudo pago antes e sua única preocupação é receber em casa e abrir pra por na sala.

Juro que sempre achei que num caso desses a gente que tivesse que lidar com os métodos de envio e embalagem e ainda se virar nos 30 aqui no Brasil pra receber isso direito. Mas não, felizmente, alguém arranja tudo isso pra você. Tô falando, os caras sabem vender.

Ufa, acho que expliquei praticamente tudo dos tapetes turcos aqui, né? Eu não vou contar mais sobre o processo pra não tirar a magia daqueles que estão indo pra lá e farão a visita, mas sabendo o que encontrar, quanto custa e ficar tranquilo sobre como trazer já é uma mão na roda!!

tapetes turcos

*Foi muito difícil escolher as fotos pra esse post. Tirei dezenas e todas tão coloridas e estampadinhas. =D

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Cantina do Délio, uma comida italiana especial em Curitiba

Olha, eu sou totalmente suspeita pra falar, pois adoro comida italiana… bom, se bem que então nesse caso eu posso falar de verdade, porque com comida italiana sou exigente. Não me venham com macarrão muito mole ou gnocchi todo unido, que não tem por onde. Molho queimado? Fora daqui. Queijo ralado de mercado? Sai fora!

Eu adoro sair pra comer massa em Curi e no IV Curitiblogando pudemos levar os blogueiros do país todo pra conhecer um dos restaurantes italianos mais tops da cidade, a Cantina do Délio.

cantina do délio

Ele já é bem conhecido aqui, figurinha carimbada no domingo de muita gente e recomendação que sempre dou pra quem vem de fora.

O local é uma graça e foi recentemente reformado e agora tem mais mesas. Isso foi ótimo porque a Cantina do Délio é um point daqui e vive lotado. Assim as filas ficam menores no final de semana.

Bom, se você está lendo esse post com fome, sinto muito, ela vai aumentar.

cantina do délio

cantina do délio

Entenderam agora né? Lá os pratos são individuais e muito bem servidos! Pra mim, não tem espaço pra sobremesa depois de comer ali. Eles também tem bons vinhos e cervejas pra acompanhar.

cantina do délio

A Cantina do Délio fica na R. Itupava, 1094 – Alto da Glória.

Blogueiros da Rede Curitiba: Anna Martinelli e Mariana Fachin (Finestrino), Robson Franzói (Um Viajante), Natasha Schiebel e João Guilherme Brotto (Pra Ver em Londres), Leidinara Batista (Férias Now), Jr Caimi (Tip Trip Viagens).

Blogueiros convidados: Elaine Castro (Viagem Massa), Patricia Tayão (Viajar Hei), Patrícia Camargo (Turomaquia), Jonathan Pádua (Eu Vou De Mochila), Luciano Gusmão (Viagem Sem Frescura), Poliana Cardozo (Comendo Chucrute e Salsicha), Laira Curado (Olhar de Viajante), Glacy Moraes Machado (Brasil Naturista), Nívia Guirra (Viagens Invisíveis) e Fábio Pastorello (Viagens Cinematográficas).

O museu a céu aberto de Goreme

Ainda falando dos chaminés de fadas e da natureza diferente da Capadócia, outro passeio muito incrível pra fazer é o museu a céu aberto de Goreme. Lá visitamos uma dezena de igrejas, capelas e mosteiros cheios de arte bizantina e muito bem conservados! Tudo do século X.

É preciso pagar para entrar nessa área, mas é baratinho, coisa de 10 liras também. Lá não tem caminho certo pra fazer, é só passear e ir entrando em cada cantinho como quiser. O engraçado é que são MUITAS igrejas mesmo, uma do lado da outra e de tamanhos variados.

museu a céu aberto de goreme

Claro, não é nada muito gigante, elas são pequenas e nem cabe muita gente dentro. É interessantíssimo e mais ainda é ver que a maioria ainda está com todos os afrescos muito bem conservados. São coloridos, lindos!

A pena é que não pode fotografar lá dentro, nem sem flash. E eu espero que nossos leitores aqui respeitem isso, porque senão daqui um tempo as coisas vão estragar. O pior é que em uma das capelas que entramos, estava sem guardinha (a sim, porque cada entrada tem um guarda) e tinha um casal lá dentro – não sei qual país porque não identifiquei a língua – tirando ALTAS FOTOS! E com flash!! Fizemos cara feia, comentamos… e nada de semancol. Continuaram fotografando tudo. Ahhhh, mas daí denunciamos pro próximo guarda, e o mesmo avisou a diretoria do parque que veio nos perguntar quem era. O que aconteceu com eles eu não sei, mas fiquei muito braba vendo isso. Gente cara de pau!

museu a céu aberto de goremeEssa era uma das maiores construções do complexo. Esse buraco que dá pra ver o interior, na verdade era de pedra também, mas caiu com o tempo.

