Made in Croatia – recebendo estudante estrangeiro

Quando eu participei do programa de intercâmbio IAESTE eu ofertei uma vaga para receber um estrangeiro na minha casa que também estivesse participando do programa. Quando alguém oferta vaga em casa ganha descontos nas taxas e um melhor posicionamento no ranking.

Se você tem interesse em ter contato com outras culturas e, por algum motivo, não pode fazer um intercâmbio, hospedar um estrangeiro na sua casa pode ser um bom começo. Para isso, é necessário se cadastrar em alguma agência, para que seja algo um pouco mais confiável.

No IAESTE funcionava assim: você faz o cadastro e responde se existem fumantes na casa, se você tem animais de estimação, se a pessoa vai ter um quarto só para ela, quais refeições estão inclusas, o valor que a pessoa vai ter que pagar pela hospedagem, entre outras coisas. Se houver interesse do intercambista, você recebe todos os documentos do processo seletivo e o contato para analisar. Aprovando a hospedagem é só esperar pela visita.

Minha intercambista veio diretamente da Croácia em meados do ano passado e se chamava Lana. A Lana chegaria ao Brasil 3 semanas antes de eu ir para a Áustria e ficaria 2 meses na minha casa, mas infelizmente ela teve o mesmo problema que eu com o visto, mas não a mesma sorte, e acabou chegando apenas uma semana antes da minha viagem e justamente quando eu estava na correria dos últimos preparativos. A única coisa que “cobramos” da Lana pela hospedagem foi que trouxesse um pratinho da Croácia, esse que eu mostrei aqui.

Fui buscá-la no aeroporto com uma plaquinha com a bandeira da Croácia e o nome dela. No aeroporto todos me perguntavam da onde era aquela bandeira e eu fiquei espantada por ninguém saber. Não que eu conheça todas as bandeiras do universo. Na verdade, pouco sei sobre a Croácia, mas qualquer pessoa que já assistiu alguma copa do mundo deveria reconhecer a bandeira da Croácia, principalmente por causa do uniforme da seleção que é o mais lindo de todos.

Assim que a Lana chegou, já percebi o quanto era esperta e que havia estudado sobre o Brasil. Fiquei bastante orgulhosa porque, pela primeira vez, eu teria a chance de mostrar o meu país para um estrangeiro. Nosso primeiro almoço foi na Jardins Grill, que já citei aqui como um dos meus restaurantes favoritos. O legal é que o restaurante tem um menu em inglês com os cortes das carnes (eu achava que tipo picanha era picanha no mundo todo, mas não. Na verdade, nunca tinha parado para pensar nisso). A Lana achou estranho o esquema da churrascaria e questionou como eles cobrariam, uma vez que ninguém estava contando o que ela estava comendo. Hahahahahahha. Achei engraçado.

Apesar do pouco tempo que tivemos juntas, consegui mostrar um pouco de Curitiba para ela e visitamos alguns parques, foi quando senti um pouquinho de vergonha em mostrar minha cidade, pois na época os parques estavam meio abandonados e sujos. Ainda, ajudei a Lana a montar um roteiro indicando quais cidades ela não poderia deixar de conhecer: Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Brasília e Salvador. Fiz tanta propaganda do Rio e fiquei decepcionada quando ela me disse que não gostou muito. Já Salvador, que eu achei que ela não fosse gostar, ela adorou! Ela disse, ainda, que Florianópolis parece algumas cidades da Croácia. Infelizmente ela não teve tempo para conhecer a Amazônia e outros tantos lugares lindos que temos por aqui.

O mais engraçado na vinda da Lana é que meus pais não falavam inglês e quando eu fui pra Áustria ela ficou só com eles. Deve ter sido divertido. Minha mãe disse que a mímica rolava solta e que a Lana aprendeu a falar muita coisa em Português.

Graças ao google, eu também aprendi a falar em croata:

Lana: čekaju me u Hrvatska! Ja ću vas posjetiti u najkraćem mogućem roku.

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