Dentro do parque tem ainda uma outra capela que paga-se a parte para visitar. São mais 10 liras aí. Olha, vale a pena sim! Ela é a mais conservada e é lindíssima.

museu a céu aberto de goreme

Essa é uma visita bem legal de fazer e se você puder fazer com um guia, é ainda melhor, pois ele poderá te explicar detalhes de cada uma delas e tirar algumas dúvidas que eu sei que você vai ter.

museu a céu aberto de goremeUm dos refeitórios de lá. Isso no meio é uma mesa, e as pessoas sentam nesse vão ali.

O parque não é tão cheio, nada de filas nem nada. Congestionamento para uma ou outra foto só. Também tem banheiro e uma lojinha beeem bacana na entrada/saída do local.

museu a céu aberto de goreme

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Chaminés de Fadas e o Vale de Dervent na Capadócia

Chaminés de Fadas e o Vale de Dervent na Capadócia

A Capadócia é demais mesmo, a região tem uma formação muito particular encontrada em alguns lugares do mundo, ela é cheia de mini “castelos de pedra”, chamadas chaminés de fadas. Porquê desse nome em específico, eu não sei, mas achei engraçadinho. Na real mesmo, eles parecem outra coisa, mas deixo isso a cargo de sua imaginação, hehehe.

chaminés de fadas

chaminés de fadas

A explicação deles é a seguinte: grandes colunas naturais em forma cónica que sustêm no seu topo um bloco de rocha maior, que funciona como protector da erosão até que, com o continuar da erosão, não seja mais possível sustentar esse bloco. Formam-se a partir da ação erosiva das águas fortes, muitas vezes de origem glaciária, podendo atingir alturas de 40 metros. (fonte: Wikipedia)

chaminés de fadas

São muito legais e em alguns parques – quase todos – dá pra ficar bem pertinho dessas formações. Assim como as cidade subterrâneas que são escavadas nesse terreno molinho, tem várias igrejas também feitas nesse tipo de pedra, e é tudo visitável.

Um dos parques que visitamos é o Vale de Dervent. Lá dá pra visitar algumas igrejas e casas antigas, escavadas nessas rochas. Esse foi um dos primeiros lugares a ser habitados e o último a ser abandonado pela população.

chaminés de fadas

As chaminés de fadas estão por todo canto, formam lindas paisagens e as fotos ficam de babar. Não tem como não curtir!

chaminés de fadas

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O museu a céu aberto de Goreme

As cidades subterrâneas na Capadócia

Na Capadócia tem muita coisa legal pra visitar, muita coisa diferente e que não tem em lugar nenhum no mundo. Além das formações rochosas únicas e que vou falar no próximo post, tem mais de 100 cidades subterrâneas na Capadócia! Isso aí, cidades embaixo da terra.

Antigamente, com as 1001 guerras e perseguições que aquela terra sediou, os habitantes precisavam se esconder de alguma forma, e como as rochas lá são vulcânicas e bem molinhas pra escavar, a saída foi ir pra baixo.

Como falei, são cerca de 150 cidades como essa que visitamos e ainda, uma semana antes da nossa ida pra lá, os turcos descobriram mais uma, a maior de todas inclusive! E tenho certeza que você está pensando que são mini cidades e que não cabia muita gente e tal. Bem… bem errado isso. Essas cidades abrigavam até 20 mil pessoas. VINTE MIL.

E é tudo dividido em diversos andares pra baixo do solo, até 20 níveis pra baixo. Claro que não é nada muito sofisticado, afinal de contas, estamos falando de uma época antes de Cristo aqui, entre 9 e 4 mil anos a.C.

cidades subterraneas capadocia

Hoje são apenas buracos interligados por mini corredores, bem estreitos e baixos. As entradas desses túneis tem pedras enormes e redondas e isso serve pra fechar os inimigos lá dentro. Como os túneis são pequenos, ninguém fica de pé ali, não pode atirar com arco e flecha e nem empunhar espada. Estratégias, meu bem.

cidades subterraneas capadociaNão dá pra empunhar espada, mas o celular pra foto dá, he.

Lá dentro é possível fazer um tour simples, não dá pra ir até o fundo de tudo, mas dá pra ver onde eles dormiam, onde faziam a capela, onde cozinhavam, onde guardavam o vinho e etc. É um passeio completamente incrível e cheio de história e curiosidades.

cidades subterraneas capadociaEssa é a pedrona que serve de porta nas saídas dos túneis

Pra quem tem claustrofobia, eu não recomendo a entrada. Mesmo pra quem não tem, a descida pode ser puxada. Os túneis são labirintos e tem uns ultra pequenos mesmo.

Nós fomos em uma que fica na cidade de Goreme e pra entrar é preciso pagar 10 liras. Quem estiver pela região, as cidades subterrâneas na Capadócia são um passeio que recomendo muito, porque é muito interessante e diferente. O passeio não é muito demorado, se não estiver muito cheio na entrada, a visita dura uns 40 minutos. Bora entrar na terra?

cidades subterraneas capadociaTodo mundo em uma das cozinhas da cidade

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